sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Recordando… Valentim Sousa, desenhador do cabeçalho do antigo Boletim MIT, a propósito de lembrança do jornal da Metalúrgica da Longra e extensivamente outras curiosidades …


O título, encimando este artigo, nem será título à maneira dos cânones publicistas, mas na sua extensão peca até por não conseguir abarcar o que se pretende referir, desta feita. Tais os temas e apêndices que vêm a propósito, na ideia de evocar o antigo jornal Boletim MIT, relacionando com o próprio mote outros motivos a arrolar positivamente. Tudo a propósito, afinal, de um assunto que gera diversa matéria extensiva.  Algo que daria um bom artigo para o género de crónicas jornalísticas com que de quando em vez se procura enaltecer pessoas e razões felgueirenses, mas que não dará para encurtar num espaço normal de artigos de jornal, cabendo melhor neste espaço que dá mais para tudo.

Assim, vem desta vez à ideia de recordação, no sentido de lembrar factos e raridades de conhecimento de outras eras, a existência do jornal da fábrica Metalúrgica da Longra, e na linha da grelha recordatória advindo também o nome do desenhador do cabeçalho do mesmo boletim, um jovem desse tempo, que entre toda a gente das redondezas era conhecido como Valentim da Metalúrgica.
= Valentim Sousa – ao tempo de suas funções de desenhador na Metalúrgica da Longra – com a família. É o mais alto. Enquanto o irmão mais novo, o agora Dr. António Carlos, na foto ficou a coçar a vista…

Então, era o autor destas linhas ainda criança, mas (passando a descrever na primeira pessoa) lembro-me desses tempos em que a vida daquela grande fábrica tinha impacto em toda a região e o seu ambiente social fazia parte do quotidiano das pessoas e mesmo da localidade, mais cercanias. Sendo então uma honra pertencer a essa casa, que todos consideravam escola, e um orgulho lá ter alguém, se mais não fosse para termos entrada nas festas que por vezes havia ali, além de sessões de cinema com que a fábrica grande alternava com passagens de fitas também na vizinha Casa do Povo da Longra. E eu andava atento ao que por lá se vivia, como o meu pai, Joaquim Pinto, era o responsável pela parte elétrica da empresa, além de ter sido o criador da famosa “sirene da Longra”, de sinal para as entradas e saídas do pessoal trabalhador, cujo potente som era ouvido a largas distâncias. Acrescendo ser por lá muito respeitado, ao tempo, pela atenção derivada de ter feito por sua cabeça diversa maquinaria original para laboração da fábrica e inclusive protótipos dos móveis metálicos da empresa, em miniaturas, para as exposições nacionais e internacionais, tendo sido agraciado com o Prémio da Associação Industrial Portuense de 1959, recebido em 1960.

Com imagem já diluída pelo tempo, tenho ideia de muita gente que por tal época pertencia à empresa da Longra, entre os quais esse então jovem Valentim. Que tinha uma lambreta que era famosa, vendo-se a passar à Longra na sua postura de juventude. Tão conhecida era ela, e era ele nela, que até interferia por vezes nas imagens da televisão da Casa do Povo (dos poucos televisores que havia pela região circundante, metendo muita gente a ir ver isso à agremiação popular), de tal forma que quando a imagem do ecrã começava a fugir e o vidro do aparelho ficava com riscas intermitentes e ziguezagueadas, logo o pessoal dizia que ia o Valentim a passar…

= Fotografia atual de família

Pois o Valentim, que conheci, era eu criança em idade de escola primária, lembro-me dele assim rapaz e homem ainda muito jovem. Era nesse tempo chefe da sala de desenho da Metalúrgica da Longra, tendo frequência do Curso Industrial, que depois concluiu até enquanto trabalhava na mesma firma. E como encarregado do setor de desenho da empresa, foi quem fez o desenho que serviu de logotipo para o cabeçalho do Boletim MIT, jornal interno com que a gerência da empresa deu um impulso ao crescimento fabril, então notório, que se fazia sentir. Sendo que esse jornal, feito em equipa por diversos desenhadores da fábrica, entre os quais o sr. Gois e o Matos, dos quais me lembro também, teve primeiro número (Ano I – Nº 1) em Novembro de 1962. Como se pode ver pela imagem cimeira deste artigo.

