quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Primeiro Rancho Infantil da Longra há 55 anos…


Pois foi nos já longínquos tempos de inícios dos românticos anos sessentas, em pleno século XX, quando pelo mundo ecoavam melodias dos princípios do rock anglo-americano, como os Beatles começavam a ser moda, ao passo que em Portugal era voga a música Yé-yé e as canções festivaleiras de António Calvário, Madalena Iglésias, Simone, Artur Garcia e mais, que, enquanto isso, na televisão portuguesa Pedro Homem de Melo fazia com que o folclore português fosse preservado e por Felgueiras surgissem primeiros arremedos de Ranchos Folclóricos. 

Então, após a existência de alguns ranchos antigos, pelos anos trinta e quarenta (como está historiado no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras), deu-se volvidos tempos o aparecimento de grupos episódicos formados para idas ao cortejo das flores da festa concelhia do São Pedro e mesmo para as respetivas festas paroquiais, até à efémera existência do Rancho da Marfel, por exemplo. E a partir daí começaram a aparecer alguns grupos já chamados de Ranchos Folclóricos nalgumas povoações e freguesias. Tendo na Longra começado o Rancho das Quatro-Barrocas ou das Padeiras, como era conhecido, cujo inico derivou da continuidade das danças de roda acotiadas pelas tardes domingueiras no cruzamento das quatro-barrocas e mais a sério entretanto ensaiado para a inauguração do nicho das Alminhas da Longra, benzido pelo Padre João Ferreira da Silva a 1 de Novembro de 1961, na vinda das cerimónias do “Dia de Todos os Santos e Fiéis Defuntos”. 

Depois de organizado tal grupo de gente adulta, fundado o Rancho por ideia do sr. António Ferreira, do lugar das Côrtes Novas e ensaiado por sua filha Mena, com ensaios a decorrer junto à casa da mesma família e daí resultando o nome popularizado do grupo, esse mesmo Rancho teve atuação de relevo na festa do S. João das quatro-barrocas da Longra em 1962, havendo para a ocasião sido então organizado também um grupo de crianças, nascendo assim o Rancho Infantil da Longra. O primeiro Rancho Infantil da Longra.


Desses agrupamentos de tempos idos juntam-se correspondentes fotografias coevas, com maior ênfase para o Rancho Infantil, em apreço, acrescido de junção de imagens (duas em uma) do Ranho inicial dos adultos desse tempo.


Passaram já cinquenta e cinco anos, desde essa existência arrebatadora entre os passatempos que a criançada da Longra teve nesses idílicos tempos dos anos sessentas. Como passados poucos anos os referidos grupos desapareceram. Até que um dos elementos que fez parte desse Rancho Infantil fundou em 1994, junto com a esposa, o sucessor Rancho Infantil da Casa do Povo da Longra. O resto faz parte das memórias de quem viveu e se recorda de tais acontecimentos, entre caminhos da história local!

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

"Grupo de Facebook"dos Elementos dos inícios do Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra


Foi por estes dias criado um espaço nas redes sociais relacionado com a (con)vivência da área da Vila da Longra e arredores, no caso através da rede informática do "Facebook", chamado "Grupo Inicial do Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra", com vista ao convívio virtual entre elementos dos princípios e mesmo até primeiros anos do próprio agrupamento histórico. Numa iniciativa tendente à aproximação possível por esse meio, visto a grande maioria ser composta por crianças e jovens de há vinte e tal anos, entretanto tornados homens e mulheres de hoje, havendo de permeio pessoas que não se vêm há muito tempo, bem como outros antigos elementos passam parte do ano em locais distantes, incluindo vivência no estrangeiro; tal como quem vive na área do concelho de Felgueiras poderá nem se encontrar muito, atendendo a que cada um tem sua vida, como é usual dizer-se. 

Assim sendo, com o denominador comum do Rancho da Longra, oficialmente chamado Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra, fundado em 5 de Maio de 1994, vão sendo dadas as boas-vindas aos respetivos membros, convidando toda a gente que fez parte dos seus inícios a aderir a esse local de encontro informático, como partilha de memórias e especialmente amizades. Bastando obviamente pedir para serem adicionados (as).


