segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Natal à vista…!


Está quase... Presépio caseiro em conclusão...

Com o Natal a aproximar-se, sem pressas porque ainda falta algum tempo, ganha forma o presépio da família, na tradição pessoal - agora com os mais pequenos no pensamento, na ternura do núcleo familiar!


Toma assim contornos do sortilégio natalício uma casa portuguesa, com certeza… na Longra.

Armando Pinto

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Abalo sísmico na região felgueirense e particularmente na Longra…


Qual estremeção no corpo e no ambiente em que estávamos, foi sentido um ligeiro tremor de terra ao início da tarde desta quinta-feira 7 de dezembro, aqui no concelho de Felgueiras, na zona interior do distrito do Porto, num sismo que foi notado também a norte do país, mais sensivelmente nas áreas de Entre Douro e Minho e Trás-os-Montes e Alto Douro, passava pouco do meio dia.

= Longra de outros tempos...

Conforme notícias de seguida chegadas pelas vias da comunicação informática, esse abalo terrestre registou-se às 12:53 h, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, através dum sismo com 3,6 de magnitude na escala de Richter. Segundo o mesmo Instituto, o epicentro localizou-se a cerca de 8 km a Norte-Noroeste de Mesão Frio. Mas com extensão à circunferência da zona Norte acima do rio Douro, incluindo esta região felgueirense das nascentes do seu afluente rio Sousa.

Não parece ter havido registo de danos provocados por este sismo, apenas a normal interrogação popular a procurar confirmar alguma ocorrência da atividade sísmica. Como no caso de Felgueiras e particularmente da Longra, onde estávamos e estamos.

Mas quem não soubesse, até pensaria que o centro da vila da Longra teria tido efeitos do abalo, tal o que se vê... ainda.

O sismo foi sentido também pelo autor destas linhas escritas, por sinal estando então à mesa em pleno almoço caseiro, ouvindo algo estranho, sem contudo dar para parar de comer. Aliás nem chegando a ser sentido por pessoas que se encontravam na rua, ou seja no exterior das casas, como soubemos por constatação posterior, sendo mais notado por quem se encontrava em casa e sobretudo em sítios mais altos das habitações.


Não deu o caso, felizmente, para perder o apetite, mas estando na Longra, mal saindo à rua, como todos os dias dos tempos recentes, dá para perder algum interesse na coisa pública pelo que se vê e sente desde as obras incompletas iniciadas ainda antes do Natal de 2016, começadas e mal pensadas pelos responsáveis da anterior execução municipal, e sem ainda terem sido devidamente remediadas na atual situação. Mantendo-se a divisória da Longra de cima e Longra de baixo, como inexplicavelmente foi antes implantado conforme certos sabores de conveniências particulares, na inconveniência coletiva. Enquanto na parte obrada continuam por resolver as situações junto a algumas entradas de casas e estabelecimentos, e à falta dos prometidos estacionamentos (aparcamentos para automóveis), os passeios continuam ocupados por viaturas que estacionam onde calha, impedindo assim a passagem de peões e, para cúmulo, obrigando a descer à via pública, tendo de andar na estrada, pessoas com cadeiras de rodas, e até carrinhos de bebés. Tendo entretanto se dado já alguns acidentes com quedas de gente, incluindo crianças…


Observação: 

– Os reparos sobre o estado em que (não) estão as obras de requalificação da parte de cima da rua principal da Longra e do próprio Largo da Longra, no centro urbano, não são um mero exercício de crítica, atendendo às condicionantes que têm sido apontadas publicamente do que a nova administração municipal parece ter herdado. Entendendo que há regras, mediante o que ficou estabelecido anteriormente, etc. e tal. Mas na continuação de alguns trabalhos entretanto executados, poderia já ter havido correção de certas situações, do que se via e vê à vista desarmada estar mal. Especialmente por já ter sido feita a pintura das linhas das estradas, a dar ideia de trabalho terminado, quando falta algo mais, incluindo o piso da própria estrada continuar com diversas irregularidades bem visíveis. Sendo sobretudo, esta chamada de atenção, um modo de procurar não deixar cair no esquecimento que no plano das obras havia mais, conforme esteve “escarrapachado” num painel durante tempos exposto na rotunda da Longra (e aliás veio também publicado no Boletim Municipal + Felgueiras), pois as obras anunciadas de regeneração urbana seriam até pelo menos à curva junto à ponte, na parte sul da Longra, no sentido Longra-Lousada da estrada 207...

