segunda-feira, 20 de maio de 2019

Recordações eternas d’ “o Felgueiras” – evocações dos maiores momentos do futebol felgueirense


Em época de acalmia do ambiente competitivo do futebol local, por tempo já de retrospetivas da época e da própria história do clube mais representativo do concelho de Felgueiras, vem a talhe recordar momentos célebres da existência da paixão pelo futebol em Felgueiras, quer dos naturais felgueirenses, quer, como quem bebeu da Fonte da Santa, também de quem veio à bola e ficou felgueirense de corpo e alma.

Assim sendo, evocamos, aqui e por este meio, ocasiões significativas da mística do futebol felgariano, seja de tempos muito antigos como de outros mais próximos, do histórico FC Felgueiras, agora continuado no atual FC Felgueiras 1932.


Ora, o primeiro grande feito acontecido no seio do FC Felgueiras foi a primeira subida de Divisão, algo ocorrido em 1965 com a passagem do clube da antiga 3ª Divisão à 2ª Distrital. De cuja ocorrência se evoca tal façanha com uma gravura da equipa que triunfou na “Finalíssima” a 8 de Julho desse ano, no culminar da época futebolística de 1964/1965.

Entre muitos outros sucessos, depois, sabendo-se deveras de seguintes subidas de divisões e grandes vitórias, houve mais tarde um festival desportivo de homenagem ao fundador do clube, em jogo festivo realizado a 2 de Junho de 1994. Do qual se ilustra a ocorrência com respigos da imprensa local dessa época.


Por fim, como momento mais alto, sem dúvida, aconteceu em 1995 a entrada na 1ª Divisão Nacional, como ao tempo era chamada a atual 1ª Liga do futebol profissional português. Desse célebre dia, 28 de Maio de 1995, juntam-se aqui, para efeitos memorandos, recortes da edição do jornal diário desportivo O Jogo, do dia seguinte.


Armando Pinto
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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Um manual escolar antigo…


Num exemplo de como noutros tempos se aprendia logo na escola primária, recorde-se através dum antigo manual escolar, um livro oficial de História da 4ª Classe, quão se ficava a saber pelos idos de inícios da década dos anos sessentas sobre diversa matéria de cultura geral. Tais eram os temas e conteúdos de cultura portuguesa, quanto a literatura, artes, ciências, personalidades, etc. Conforme consta deste livro, guardado em mãos do autor destas linhas.


ARMANDO PINTO
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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Penedo das Pegadas de São Gonçalo - Felgueiras


Um destes dias, a pedido de pessoa amiga, fui visitar o local onde ainda está o chamado Penedo das Pegadas de São Gonçalo. Abaixo do lugar da Espadilha, em terreno fronteiriço entre Sernande e Varziela. Tendo então acompanhado uma pessoa que queria conhecer o sítio e ver esse mesmo penedo lendário, um dos locais do concelho de Felgueiras pouco conhecidos, cuja história popular faz parte das lendas e narrativas da memória coletiva felgueirense.

Foi assim a ocasião aproveitada também para fazer mais algumas fotos, de modo a captar imagens atuais desse pequeno rochedo, de grande significado.


A propósito, recorde-se, sobre o tema foi escrito pelo autor destas linhas, há alguns anos já, uma crónica no Semanário de Felgueiras. De cuja coluna foi o mesmo assunto transcrito para uma página da enciclopédia Memória Portuguesa, que para aqui se transporta:

« Memória Portuguesa - Portugal em pormenor!
Concelho de Felgueiras

O chamado Penedo das Pegadas de São Gonçalo é uma formação rochosa existente no concelho de Felgueiras. A tradição deu popularidade ao local e determinado valor afectivo ao sítio da equacionada rocha. Penedo este que se diz estar implantado em território da freguesia de Sernande, tal como é de versão ouvida, mas também se ouve dizer ser de Varziela, do mesmo concelho de Felgueiras, pelo menos depois que começaram a surgir confusões sobre os limites entre aquelas duas freguesias vizinhas. O qual, curiosamente, é mesmo atribuído às duas (porque não há outro com o mesmo nome!), na revista denominada “Portugal local – Felgueiras”, editada em Janeiro de 2000. Pelo que só com documentos antigos, se os houver, pode ser tirada a prova em mais este caso.


