segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Nomeações na Vigararia de Felgueiras, ainda do tempo de D. António Francisco dos Santos


Por nomeações emanadas em Agosto pelo então Bispo Diocesano do Porto, D. António Francisco dos Santos (falecido entretanto, como é do conhecimento público), foram nomeados para novas ou acrescidas funções, adicionando à paroquialidade exercida na área da Vigararia de Felgueiras, os seguintes Presbíteros:


 Padre Manuel Joaquim da Costa Ferreira, Pároco de Santa Maria de Revinhade, mantendo os múnus anteriores de Pároco de Santa Maria de Idães, S. Tiago de Rande e S. João de Sernande;
 P.e Benjamim Monteiro Mesquita, Capelão da Santa Casa da Misericórdia de Felgueiras, mantendo os múnus anteriores de Pároco de Margaride, Torrados, Sousa e Capelão dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras;
 P.e Carlos Armindo Oliveira Felgueiras, Colaborador do Capelão da Santa Casa da Misericórdia de Felgueiras, mantendo os múnus anteriores de Pároco de Friande, Jugueiros e Sendim;
 P.e Luís Filipe da Rocha Coelho Ferreira, Pároco de Santa Comba de Regilde, Santo Adrião de Vizela, S. Jorge de Vizela e S. Martinho de Penacova.

Armando Pinto
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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Falecimento de D. António Francisco dos Santos: O Sorridente Bispo do Porto Amigo da Vigararia de Felgueiras


Faleceu D. António Francisco, o Bispo do Porto que tinha em seu nome o mesmo nome do mítico Bispo da Carta “Pró-Memória” a Salazar, tão marcante de seu apostolado na Diocese da Cidade da Liberdade, mais do tão simpático Papa Francisco, arauto de novos tempos religiosos. Um Prelado que muito honra a Diocese Portucalense em o ter tido nos seus eleitos.


Com efeito, em surpreendente e quase inacreditável notícia, a manhã do dia 11 de setembro chegou com o embate da infeliz novidade:
- Morreu o nosso querido Bispo do Porto, Dom António Francisco dos Santos, devido a fulminante ataque cardíaco. Pessoa que muita alegria transmitia ao ambiente da Diocese Portucalense como se viu ainda no passado sábado na belíssima Peregrinação a Fátima da Diocese do Porto  algo, que nos mistérios insondáveis da vida, acabou por ser seu «adeus», na despedida pública dos fiéis diocesanos e perante tantas pessoas que o admiravam. Tocando ainda durante a manhã de segunda-feira todos os sinos das paróquias da diocese do Porto em sinal de luto por sua memória.

Ser Bispo do Porto, realmente, é uma função eclesiástica e um múnus histórico de importantíssimo papel na sociedade nacional, como se revela na honrosa galeria que, entre tantos, se glorifica historicamente, desde aquele D. Hugo dos tempos das primeiras cartas de Foral, mais D. João Peculiar influente na independência política que levou ao reinado da fundação da nação portuguesa e o D. Pedro Pitões da tomada de Lisboa, até ao Cardeal D. Américo da reorganização canónica para os atuais limites diocesanos da Sé Portucalense, passando depois por uns D. António Barroso, D. António Barbosa Leão, D. António Castro Meireles, D. Agostinho Sousa, D. António Ferreira Gomes, D. Júlio Tavares Rebimbas, D. Armindo Lopes Coelho e D. Manuel Clemente, até D. António Francisco. Numa constelação de estrelas sacrossantas que ficaram a cintilar no universo resplandecente da audácia bondosa nortenha, qual a crença de quem não verga a cerviz perante prepotências do poder reinol e desempenha relevantes serviços em prol da comunidade.