Obviamente confiamos que, com tempo e melhor estudo, tudo terá um final feliz. Mesmo na confiança trazida pela serenidade com que o novo presidente da Câmara Municipal tem tomado notas das realidades. Mas há anseios naturais a clamar por isso, no bem que também esta região merece ante o ocorrido durante tanto tempo passado.

Armando Pinto

PS: As fotos correspondem ao período mais acérrimo das obras que estiveram em curso até à campanha eleitoral, além de duas de fundo histórico que fazem parte do arquivo do autor e incluíram o conteúdo do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”.

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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Um olhar pela imprensa da região: Felgueiras no jornal TVS-Terras do Vale do Sousa


Como Felgueiras não é terra fechada em seus limites nem horizontes e os assuntos felgueirenses não chamam apenas a atenção dos meios informáticos entre seus naturais e/ou residentes, voltamos o foco editorial desta vez por outro quadrante, abrangente à região em que se insere a área felgueirense, a comunidade do Tâmega e Sousa, mais concretamente por terras do Vale do Sousa.

Assim, deparamos há dias com um jornal da região a referir um caso relacionado com Felgueiras. E então, como a memória se começa a fazer no presente, mesmo para memória futura e sobretudo atendendo ao que deva estar no porvir, deitamos desta feita um olhar sobre a mesma notícia, dada à estampa no jornal TVS-Terras do Vale do Sousa, em seu número recente, abrangendo novidades do período de 23 a 29 de novembro do corrente ano.


Armando Pinto
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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Curiosidades felgueirenses: Um cogumelo grande... em terra de “centrieiros”!


Felgueiras não costuma ser terra de ocorrências muito fora do normal, mas também não é sítio onde não tenha passado Cristo, como se costuma dizer. Embora não haja já ninguém vivo desde esse tempo, obviamente, para dizer se Cristo terá ou não andado por estas bandas; mas pelo menos sabe-se que andou pela região ocidental ibérica o apóstolo que evangelizou a Península, S. Tiago Maior, como é sabido pelas relações com a devoção que ficou. Isto para exprimir que, ainda que não seja local de confluências como é o Entroncamento, por exemplo, enquanto terra de fenómenos na gíria popular, a região felgueirense tem seu papel de área onde alguma coisa vai acontecendo.

Contudo, como diz o povo que cada terra tem seu uso e cada roca seu fuso, inclusive sendo esta região uma zona de antigas tradições do ciclo do linho entre outras usanças acotiadas, também a respetiva área tem algumas particularidades, sobretudo em nomes populares. Como, por exemplo, estando-se no Outono, vem à ideia um caso da época, no facto dos cogumelos serem conhecidos popularmente por "centrieiros". Sendo comum dizer-se que alguém que se posiciona de modo hirto, a manter-se de pé, é como um centrieiro. O que pode levar à interpretação de ser forte, resistente, como de aguentar-se firme, ao jeito como os cogumelos germinam em condições agrestes, por solos humificados, crescendo entre vegetação até ficarem escondidos como que defensivamente.  

Posto isto, além de tudo o mais, sabendo-se que, entre outras potencialidades locais, o solo produtivo de Felgueiras é fértil em produtos agrícolas, como em espécies hortícolas, mais até na vinha, etc. também surgem outras curiosidades vegetais. Como os chamados cogumelos comestíveis que, ainda que não muito vulgares, aparecem em sítios húmidos de zonas florestais ou terrenos incultos. Surgindo mais usualmente os chamados bravios, esses em qualquer sítio, sendo impróprios para consumo, mas também os outros, mais raramente. E então de vez em quando, os bons, até aparecem em tamanho maior, como num caso que chegou por estes dias ao conhecimento do autor. Ocorrência essa que aqui e agora se testemunha, mostrando um cogumelo de grandes proporções e em tamanho alargado por ramificações derivadas, colhido em terra felgueirense – “apanhado” pelo sr. Armindo Marques, de Varziela – quase à entrada da cidade de Felgueiras, mais precisamente na área de limites fronteiriços de Varziela com Várzea e Margaride, ou seja já dentro dos limites da cidade sede do concelho.