Serão, para o efeito, naturalmente “bem vindas” todas e quaisquer colaborações, através de fotografias ou outras imagens documentais que os membros do grupo possam ter, assim como podem publicar mensagens e testemunhos de recordações comuns, de tudo que queiram partilhar – pois, uma das ideias do local, em que se reúnem pessoas pertencentes em tempos ao mesmo agrupamento, é que, como se costuma dizer, recordar é viver.

Entretanto no Grupo (na correspondente página do grupo no Facebook) já há algo para ver e (re)viver!

Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Cromos da Bola de Outros Tempos - Futebol Clube da Lixa na "2ª Nacional Norte"


Cromos da Bola - Plantel do Futebol Clube da Lixa, ao tempo da participação do clube da então Vila da Lixa, do concelho de Felgueiras, na 2ª Divisão Nacional - Zona Norte (nesse tempo popular "Segunda Nacional Norte").


= Da página informática da respetiva coleção =

Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Felgueirismo à prova de consideração em artigo no Semanário de Felgueiras


À porta de entrada da vida local num ciclo diferente e no mesmo número da edição do Semanário de Felgueiras em cujo espaço é publicada a primeira grande entrevista do novo presidente da Câmara Municipal de Felgueiras, Nuno Fonseca, mais um artigo de opinião do autor deste blogue tem também lugar em parte duma das páginas do mesmo jornal. No caso, como de costume, com a memória particular e coletiva no sentido. Desta vez subordinando o tema da crónica ao 

Felgueirismo

Como Felgueirenses que somos, e extensivamente Nortenhos do país começado há séculos por esta região de fortes raízes luso-galaicas e sucessor sangue afonsino aliado ao pendor sousão, temos natural caráter genuíno, ao jeito como consideramos e chamamos de gajo um espécime de referência, como alguém que por bem ou por mal não passa despercebido. Tal qual sujeito, à imagem da gramática clássica, é elemento fundamental numa frase, referimos certos tipos de figuras pelo prisma da atenção geral, sem constrangimento mas como sujeito de imaginário figurativo interessante. Podendo assim dizer que somos uns gajos porreiros, quão por vezes até conseguimos dizer umas coisas, como recentemente aconteceu com a mudança dos destinos do figurino autárquico, por assim dizer.

Pois bem, Felgueiras passa a viver uma outra fase diante da nova vivência com a realidade derivada das eleições autárquicas acontecidas ao começo deste outubro de transição, entre diferenciados casos da essência felgueirense.

Assim sendo, com natural apetência de trocar os bês pelos vês na derivação da antiga ligação aos alfozes portucalenses-durienses e arribas minhoto-galegas, cá nos postamos sem trocar de identidade, por mais água que corra pelos diversos cursos de água que formam o rio Sousa, por aqui assim chamado em diferentes percursos dos riachos que nascidos de variados locais se juntam ao sair do concelho. O que mostra, mais uma vez, como por aqui, em paragens felgarianas, é a diversificação que até ao correr da liquidez, se solidifica no que deve unir a generalidade do que torna identificável a sede da gente que bebeu e se sacia nas fontes locais.

Não há como nos sentirmos ser de alguma coisa e termos qualquer causa afetiva a que nos sintamos ligados, como sermos e termos a nossa terra e tudo o que nos leva a sentirmo-nos apertados ao rincão natal e afetivo. Realidade alterada com a reorganização administrativo-territorial decidida pelos políticos reinantes ao princípio da segunda década do século XXI, originária da união de freguesias que a partir de 2012/2013 levou a certo desinteresse generalizado pela coisa pública, incluindo o recorde de abstenção verificado nas eleições autárquicas desse período. Vindo a talhe, como mero exemplo, que um pólo urbano mais conhecido por sua localização com direitos históricos tenha passado no papel a ter outro nome imposto. O que, como se costuma dizer que há pecados que também se pagam neste mundo, tem feito com que alguns dos responsáveis dessa aberração a nível nacional e regional já tenham caído na consideração pública e outros vão pagando fatura moral, pelo menos. Como há certas coisas que apesar das dúvidas se costuma dizer que haver há-as, as quais por vezes lembram como pragas juradas por razões justas pegam mesmo e são bem feitas nas cores do tempo, por causa do cheiro da fortidão das tintas ambientais.