Entre esses desempenhos, dentro das facetas de outrora que levaram combatentes de Entre Douro e Minho a seguirem D. Pedro Pitões adjuvante de D. Afonso Henriques na conquista de Lisboa, tal como D. António Barroso se tornou mártir vivo na mudança do regime monárquico para a República e D. António Ferreira Gomes sofreu exílio político durante o regime do Estado Novo de Salazar por não servir a dois senhores, também a ligação dos Bispos do Porto às principais instituições representativas da área diocesana foram tidas em conta na memória coletiva. Honrando os Bispos do Porto com sua presença momentos e acontecimentos de relevo da vida social da cidade do Porto, das cidades e vilas da área metropolitana do Grande Porto, bem como da diocese e das paróquias e localidades do distrito.


D. António Francisco dos Santos esteve apenas cerca de três anos e meio como Pastor da diocese, nomeado que foi em 21 de fevereiro de 2014 para a cadeira da Igreja Portucalense, na cátedra de famosos bispos, a substituir D. Manuel Clemente que, por ter sido elevado a Primaz de Lisboa, teve então passagem de testemunho no que ficou daí em diante Bispo Titular Portuense, até agora.

D. António Francisco dos Santos nasceu a 29 de Agosto de 1948, na freguesia de Tendais, concelho de Cinfães (distrito de Viseu). Tendo sido nomeado Bispo Auxiliar de Braga em Dezembro de 2004 e, dois anos depois, indicado para Bispo de Aveiro. A sua ordenação episcopal ocorreu em Março de 2005, na Sé de Lamego. Fora ordenado padre em Dezembro de 1972. Sucedendo por fim a D. Manuel Clemente, como bispo do Porto, em 2014. Pertencia ao Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, e presidiu à respectiva Comissão de Educação Cristã e Doutrina da Fé. Atualmente, na Conferência Episcopal Portuguesa era presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana e de vogal da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé. Conhecido pela disponibilidade para o diálogo, por ter uma personalidade tolerante e pela simplicidade, António Francisco dos Santos esteve com apreciada proximidade pública à frente da diocese mais populosa da Igreja católica em Portugal, com mais de 2 milhões de habitantes (cerca de dois milhões e meio) e que abrange 26 concelhos, sobretudo do distrito do Porto, mas também dos distritos de Aveiro e Viseu. Foi distinguido em 2015 pelo FC Porto com o galardão Dragão de Honra e era membro do Conselho Consultivo da Futebol Clube do Porto-Futebol, SAD.

                                              (  »»»»»»»  Com o lenço-cachecol da Peregrinação da Diocese do Porto  )


D. António Francisco ficou intimamente ligado ao périplo da Imagem de Fátima Peregrina na visita à diocese do Porto, no período antecedente à comemoração do centenário das Aparições de Fátima, que ele sintetizou como “Abertura a uma renovação pastoral, a uma mobilização das comunidades, a um entendimento da beleza da fé”.

Então o Bispo Diocesano do Porto marcou presença assinalável no acompanhamento da visita da imagem peregrina à diocese do Porto, no seguimento do itinerário da mesma pelo país, em vista à celebração centenária dos acontecimentos de Fátima, sendo um marco que se projetou na essência temática do correspondente ano pastoral, incluindo natural passagem na vigararia de Felgueiras.

Foi essa ocorrência de 2016 vivida pelo Prelado Portuense no sentido da peregrinação, dos valores e dos sinais que o Papa Francisco transmite. Como, por fim, concretizou na recente Peregrinação a Fátima da Diocese do Porto, já em setembro (no passado fim de semana, ainda), no âmbito do centenário e ainda dentro do período comemorativo de 2017.


De permeio, rebobinando figuras retidas na sensibilidade comum, da anterior ocorrência marcante como foi a volta da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, perante a presença de D. António Francisco dos Santos em Felgueiras, como penhor seguro do significado que ficou a ter no povo felgueirense, juntamos imagens de reportagem alusiva que foi então publicada no jornal Voz Portucalense e um pequeno apontamento registado no Boletim Municipal “Felgueiras + Informa”. 



