Espaço de atividade literária pública e memória cronista

segunda-feira, 13 de maio de 2013

F C Felgueiras na 2ª Nacional de Seniores...!

 

Felgueiras está de novo no mapa do futebol nacional, graças à subida do F C Felgueiras à nova 2ª Divisão Nacional, agora chamada Campeonato Nacional de Seniores, faltando apenas, por ora, saber se o clube felgueirense mantém até ao fim o atual 1º lugar e assim conquista o título de Campeão da respetiva série nacional da presente época. 

O assinalável feito começa já a repor alguma da anterior visibilidade futebolística da nossa terra, como se nota por uma entrevista que roda na internet, por estes dias, acompanhada por um texto alusivo. 

Desse naco de prosa, merece atenção o essencial da dita transmissão, embora, no caso, com uma correção a ter em conta, que é de que não está prestes a subir, mas sim já ter acontecido a subida de divisão – restando então assegurar o título de Campeão.

   

Eis, aqui, tal interessante artigo de promoção a Felgueiras e dignificação felgueirense: 

«Futebol de lés a lés: Futebol Clube de Felgueiras 1932 

O Felgueiras 1932, equipa formada em 2006, está prestes a carimbar a subida de divisão. Desta forma a equipa representativa da terra situada na parte superior do Vale do Sousa pode assegurar um lugar no futuro campeonato nacional, como nos conta o jornalista Mário Aleixo na edição desta semana de Futebol de Lés a Lés. 
A equipa felgueirense volta a colocar a cidade do distrito do Porto em plano de destaque no mapa do desporto-rei nacional e o treinador Ricardo Soares confirmou que desde o início da época a subida de divisão era um objetivo do grupo. 
A subida de divisão será como confessou o técnico “motivo de grande festa para os adeptos que estão sempre presentes e adoram futebol”. 
Questionado sobre as dificuldades encontradas ao longo da época Ricardo Soares recordou que “a equipa lutou numa série muito competitiva onde há excelentes equipas com enorme estabilidade na 3.ª divisão. O Felgueiras manteve o plantel da época anterior com 80 por cento de jogadores da terra e sabíamos que íamos encontrar muitas dificuldades”. 
Felgueiras terra por onde já passou gente graúda do futebol português como Jorge Jesus e Sérgio Conceição.» Cada um a seu modo, diremos, tal é da história…

 

Ora, estivemos presentes este domingo no jogo que poderia ter já decidido a atribuição do título. Contudo, depois de na 1ª Volta desta última e decisiva fase o Felgueiras ter vencido no campo do opositor mais direto, ontem acabou com um nulo no marcador o jogo da 2ª Volta entre os mesmos contendores, mantendo o F C Felgueiras o 1º lugar, com 1 ponto de avanço, mas sem ficar ainda definidas ao certo as posições. Continuando a haver campeonato até ao fim...

Desse jogo importante, em que o FC Felgueiras 1932 empatou na receção à AD Oliveirense (0-0), guardamos o respetivo bilhete de ingresso. Tal como de outras vezes anteriores temos outros de idêntico simbolismo. Dos quais e tais objetos, de valor estimativo e outras recordações, podemos mostrar aqui algo, por entre estas frases – no intuito de puxar pelo Felgueirismo conterrâneo. 


 

Em tudo e sempre: Felgueiras honremos, que Felgueiras nos contempla! 

Armando Pinto 

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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Canto florido num Livro duma simpática figura... em mais uma crónica no Semanário de Felgueiras

 

Assim tal, qual, conforme o título deste artigo informático... em vez de fazer um qualquer canto literário a Abril, ao original e não ao dos políticos nacionais de agora, no sentido lírico do ideal que povoou muitos anseios, há anos (e atualmente desilusões, em muitas gerações prejudicadas do povo comum), vimos antes dedicar um terno olhar, em toada leve, sobre uma obra florida, um livro enternecedor… e sua autora. Conforme deixamos fluir num escrito dos que, de quando em vez, vamos fazendo pela cultura felgueirense, através da crónica que escrevemos no espaço mantido ao longo dos anos no jornal Semanário de Felgueiras.

   

É esse o caso do artigo que esta semana vem publicado no SF, onde deixamos correr, como água simples e límpida em livre curso, um despretensioso fio transparente da respetiva liquidez.