Estas loas de afinidades têm que se lhes diga. Numa derivação de como é, por exemplo, sentir ligação ao pão de ló, apesar de não termos qualquer lucro e apenas sensibilidade bairrista, com isso (no caso pessoal aqui do autor destas regras), por ser algo que transporta bom sabor coletivo. Bem como, noutro exemplo bem vincado, ocorreu com a alteração há anos sucedida no panorama do futebol felgueirense, perante o desaparecimento do clube representativo do nome Felgueiras e posterior ressurgimento com a fundação do sucessor clube episódico, como é da história (entretanto também narrada em livro respetivo). A pontos, que não mais esquece, em certo jogo onde o autor destas linhas presenciava a evolução do novo grupo que passara a equipar com cores diferentes do clube histórico, um assistente ao lado passou todo o tempo a puxar pela equipa adversária, pensando ser o Felgueiras que tinha na cabeça, o que só descortinou quando se deu conta que quem vestia de azul-grená eram os da outra equipa…

Estamos pois, no refrescar duma aragem capaz de fazer memória, de novo atentos à revitalização da identidade felgueirense, com esperança no que venha daí, diante do que possa voltar a tornar interessante o felgueirismo que nos corre nas veias.

ARMANDO PINTO
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Objetos com história... Uma agulheira particular!


Na ideia que imagens há a dispensar palavras, eis aqui uma agulheira antiga, com valor estimativo e naturalmente interesse afetivo, além da valia física... Com história particular, no caso, por ter pertencido a minha avó paterna, Júlia de Jesus Pinto. Sendo obviamente um apetrecho de uso na costura artesanal, em tempos utilizado para guardar agulhas, feito em madeira trabalhada.


Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Um cartaz e uma ficha de associação com história…


Sem precisar de laudes nem muitas palavras de introdução explicativa, traz-se aqui desta vez, à colação, como recordação de vínculos da memória coletiva, dois verbetes de certo interesse memorial. Como são os casos das imagens que aqui colocamos: Tratando-se de um cartaz promocional de espetáculo organizado na Longra, no âmbito de um programa oficial então existente de ensino básico para adultos, em cuja ambiência foi realizada uma festiva tarde em outubro de 1980 – com a particularidade de ter servido ao mesmo tempo como apresentação oficial do Rancho Folclórico de Varziela, com a presença de representantes da Federação do Folclore Português, para vistoria tendente à respetiva filiação (acontecida nesse dia a correspondente aprovação); tendo na mesma realização havido correspondência do ao tempo existente Centro Cultural e Recreativo da Longra (existente entre 1978 até cerca de 1982 e do qual aqui também recordamos uma ficha de atualização de sócio, pela envolvência pessoal, no caso), assim como no assunto teve ativa ação a Professora D. Candidinha Sousa. Factos que aqui fixamos por imagens do que disso se guardou…


Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Nuno Fonseca novo Presidente da Câmara de Felgueiras, em importante momento histórico da Vida Felgueirense


Na evolução cronológico-memorial do nosso rincão concelhio de Felgueiras está encontrado o novo Presidente da Câmara Municipal de Felgueiras, eleito nas Autárquicas realizadas este domingo, dia 1 de outubro de 2017 – por sinal um dia de aspeto soalheiro, culminado na decisão coletiva que maioritariamente escolheu Nuno Fonseca, cabeça de lista da coligação Sim Acredita, formada pelo movimento Livre com o Partido Socialista. É pois Nuno Fonseca o próximo Presidente do Município da nossa terra, a quem o autor destas linhas deseja as melhores felicidades e maiores venturas no comando dos destinos felgueirenses. Em conjunto com toda a equipa que irá trabalhar em prol de Felgueiras e dos felgueirenses. Com natural desenvolvimento das terras e melhoria da qualidade de vida e autoestima felgariana. O que será muito normal, afinal, tal a confiança que depositamos em Nuno Fonseca e na nova Equipa Felgueirense.