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= A Peregrinação da Diocese do Porto a Fátima, grande manifestação concretizada por D. António Francisco, num mar azul e branco de fé - que fica como sinal da dimensão de seu múnus apostólico no pastoreio da Igreja Portucalense!

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Assinala-se assim com pesar o falecimento do Senhor D. António Francisco dos Santos, Bispo Diocesano do Porto, ocorrido na segunda-feira dia 11 de setembro na Casa Episcopal da cidade do Porto, vítima de enfarte agudo do miocárdio.

Neste local de registo histórico-cultural e memória felgueirense, como tal também, registamos o infausto acontecimento, cujas  exéquias solenes serão celebradas na próxima quarta-feira dia 13 deste mês de setembro, às 15 h 00, na Catedral do Porto. O corpo de D. António, entretanto em Câmara ardente durante dois dias na Catedral do Porto, ficará sepultado dentro da própria Sé, na cripta dos bispos, após funeral honrado com a presença do Presidente da República e do Cardeal Primaz da Igreja Portuguesa, entre outras individualidades dos mais diversos quadrantes da vida nacional. Todos reconhecendo que D. António Francisco esteve curto período à frente da diocese do Porto, mas em tão pouco tempo muito fez.


Entretanto, também, a Câmara Municipal  do Porto decretou 3 dias de luto na cidade Invicta e o FC Porto apresentou condolências à Igreja Católica Portuguesa através de comunicação em nome da Direção. Também os Governantes da Nação Portuguesa e diversos políticos se manifestaram publicamente, assim como algumas Câmaras Municipais do Distrito do Porto decretaram dias de luto municipal, entre as quais se inclui Felgueiras. O Presidente do FC Porto referiu emocionado (em curta declaração ao Porto Canal) que perdeu um grande amigo, mas todos ficamos a ganhar um santo, pois que ele não era só um grande homem do Porto mas de todo o mundo. Como amigo também era tido na simpatia pública, dizemos nós, e todos apreciavamos sua simpática bondade, reconhecendo que era pessoa especial.

O Bispo do Porto, D. António Francisco, desaparece assim fisicamente do número dos vivos aos 69 anos, em direção à morada celeste que norteou sua passagem na terra. Paz à sua Alma.

Armando Pinto
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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Considerações a propósito do Pão de Ló de Margaride – em mais um artigo no Semanário de Felgueiras


O felgueirense Pão de Ló de Margaride é feito essencialmente com massa levedada duma crescente mistura de farinha e ovos caseiros, sem corantes, mais toque dum segredo vindo de gerações antepassadas, como massa do cunho felgariano. Qual doce tradicional mesmo genuíno desta região, através de roscas fofas, como se nota em manual corte na aveludada secura da própria massa, cuja textura se mantém fresca (em bom estado) durante dias. Algo que finalmente vai ser garantido em autenticidade, através de certificação oficial.

Ora, aqui entre nós, estando na massa do sangue o apreço ao que é verdadeiramente felgueirense, quanto à defesa e salvaguarda da memória coletiva concelhia, sobre o caso tratamos por meio de alguns aspetos desse tema, em mais um artigo das crónicas de quando em vez lavradas por escrito, dentro do possível.

Assim da crónica escrita para o Semanário de Felgueiras dá-se aqui e agora nota, enquanto do mesmo artigo se junta o texto da respetiva coluna publicada na correspondente edição do SF de sexta-feira dia 8.

Está na Massa…

Segundo uma frase feita de contornos publicitários, o segredo está na massa, como se exprime em termos de força, qual lema provindo duma tradição culinária que ganhou impacto. Assim como quem diz da diferença estar na qualidade e maneira de produzir dum produto.

Vem a propósito uma recente notícia chegada por via da comunicação social, aparecendo em títulos difundidos por diversos quadrantes estar em curso um processo de certificação do pão de ló felgueirense, entretanto aprovado, através de iniciativa visando tornar oficial no papel, como se diz também, o Pão de Ló de Margaride como produto regional certificado.


