Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Lembrança particular do FC Felgueiras 1932 - FC Alverca: Diogo Pinto nos acompanhantes da equipa d’ “o Felgueiras”!

 

No jogo do passado sábado, dia 24, a contar para a fase de subida da Liga 3 Nacional, o encontro entre o F C Felgueiras 1932 e o F C Alverca teve uma particularidade: À entrada das equipas em campo, no acompanhamento com crianças das Escolinhas do FC Felgueiras, entre os meninos equipados e alinhados para o efeito, esteve o meu neto Diogo Pinto. Que assim pela primeira vez, no primeiro ano que está na Escolinha de futebol felgueirenses, o Diogo foi um dos acompanhantes das equipas, e como tal entrou no relvado do estádio pela mão de um dos jogadores, no caso mesmo um dos futebolistas da equipa principal do FC Felgueiras.

O jogo, depois, nem foi ao nosso gosto, naturalmente, havendo terminado empatado, mas ficou essa sensação agradável de o Diogo lá ter estado no início do jogo, em pleno relvado do mítico Estádio Doutor Machado de Matos – como da ocasião ficam algumas fotografias a registar o facto.

Armando Pinto

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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Uma foto com História… do tempo do comboio que passou na Longra!

 

Presentemente há notícias de estar em andamento o estudo para a possível nova Linha do Vale do Sousa, de Valongo a Felgueiras. Da qual, a Infraestruturas de Portugal já adjudicou os estudos de viabilidade técnica e ambiental da nova linha ferroviária do Vale do Sousa, de acordo com uma nota recente da agência Lusa, entretanto também divulgada em alguns sítios informativos.  

Isso a passar já de um século que houve uma antiga experiência ferroviária na região, então desde Penafiel, com o comboio que passou na Longra, onde havia uma estação, precisamente no local que desde então passou a ser conhecido por Lugar da Estação, junto à ponte. Na zona agora assinalada com uma pequena coluna metálica, colocada em 2014, aquando do centenário da chegada do comboio à Longra pela primeira vez, em 1914, na inauguração dessa parte da antiga linha férrea que passava na Longra e Felgueiras, até à Lixa e Entre-os-Rios.

Pois desses tempos idos, além de conhecidas algumas fotografias constantes do álbum fotográfico intitulado ”Companhia Auxiliar de Construcções Ferro-Viárias - 1914”, que estão incluídas também em livros, igualmente há uma outra, esta de que agora se dá conhecimento, trazendo-a aqui à estampa.

Trata-se duma foto da “Fotografia Borges”, de Penafiel. Da qual consta a seguinte indicação:

«Companhia do Caminho de Ferro de Penafiel á Lixa 1916 - Comboio partindo de Longra para Penafiel - Negativo em vidro 9x13cm de arquivo da Fotografia Borges.»


Armando Pinto

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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Em modo dum vislumbre de memória… etnográfica!

- Exercício de memória... de quando presidia à Associação Casa do Povo da Longra e ao jovem Rancho que fundei em 1994, através de cujas atividades houve em vários anos a organização de megas-excursões de membros e sócios da instituição. Reportando o caso a um "passeio" ao Alto Minho, com destino à Peneda e passagem no Soajo... Sendo as imagens da visita aos espigueiros do Soajo e em frente ao escadório do santuário de Nossa Senhora da Peneda (alto do concelho de Melgaço), na zona do Parque da Peneda-Gerês. Há já uns anos bons, mais precisamente no verão de 2004.

Armando Pinto

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

"Nova" Linha (do Comboio) do Vale do Sousa ao fundo do túnel da visibilidade... Será? («IP contrata estudos para a Linha do Vale do Sousa...»)... Para já em andamento!

 

IP contrata estudos para a Linha do Vale do Sousa

por T&N  16/02/2024 em Infra-estruturas, Mobilidade  1

Linha do Vale do Sousa integrará os Suburbanos do Porto da CP

(Da página “Transportes & Negócios” (transportesenegocios.pt/)

«A Infraestruturas de Portugal (IP) adjudicou os estudos de viabilidade técnica e ambiental da nova Linha do Vale do Sousa.