Eleito o novo Executivo Municipal, mais a Vereação, membros dos órgãos da Assembleia e Deputados Municipais, estando no horizonte a esperança num melhor futuro, é tempo de guardar adereços que perpetuarão este acontecimento, ficando obviamente em arquivo pessoal, como de vezes anteriores, a literatura recebida. Da qual se lembra aqui algumas páginas documentais para registo histórico, neste local de preservação da memória felgueirense, também. Porque, tal como o agora já Presidente reconheceu publicamente, aquando do comício de campanha na Longra, o autor sempre pugnará pela terra natal e Felgueiras é nosso denominador comum.


Felicidades e tudo de bom, para o próximo mandato à frente de Felgueiras!

Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))  

sábado, 30 de setembro de 2017

Felgueiras na “baila” a propósito de Sérgio Conceição…


Sérgio Conceição, que em tempos pôs Felgueiras na baila da popularidade por suas fintas dançantes, nas arrancadas em direção à grande área dos clubes adversários, quando jogou pelo histórico Futebol Clube de Felgueiras, uma época em que esteve emprestado pelo FC Porto ao clube duriense, do interior do Douro Litoral, volta a ser recordado e a trazer à liça o nome de Felgueiras, a propósito do próximo jogo diante do Sporting de Jorge Jesus, seu antigo treinador ao tempo da respetiva passagem em Felgueiras .

É pois, como recordação do então jovem Sérgio Conceição nos tempos do “Felgueiras”, na proximidade do Sporting-Porto e reencontro com Jorge Jesus, o tema desta vez a tratar, com Felgueiras por denominador comum.

Felgueiras, concelho do distrito do Porto mas em zona de transição de Entre Douro e Minho, cuja situação de interioridade no território nacional não tem ajudado à promoção natural de forno do famoso Pão de Ló de Margaride e máquina do fabrico de calçado, tem sido terra pouco lembrada publicamente ao nível mediático do país. Raramente referenciada na comunicação social, Felgueiras tem aparecido mais por casos de menor apreço – à imagem como se costuma dizer que, ao contrário das boas, as más notícias chegam depressa. Contudo, também de vez em quando vai aparecendo o nome da terra felgueirense mesmo por outras razões. Surgindo assim uma vez por outra como cenário de algum motivo interessante. Como desta feita teve lugar no jornal O Jogo, a propósito de Sérgio Conceição ter jogado em Felgueiras nos seus primeiros tempos de sénior, como futebolista profissional, reportando a ser hoje figura cimeira do futebol nacional como treinador principal do FC Porto. Agora na sequência da proximidade do clássico jogo do FC Porto em Alvalade, que pode decidir para já o primeiro lugar do campeonato da Liga Portuguesa. Reportando o caso a uma reportagem jornalística, de recordação alusiva, dando a palavra a Zé Nando, ex-futebolista formado nas camadas jovens do FC Porto e que passou pelo FC Felgueiras ao tempo de Sérgio Conceição:

«Viagem ao passado antes do clássico: "Aquele miúdo é irreverente e não se cala" 
[I Liga - Futebol Nacional]

Zé Nando, agora adjunto de Manuel Machado no Moreirense, recorda os tempos em que Sérgio Conceição era orientado por Jesus. Um comentário circulava pelo balneário do Felgueiras.

Um Jorge Jesus "muito temperamental" e um Sérgio Conceição "irreverente que não se deixava ficar" é como Zé Nando, antigo futebolista e agora treinador adjunto do Moreirense, recorda os treinadores que se defrontam no domingo no Sporting-FC Porto.

José Fernando da Silva Pinto, conhecido no futebol pelo, e como o próprio refere, "nome de guerra" Zé Nando, tem agora 49 anos e treina ao lado de Manuel Machado a equipa do Moreirense da I Liga portuguesa em futebol.

Mas na época 1995/96, quando saltou do Portimonense para o Felgueiras, que nessa temporada militava no principal escalão do futebol português, Zé Nando cruzou-se com Jorge Jesus como treinador e treinou ao lado do então avançado Sérgio Conceição.