Vem assim a talhe lembrar algo dessa colaboração, pois no mesmo também ficaram diversos escritos de Valentim Sousa nas páginas do Boletim Mit, conforme se recolhe e reproduz passagens de alguns dos exemplares da sua coleção – mais concretamente das edições nº 2 de Dezembro de 1962, nº 3 de Janeiro/Fevereiro de 1963 e nº 5 de Maio/Outubro de 1963.


Além disso, como mostra das afinidades que havia, era tal a interligação do pessoal da empresa com a vida local que, por exemplo, o mesmo Valentim Fonseca de Sousa pertencia ao então existente Grupo de Teatro da Casa do Povo da Longra (como ficou a constar, por entre a descrição historiadora da atividade teatral desses idos anos sessentas, com referência ao elenco e outros registos, no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997 com patrocínio do Semanário de Felgueiras). Ressaltando também da sua produção literária inserta no Boletim Mit um artigo sobre Teatro, fruto do entusiasmo que se respirava na Longra nessa vitalidade cultural, perante o que representava a arte de Talma na convivência alargada.


Era Valentim Sousa residente nesse tempo em Varziela, vindo todos os dias para a Longra na sua lambreta, sendo na Longra muito popular, como tanto ou mais pelo ambiente da então vila de Felgueiras. Oriundo de família de tradições e com valor, de modo que o avô paterno, de Friande, foi mais tarde reconhecido com a atribuição de seu nome a uma artéria da freguesia, a Rua Artur Augusto Teixeira da Costa, em S. Tomé de Friande. E seu pai, Joaquim de Sousa, conhecido por Quinzinho da Quinta da Urtigueira e mais tarde como Sousa da Marfel, era pessoa de respeito. Enquanto a mãe, Francisca, era filha do Sr. Albaninho da Estradinha, dono duma funerária e fabricante de caixões, de nome feito na vida público-social. Havendo a ligação familiar à Marfel, fábrica felgueirense de camisas de grande fama por esse tempo, levado alguma relação ao facto de Valentim, como galã, à época, também ter feito algumas passagens de modelos em sessões publicitárias para a empresa. Enquanto nos seus tempos livres fora do emprego também cantava, como tocava viola e acordeão em récitas e passatempos, com destaque para atuações em saraus e serões de trabalhadores na Metalúrgica e ainda na Casa do Povo da Longra.

Desses tempos ficam assim algumas recordações, na réstia perdurável das lembranças, perante a convivência que havia entre as pessoas, com maior ou menor ligação, servindo sempre o conhecimento de vista como coisa familiar de apreço. Tendo depois, segundo informações, ele ainda ter feito o curso do Instituto de Engenharia, enquanto também se dedicou à Pintura, tendo por esses tempos exposto no Casino do Estoril e no El Corte Inglês em Gaia. Como posteriormente, indo para o Brasil, já na Universidade de Mackenzie S. Paulo fez o curso de Economia.

De família tradicional, é irmão de um outro felgueirense saliente, como é o Dr. António Carlos Sousa, jurista de grande nomeada na cidade do Porto, casado com a Dr.ª Jéni Marques, de Fafe, médica com carreira hospitalar também no Porto.

É o Dr. António Carlos Fonseca de Sousa Comendador da Ordem dos Templários (Universal).

Formado em Direito, pela Universidade do Porto, iniciou estudos liceais no histórico  Externato Infante D. Henrique, em Felgueiras.
= Dr. António Carlos, como Comendador da Ordem dos Templários (Universal). E em pose familiar, com a esposa.