Ora, assim sendo, com tal concretização, o genuíno pão de ló de Margaride, enxuto e leve, conforme o próprio transporta da leveza do nome, vai ser finalmente honrado na sua autenticidade, numa feliz ideia de verdadeiro interesse felgueirense, sem dependências de associações a outras zonas. Sendo que o processo de certificação, no âmbito dum projeto apoiado por fundos comunitários, terá de respeitar várias exigências ao nível do receituário regional, fabrico, embalagem e definição de ingredientes, entre outras características. Esperando-se que seja respeitada oficialmente a mesma propriedade dum concelho como Felgueiras, que tem preservado esta tradição centenária através de antigos saberes e manutenção dos ancestrais sabores. Com objetivo, subjacente no caso, da criação duma denominação de origem enquanto produto tradicional, que reconheça ao pão-de-ló de Margaride o seu caráter tradicional e genuíno, para atribuição pela Associação Empresarial de Felgueiras de um selo que garantirá ao produto a sua pureza. Atendendo ao fabrico artesanal provindo de séculos e à atividade empresarial há mais de um século, incluindo reconhecimento real em tempos recuados e apreciação global no amassar dos tempos até à atualidade.

Havendo no território felgueirense várias empresas do setor, a maioria de dimensão familiar, que se dedicam ao fabrico daquele doce regional e de outros como as cavacas de Margaride, seria ainda de aproveitar a ocasião para vincar também as características das cavacas de Felgueiras, de feição redonda coberta por circulares riscas açucaradas, visto haver noutras áreas alguns doces diferentes com o mesmo nome, ao passo que as cavacas como as conhecemos já eram referidas em narrativas de eras antigas, desde pelo menos tempos de Camilo Castelo Branco, por exemplo, ele que conheceu bem Felgueiras nas suas visitas ao Padre Casimiro Vieira, radicado em Margaride, na encosta do Monte de Santa Quitéria, depois da revolta do movimento popular Maria da Fonte.

Então, vem a talhe extensivo, ainda, como num encher da forma, porque há mais no ADN concelhio, igualmente ser de identificar características com alguma representatividade, sendo já tempo da sede de Felgueiras ter entretanto algo simbólico de alusão à tradicional rosca do pão de ló felgueirense, bem como noutros sítios haver outros relacionamentos, lembrando a metalurgia na Longra, bordados na Lixa e Airães, calçado em Torrados, Lagares e Barrosas, tal como nem ficava nada mal na cidade de Felgueiras qualquer coisa monumental alusiva ao mister de sapateiro, numa das rotundas por exemplo, sem necessidade de seguir linhas de sapato alto duma Joana Vasconcelos, nem sequer qualquer projeto dum Siza, mas descalçando uma bota, ao menos, de afinidade concelhia. Ao jeito como por cá há também quem alinhave umas coisas em parâmetros diversos da criação artística, cultura histórica e mais.

Diz o rifão que o segredo está na massa, quanto no aspeto da diferença conta a qualidade. Importará então assinalar e sobretudo defender a marca do que é de cá, do ser felgueirense. Ou como escreveu Shakespeare, ser ou não ser - eis a questão. 

ARMANDO PINTO
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domingo, 20 de agosto de 2017

Recordando Uma Efeméride – Acontecimento de registo concelhio felgueirense: A estreia do FC Felgueiras na 1ª Divisão do futebol português


Há efemérides de recordar, nomeadamente nas passagens de dias relacionados, embora por vezes nem sempre coincidentes. Porém desta vez coincide mesmo e daí, apesar de não ser numa data redonda, como se diz de contas estabelecidas das chamadas bodas honoríficas, apraz mesmo assim recordar. Como desta feita calha a preceito, por ser num domingo também. Conforme foi a entrada do futebol felgueirense na alta roda do futebol nacional, ainda que em modo passageiro, mas assinalável.