"Recordo-me de um Jorge Jesus muito exigente e muito temperamental. Abordava o treino e o jogo de forma muito competitiva. E de um Sérgio Conceição também exigente e muito metódico", disse à agência Lusa Zé Nando, apontando como características comuns dos agora treinadores do Sporting e do FC Porto a "grande paixão pelo futebol".

O agora técnico-adjunto dos minhotos lembra o treinador dos leões - com o qual conviveu cerca de meio ano porque no mercado de Inverno rumou à Académica - como alguém com "uma metodologia de treino já um bocadinho à frente daquilo que se fazia em Portugal", alguém que "queria que as coisas aparecessem bem feitas ao milímetro".

"A desvantagem era ser muito emocional. Mas compensava com uma boa metodologia de treino, boa abordagem. Gostava de observar os adversários. Vivia para o futebol. Saía do treino e ia ver jogos", descreve Zé Nando.


Já Sérgio Conceição - com o qual já tinha jogado em épocas anteriores - é descrito como alguém que absorveu o facto de ter sido "jogador de futebol de topo": "Fez com se tornasse um bocadinho mais equilibrado. É de uma geração mais nova. O treino foi evoluindo e a psicologia do desporto foi entrando. O Sérgio absorveu isso. Nota-se".

Voltando aos tempos do Felgueiras - de onde Zé Nando diz ter saído por opção própria porque se "sentia, e bem, barrado", diz, por companheiros de posição "com muitos atributos como um Leal vindo do Sporting e com passagens pela seleção nacional" - na memória guarda o dia em que o "miúdo ferveu em pouca água e foi preciso que os mais maduros acalmassem os ânimos no balneário".

"O Sérgio era muito novo, tinha 20 e poucos anos, e uma vez estávamos a ver uma análise de um jogo nosso e o Jesus queixou-se de um lance que tinha dado golo contra nós. O Sérgio não gostou e ripostou. Tivemos de pôr água na fervura e acalmá-los. Ambos se respeitavam. Ambos se riam depois do treino, mas lembro-me de comentarmos 'aquele miúdo de 20 anos é irreverente e não se cala, não se deixa ficar' ", contou.

Sporting, treinado por Jorge Jesus e que ocupa a segunda posição com 19 pontos, recebe domingo pelas 19h15, o líder FC Porto orientado por Sérgio Conceição que soma mais dois pontos, em jogo da oitava jornada da I Liga portuguesa em futebol.»

Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Artigo de atualidade e retrospeção no Semanário de Felgueiras


Condizendo ao que vem no dicionário de Língua Portuguesa, retrospeção é termo referente à observação de tempos, factos ou acontecimentos passados, e atualidade bem se sabe ser visão do presente. Sendo por esse prisma que, aos olhos do passado e à compita com o tempo atual, trata o artigo desta feita escrito pelo autor destas linhas para publicação no jornal Semanário de Felgueiras, puxando análise retrospetiva de outro tempo até à verificação da época  que corre, numa ação descritiva como exercício à meditação coletiva. De cujo relato sintético, publicado no Semanário de Felgueiras desta última sexta-feira de setembro, dia 29, à entrada do Outono ainda fresco, se junta aqui o respetivo texto:

Em tempo…

Clicar na tecla do comando, apertar o “play”, carregar no sítio de iniciar ou andar, pôr em “off” ou “on”, clicar para visionamento de computador, disparar câmaras digitais ou apontar telemóveis, tudo são modos de dizer e fazer nas ações atuais em que a técnica comanda parte da vida. Embora fique sempre no íntimo algo humano e de forma vincada a sensibilidade humanoide. Ainda que o teclar em maquinetas ganhe cada vez mais importância, quando antes se ia a livros e jornais pesquisar, em trabalho de sapa original, e agora, apesar disso continuar a ser necessário, muita gente se acomode a procurar nos motores de busca da internet e trabalhos feitos por outros, mesmo que simplesmente, de diferenciadas formas e feitios.


Gravados que ficam os passos dados em meios informáticos e outros que tais, mais registados perpassam momentos marcantes da vida comum na massa cerebral, permanecendo na memória humana o que se acentuou em perspetiva pessoal. Qual disco rígido da cabeça e que, em ondas emotivas percorrendo as artérias corporais, chega ao coração e fortalece os músculos sensitivos.

