Passam 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco, o
melhor escritor português para mim. Um Lisboeta "convertido" ao Norte
de Portugal. Que "vive" ainda na sua casa de Seide, que já tive o
gosto de visitar. Como "vive" nos seus livros!
Essa visita, que pude fazer, foi numa manhã que muito apreciei, precisamente no dia de meu aniversário em 2021, ainda dentro do período das restrições da pandemia Covid (daí eu na ocasião, como ficou ainda nalgumas imagens, ter então a máscara que tinha de se usar nesse tempo, para proteção…). Ainda estava lá a "Acácia do Jorge", a árvore do filho de Camilo. Mas isso são outras histórias...
Foi então essa visita num belo passeio proporcionado por minha filha e meu genro, que me acompanharam, junto
com meu neto mais velho (pois o mais novo ainda estava para nascer). Enquanto o meu
filho não conseguiu juntar-se no passeio matinal, por estar a trabalhar,
e só nos juntamos todos ao fim do dia para festejar os meus anos, já também com
os 3 netos existentes ao tempo, em casa (porque com o tal Covid nesse ano nem
deu para irmos mais longe…).
A visita à “Casa de Camilo”, em Seide-Famalicão, andava há anos para ser feita e
ia sendo adiada, até que foi então concretizada. Sendo Camilo Castelo Branco o
meu escritor predileto. Sem olhar à sua vida, mas à sua obra, por assim dizer.
Por eu sempre ter preferido literatura clássica que transporte realidades, e não
ficção simplesmente. Não gosto de coisas inventadas só para parecer bem. E os romances de Camilo sempre foram uma transposição de
histórias que lhe chegaram ao conhecimento ou vivenciou. Escritas em seu estilo
grandioso, no seu modo Camiliano.
Curiosamente, sem nada ter a ver pessoalmente, mas apenas por extensiva apreciação de alguém, soube um dia, por um amigo,
que uma das minhas historietas, um conto no meu livro de contos “Sorrisos de
Pensamento”, naquele duma “Suave recordação”, fez chorar algumas pessoas. Isto
soube porque outra pessoa, o amigo referido, me contou. O que faz pensar que se
algo simples comoveu pessoas, o que fará algo grandioso como os contos de Camilo,
que continuam a sensibilizar criaturas. Continuando ele a “viver” pelo que
escreveu!
Armando Pinto
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