quarta-feira, 13 de junho de 2018

Santo António


Chegado Junho e quase na porção de meio do mês, começa o tempo dos Santos Populares, das festividades dos arraiais mais castiços, a partir da véspera do próprio dia, sendo a 13 o dia de Santo António.


Neste dia, na calha do Santo António, santo de simpatia alargada, vem a propósito lembrar o facto. Sem pormenorizar os casos do santo em Portugal ser apelidado de Lisboa, onde nasceu, e em Itália ser referido como de Pádua, onde viveu seus últimos anos e morreu, repousando na igreja de seu nome, a basílica a ele dedicada.


Também não vêm ao caso aspetos mais simples, tal como popularmente costuma ser associado a lendas e rezas, mais devoções popularizadas. Vindo a talhe sobremaneira a sua popularidade ao longo dos tempos, tornado um santo carismático na religiosidade.


Nesta ocasião em que Santo António é festejado em muitas terras e inclusive em Lisboa, em cuja área residem e trabalham pessoas de meus afetos familiares, mas também na cidade do Porto, em plena área do ambiente portista onde a igreja de Santo António das Antas se eleva à vista do estádio do Dragão, lembra assim evocar o mesmo santo português, afamado orador e Doutor da Igreja, o Santo António de Portugal e do mundo. Sem referência ou tendência ao lado etnográfico nem ao âmbito antropológico, apenas à afetividade. Advindo da especial ligação a Santo António alguns adereços com que se ilustra esta lembrança.


Armando Pinto
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terça-feira, 5 de junho de 2018

Inauguração da "Casa do Porto de Felgueiras"


Felgueiras é terra de muitos e bons portistas, como se sabia e ficou bem confirmado na sexta feira 1 de junho, em mais um dia assinalável na memória de gente felgueirense, no convívio portista derivado da inauguração da atual Casa do FC Porto de Felgueiras. Numa linha provinda de tempos históricos de apoiantes do clube dragão.


Como esta zona se insere, afinal, na parte do interior Norte do País onde, por réstias de fósseis, se sabe ter havido remotas existências… também, quais trilobites e dinossauros, há portistas da velha guarda. Pois há muito que Felgueiras tem tido e continua a ter adeptos portistas de forte ligação ao clube azul e branco com nome da Invicta capital do Norte, desde uns Adriano Castro, Cunha Felgueiras, Artur Peixoto Júnior e mais de tempos idos, passando por diversos outros, incluindo o autor destas linhas (não digo, como é costume, passe a imodéstia… porque é dito com orgulho, no caso) como colaborador do antigo jornal O Porto e revista Mundo Azul, e também um Mário Cunha da anterior existência da primeira Casa do FC Porto em Felgueiras, como já historiamos em artigo alusivo, até ao Hugo Reis que é o autêntico herói da abertura e vida da atual Casa do Porto de Felgueiras. Mas ainda de muitos portistas que proliferam por esta região felgueirense, e especialmente pelos que sempre que há algo relevante de afeto portista se manifestam. Como desta feita, mais uma vez, aconteceu com a inauguração da reabertura da Casa do FC Porto de Felgueiras.


Foi uma festa bonita, na verdade, de cujo acontecimento ficaram sensações bem agradáveis e, como tal, faltarão palavras para ilustrar devidamente qualquer narração. Tornado que foi possível tantos felgueirenses verem de perto a chegada do presidente do FC Porto à frente dos Paços do Concelho, onde depois houve a oficial receção, embora estranhamente de acesso ao interior do edifício apenas para entidades e convidados vips, tendo ficado fora o povo que rodeara Pinto da Costa à chegada e o conseguiu voltar a aplaudir à saída. (Contrariamente ao sucedido aquando da anterior vinda de Pinto da Costa à Câmara de Felgueiras, em 2004, pela primeira inauguração das antigas instalações da mesma Casa do clube; assim como de idênticas ocorrências com representantes de outros clubes noutros anos, igualmente.) Seguindo-se a inauguração da Casa propriamente, nas próprias instalações da mesma, bem situada à entrada sul da cidade, nas Idanhas; e por fim o jantar de convívio, conforme estava delineado a preceito. Coisa que, além de tudo o mais, valeu bem a pena, se mais não fosse pelo discurso de Jorge Nuno Pinto da Costa, quanto à confirmação que vai continuar à frente dos destinos do FC Porto.