Um destes dias, velando meu neto mais novo com aquela atenção a que o passar dos anos deu rejuvenescimento mental, dei comigo a divagar no tempo. (Colocando a memorização na primeira pessoa, porque não adianta meter o plural onde é pessoal, passe as regras narrativas dos cânones). Ora, então, estava eu a embalá-lo com a mão no berço, enquanto ele se ia deixando ir nos sonhos de poucos meses de vida, quando me lembrei que uns bons anos antes era eu assim que era baloiçado naquele mesmo berço, um exemplar de madeira torneada com travessas arqueadas nos pés, que tem passado de geração em geração e já me aconchegara, como serviu de berço a meus filhos e por fim aos netos quando aqui por casa o ambiente ganha atração com o sucessivo mais novo rebento, entre os três que enchem mais o núcleo familiar. Vindo-me à ideia, conforme certas marcas figurantes no subconsciente, como seria assim que minha avozinha me arrolava o sono, desde a cama onde estava paralisada (por doença que a atacou, estando até comigo ao colo na ocasião). E como, depois, habituado a seus embalos afetivos, muito gostava de me sentar à sua beira a ouvi-la contar-me histórias, encostado à sua cama e mexendo-lhe nas mãos, por minha vez, em embalo de acariciamento mútuo.

Pois assim, habituado a histórias, não admira certa ligação à fixação de histórias da história. E com o torpor do sossego temporal, arrolando os pensamentos, o espírito da meditação voe pelo tempo e espaço. Pousando num galho a trinar em redor, como ave a repenicar sensações. Calhando então absorver o que a vida acaba por transmitir, vendo que tudo tem sequência e pode repetir ou revezar-se, dependendo do sentido tomado. Quanto se verifica por muitas situações em que o que antes era visado, mais tarde é contrariado noutra versão diferenciada. Como quem não concordava com algo e posteriormente, chegado à mesma posição, faz precisamente algo do género, ou até a mesma coisa, senão pior, esquecendo anterior perceção. Como por vezes acontece, dando razão ao ditado que se refere genericamente, na evolução da vida, quanto ao facto de haver quem assim proceda, para que cresça e apareça. Como quem diz que tudo pode ser melhor, havendo noção que tem de sobreviver certa coerência.

É pois tempo de repensar o tempo, aquele tempo que se via amorosamente, quais anseios dum porvir, fazendo por isso, à medida dos sonhos.

ARMANDO PINTO
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Nomeações na Vigararia de Felgueiras, ainda do tempo de D. António Francisco dos Santos


Por nomeações emanadas em Agosto pelo então Bispo Diocesano do Porto, D. António Francisco dos Santos (falecido entretanto, como é do conhecimento público), foram nomeados para novas ou acrescidas funções, adicionando à paroquialidade exercida na área da Vigararia de Felgueiras, os seguintes Presbíteros:


 Padre Manuel Joaquim da Costa Ferreira, Pároco de Santa Maria de Revinhade, mantendo os múnus anteriores de Pároco de Santa Maria de Idães, S. Tiago de Rande e S. João de Sernande;
 P.e Benjamim Monteiro Mesquita, Capelão da Santa Casa da Misericórdia de Felgueiras, mantendo os múnus anteriores de Pároco de Margaride, Torrados, Sousa e Capelão dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras;
 P.e Carlos Armindo Oliveira Felgueiras, Colaborador do Capelão da Santa Casa da Misericórdia de Felgueiras, mantendo os múnus anteriores de Pároco de Friande, Jugueiros e Sendim;
 P.e Luís Filipe da Rocha Coelho Ferreira, Pároco de Santa Comba de Regilde, Santo Adrião de Vizela, S. Jorge de Vizela e S. Martinho de Penacova.

Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Falecimento de D. António Francisco dos Santos: O Sorridente Bispo do Porto Amigo da Vigararia de Felgueiras


Faleceu D. António Francisco, o Bispo do Porto que tinha em seu nome o mesmo nome do mítico Bispo da Carta “Pró-Memória” a Salazar, tão marcante de seu apostolado na Diocese da Cidade da Liberdade, mais do tão simpático Papa Francisco, arauto de novos tempos religiosos. Um Prelado que muito honra a Diocese Portucalense em o ter tido nos seus eleitos.