Lenda do Penedo das Pegadas

São Gonçalo, segundo muito antiga lenda, antes de se instalar junto ao Tâmega (em Amarante), cirandou por terras Felgueirenses e esteve quase a tentar-se pelas proximidades às margens do rio Sousa. Conforme se ouve pela região, há uma história popular que relaciona com o mesmo santo umas certas marcas, existentes em formação rochosa duma zona do concelho de Felgueiras, o chamado Penedo das Pegadas de São Gonçalo. Conto tradicional que podemos relembrar até, transcrevendo parte do que ficou registado em 1998, entre Lendas e Narrações histórico-tradicionais da zona sul Felgueirense, no livro oficial (escrito por Armando Pinto) do 2º Festival de Folclore da Casa do Povo da Longra, ocorrido naquele ano:

"Não se sabe se o caso estará relacionado com ancestral ocupação. Será contudo réstia de antiga característica local, ainda que indefinida. Por mor das dúvidas, o povo desde longos tempos que conta história a explicar o facto, em molde imaginário popular. São Gonçalo (resumindo o que explanamos na referida publicação – depois de peripécias de ocorrência em que perdeu sua igreja, ou seja lugar de pároco, andou como pregador até que resolveu fixar-se num sítio, decidindo então efectuar a edificação de um templo, pelo que) começou a planear a construção, estudando local apropriado. Foi assim que ao passar nesta região, verificando as penedias da zona, esteve naquele penedo. Mas como a pedra existente ali e nos arredores era pouca para o que pretendia, em vista a construção de proporções dignas de uma antiga abadia, desistiu da ideia e acabou por, mais longe, construir o mosteiro de Amarante. Dos projectos aludidos terão então resultado as marcas que ficaram esculpidas naquela pedra mediana, contendo diversas gravuras de relevo profundo, ouvindo-se na tradição popular que essas mesmas marcas, que ali ficaram gravadas, eram as suas próprias pegadas e as marcas da aba do chapéu, bem como da sua bengala que havia caído ali, lançada de longe pelo santo. Como parece que não gostou, aí foi ele rumo a Amarante, em demanda do local para onde havia de seguida atirado a mesma bengala, tendo então escolhido a terra em que ela caíra, onde pelos seus desígnios Deus demonstrou Sua vontade… Ficaram contudo na referida pedra vestígios da sua estada no local, segundo a tradição."


Bibliografia
Crónica publicada no jornal Semanário de Felgueiras, da autoria de Armando Pinto.»

Armando Pinto
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quarta-feira, 8 de maio de 2019

Recordando: Um saliente académico felgueirense… a propósito da época da tradicional queima das fitas estudantis


Em tempo de maio moço, e sempre pelos inícios deste mês das flores e dos amores, têm lugar anualmente as tradicionais festas de estudantes, no encerramento do ano letivo universitário – a queima das fitas, no âmbito do fim de curso académico. Festividades, então, de celebração dos finalistas, a que se associam todos os estudantes, desde os caloiros aos restantes universitários.

Ora, nesta época, vem a propósito recordar um antigo estudante felgueirense, entre os muitos que naturalmente fizeram boa figura. Neste caso a talhe de sua foto oficial de finalista, como nesse e outros tempos era da praxe posar à posteridade, com capa e pasta com as correspondentes fitas. Reportando a esse que depois veio a ser famoso Administrador do Concelho de Felgueiras nos inícios da Primeira República e mesmo após a derrota da Monarquia do Norte e consequente reimplantação da República, o Dr. António Pinto Sampaio e Castro.

Foto histórica esta que assim retrata o Dr. António Castro, Administrador do Concelho entre 1910 a 1912, depois de 1915 a 1917 e em 1919. Personagem da vida concelhia nas primeiras décadas do século XX, que a par de sua ação de administração político-local, foi também Conservador do Registo Civil de Felgueiras.
De modo que sua assinatura consta dos registos de nascimentos, casamentos, óbitos e outros documentos e comprovativos civis desses tempos. Um senhor da família Castro, oriundo do Unhão, que residiu na Longra e na Casa da Leira, em Rande. Cuja memória, pelo menos, tem homenagem pública com a atribuição de seu nome numa rua da Longra, na área do antigo lugar de Cimalhas de cima.

Armando Pinto
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terça-feira, 7 de maio de 2019

Comemoração do 25º Aniversário do Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra



Em dia quente de Primavera, por sinal tal como havia estado 25 anos antes, comemorou-se com circunstância festiva as Bodas de Prata da fundação do Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra. Em memória do ocorrido em 1994, então acontecido na semanal reunião das quintas-feiras da Direção da Associação Casa do Povo, e agora rememorado no domingo coincidente à data aniversária.


Recorda o autor ter estado um dia quente há 25 anos, com efeito, precisamente por não mais ter esquecido esse dia em que consegui fundar o Rancho. Porque durante o dia andara ansioso na expetativa de obter a aprovação dos outros elementos diretivos da casa, pois que em reuniões anteriores já havia aflorado a ideia e havia vozes e sobretudo vontades contrárias. Estando a nova direção associativa ainda com pouco tempo de gestão, desde Março anterior, e como a casa estivera sem atividade cultural durante largos anos e as despesas eram superiores às poucas receitas armazenadas, não havia ainda definição do futuro rumo a tomar pela instituição. Tanto que, quando nessa reunião foi finalmente aprovada a proposta e eu pude dizer, satisfeito, que estava fundado o novo Rancho da Longra, foi logo afiançado que a instituição poderia adiantar alguma verba para as primeiras despesas (sem contar gastos próprios com transportes e derivações das aquisições, do que saiu ao logo dos anos do próprio bolso), mas entretanto o Rancho teria de ter vida autónoma e logo repor o dinheiro de tal empréstimo de adiantamento desse fundo de maneio inicial; o que foi posteriormente saldado com a receita da primeira campanha do cantar das Janeiras. Mas isso são histórias dos caminhos da própria história.