As raízes familiares dos Fonsecas Sousas, de Friande e Varziela, remontam à linhagem do famoso Magriço, o fidalgo Coutinho que foi um dos Doze de Inglaterra cantados n´Os Lusíadas. De laços ancestrais da Casa do Paço de Borba, na Lixa, onde havia o corpo dum santo, S. Bonifácio, que depois foi para a igreja de Borba de Godim. Sendo a dita casa de ramos antigos desses Cunhas Coutinhos e ainda de seguintes rebentos, incluindo fidalgas de Cabeça de Porca, mãe e tias do pai dos atuais irmãos Sousas, cujo patriarca da família Sousa, o pai dos irmãos Valentim e Dr. Carlos Sousa, é primo do Dr. Leonardo Coimbra e da esposa do Pimenta Machado de Guimarães.

= Dr. António Carlos Sousa a segurar na primeira bandeira, do lado direito.

E... ficávamos por aqui a folhear páginas mentais extensivas. Que isto de recordações e memorizações também é como as cerejas, vem umas atrás das outras. Fica pois a recordação de um personagem que faz parte das lembranças felgueirenses e, a propósito disso e toda a envolvência do tema, o que acabou por se deixar expandir por estas linhas de apreço a tudo o que engrandece Felgueiras.

Armando Pinto
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domingo, 26 de agosto de 2018

Recordando: Um CD com dados históricos e curiosidades potenciais do Distrito do Porto (+ concelho de Felgueiras)


Entre diversas facetas e realizações associadas ao chamado “Boom” da transição do século XX para o XXI, o ano 2000 viu também assinalado esse tempo de mudança, qual desenvolvimento de alta pressão, a nível regional e nacional, com algumas edições de marcação à época, numa espécie de capsula do tempo, de modo a assinalar algumas das realidades desse tempo.


Foi assim que também houve publicação de um CD-ROM, intitulado “Festas, Romarias e Tradições / 2000 Hoje”, sobre o Distrito do Porto, incluindo os concelhos e freguesias, ao tempo – com dados informativos de História, Etnografia, Tradições e outras curiosidades, relativamente a diversas potencialidades. Um autêntico documento de visualização informatizada, para leitura em leitor/processador de CD’s. Constando, á espécie de banco de dados, essas notas coevas sobre Felgueiras concelho.

Desse CD, como ilustração, juntam-se imagens de capa, dentro do respetivo invólucro de plástico e do correspondente interior, como amostra.

Nota: Tal CD, além de pessoas que colaboraram com facultação de dados e informações, como no caso do autor desse blogue, também ficou no arquivo documental da Câmara Municipal e em arquivo expositor das Juntas das Freguesias existentes à época. 

Armando Pinto
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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Santuário de Santa Quitéria (Felgueiras) no Roteiro dos “Santuários de Portugal”, da coleção de brochuras JN / 2018


O Santuário de Santa Quitéria e sua envolvência no monte de seu nome, do concelho de Felgueiras, faz parte da coleção de brochuras ilustradas sobre ”Santuários de Portugal”, do Jornal de Notícias. Através de pequeninos livros com curtas referências, como que a dar conhecimento rápido por onde passa o roteiro «de fé guiado pelo padre Fernando Calado Rodrigues, e em que se honra o património, história e cultura dos 161 santuários portugueses reconhecidos pela Igreja».

Aparece assim, agora em pleno verão de 2018, o santuário felgueirense integrado nessa coleção de oito minilivros sobre os santuários de Portugal oficialmente reconhecidos pela Igreja, numa edição e distribuição do JN, presentemente de entrega junto com a compra do jornal aos fins der semana, para colecionar e guardar. Isso numa simplificada recolha referente a mostrar quantos são os santuários reconhecidos pela Igreja em Portugal, onde se encontram e que histórias guardam, embora muito resumidamente.

O Santuário de Santa Quitéria consta do livrinho nº 2, reportando aos santuários das dioceses de Viana do Castelo e Porto, dessa coleção de pequenos livros, ao género de brochuras. Fazendo assim já parte da biblioteca possível de publicações respeitantes a temas felgueirenses, em mãos do autor destas linhas.