Com efeito, em surpreendente e quase inacreditável notícia, a manhã do dia 11 de setembro chegou com o embate da infeliz novidade:
- Morreu o nosso querido Bispo do Porto, Dom António Francisco dos Santos, devido a fulminante ataque cardíaco. Pessoa que muita alegria transmitia ao ambiente da Diocese Portucalense como se viu ainda no passado sábado na belíssima Peregrinação a Fátima da Diocese do Porto  algo, que nos mistérios insondáveis da vida, acabou por ser seu «adeus», na despedida pública dos fiéis diocesanos e perante tantas pessoas que o admiravam. Tocando ainda durante a manhã de segunda-feira todos os sinos das paróquias da diocese do Porto em sinal de luto por sua memória.

Ser Bispo do Porto, realmente, é uma função eclesiástica e um múnus histórico de importantíssimo papel na sociedade nacional, como se revela na honrosa galeria que, entre tantos, se glorifica historicamente, desde aquele D. Hugo dos tempos das primeiras cartas de Foral, mais D. João Peculiar influente na independência política que levou ao reinado da fundação da nação portuguesa e o D. Pedro Pitões da tomada de Lisboa, até ao Cardeal D. Américo da reorganização canónica para os atuais limites diocesanos da Sé Portucalense, passando depois por uns D. António Barroso, D. António Barbosa Leão, D. António Castro Meireles, D. Agostinho Sousa, D. António Ferreira Gomes, D. Júlio Tavares Rebimbas, D. Armindo Lopes Coelho e D. Manuel Clemente, até D. António Francisco. Numa constelação de estrelas sacrossantas que ficaram a cintilar no universo resplandecente da audácia bondosa nortenha, qual a crença de quem não verga a cerviz perante prepotências do poder reinol e desempenha relevantes serviços em prol da comunidade.


Entre esses desempenhos, dentro das facetas de outrora que levaram combatentes de Entre Douro e Minho a seguirem D. Pedro Pitões adjuvante de D. Afonso Henriques na conquista de Lisboa, tal como D. António Barroso se tornou mártir vivo na mudança do regime monárquico para a República e D. António Ferreira Gomes sofreu exílio político durante o regime do Estado Novo de Salazar por não servir a dois senhores, também a ligação dos Bispos do Porto às principais instituições representativas da área diocesana foram tidas em conta na memória coletiva. Honrando os Bispos do Porto com sua presença momentos e acontecimentos de relevo da vida social da cidade do Porto, das cidades e vilas da área metropolitana do Grande Porto, bem como da diocese e das paróquias e localidades do distrito.


D. António Francisco dos Santos esteve apenas cerca de três anos e meio como Pastor da diocese, nomeado que foi em 21 de fevereiro de 2014 para a cadeira da Igreja Portucalense, na cátedra de famosos bispos, a substituir D. Manuel Clemente que, por ter sido elevado a Primaz de Lisboa, teve então passagem de testemunho no que ficou daí em diante Bispo Titular Portuense, até agora.

D. António Francisco dos Santos nasceu a 29 de Agosto de 1948, na freguesia de Tendais, concelho de Cinfães (distrito de Viseu). Tendo sido nomeado Bispo Auxiliar de Braga em Dezembro de 2004 e, dois anos depois, indicado para Bispo de Aveiro. A sua ordenação episcopal ocorreu em Março de 2005, na Sé de Lamego. Fora ordenado padre em Dezembro de 1972. Sucedendo por fim a D. Manuel Clemente, como bispo do Porto, em 2014. Pertencia ao Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, e presidiu à respectiva Comissão de Educação Cristã e Doutrina da Fé. Atualmente, na Conferência Episcopal Portuguesa era presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana e de vogal da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé. Conhecido pela disponibilidade para o diálogo, por ter uma personalidade tolerante e pela simplicidade, António Francisco dos Santos esteve com apreciada proximidade pública à frente da diocese mais populosa da Igreja católica em Portugal, com mais de 2 milhões de habitantes (cerca de dois milhões e meio) e que abrange 26 concelhos, sobretudo do distrito do Porto, mas também dos distritos de Aveiro e Viseu. Foi distinguido em 2015 pelo FC Porto com o galardão Dragão de Honra e era membro do Conselho Consultivo da Futebol Clube do Porto-Futebol, SAD.