Por entre a alegria derivada de boa disposição e confiança, o repasto decorreu em tons de fervor clubista, ressaltando que o Presidente Dragão Pinto da Costa continua em forma, enquanto das conversas resultantes das presenças ficou vincada também uma interessante promessa do vice-presidente Alípio Jorge, feita de viva voz a um adepto, de vir a Felgueiras comemorar com o referido portista se o FC Porto vencer a próxima disputa da Taça da Europa de Clubes de bilhar.


Sobre tal ocorrência festiva, para melhor ilustração memoranda, juntamos a reportagem publicada no jornal O Jogo do dia seguinte e algumas imagens da página informática do clube.

Armando Pinto

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sexta-feira, 1 de junho de 2018

Artigo alusivo à memória local da "bola" afetiva, no aniversário do Semanário de Felgueiras


Calhando a edição de 1 de junho do Semanário de Felgueiras no próprio dia do 28º aniversário do mesmo jornal, versa desta feita o artigo do autor sobre tema relativo ao registo memorando que um jornal como o SF guarda, no interesse histórico de valorização à perpetuação da memória coletiva:


Sintaxe esférica da memória

O mundo é uma bola que rebola, como diz um chavão popular. Não admirando que muito do que é mundo gire em torno de si, do próprio esférico. E como encarna o poema da Pedra Filosofal, o mundo pula e avança, qual bola comandando a vida. Tal o fenómeno desportivo, porque anda atrás duma bola, e particularmente do futebol que movimenta um mundo. Como vem a propósito lembrar, na ocasião de mais um aniversário do Semanário de Felgueiras, sendo que, entre momentos altos registados ao longo da existência dos periódicos da memória jornalística concelhia, perduram os grandes êxitos do futebol felgueirense.

Estão ainda nos olhos da recordação as primeiras páginas dos jornais locais aquando da entrada do FC Felgueiras na 1ª Divisão Nacional, como ao tempo era chamado o atual campeonato da Liga principal, e de modo particular as parangonas das primeiras subidas de divisão, uns bons anos antes. Estando assim na retina da lembrança os jornais existentes nessas eras remotas, como eram o Notícias de Felgueiras e o Jornal de Felgueiras, quando o Felgueiras andava pelos Distritais e por cá se passou a aspirar a mais altos voos; como depois à chegada ao patamar mais alto do desporto rei português já dava cartas o Semanário de Felgueiras, jornal que passara a estar por cima no panorama informativo na nossa região.


Vem assim a talhe recordar aqui algo da memória guardada nas páginas jornalísticas, atendendo ao interesse que o futebol sempre mereceu e por quanto movimentou a vida local. Dando extensivamente para valorizar a existência dos jornais, pois através deles se sabe também parte da história relacionada, ajudando isso mesmo a ter lugar na história. Quão é presente o impacto das folhas de jornais que ilustraram os feitos de Sabú, Mamede, Pimenta, Roda, Estebainha, Mário, Mendes, Rocha, Cardoso, Zé Maria, Pacheco, Monteiro e restantes jogadores do tempo da primeira subida de divisão, a meio da década dos anos sessentas; bem como antes ainda também uns Barnabé, Zeca Pinto, Augusto, Zé Carlos, etc.; tal como já depois Caiçara e tantos mais. Sendo que até foi pelo futebol que vieram e ficaram alguns bons valores de entre esses, lembrando por exemplo que Pimenta e Zé Carlos (o popular “Mãos de ferro” destas bandas) se empregaram na Metalúrgica da Longra, empresa que na época dava também desse modo grande apoio ao desenvolvimento concelhio e apoiava o crescimento do futebol local. Cidadãos esses que acabaram por ficar, arreigando-se a Felgueiras, como outros. Por entre a admiração granjeada, lembrando-nos como o referido Pimenta era conhecido popularmente por Pimentinha, em sinal de apreço por esse Ás da bola tornado figura pública no remanso da então pacata vila de Felgueiras. Até que nas andanças da história, posteriormente, em meados dos anos noventas, foi a vez de uns Lewis, Sérgio Conceição, Clint, Kristic, etc, fazerem andar a impressão de imagens e seus feitos no Semanário de Felgueiras. Jornal que mais tarde acompanhou o surgimento do continuador clube da génese ao presente do FC Felgueiras 1932, que fez renascer o entusiasmo pela bola em Felgueiras, como se verificou na recente fase em que o atual Felgueiras esteve na disputa da possível subida de divisão.