Então, a 20 de agosto de 1995, há 22 anos que se perfazem neste domingo de 2017, em quente tarde de dia de Peregrinação de Santa Quitéria (como popularmente é mais conhecida a Peregrinação de Felgueiras em procissão até ao monte de Santa Quitéria, de consagração do concelho à Imaculada Conceição), tinha lugar no ao tempo renovado campo de futebol da Rebela de Felgueiras, já denominado estádio Dr. Machado de Matos, o jogo que seria de estreia do Futebol Clube de Felgueiras no Campeonato da 1ª Divisão Nacional, como era chamada a prova maior do futebol português de alta competição. Assim sendo, após a manhã de subida ao monte da Santa e comido o farnel comunitário tradicional das famílias felgueirenses, em convívios merendados pelas matas daquele alto (sobre mantas e toalhas, à falta de mesas e bancos fixos, onde sempre se notou a falta de espaços de merendas, em falha que se ouve sempre ser por culpa de umas ou outras entidades responsáveis mas sem que haja quem assuma culpas e se demarque das responsabilidades… e sobretudo alguém com funções oficiais tenha atitude bairrista de resolver tal velha situação), grande parte do povo felgariano rumou ao estádio do Felgueiras, que recebia o jogo grande da jornada inaugural do campeonato ao nível do interesse local, qual a sua extensão pelo interesse nacional revelado na gente da televisão e jornais que acorreram a transmitir a ocorrência dali derivada para todo o país.


Foi o Felgueiras nessa estreia visitado pelo Grupo Desportivo de Chaves, também já primodivisionário, em jogo terminado num empate com dois golos para cada lado, com pecúlio de 1 ponto a meias pela igualdade (sem divisão total, porque a partir dessa época nos jogos passaram a ser atribuídos 3 pontos por vitória), sendo os golos do Felgueiras apontados por Leal, aos 49 minutos de jogo, a repor a primeira igualdade verificada, já que a equipa visitante entretanto inaugurara o marcador do encontro; e depois por Sérgio Conceição aos 55 minutos de jogo, a dar a volta ao resultado e colocando o Felgueiras à frente, até que por fim o Chaves veio a recolocar tudo igual.

O FC Felgueiras alinhou inicialmente com José Carlos Araújo, Leal, Rui Gregório, José Joaquim, Acácio, Vicente, Costa, Clint, Sérgio Conceição, Lewis e Earl; entrando depois, no decorrer do jogo, Coelho e Fernando Gomes; ficando no banco os restantes suplentes, Lopes, Teixeira e João.

Durante esse prélio inesquecível para as gentes felgueirenses, havia entre a multidão diversificada atenção pelo que se passava noutros campos de nomeada futebolística, sendo nessa tarde também a disputa do clássico FC Porto-Sporting no estádio das Antas. O que levou a mole humana dos adeptos locais, ainda afeitos à natural habituação de durante décadas seguirem os jogos grandes à distância, a também assim dividirem interesses por esse grande encontro nacional em disputa na cidade invicta, ouvindo-se pelos ares rouquelhos sons de relatos radiofónicos através dos pupulares transistores; cujo resultado ia soando aos ouvidos, durante parte do jogo a pender para o lado sportinguista e depois terminado com vitória portista por 2-1, perante uma reviravolta empolgante, sendo evidentes as manifestações coletivas ao desenrolar desse desfecho no bruaá da assistência presente em Felgueiras…


Ora, então o Futebol Clube de Felgueiras, fundado em 1932 e, passadas temporadas de atividades de feições regionais, mais tarde inscrito oficialmente na Associação Distrital em 1953, tendo militado épocas a fio na 3ª Divisão Regional da Associação de Futebol do Porto, veio a ter primeira subida de divisão em 1964/65, com ascensão através de finalíssima entre o segundo classificado da 3ª e o penúltimo da 2ª Divisão Distrital, quando o Felgueiras derrotou o FC Lixa por 2-0 com dois golos der Sabú... 