ARMANDO PINTO

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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Doces Regionais – Tradição em tempo de Romarias Sousãs


Junho, Julho, Agosto e até Setembro, pelo verão adiante, é tempo de romarias, as festas “verãozeiras” predominantes nos hábitos populares, quer nas tradições paroquiais, como nos costumes regionais. Sendo normal nas festas ao ar livre, pelo arraial e bermas de estradas e caminhos, abancarem vendas de variados produtos e atrativos, com maior incidência nas barracas de doces tradicionais. Saltando aos olhos e mais sentidos a doçaria tradicional, cujos doces por terras de Felgueiras são especialmente o pão de ló, cavacas e pão pôdre, mas também os rosquilhos e os cacetes doces.


O chamado pão pôdre, na zona de Felgueiras com sabor a canela (diferenciando-se do chamado doce da Teixeira, que sabe mais a limão) é um típico doce que aparece em todas as festas, em tendas de doceiros que se prezem; assim como os rosquilhos, para quem tem bons dentes e gosta mais de “rilhar”, como diz o povo; e os cacetes doces, mais tenros e encimados por riscas de açúcar (à imagem das cavacas, contudo na linha alongada do doce, em riscas mais ou menos retas e paralelas). Tudo isso a fazer companhia aos reis e rainhas da doçaria das festas, o pão de ló, em roscas de doce pão leve seco e mole; mais as cavacas, pequenas ou médias, de massa também de pão de ló, riscadas em cima por açucaradas rodelas.


Sendo que Felgueiras é a terra do pão por excelência, onde existem casas de fabrico tradicional, calha a preceito lembrar este doce tradicional, que anualmente faz parte da mesa da Páscoa e do Natal, bem como noutras ocasiões festivas, mediante as possibilidades e gostos, até agora e sempre nas festas e romarias.


Como mero efeito ilustrativo, além de fotos alusivas, uma de decoração e outra dum postal ilustrado (com coreografia etnográfica referente ao concelho de Felgueiras), juntam-se aqui imagens dos panfletos que tradicionalmente, também, costumam acompanhar as embalagens do pão de ló de duas das casas conhecidas da região felgueirense. Apenas como aspeto, através de captação fotográfica pessoal (em vez de digitalização, de modo a não serem legíveis os respetivos textos, para não se estar a fazer publicidade, que até seria gratuita). Visto esses impressos conterem história e explicações correspondentes, aqui simplesmente registados pela ideia da atualidade festiva se cruzar com a tradição integrante da vida comunitária.

Armando Pinto
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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Centenário de uma Senhora da Longra - 100 Anos da D. Isaura Cardoso (esposa do sr. Pereira e filha de “Se´Marquinhas” e do sr. Gonçalves da Ramadinha, da Longra)


Não é mesmo para qualquer um, nem uma. Por isso merece referência, como algo especial, o facto de perfazer 100 anos a D. Isaurinha do senhor Pereira, como é mais conhecida a D. Isaura. A D. Isaurinha que sempre conheci na sua casa do antigo lugar das quatro barrocas, perto das Cortes Novas, na Longra. Sítio depois passado a ser conhecido pelas Alminhas ali à beira edificadas e ainda existentes. Mãe dos meus grandes amigos de infância e juventude Zé, Lino e Bélinha, com os quais passei muitos dias e tempos dos bons tempos de criança e rapaz. A sempre simpática D. Isaurinha esposa do saudoso sr. Américo Pereira, que, entre tantos factos e recordações, foi quem trouxe para a Longra a primeira televisão, onde vi os corredores do Porto na Volta a Portugal, desde o tempo em que o Sousa Cardoso venceu a Volta e o Zé dizia de sorriso largo para os amigos que também era Cardoso… Ah, e Cardoso era a avó, mãe da D. Isaura, a Senhora Marquinhas que eu ainda pude recordar no livro de contos “Sorrisos de Pensamento”, onde ficou registo memorial também da “Se´Marquinhas” e do senhor Gonçalves da Ramadinha, da Longra.

Ora, as lembranças, vindo a propósito, davam para escrever sempre mais, aqui de enfiada.

Não sendo muito comum, importa pois assinalar os 100 anos da D. Isaura. Senhora da Longra, muito estimada na minha consideração, como de toda a gente também.