De acordo com a informação publicada no portal de contratação pública Base, a IP adjudicou a realização dos estudos da Linha do Vale do Sousa ao consórcio Tecnofisil – Consultores de Engenharia e ao Prof. Edgar Cardoso – Engenharia, Laboratório de Estruturas, por 357,8 mil euros.

O concurso público foi lançado em Julho do ano passado. O contrato foi celebrado ontem (dia 15/02/2024). O prazo para a execução dos trabalhos é de 285 dias, ou seja, até final de Novembro próximo.

A Linha do Vale do Sousa deverá ligar Valongo (a partir da Linha do Douro) e Felgueiras, numa extensão de 38 quilómetros, com passagem por Paredes, Paços de Ferreira e Lousada. Será depois possível uma extensão a Amarante e, a partir daí, o fecho do anel com a Linha do Douro, mediante a reactivação da Linha do Tâmega, entre Amarante e a Livração, encerrada em Março de 2009.

O investimento previsto é de 181 milhões de euros. acrescidos de 27 milhões para o material circulante.

De acordo com um estudo prévio da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, divulgado em 2021, concluiu que a ligação ferroviária poderá gerar resultados positivos de quatro milhões de euros por ano. O serviço seria integrado nos Suburbanos do Porto da CP, que assim ganharia cerca de sete milhões de passageiros por ano.

A construção da nova Linha do Vale do Sousa está prevista no Plano Nacional de Investimentos (PNI 2030).»

= Considera-se esta uma "Nova Linha" porque, como se sabe, houve no início do século XX uma anterior Linha Férrea do Vale do Sousa, a do chamado popularmente Comboio de Penafiel à Lixa e Entre-os-Rios, com estações em Penafiel, Lousada, Longra, Felgueiras, Lixa e Entre-os-Rios, além de apeadeiros de permeio, como os de Lagoas (Lousada) e Escalheira (Lixa). Linha essa iniciada em 1912 e existente na sua plenitude de 1914 a 1926, depois extinta e cujos railes foram mais tarde retirados da estrada na década dos anos 30.

Ora se esta nova for realmente feita até 2030, conforme «está prevista no Plano Nacional de Investimentos», voltará a haver de novo trilhos de linha férrea nesta região um século depois!

AP

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Entre curiosidades e recordações – Plantel do histórico FC Felgueiras com Álvaro Pacheco… em 1989/90

Na temporada futebolística de 1989/1990 o Futebol Clube de Felgueiras estava na 2ª Divisão Nacional. Com um plantel interessante, como se pode recordar por um recorte do Caderno d’ A Bola de Agosto de 1989, no início dessa época de 89/90. 

Isto então anos antes d' "o Felgueiras" ter estado na 1.ª Divisão Nacional de futebol, estando ainda na 2.ª Nacional com o objetivo só anos mais tarde alcançado, embora fugazmente, como se sabe. E, então, notava-se ainda um erro que andou algum tempo nas informações quanto à fundação do histórico F. C. Felgueiras, que não foi em 1934 mas sim em 1932. (Como agora até está já reposto e consta inclusive no nome do atual clube sucessor, "FC Felgueiras 1932".)

Ia então começar a época, no verão de 1989, com o FC Felgueiras na 2.ª Divisão Nacional-Zona Norte.  Nesse tempo em que a Segunda Divisão era dividida por zonas Norte e Sul, com 18 equipas cada, respetivamente. Em cuja Zona Norte da 2ª Divisão Nacional, de 1989/90, o FC Felgueiras tinha como parceiros na disputa do respetivo Campeonato as equipas dos Paços de Ferreira, Gil Vicente, Rio Ave, Famalicão, Vizela, Vianense, Maia, Fafe, Freamunde, Joane, Infesta, Leixões, Aves, Varzim, Marco, Bragança e Trofense  conforme o calendário de jogos, de cuja sequência se regista o mesmo da 1.ª Volta (enquanto naturalmente na 2.ª Volta era ao contrário na ordem dos jogos).

Desse plantel, como se pode ver, também, ressalta agora uma curiosidade: Havia chegado à equipa sénior, nessa pré-época, o então ex-júnior Álvaro. Que era e é, nem mais nem menos, o agora conhecido treinador Álvaro Pacheco, felgueirense entretanto tornado mais saliente pelo evidente sucesso alcançado na atual 1ª Liga Nacional, antes no Vizela e agora no Vitória de Guimarães.