... vindo de seguida, na época imediata, a ser Campeão Distrital da 2ª Divisão da AF Porto em 1965-1966, sob o comando do treinador-jogador Caiçara...


 e, volvidos anos, entre mais ocorrências, também Campeão da 1ª Divisão Distrital da AFP em 1981-1982, tendo tido pontos altos nas subidas aos Nacionais e de permeio inclusive sido campeão da 2ª Divisão B Nacional em 1991/92, atingiu o FC Felgueiras ponto de rebuçado na subida à 1ªDivisão Nacional em 1995, alcançada posição assim correspondente ao fim do campeonato da 2ª Divisão Nacional de 1994/95, passando em Agosto de 1995 a emparceirar com os grandes de Portugal na 1ª Divisão. Tendo aí o Futebol Clube Felgueiras efémera mas inesquecível época.


Disso tudo, em rememoração da efeméride do dia, recorda-se através de imagens e alguns dados estatísticos relacionados esse histórico feito do futebol felgueirense diante da memória coletiva local, por meio de dados guardados em arquivo pessoal do autor destes registos memorandos.


Armando Pinto
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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Bodas de Ouro Sacerdotais (1967-2017) do Felgueirense Padre Hernâni Carvalho


Ao perfazer a soma de cinquenta anos da ordenação sacerdotal do Padre Hernâni Carvalho, conhecido felgueirense membro do clero da diocese portucalense, foi celebrada condignamente a ocorrência, a 13 deste mês de agosto, na terra natal do mesmo presbítero que é também pessoa conhecida do meio social concelhio.

O Padre Hernâni, como por hábito popular é referido, de nome completo Sebastião Hernâni Gonçalves Albuquerque de Carvalho, nascido em Felgueiras a 28 de Outubro de 1940, teve sua Ordenação a 13 de Agosto de 1967, na Sé do Porto.


Filho e sobrinho de destacados empresários da urbe felgueirense, como eram os senhores Joaquim de Carvalho e João Carvalho, o primeiro famoso armazenista que manteve o negócio vindo de seu pai Sebastião de Carvalho; e o segundo empreendedor no ramo dos transportes públicos, como dono da empresa Landim, Sebastião Hernâni quis enveredar pelo sacerdócio, sendo depois ordenado com 26 anos.

Viveu entretanto natural ligação afetiva conterrânea, como ficou especialmente assinalado da sua prestação diretiva no Futebol Clube de Felgueiras, clube de que seu pai era um dos principais benfeitores, no qual, ainda como seminarista maior, ou seja durante a fase teológica de sua formação, Hernâni Carvalho foi figura ativa nos órgãos sociais ao tempo das primeiras subidas de divisão, em 1964/65 e 1965/66, do histórico clube de futebol representativo de Felgueiras nos tempos dos famosos Sabú e Caiçara.


Após a sua ordenação de Padre, o seu percurso sacerdotal conheceu os caminhos pastorais, havendo exercido paroquialidade de modo vincado na paróquia de Sobrosa, no concelho de Paredes, em cujo rincão está assinalado com a homenagem pública duma rua com seu nome. Sem nunca ter deixado de estar umbilicalmente ligado a Felgueiras, a pontos de ter sido Vereador Municipal nos primeiros tempos da presidência do Dr. Machado de Matos na Câmara de Felgueiras. Havendo exercido funções de autarca com dinamismo tal que diversas das suas iniciativas perduram no tempo e memória – como o autor destas linhas lembra, que a luz pública do centro da Longra, a substituir a original que fora pioneira no concelho, décadas antes, ainda é a mesma que ele implementou em 1976, recorrendo a contribuição popular dos habitantes da mesma povoação.

Atualmente o Padre Hernâni não tem paróquia a seu cargo, residindo na cidade de Felgueiras, na qual presta há muitos anos colaboração pastoral na também sua Paróquia de Margaride, onde celebra a missa matinal diariamente.