Na pertinência do caso, como a D. Isaura há anos me emprestou uma foto (que tinha do tempo em que no largo da Longra estava a ser construído o muro de casa da loja da Ramadinha), para o livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, desse mesmo livro publicado em 1997 retiro agora cópia da imagem para homenagear sua vida. Estando ela na fotografia (do lado esquerdo) junto com sua irmã, jovem ainda. Mas com o mesmo semblante de simpatia de agora, na beleza de uma vida bem preenchida.


Cada motivo de memória afetiva é ocasião de encontro de afeto e boa recordação. Como é este. Com meus parabéns à D. Isaura, pelo seu centenário natalício!

Armando Pinto
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domingo, 12 de agosto de 2018

Dia histórico: Etapa saída de Felgueiras foi marco assinalável da “Volta” / 2018


Um dia em cheio, foi o que se passou e viveu na manhã de sábado na cidade de Felgueiras, nas portas da cidade, como é conhecida essa zona urbana da sede do concelho da terra do pão de ló. Sendo então o local de concentração da caravana da Volta a Portugal uma autêntica romaria de interesse popular, antes da partida da penúltima etapa, vendo-se gente do ciclismo, incluindo antigos ciclistas, antigos e atuais dirigentes, assim como pessoas mais ou menos conhecidas do ambiente felgueirense. Havendo sobretudo oportunidade de ver de perto os grandes ídolos do ciclismo que andam a correr esta Volta a Portugal em bicicleta, com realce natural para o campeão Raul Alarcón, o camisola amarela.


Pessoalmente foi também mais uma oportunidade de poder rever alguns amigos, nomeadamente o amigo senhor Gabriel Azevedo, antigo ciclista do FC Porto que tanto trabalhou em prol da equipa portista no tempo de Mário Silva, Joaquim Leão, Cosme de Oliveira, José Azevedo, Mário Sá e outros ases do pedal dessas eras; e que, como ciclista então mais valorizou a equipa azul e branca com sua entrada no lote principal, junto com outros valores inesquecíveis como José Luís Pacheco, Joaquim Leite, Custódio Gomes, Delfim Santos e alguns mais. E tantas alegrias deu também aos adeptos entusiastas do ciclismo portista, especialmente com sua vitória no Grande Prémio Philips em 1968. Enquanto isso, no meio desse ambiente, ali com as camisolas dos ciclistas do FC Porto a brilharem ao sol radiante da manhã, e a camisola amarela de Alarcón mais dava um colorido especial aos sentidos, também encontramos amigos conterrâneos de laços afetivos ao ciclismo, como o sempre atencioso amigo sr. Quim Luís Costa, o antigo ciclista felgueirense Joaquim Costa que correu em duas Voltas a Portugal pelo Académico do Porto.

= Gabriel Azevedo, Joaquim Leite e outros antigos ciclistas presentes, chamados para uma pública homenagem de ocasião.=

Entretanto, Alarcón era o principal motivo de atração e das atenções.


Como recordação do dia, aqui o autor destas linhas ficou com foto para guardar. Tendo eu conseguido que o camisola amarela do Porto fizesse pose comigo, na foto que encima este artigo. Como se pode ver, aí, onde apetece dizer: - olha eu ali com o Alarcón!


Para culminar em beleza o dia, dada a partida em Felgueiras, na Avenida da Liberdade (como se pode ver na imagem correspondente, com o campeão portista Raul Álarcón a acenar ao público, confiante), no decorrer da etapa a equipa do FC Porto fez uma corrida em grande estilo e plena de força. Com as bênçãos de Santa Quitéria na largada de Felgueiras e da Senhora da Graça na subida e chegada no alto de Mondim. Tendo ali o camisola amarela triunfado na etapa, ao ter chegado à frente de tudo e todos no cume do monte Farinha, de Mondim de Basto, alargando a vantagem para a concorrência.


Armando Pinto
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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Artigo no SF sobre progresso felgueirense em trilhos e à roda de bicicletas



No balanceamento do ciclismo, como que sentindo aragem veloz da corrida de bicicletas, a aferição de músculos, destreza e arte sobre pedais ressalta em descrição pelas letras, pela narrativa tendente à valorização do que, sobre isso, merece memorização.