Armando Pinto

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terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Corso do Carnaval da Longra – 2024

Numa tarde risonha de sol, bem atraente à folia própria do dia, foi com ambiente algo primaveril que desfilou o Corso Carnavalesco Longrino, perante temperatura agradável e grande afluência de público, mais uma vez, a corresponder à amabilidade meteorológica. Porque o Carnaval da Longra, na sua longevidade e correspondente responsabilidade memoranda, faz jus a ser considerado o melhor da região, desde há bastantes anos em que começou a ter desfile organizado. Perfazendo este ano já a 28.ª vez que saiu à rua, em cortejo alegórico.

Assim, com um agradável aspeto ambiental e perante um bom dia carnavalesco, de amena temperatura pela tarde adiante, foi bem sucedido o Corso de Carnaval da Longra deste ano de 2024, mantendo a costumada atração do tradicional festejo do Entrudo. Decorrido ao longo das vias principais da Longra, pelo trajeto habitual da vila da Longra, o Corso Longrino deu assim vida à localidade, como é da tradição anual.

Para memória: Do Corso da Longra-2024, na linha de anos anteriores, regista-se memorialmente o ambiente da localidade, a partir de um exemplo como as ruas próximas à via principal, ou seja as ruas onde não passa o cortejo, ficaram mais uma vez apinhadas de veículos automóveis estacionados a esmo, à falta de estacionamentos (locais próprios de aparcamento), como há muito se nota faltar.

Continuando o registo memorial, por esta via, anota-se em imagens uma crónica do evento, através duma panorâmica do Largo da Longra com o público assistente à espera da chegada e passagem do desfile carnavalesco.

E, de seguida, na continuação, em vista mais superior (numa visão captada de cima), do cortejo na sua passagem final, já ao chegar ao fim do trajeto, capta-se o seguimento do percurso através de imagens fotografadas pelo autor deste blogue, à passagem em frente ao Edifício Vila da Longra. Tudo isso depois da sempre entusiasmante assistência no Largo da Longra e antes da chegada tradicionalmente triunfal diante do edifício Nova Longra.

Fica assim aqui ilustrado à posteridade mais um Corso Longrino, na continuidade do Desfile Carnavalesco da Longra, que regularmente e de modo organizado começou oficialmente no Carnaval de 1997, nesse longínquo ano do século XX - ou seja indo já nas 28 vezes, contando o inicial em 1997 e o atual de 2024. Mantendo a tradição e fazendo jus aos pergaminhos ancestraris da Longra ter apetência cultural.

Armando Pinto

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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Evocação do grande industrial metalúrgico sr. Américo Martins - artigo que estava para publicação no Semanário de Felgueiras...

Na proximidade da data da efeméride respetiva do seu falecimento, atendendo à ocasião da publicação da edição do jornal SF, foi em devido tempo enviado e estava para publicação no Semanário de Felgueiras Jornal um artigo evocativo da vida memoranda de Américo Teixeira Martins, o histórico industrial fundador da MIT-Metalúrgica da Longra. Em género de crónica, embora resumida, algo complementar a outros artigos anteriores já publicados pelo autor, também. Além de sua biografia e referências em diversas página do livro "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras, publicado em 1997, mais em passagens no livro "Sorrisos de Pensamento", publicado em 2001, e ainda no livro "Elevação da Longra a Vila", publicado em 2003. 

= Américo Martins, Fundador da MIT e Sócio-gerente da Metalúrgica da Longra

Como afinal o artigo não chegou a ser publicado, e porque havia pessoas que sabiam e esperavam o mesmo, aqui fica o texto conforme foi enviado para o Semanário de Felgueiras:

Américo Teixeira Martins (1893-1967)

Passando por estes dias o aniversário da morte do histórico industrial felgueirense Américo Teixeira Martins, falecido a 31 de janeiro de 1967, vem a talhe uma evocação escrita desse grande senhor da afamada fábrica MIT-Metalúrgica da Longra. Em mais uma oportunidade de lembrar tão importante personagem criador de muitos empregos, nos inícios da industrialização na região.