Desse escrito, para os efeitos de partilha, colocamos aqui imagens da respetiva coluna. Quanto ao publicado na edição impressa desta sexta-feira 26 de Abril, no Semanário de Felgueiras.

 = (Coluna digitalizada) 

Entretanto, do mesmo, para leitura, colocamos o texto revertido conforme o original: 

Baú de afetos - em livro da Profª D. Joaquina 

Na história local, entre assuntos da memória coletiva, aparece em lugar especial comunitário, quantas vezes, o mister dos antigos mestres-escolas, por quanto representava nas comunidades quem ensinava as primeiras letras, em figurinhas que davam seu quê além do horizonte. Tal como noutros tempos o ensino era ministrado em torno de mosteiros, ficando a cultura literária empoeirada nos saberes ancestrais, tempos houve, depois, que foram os mestres escolares a darem noções mais elementares aos que viviam em seus povoados, aninhados à sombra do sino paroquial e da sineta da aula. Continuando pelos tempos fora essa ligação afetiva através de professores primários, quais mestres de sucessivas gerações das freguesias. Na ligação ao oficial magistério, sabendo-se que magister, procedente do latim, significa mestre. 

Nesse campo, tal como diz o povo que cada terra tem seu uso e cada roca seu fuso, uma localidade teve ou até ainda tem seu mestre mais ternamente lembrado. Como sugere a ideia do ditado popular, transpondo ao tema em apreço, podem mesmo considerar-se, no panorama de tempos antigos, tais pessoas com certo carisma, por haverem mesmo tido papel determinante na evolução local. Como, segundo se consegue vislumbrar pela história antiga local, houve um professor Barros Leite em Felgueiras que se manteve na memória popular pelos tempos além, bem como depois uns Professores Freitas, Caldas, e tantos mais por essas encostas sousãs, assim, como exemplos determinantes, também na terra natal do autor destas linhas eram muito lembrados pelas pessoas antigas uns professores João Babo e António Pacheco; e pelos filhos desses seus alunos ficaram e são recordadas já umas mais posteriores e então dinâmicas D. Maria Amélia Noronha, D. Candidinha Sousa e D. Fernanda Silva, para falar nas que melhor conhecemos, etc. e tal. E noutras terras idem, aspas. Vindo este naco de prosa a propósito de sempre termos nos sentidos que havia umas quantas professoras assim mais, lembrando ao acaso, uma – que é onde queremos chegar – numa área próxima, nos arredores dos sítios onde cirandavam as crianças dos nossos tempos de meninos e moços…

   

Ora, quando na atualidade os governantes estão a desvalorizar as pessoas que ainda conseguem ensinar e desempenhar funções públicas, com saber de experiência feito e amor à causa, é de recordar e vincar tempos de outrora, não por saudosismos balofos mas por constatações da verdade. Trazendo à tona esses antigos mestres. Na lembrança de se identificar uma terra com os seus representantes, sendo que esses eram um baluarte estimável e significativo em cada torrão. Assim havia na freguesia da Pedreira a D. Joaquina - a que, como andamos às voltas para a situar, desta vez bem merece nossa apreciação. Nada e criada em São Jorge de Várzea, onde veio ao mundo a 9 de Outubro de 1923, atualmente residente na cidade de Felgueiras, mas com a maior parte de sua vida passada no remanso de Santa Marinha da Pedreira e sítios de afinidade à Longra. 

É isso, ipso facto. Como no Porto há a Torre dos Clérigos a identificar a cidade sobre um vasto casario, monumento edificado por sinal agora a perfazer 250 anos desde a sua conclusão granítica, de modo mais personalizado sempre associamos a Pedreira com a professora D. Joaquina, aquela senhora muito simpática que víamos acompanhada de seu marido, muito educado e igualmente de presença assaz agradável. A pontos que nem nos preocupávamos com muitos pormenores mais, era a D. Joaquina da Pedreira e bastava. 

Porém, depois que se aposentou, deixamos de a ver muito. Mas mantendo sempre em nossa cabeça a postura que aquele casal detinha. Soubemos agora, através de gentil oferta, que a D. Joaquina escreveu e publicou, há meses atrás um livro de poesias suas, ela que, mantendo sua vivacidade intelectual, foi fazendo versos. Um livro que se lê com agrado, visto essas poesias saberem bem exprimir o que sente. Nada que se pareça com versos que só os autores sabem o que queriam dizer, mas sim num belo ramalhete formando hinos explícitos de tranquilidade na vida. Quão se respira ali, no livro da D. Joaquina Dias de Sousa Ribeiro, uma atmosfera repousante. Pessoa como é, a autora do titulado “Do meu baú troco um poema por um sorriso teu”… quão coloca carinho e esmero no que faz, como motivo para fazer arte, enaltecendo o passado e dignificando a cultura. 