                                              (  »»»»»»»  Com o lenço-cachecol da Peregrinação da Diocese do Porto  )


D. António Francisco ficou intimamente ligado ao périplo da Imagem de Fátima Peregrina na visita à diocese do Porto, no período antecedente à comemoração do centenário das Aparições de Fátima, que ele sintetizou como “Abertura a uma renovação pastoral, a uma mobilização das comunidades, a um entendimento da beleza da fé”.

Então o Bispo Diocesano do Porto marcou presença assinalável no acompanhamento da visita da imagem peregrina à diocese do Porto, no seguimento do itinerário da mesma pelo país, em vista à celebração centenária dos acontecimentos de Fátima, sendo um marco que se projetou na essência temática do correspondente ano pastoral, incluindo natural passagem na vigararia de Felgueiras.

Foi essa ocorrência de 2016 vivida pelo Prelado Portuense no sentido da peregrinação, dos valores e dos sinais que o Papa Francisco transmite. Como, por fim, concretizou na recente Peregrinação a Fátima da Diocese do Porto, já em setembro (no passado fim de semana, ainda), no âmbito do centenário e ainda dentro do período comemorativo de 2017.


De permeio, rebobinando figuras retidas na sensibilidade comum, da anterior ocorrência marcante como foi a volta da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, perante a presença de D. António Francisco dos Santos em Felgueiras, como penhor seguro do significado que ficou a ter no povo felgueirense, juntamos imagens de reportagem alusiva que foi então publicada no jornal Voz Portucalense e um pequeno apontamento registado no Boletim Municipal “Felgueiras + Informa”. 



~~~ *** ~~~

= A Peregrinação da Diocese do Porto a Fátima, grande manifestação concretizada por D. António Francisco, num mar azul e branco de fé - que fica como sinal da dimensão de seu múnus apostólico no pastoreio da Igreja Portucalense!

== + ==

Assinala-se assim com pesar o falecimento do Senhor D. António Francisco dos Santos, Bispo Diocesano do Porto, ocorrido na segunda-feira dia 11 de setembro na Casa Episcopal da cidade do Porto, vítima de enfarte agudo do miocárdio.

Neste local de registo histórico-cultural e memória felgueirense, como tal também, registamos o infausto acontecimento, cujas  exéquias solenes serão celebradas na próxima quarta-feira dia 13 deste mês de setembro, às 15 h 00, na Catedral do Porto. O corpo de D. António, entretanto em Câmara ardente durante dois dias na Catedral do Porto, ficará sepultado dentro da própria Sé, na cripta dos bispos, após funeral honrado com a presença do Presidente da República e do Cardeal Primaz da Igreja Portuguesa, entre outras individualidades dos mais diversos quadrantes da vida nacional. Todos reconhecendo que D. António Francisco esteve curto período à frente da diocese do Porto, mas em tão pouco tempo muito fez.


Entretanto, também, a Câmara Municipal  do Porto decretou 3 dias de luto na cidade Invicta e o FC Porto apresentou condolências à Igreja Católica Portuguesa através de comunicação em nome da Direção. Também os Governantes da Nação Portuguesa e diversos políticos se manifestaram publicamente, assim como algumas Câmaras Municipais do Distrito do Porto decretaram dias de luto municipal, entre as quais se inclui Felgueiras. O Presidente do FC Porto referiu emocionado (em curta declaração ao Porto Canal) que perdeu um grande amigo, mas todos ficamos a ganhar um santo, pois que ele não era só um grande homem do Porto mas de todo o mundo. Como amigo também era tido na simpatia pública, dizemos nós, e todos apreciavamos sua simpática bondade, reconhecendo que era pessoa especial.

O Bispo do Porto, D. António Francisco, desaparece assim fisicamente do número dos vivos aos 69 anos, em direção à morada celeste que norteou sua passagem na terra. Paz à sua Alma.

Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))