Vem assim a talhe recordar-se por imagens a constituição do grupo inicial, em pose e desfile no palco no dia de apresentação pública, passados meses dos primeiros ensaios:


(De cuja pose de conjunto, noutro ângulo, para melhor visualização, se pode separar a parte de adultos e a das crianças e jovens, dançarinos à época) 


Passados estes anos, 25 anos depois houve reencontro comemorativo, marcando e juntando o passado ao presente.


Ora, foi pois dia comemorativo este domingo 5 de maio (e até nisto já há diferenças substanciais, pois no tempo da fundação do Rancho ainda os meses eram escritos com letra inicial maiúscula). Tendo sido ocasião de reencontros com tudo o que faz lembrar o início e a manutenção do Rancho, assinalando-se os 25 anos de existência, afinal, pois o Rancho não foi só e é dos fundadores e seus acompanhantes dos inícios dos primeiros anos, como é também dos continuadores, de toda a gente que passou pelo mesmo Rancho e por quantos ainda lá estão atualmente e lhe dão continuidade.


Então, neste domingo de forte sensibilidade, reviram-se fisionomias atuais de gente desse tempo, desde as crianças de há 25 anos, agora mulheres e homens feitos, pais de família e com sua vida própria, até aos adultos da época e agora pessoas amigas com mais 25 anos em cima, revelando naturalmente sinais da passagem do tempo. Faltou porém ver mais caras do tempo da criação do Rancho, ao passo que se reconheceram outras de pessoas que entraram com o Rancho já em andamento, além de ter estado pessoal de todo percurso do Rancho, ao longo dos anos.


Desse dia de grande carga afetiva, melhor que mais palavras, falam algumas imagens de ilustração, que aqui juntamos. Quer do convívio ao almoço, como do festival comemorativo, ainda com cenário de fundo contendo legenda de recente passagem também dos oitenta anos da instituição-sede.


Em suma, de quão bonito é haver coisas assim, fica noção que, como poetou Pessoa, tudo vale a pena quando a alma não é pequena.


Armando Pinto
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sábado, 4 de maio de 2019

Bodas de Prata da Fundação do Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra – 5 de Maio de 1994 - 2019


Já passaram 25 anos! Parece que foi ainda há pouco, mas como no decurso da vida, depois das coisas ocorrerem até parecem ter corrido. Ena!  Realmente já passou entretanto um quarto de século, e isso decorrido também em dois séculos.

Com efeito, criado em 1994, no século XX, o Rancho da Longra está em pleno século XXI a comemorar os correspondentes 25 anos de existência.


Passa então este domingo, dia 5 do corrente mês de Maio, a efeméride jubilar das Bodas de Prata do Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra. Fundado a meio de semana, mais precisamente na quinta feira da primeira semana  do mês das flores e dos amores, no já distante ano de 1994. Tendo sido criado por proposta apresentada pelo autor na reunião da Direção da Associação Casa do Povo da Longra, na noite desse dia. A partir daí, de permeio com os primeiros passos de angariação de gente, primeiros ensaios e solidificação do projeto, foi o corre-corre do casal de fundadores em andanças pelas feiras e lojas de retrosaria e bijuteria a adquirir adereços e peças, para que na apresentação já houvesse trajes e outros objetos precisos. Enquanto, como o autor estava a realizar trabalho historiográfico para o livro Memorial Histórico da região, foi sendo feito paralelamente um levantamento etnográfico atinente ao fim em vista. O resto ainda está na lembrança dos intervenientes e elementos iniciais do Rancho, desse tempo.


Agora, comemorando-se esta data feliz, com a noção de se ter feito alguma coisa pela terra, especialmente, há compensação na sensibilidade daí decorrente. Sendo ocasião de reencontros com a história e a memória, mais afetos, na feição da vida.

Armando Pinto
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terça-feira, 30 de abril de 2019

Mantendo a Tradição das “Maias” – Dia de giestas floridas à porta…



Como vem de tempos imemoriais (e se não fizer bem também mal não faz…), nesta noite da passagem para o mês de Maio é costume antigo colocar-se um ramo de giestas, com suas flores campestres, à entrada do mês de Maio. De modo que o dia 1º de Maio amanheça com essa sinalização tradicional, como é da praxe dos usos e costumes de antanho.

Mantendo então essa tradição, também ficou colocado um ramo na porta duma casa da Longra, na entrada ao lar doméstico do autor. Segundo o que faz parte das antiguidades memoriais da região, como já se recordou aqui.

Armando Pinto

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