Armando Pinto 
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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Contributos sobre… Longra / Rande em estudos escolares.

 

Nas graças que se dão e recebem há sempre algo importante na partilha que a atividade publicista proporciona. Sendo, por fim, interessante quando se tem conhecimento de eventualmente podermos ter tido alguma contribuição útil, do que foi tornado público. Tal como está indicado na faixa da direita deste nosso blogue, em “Atividade Literária Pública”, entre vários exemplos em que livros histórico-literários, do autor destas notas, serviram de fonte informativa a trabalhos estudantis de finais de curso e mesmo monografias académicas. 

Nesse campo, além de outros casos em que sabemos ter havido recolha em nosso acervo publicado, chegou-nos recentemente ao conhecimento a existência de um pequeno trabalho escolar, precisamente, dentro dos parâmetros referidos. Desta vez através de pesquisa efetuada em três livros, de que resultou uma redação sobre a vila da Longra. 

Do caso, pela nota de interesse revelada, se deixa aqui as respetivas cópias - ficando a última página interrompida, para se evitar nomeação do finalista, obviamente.

Importará então a fixação deste estudo, com o qual nos congratulamos. 

 



 

 





 







 



 

Armando Pinto

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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Páscoa Afetiva - de 2013

 

Faça sol ou chuva, Páscoa é sempre Páscoa. Especialmente quando vivida em família e com motivos afetivos, de ligação às tradições e estima comunitária, no espírito de Aleluia. 

Passada mais uma Páscoa, por acaso com um dia algo morrinhento no semblante exterior, mas aconchegante no interior dos lares onde se reuniram familiares e amigos à espera do Compasso, fica a perene recordação dos bons momentos vividos, mais uma vez. Desde a doçaria que ajuda a colorir o espírito, passando pela mesa posta do almoço pascal familiar e adereços próprios do dia, até à chegada da Cruz… Neste caso na Longra, quanto ao que nos diz particularmente respeito, no panorama transmitido pela Visita Pascal da paróquia de S. Tiago de Rande – de que se registam, aqui, alguns instantâneos, do ambiente doméstico do autor, como não podia deixar de ser.

 
 

Armando Pinto

quarta-feira, 27 de março de 2013

Memórias de Páscoa...!!!

 

Estamos em tempo de Páscoa. Numa celebração cujo motivo principal é o chamado mistério pascal, enquanto símbolo de fé religiosa, tal a ressurreição professada na comemoração própria da quadra, em apreço.

   

Neste período de renovação da natureza e celebração da vida, com os sentidos preenchidos por tradicionais práticas e costumes que preenchem o imaginário da Páscoa tradicional, recordamos por imagens algumas vivências de tempos passados, na terra do autor deste blogue, ou seja na comunidade paroquial de Rande, ao concelho de Felgueiras. 

Passam então diante dos olhos imagens da igreja com as respetivas cruzes enfeitadas para a Visita Pascal, o tapete de flores que era useiro a assinalar as portas de entrada e algumas panorâmicas da composição e chegada do Compasso, a saudação de Aleluia e o beijar da cruz, em anos e casos diversos…

   

Assim, perante evidentes sentimentos de vivência católica, religiosidade popular e afetos tradicionais, reavivamos aqui uma espécie de memorização de cenas ancestrais do Compasso Pascal na mesma nossa paróquia de S. Tiago de Rande, em percurso dentro da freguesia, na antiga povoação e atual vila da Longra… Desde inícios do século XX, passando pelos anos oitentas e noventas, entretanto, chegando a anos recentes e inclusive até ao ano passado, ainda.

   




Armando Pinto 

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terça-feira, 26 de março de 2013

Contas Conjuntas...

 

Guardar é ter respeito, diz um antigo dito proverbial, na justa medida de outro ditote a proclamar ”guarda o que parece não prestar e terás o que vais precisar”. Também nesse sentido, mas especialmente na preservação do que deve ser protegido, de forma a ser conhecido mais tarde, há diversas maneiras de colecionismo atinente à prevenção memorial, qual garante de que tudo deve merecer apreço, tal o que alguém acabará por atribuir e reconhecer a algo. 