Eis então uma das balizas assinaláveis no papel que a imprensa escrita regional teve e vai detendo no universo da história local, pelo sentimento resultante na memória coletiva. Quão edificante transforma os suportes da memória em voos rasantes do conhecimento perene, tornando tudo mais próximo na distância do pensamento evocativo. Na linha sintetizadora de eternidade, à passagem de muito tempo num momento, tal como canto suave dum passarinho lendário, enquanto o pensamento pousa num galho da meditação memoranda.

ARMANDO PINTO
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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Efeméride da memória felgueirense – a “Subida do Felgueiras” à 1ª Divisão Nacional


Neste dia, desta data, dia 28 de Maio, em 1995, o FC Felgueiras venceu o Estoril no derradeiro jogo da época, no mítico Estádio Dr. Machado de Matos, por 1-0 (golo de Kristic, a cujo instantâneo histórico se reporta a foto cimeira) e assim "o Felgueiras" alcançou a subida de divisão ao escalão máximo do futebol português, atingindo entrada no Campeonato Nacional da 1ª Divisão, como ao tempo era chamada a prova maior, atual Liga principal.

Com esse resultado, a meio da tarde desse domingo de sol radioso, era dado o melhor início aos festejos públicos que se seguiram, em dia de festa, que depois acabou por sair do estádio e estender-se às ruas da cidade e estradas do concelho de Felgueiras.


Na mesma tarde o FC Porto sagrara-se Campeão Nacional da 1ª Divisão, com festa da consagração no estádio das Antas em jogo de veia goleadora diante do Tirsense, perante dilatado 4-0. Daí que no dia seguinte, na segunda-feira dia 29, os jornais dividissem atenções e inclusive o jornal O Jogo até repartiu a sua 1ª página com o Campeão maior e o novo primodivisionário, na época.


Efetivamente os jornais diários e os periódicos desportivos na segunda-feira depressa esgotaram em Felgueiras, então, sendo dia que em Felgueiras sempre houve tradição de ser de ir à feira de manhã, além de ser como era acotiado dia do sapateiro, mas dessa vez também dia de recuperação da festa do dia e noite anterior. Tendo os jornais mais lidos dado natural destaque à façanha do futebol do Felgueiras. Como tal, dando para guardar, de modo a ficar como recordações documentais.


Dias depois seriam os jornais locais a guardar nas suas páginas o acontecimento. Mas como os periódicos felgueirenses saíram na sexta-feira posterior, vêm mais ao caso desta efeméride os desportivos nacionais, primeiro lidos e guardados.


Assim sendo, ilustra-se a efeméride através de imagens (em recortes) de dois dos jornais do dia imediato, quer d’ O Norte Desportivo, existente nesse tempo, assim como d’ O Jogo, já existente à época.


ARMANDO PINTO
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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Inauguração da Reabertura da Casa do F.C. Porto de Felgueiras e jantar de convívio portista, com a Presença do Presidente Pinto da Costa - 1 de junho


Relativamente às comunicações e notícias entretanto divulgadas, há a acrescentar alteração de MUDANÇA DE LOCAL do jantar. Tendo a direção da mesma Casa do Porto de Felgueiras esclarecido que:

«Por questão burocrática de organização do jantar, tivemos que alterar o local, sendo ele passado para a Quinta do Ribeirinho, perto das bombas em Lagares.
Pedimos a quem já comprou os bilhetes, que passem na Casa do FC Porto, com os antigos e procedam à devida troca.
Informamos entretanto que já existem poucas vagas para o jantar.
Quem reservou, ou quem ainda quiser, que venha nos próximos dias fazer a inscrição.»

Entretanto foi também definido o programa oficial e correspondentes horários.


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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Henry Dunant (1828-1910): Criador da Cruz Vermelha Internacional


Maio, mês das flores, é também mês de alguns amores. Sendo tempo deveras relacionado com um desses às causas da humanidade, como foi e ainda é o caso da existência da chamada Cruz Vermelha. Algo que tem relação com temas locais, entre nós, havendo uma delegação em Felgueiras dessa instituição internacional. Relacionando ao caso ter sido em Maio que nasceu o seu fundador.