Foi assim a ideia de mais um artigo sobre o ciclismo que desperta entusiasmo, desta vez na junção do interesse sobre valimento local, procurando elevar a tradição ciclista felgueirense a um lugar de destaque no pódio desse desporto tão popular.

Eis então o artigo escrito para o jornal Semanário de Felgueiras, por ocasião da aproximação da etapa que se inicia sábado na cidade de Felgueiras e publicado de véspera, sexta-feira – do qual se junta o texto correspondente, ilustrado com imagem da coluna respetiva, da edição do SF de 10 de agosto:


Refrescadela Rúbea

É useiro dizer-se que não se deve falar a quente, na expressão de acontecer com o ânimo em ebulição, mas com o calor da época não haverá volta a dar, no caso. Tal tem sido interessante Felgueiras andar por estes dias em lugar de destaque: Quer com a possibilidade de, assim como há mais de um século nossos antepassados ouviram o silvo do comboio, também as gerações atuais e futuras poderem beneficiar da passagem duma linha férrea no concelho; bem como com a estada da Volta a Portugal em bicicleta advém algum repor de atenções nacionais ao rincão do pão de ló.

Ora, de tanto se falar, contando o tempo instável que se ia verificando, o calor apareceu mesmo. Enquanto a temperatura elevada provoca bagas de suor natural, também o ardor da atualidade foi despertando opiniões. Algo que faz bem ao desenvolvimento, por deixar de haver monotonia e acomodação. Para depois, ao jeito como se aplaude o esforço dos ciclistas, se apreciar devidamente o que possa advir.

Chegada a presença do ciclismo, na atualidade do início da mítica etapa Felgueiras-Mondim, rumo ao alto do Monte Farinha, aplauso merece na memória coletiva o facto de Felgueiras ter tido noutros tempos um natural do concelho que foi saliente ciclista, o famoso Artur Coelho. Um autêntico ás do pedal, entre heróis da estrada, que por diversas vezes foi primeiro classificado e camisola amarela da Volta, além de internacionalmente ter vencido em 1957 a clássica prova 9 de Julho de São Paulo, no Brasil, e ter sido segundo na clássica francesa Paris-Evreux, atingindo ponto alto como integrante da seleção nacional que participou na Volta a Espanha de 1957 e 1958. Tendo em Portugal sido conhecido por “papa etapas”, tantas as corridas que venceu. E se então era assim a correr pelo país e pelo mundo além, em Felgueiras já antes era apreciado o seu manejo sobre a bicicleta. Tanto que ficou na transmissão popular sua destreza de na juventude ter sido vezeiro a fazer em marcha atrás a ingreme subida de Santa Quitéria.

Pois Artur Coelho, natural de Felgueiras, onde residiu nos Carvalhinhos até à juventude, tendo dado nas vistas em provas populares, por esses tempos de inícios da década de cinquenta foi para o FC Porto através de conhecimento dado pelo também felgueirense Adriano Castro, da Longra, ao tempo com contactos no clube das Antas. Havendo mais tarde Coelho passado a residir em Vizela, para cuja vila das termas seu pai se mudara com sua garagem de bicicletas, ramo de negócio familiar que era ganha pão do agregado e durante muito tempo teve em Felgueiras ao lado da antiga tasca do pilo, como era chamada e deu origem ao nome da velha fonte ali vizinha. E com a camisola do FC Porto, Artur Coelho participou na Volta a Portugal entre 1955 a 1961. Com sucessivos êxitos (já enumerados aqui e noutras publicações, em anteriores oportunidades), a pontos de ser incluído em álbuns de histórias aos quadradinhos, sobre a Volta a Portugal, como grande interveniente na maior corrida desportiva do país. Com suor e esforço. Como naturalmente refrescadelas de água que tão bem sabia quando calhava a vencer o calor e progredindo estrada além. Entre os melhores no pelotão da corrida em seu tempo.