Américo Teixeira Martins, nascido em Airães, onde viviam seus pais, e residente na Longra a maior parte de sua vida, ficou por fim sepultado na Pedreira, freguesia de sua mãe. De permeio com grande atividade industrial, mas também cívica, tendo desempenhado lugares de Regedor na Longra e membro da Junta de Freguesia de Rande, além de ter pertencido ao grupo de Forças Vivas de cujo labor resultou a Associação Pró-Longra, antecessora da Casa do Povo da Longra. Enquanto na mesma então povoação da Longra deu largas a seu espírito empreendedor, com a fundação de sucessivas empresas, até à versão maior da Metalúrgica da Longra.

Teve uma vida saliente, nos seus 74 anos de existência, num percurso alongado na atenção memorial, cujo currículo aqui, desta feita, se tem de resumir para não abusar do espaço: Nasceu no Fojo de Santo Amaro, em Airães, a 7 de Abril de 1893. Filho de António Teixeira Martins e Rosa Dias da Costa. Frequentou a antiga escola primária em Airães e na Pedreira, até que passou a trabalhar numa pequena oficina de serralharia de seu pai, e aí depressa ficou a ser o responsável, ainda muito jovem, com a colaboração dos irmãos mais novos. Chegada a idade militar, como era normal, assentou praça em 1914, incorporado no Regimento de Infantaria de Guimarães. Por alterações desse tempo teve diversas fases, desde a patente de 1.º cabo, até 2.º Sargento. E depois rumou para a guerra das trincheiras, no Corpo Expedicionário Português na I Grande Guerra Mundial, sendo distinguido com um louvor «por zelo e dedicação». Em Dezembro de 1917, sob fogo de combate, vítima de bombardeamento, foi ferido nos ouvidos. Seguindo-se em Abril de 1918, na sequência da batalha de La Lys, ser dado livre do serviço militar, regressando a Portugal. Alguns anos depois na Reserva, em 1925, foi ainda promovido «por distinção» à patente de Alferes. Enquanto na ficha militar ficaram a constar as suas medalhas de cobre comemorativas das Expedições “Sul de Angola-1914/15”, de “França 1917/18” e “Medalha da Victória-1920”.

Entretanto, quando regressou à Pátria em 1918, chegado à terra natal voltou à oficina do seu pai. Contudo, depressa resolveu estabelecer-se por conta própria. E em Outubro de 1920 criava na Longra, juntamente com seu irmão mais novo, a sociedade Martins & Irmão. Estabelecendo-se com arrendamento dum barracão, no Largo da Longra, onde José Xavier, do Outeiro (de Rande) teve uma inicial oficina de 1910 a 1918. Com a morte do irmão em 1921, já sozinho à frente do negócio, continuou no ramo do fabrico de camas, fogões e lavatórios metálicos. E por esse tempo, em 1922 casou e constituiu família, com D. Maria Emília Ribeiro de Faria, com quem teve seus 3 filhos. Continuando a crescer a empresa fabril. Prosseguindo, em 1924 ampliou as instalações da empresa, alugando, inclusive, os restantes espaços do barracão. Nos finais dos anos vinte dedica-se ao fabrico de mobiliário hospitalar, produzindo a primeira mesa de operações em Portugal. Em 1935, constitui uma sociedade com membros da família Teixeira da Quinta, a firma Martins & Irmãos Teixeiras, Lda, daí o nome: MIT. Em 1947, criava em grande, juntamente com os Laboratórios Sanitas, a Metalúrgica da Longra, que, além de prosseguir o fabrico de mobiliário médico-cirúrgico, alarga a atividade a equipamentos para escritório. Depois, com a colaboração de Daciano Costa, no início dos anos 60, alastrou seu design industrial. Por fim, já com a empresa entregue a seus descendentes e sócios, Américo Teixeira Martins viria a falecer a 31 de Janeiro de 1967. Em 1990 foi atribuído seu nome a uma das ruas da cidade-sede do concelho. E em 2009 passou também a denominar uma das ruas da Vila da Longra. Como ilustre felgueirense vivo na memória coletiva.

ARMANDO PINTO

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