Tudo começou perante a visão da carnificina patente em despojos dum campo de batalha, nos confins do século XIX; e depois pelo sinal feito duma cruz desenhada com sangue, como salvo-conduto de passagem com feridos através das linhas bélicas dos lados opostos. Graças a um homem, cuja ação, em sua vida e obra, marcou a humanidade – como sucedeu com Henry Dunant.

Por vezes pode nem haver noção de quanto as boas ações e o querer podem representar, chegando longe e aos mais variados campos da existência. Mas assim acontece, na máxima de que se pode ir e chegar sempre a qualquer lado, desde que haja com quê e porquê.

Jean Henry Dunant, nascido em Genebra no dia 8 de Maio de 1828, oriundo duma família respeitada, foi imbuído pelo espírito caritativo dos seus progenitores. E quando adulto tornou-se um homem influente de negócios, derivando ter de se deslocar por muito lado. Aconteceu assim que numa das suas viagens teve de se deslocar a Itália para contactar o Imperador Napoleão III, a fim de lhe expor um projeto de negócio, para o qual precisava de autorização oficial, e para o efeito se arriscou a encontrá-lo junto às suas tropas, entrando num local de batalha, onde se deparou com os horrores da guerra. Diante dos resultados sangrentos, num cenário espetacular de feridos, nessa Batalha de Solferino, logo procurou acudir aos atingidos sofredores e moribundos. «Horrorizado pela carnificina a que assistiu, quando cerca de 40 mil soldados morreram ou ficaram feridos e foram largados à mercê do seu destino, rapidamente reúne mulheres das aldeias vizinhas para prestar assistência aos feridos de ambos os lados, sem distinção pelo uniforme ou nacionalidade, com o intuito apenas de ajudar homens que precisavam de socorro.» E de seguida lançou-se a diligenciar no plano interno (tendo escrito em livro uma verdadeira crónica de guerra a relatar o que presenciou, passando ao papel tal experiência vivida, em “Un Souvenir de Solferino”, volume publicado em 1862), até que alargou horizontes e foi promovendo seu ideal internacionalmente, numa autêntica lida humanitária, de cuja ampla campanha resultou a criação da Cruz Vermelha internacional.

Henry Dunant (Henri, aportuguesando) conseguiu então a criação de sociedades voluntárias de socorro para prestarem assistência aos feridos em tempo de guerra, bem como apoios internacionais para assegurar a proteção de soldados feridos e do pessoal médico no campo de batalha. Com isso Dunant viajou pela Europa inteira no sentido de ganhar o maior número de apoios para as suas propostas. Num movimento vasto de que resultou que fosse assinada por alguns Estados os artigos que formaram a I Convenção de Genebra. A partir da qual nascia o Direito Internacional Humanitário, demonstrando que mesmo em tempo de guerra existem regras que têm de ser cumpridas pelos combatentes. Ao longo de todo esse percurso o seu labor desprendido levou-o a ter gasto os seus bens, inclusive chegando a ter de recorrer à caridade pública. Entretanto, em 1901 foi reconhecido pelo mundo o seu valor, tendo então sido agraciado com o primeiro Prémio Nobel da Paz. Galardão que além de parte honorífica, contemplava já um prémio monetário de gratidão. Pois, à data da sua morte (a 30 de Outubro de 1910), então com 82 anos de idade, o prémio estava intacto e destinado, por testamento próprio, ao pagamento das suas dívidas e obras filantrópicas. Em sua homenagem é comemorada a data de seu nascimento como o Dia Mundial da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

ARMANDO PINTO
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terça-feira, 15 de maio de 2018

Notícia no SF dos Festejos Felgueirenses do Título Nacional do FC Porto e da próxima vinda do Presidente Pinto da Costa à inauguração da reabertura da Casa do Porto de Felgueiras


Conforme é referido em caixa noticiosa inserta na edição de 11 de maio recente, dá conta o Semanário de Felgueiras da celebração pública que também teve lugar em Felgueiras a festejar a conquista do Campeonato Nacional de futebol conquistado pelo Futebol Clube do Porto, por parte de muitos manifestantes e entusiastas portistas da região. Noticiando ainda, por extensão, que no próximo dia 1 de junho será inaugurada oficialmente a reabertura da Casa do FC Porto de Felgueiras, com a presença do Presidente Dragão Nuno Pinto da Costa. Ato que culminará com um jantar de convívio de portistas com o Sr. Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, o presidente mais titulado do mundo e presidente desportivo com mandato mais duradouro, também.

ARMANDO PINTO

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