Como tal, no vasto campo das relíquias dignas de memorização, damos à estampa, desta feita, um conjunto de objetos que ainda trazem lembranças e deixam saudades de outros tempos de boas finanças individuais e coletivas, através de diversas cadernetas de contas bancárias que venceram a erosão do tempo, graças a estarem guardadas. Quais recordações, essas, que assim dão testemunho de antigos e ainda recentes usos de poupanças depositadas numa instituição bancária, com balcão há muito existente em Felgueiras. À laia dum exemplo de artefactos capazes de transmitirem imagens do passado conjunto e esperanças de boa memorização futura. 

Armando Pinto

sexta-feira, 22 de março de 2013

À Memória de Sousa Pinto - no Semanário de Felgueiras

 

Ocorreu recentemente o desaparecimento deste mundo do amigo Arnaldo Sousa Pinto, popularmente também conhecido na cidade de Felgueiras por Neca. Tal ocorrência, naturalmente tornada conhecida entre a população, deu azo a que, na habitual crónica mantida no jornal Semanário de Felgueiras, lhe prestássemos um justo tributo - na medida do conhecimento granjeado na sua passagem pelas atividades da Casa do Povo da Longra, há alguns anos, aquando da gerência do autor destas linhas na presidência da mesma instituição Longrina. O que gerou amizade e admiração refletidas em mais um artigo publicista, do qual agora partilhamos aqui a respetiva coluna, do que foi publicado no mais recente número do S F, à página 12 da respetiva edição impressa, nesta sexta-feira 22 de Março.

   
 (Clicar sobre este recorte digitalizado, para ampliar) 

Do mesmo, para mais fácil leitura, colocamos o texto conforme o original: 

Pró memória: Arnaldo Sousa Pinto 

Faleceu Arnaldo Sousa Pinto, poeta e artista autodidata felgueirense, na passada terça-feira, dia 12, aos 64 anos. Homem da palavra e de bagagem cultural, calou a sua voz declamadora, vitimado por enfarte, num infausto acontecimento que se deu quando tinha em mãos uma exposição coletiva patente na Casa das Artes de Felgueiras. 

Arnaldo Manuel Baptista de Sousa Pinto nasceu em Guimarães a 25 de Junho de 1948, e, residindo em Felgueiras, entretanto, frequentou o Seminário de S. José, em Lagares; e o Seminário Santa Teresinha, em Pombeiro. Foi funcionário dos CTT e bancário na área de Lisboa, até que regressou a Felgueiras em 1986. Publicou poemas na imprensa local e está representado na Primeira Colectânea de Poetas Felgueirenses, edição de 1989 do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Felgueiras; e em Com Verso Ando, Antologia Poética, publicada em 1993 numa edição do Café Belém. Foi também ensaiador e ator do Grupo de Teatro da Casa do Povo da Longra, durante algum tempo, sensivelmente nos primeiros anos 2000, até há alguns anos atrás, numa relação interessada pela cultura em geral e pela arte cénica em particular. Tendo por isso sido autor de algumas peças de teatro, uma das quais, pelo menos, chegou a ser representada em palco na Longra. Desempenhou ainda lugar de deputado à Assembleia Municipal de Felgueiras, eleito pelo PS, mas sobretudo em representação desta terra, onde ficou sepultado no cemitério municipal de Margaride. 

Desaparece assim fisicamente um cidadão ativo e muito sociável, sendo figura deveras conhecido dos meios culturais felgueirenses. Paz à sua alma. E que no Além não deixe de declamar alguns de seus belos versos, como ele tão bem sabia. Dizendo agora adeus por algumas estrofes dum poema da sua autoria: 

                                       «Partem as aves aladas 
                                       Em eternas revoadas 
                                       Procurando outros beirais!... 
                                       Mas fica meu ser aos ais, 
                                       Chorando sem parar mais 
                                       Em gotas agras, salgadas. 

                                                Partem as aves, coitadas, 
                                                Mas partem, sim, confiadas 
                                                Em voltar aos seus casais!...
                                                Só eu não sei se tu vais 
                                                Para eu te encontrar jamais 
                                                E viver horas passadas». 


 Armando Pinto