Foi pois naturalmente que na igreja paroquial de Margaride teve lugar a celebração solene e jubilar evocativa dos 50 anos de Sacerdócio do Sr. P.e Hernâni Carvalho, na mesma igreja matriz da paróquia de Santa Eulália de Margaride onde foi batizado e rezou sua Missa Nova. Agora com Missa Solene das suas bodas de ouro, honrada com a presença do Sr. Bispo Diocesano do Porto, D. António Francisco dos Santos, entre outros bispos e presbíteros, contando padres seus colegas contemporâneos e outros mais, com especial destaque para a maioria dos sacerdotes da Vigararia de Felgueiras, além da comunidade paroquial de Margaride e fieis de diversas localidades do concelho e não só, incluindo antigos paroquianos de Paredes.


Ao Padre Hernâni, personagem da vida felgueirense e admirado concidadão, que o autor conheceu ainda jovem (quando, em tempo de férias de seminarista, acompanhava colegas seus em passatempos desportivos e depois aquando de sua frequência durante alguns dias na Longra a propósito da estada de grupos de seminaristas para a Missa Nova do Padre Marílio Faria em Rande), prestamos por este meio uma devida homenagem pública na passagem do cinquentenário de sua ordenação sacerdotal. Com esta simples crónica que estava em agenda particular para um dos artigos personalizados de quando em vez publicados no Semanário de Felgueiras, intenção essa assim alterada para aqui devido ao período de férias que passa o referido periódico.


Como ilustração junta-se algumas imagens da pagela evocativa e algumas fotografias a que recorremos deitando mãos a imagens da Internet; mais uma foto de arquivo pessoal, de pose da equipa do FC Felgueiras que venceu o Campeonato Distrital de 1965/66, reportando à festiva entrega das faixas de campeões a todo o grupo de futebolistas e dirigentes, em 1966 - com o Padre Hernâni, ainda seminarista, incluído (à esquerda da foto).

Armando Pinto
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sábado, 12 de agosto de 2017

Etapa da Volta a Portugal / 2017 passando na Longra


Com poucos quilómetros ainda decorridos desde o início da etapa, rumo ao alto da Assunção em Santo Tirso, a 7ª tirada da Grandíssima Portuguesa de 2017, saída de Lousada ao início da tarde deste sábado, depois de percorrido pequeno trajeto dentro de terras lousadenses e entrado no concelho de Felgueiras, passou na Longra a toda a velocidade de carros da caravana e bicicletas dos ciclistas, perante a atenção das pessoas que estavam na berma da estrada. Passagem assim aplaudida por um público assinalável, já com a barriga saciada pelo almoço e, como que em sobremesa de interesse, a presenciar tal passagem dos ciclistas que se vão vendo na televisão e alguns jornais.


Desses momentos, qual reportagem possível feita pessoalmente, enquanto se deitavam olhos aos ciclistas que despertam atenção do autor e a oportunidade de clicar na maquineta fotodigital, se regista visualmente a passagem da Volta na Vila da Longra, à porta de casa do autor destas linhas e fotos  captando a passagem dos carros afetos à equipa portista, mais vista do grupo da frente em "fuga", onde ia incluído um representante do FC Porto... 


...depois o trânsito do pelotão perseguidor, ainda nessa fase de aclimatação dos voltistas... 


...até ao encerramento transitário do carro vassoura. 


Armando Pinto
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Passagem da Volta a Portugal na Longra...


Em dia da Volta a Portugal em Bicicleta passar na Longra, mais uma vez, virá a talhe uma lembrança duma anterior vez, aproveitando para se ir na roda do tempo a rememorar também memórias de outros tempos. Recordando-se através duma fotografia antiga a fisionomia de outrora do Largo da Longra e cercanias, no que a velha foto permite.


(Foto inteira e respetiva ampliação recortada de imagem de arquivo do autor e constante do livro "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras")

Armando Pinto
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