Pois bem: Antigamente era costume por esta região “refrescar” as casas, como popularmente se dizia, com uma caiadela, à maneira de recuperação e conservação progressiva, através de pintura com cal. Ao passo que, tal como o nome de Felgueiras deriva de em tempos remotos ter predominado muita felga por estes sítios, quão eram os terrenos cobertos de fetos de cor rúbea, também na duração dos tempos as existências subjacentes foram tomando tonalidades associadas. E assim volta a ser tempo dum refrescar de mentalidade, na possível tendência de progresso. No rubor dos anseios.

~~ * ~~ 
Obs. : As imagens fotográficas e a gravura desenhada reportam a Artur Coelho: Em cima a vencer uma etapa da Volta a Portugal; depois (de camisola do FC Porto com dístico Portugal) a ser vitoriado pela colónia portuguesa no triunfo da Clássica 9 de Julho/Volta de S. Paulo, no Brasil; e ainda um quadro do álbum de banda desenhada "Heróis da Estrada".

Aditamento:
A propósito de Artur Coelho, recorde-se um dos artigos anteriormente publicados, como se pode rever (clicando no link), em

ARMANDO PINTO
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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A Vinda e estada da Volta / 2018 em Felgueiras


Volta a vir a Felgueiras a Volta. Em linguagem corrente sobre a realidade da vinda da popular Volta a Portugal em bicicleta a Felgueiras, desta vez como cenário de partida da penúltima etapa da prova e também passagem por uma parcela do concelho. Sendo que depois da largada das portas da cidade de Felgueiras, percorre ainda algum espaço concelhio, segundo parece, ou dá para perceber, para passar em zonas de empresas dum dos maiores investidores no ciclismo, por sinal Felgueirense.

É com efeito um facto digno de nota a presença de Felgueiras no panorama dessa que é a maior corrida desportiva anualmente  disputada em Portugal.

Além do que tem sido aflorado, como ainda em recente artigo no Semanário de Felgueiras e por outros locais, no labor publicista, tudo não é demasiado para enaltecer tal realidade, dada a importância que subsiste. Vindo a calhar, agora, reter mais umas notas vindas a público sobre o tema, com atenção para as referências alusivas constantes no caderno do Jornal de Notícias sobre a Volta, suplemento JN “80ª Volta a Portugal – DE NORTE A SUL À PROCURA DA GLÓRIA”:


Como complemento, anota-se também imagem e descrição relacionada da transmissão oficial da CMF difundida publicamente, como tivemos conhecimento pelo Semanário de Felgueiras:


A propósito, porque no ano passado a Volta passou por Felgueiras, também, embora sem ter parado nem arrancado, como se diz em linguagem ciclística, recorda-se aqui o que então registamos (e se pode recordar, clicando no link):


ARMANDO PINTO
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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Felgueiras nos jornais - dois exemplos públicos no JN


Se tempos houve em que Felgueiras apenas aparecia nos jornais e na comunicação social em geral por via de propalado trabalho infantil, ainda que saindo algo da realidade, em tempos idos; e mais tarde pelo saco famoso que muita tinta fez correr; hoje em dia já vai aparecendo como nome de terra com outras aspirações, sobretudo. Como ainda no passado sábado, em dia de jornais alargados de fim de semana, aconteceu com publicações no Jornal de Notícias, diário de grande implantação nacional.  

Num dos casos, é dado relevo a uma das afirmações do Presidente da Câmara Municipal de Felgueiras sobre tema bem conhecido, do projeto já iniciado com vista à tentativa de criação duma linha férrea de ligação do interior do distrito do Porto, desde Valongo até Felgueiras. Mostrando o caso como vale a pena fazer qualquer coisa, quanto a própria imprensa reconhece. Trazendo à liça a afirmação de Nuno Fonseca, levada ao lugar das parangonas daquele espaço de Sociedade Civil do JN.   


Outra caixa jornalística, incluindo o nome de Felgueiras por extensão, remete à presença do atual treinador do Felgueiras, sendo que o mesmo Ricardo Sousa, técnico da equipa principal de futebol do FC Felgueiras 1932, é um antigo nome conhecido do mundo do futebol nacional. Motivo porque Ricardo Sousa, ao ser figura elevada no espaço de Património Nacional, em tal rubrica do caderno Ataque das edições dos sábados do JN, remete ao clube felgueirense.


Armando Pinto

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