Se Felgueiras é terra que nos dias que correm se vai distinguindo por novas produções, como os Kiwis e os espargos verdes, além de continuar a ter especialidade do vinho verde e ser pátria do genuíno Pão de ló e capital do calçado, como dizem os slogans públicos (embora no tema dos sapatos seja a meias com S. João da Madeira), porque não haver alguma atenção para outras eventualidades, tal a possibilidade de haver melhor procura e cuidado ao assunto dos cogumelos – que em tempo de Outono costumam chamar até atenções para algumas terras do interior nortenho?!

Havendo sítios onde são conhecidos por míscaros, na mesma como noutros lados são níscaros, os prosaicamente chamados cogumelos silvestres, são em Felgueiras, no interior do distrito do Porto, também chamados de centrieiros. Podendo-se dizer, na associação de firmeza, de quem aguenta, suportando em bom porte, ser Felgueiras uma Terra de Centrieiros!

Armando Pinto
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domingo, 3 de dezembro de 2017

Cenário Turístico de Felgueiras em 1979…


Na proximidade do Natal de boa vontade que costuma reinar nos espíritos nestas ocasiões, damos por esta via mais alguns lampejos de curiosidades relacionadas com reportagens escritas de outras eras. Fazendo piscar as luzes da memória por uma reportagem inserta no antigo diário nacional O Comércio do Porto. Em cuja edição de 28 de Setembro de 1979 ficaram impressas algumas notas sobre Felgueiras, expressamente na página sobre Turismo desse jornal então muito lido no país. Com a particularidade de conter imagem do original fontenário do mosteiro de Pombeiro, o chafariz com respetivo lago que havia desaparecido entretanto (diz-se que vendido para Castelo de Paiva e do qual já em 2015 foi construída uma réplica, depois colocada no antigo pátio do claustro). Imagem que tempos depois chegou também a ser publicada no antigo Boletim Municipal, já na década de oitenta. Dando para deduzir que, segundo a imagem, a reprodução terá ficado algo diferente do original.


Assim, tudo e mais alguma coisa terá sempre algum interesse, na verdade, por quanto se pode descortinar em simples curiosidades impressas.


Para o caso extrai-se algumas imagens de recortes jornalísticos, embora sem abarcar toda a página devido ao tamanho da mesma – visto nesse tempo os jornais serem ainda em formato tabloide, muito grande, o que não dá jeito nenhum na digitalização em scâner normal, ou seja no digitalizador pequeno de uso caseiro…


ARMANDO PINTO

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sábado, 2 de dezembro de 2017

Uma Panorâmica Felgueirense de 1961...


Na perspetiva que os jornais não morrem, pelo menos totalmente, mesmo depois de deixarem de aparecer a público, deitando os olhos a um exemplar antigo da imprensa local podemos ficar com uma imagem descritiva de antiga feição concelhia e visão da cabeça do concelho, ao tempo, por meio dum jornal que entretanto desapareceu. Tal o exemplo do que os jornais transmitem. Conforme se pode rever num número do antigo e já extinto O Jornal de Felgueiras. Através do qual, por um artigo não assinado (e assim obviamente se desconhecendo o autor, que não devia ser totalmente conhecedor de Felgueiras pela atribuição dum mosteiro dum concelho vizinho  pois o de Travanca é de Amarante  e esquecer na industria concelhia a então importante Metalúrgica da Longra) ficamos com uma "Panorâmica de Felgueiras" ao correr do ano de 1961: 


Armando Pinto

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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

"Apontamentos memoriais" no Semanário de Felgueiras


“As páginas de um jornal morrem no mesmo dia em que nascem. E, no entanto, renascem no mesmo momento em que morrem. A cada volta que o mundo dá, o jornal cumpre o seu ciclo de vida. E leva a todos os seus leitores todas as informações que eles precisam para entender as voltas do mundo em toda a sua dimensão e grandeza. Esta é a história diária de um jornal. As páginas de um jornal são páginas de história. E não morrem jamais” .

(De Alcino Pedrosa, Homem do Norte que foi jornalista em Lisboa e é escritor-historiador)

*
Posto isto, está dito e redito o que sempre que possível é feito, através da colaboração ao jornal Semanário de Felgueiras, pela mão e cabeça do autor deste blogue – como, desta feita, acontece com mais um artigo, sob título:

Apontamentos memoriais

Para quem nasceu e viveu, pelo menos, por volta dos anos médios do século XX, esses foram tempos de modo vincado na vivência comunitária. Sendo temporadas de marcas musicais, alastramento da rádio, expansão da televisão e consciencialização de situações políticas e morais, quase que num abrir de olhos ao mundo que rodeava o meio ambiente. Como também foi surgindo por Felgueiras, no horizonte da pacata região cuja população se juntava mais na anual Feira de Maio, ia monte acima à festividade do São Pedro e na Peregrinação de Agosto, já que a feira semanal apenas em meio dia das segundas-feiras dava melhor para gente madrugadora ou pessoas sem obrigações de trabalho normal.

Ora esses tempos tiveram realmente um timbre deveras marcante na evolução regional, sendo épocas em que se começou a ouvir falar de características locais antes pouco abonadas, de lado a apologias dos antigos pronunciamentos de sovelas e outros apodos, quais apelidos popularizados por certas zonas do concelho. Desaparecida imagem da pérgula central e restando o cruzeiro da independência, na sede do concelho. Até à existência de algumas modas eventualmente passageiras que deixaram memórias, como foi a realidade do Staminé que fez história, na evolução de anteriores épocas em que o Café Jardim e anexo espaço da Pensão Albano, mais o Belém e ainda o Popular, faziam parte quase emblemática do carisma felgueirense, mais tarde juntando outras salas de convívio popularizado, em tempo de mulheres ainda não irem ao café nem ao futebol e entre homens se falar mais de bola, na era de Sabú, Barnabé, Mamede, Pimenta, Zé Carlos, Mário, Rodas, Caiçara e outros que povoaram os encantamentos da criançada nos recreios das escolas, na sequência dos jogos no campo onde se entrava em alta portada coberta por telheiro. Enquanto na feira se podiam comprar panfletos com letras rimadas a cantar os ases da bola do Felgueiras, mais romances heroicos de soldados que andavam na guerra da África (colonial) e até aviadores com rotas assinaladas no ar que ia além dos nossos horizontes.

Foi pois entre partículas do tempo, assim, que se amassou muito pão que ia saciando a curiosidade, também. Dando para ter feito crescer gente que fez evoluir esta terra, entre factos que não deverão cair no esquecimento. Ao jeito como antigamente havia trocas de cromos que despertavam conhecimentos, podendo e devendo hoje isso servir como manual de memórias, qual consciencialização histórica de que houve todo um percurso passado antes da chegada ao presente. Sobremaneira como tem de se entender quão era interessante conhecer tudo e qualquer coisa respeitante ao universo felgueirense e hoje quase tudo se dilui no que é universal.

Faz agora, em finais deste mês de novembro, a significativa conta de 20 anos da publicação dum livro do autor com conteúdo historiográfico do concelho, na parte inicial abarcando o todo concelhio e no desenvolvimento algo direcionado a parcelas mais conhecidas do próprio, embora sempre com todo o concelho subjacente, incluindo alguns casos daqueles idos anos românticos – o “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, patrocinado pelo Semanário de Felgueiras. Volume que muito esperou por publicação, tendo estado na gaveta anos a fio, após longos anos de elaboração, à falta de apoios oficiais, metendo pelo meio certas peripécias da cultura municipal dessa época. Até que finalmente viu a luz do dia graças à visão felgueirista do Dr. Manuel Faria. Tomo cronista, esse, resultante de trabalho voluntário então tornado possível, entre gravações computorizadas com escritos a mostrar como eram e foram tempos fixes das máquinas de escrever, através de cujas fitas se escreveu e imprimiu ao mesmo tempo… Tal as letras batiam no papel, em encontro teclado com história a ressurgir.

ARMANDO PINTO
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