Há certas informações propensas de alguma atenção, relativamente a temas felgueirenses, naturalmente no caso de interesse coletivo do que diz respeito a Felgueiras, quase desconhecidos da generalidade das pessoas nadas e criadas em Felgueiras, entre naturais e habitantes do concelho de Felgueiras. Dando-se uns exemplos, de índole diferente. Apenas como tais.
Indo aos primórdios, da Felgaridade, pode começar-se pela
denominação da região genuína do concelho, o nome local da zona, Felgueiras.
Que é derivado do latino “filicarias”, o qual significava terras onde há
(havia) fetos, nome esse mais tarde circunscrito à povoação central, de que
resultou a vila e posterior cidade, que ficou como sede concelhia, passando
posteriormente a ser generalizado ao concelho. Sendo esse termo associado,
conforme antigas referências documentais, a Felgarias Rubeas, relativo de
terrenos cobertos de fetos que, quando secos, toma(va)m cor avermelhada, rúbea,
rubra acastanhada, transformando primitivamente a zona em felga. Evoluindo, no
tempo, posterior conhecimento por Felgerias, Felgueyras, até Felgueiras.
Já de tema mais recente, mas mesmo assim remontando à década de cinquenta, do século XX, há um facto curioso, de haver o nome de Felgueiras numa rua duma cidade importante, como é e há no Porto. Com efeito, como “sede de concelho do distrito”, Felgueiras tem seu nome na toponímia da cidade do Porto, constando honrosamente entre as denominações toponímicas do burgo portucalense nas chamadas Rua de Felgueiras e Travessa de Felgueiras, dentro da capital do Distrito. Honra que data desde 1959, ano em que teve lugar a respetiva deliberação, ao tempo a distinguir «o concelho com o mesmo nome, do Distrito do Porto», situando-se as artérias em apreço na portuense freguesia de Ramalde, no BCE (Bairro de Casas Económicas) da Boavista-Vilarinha.
Armando Pinto
((( Clicar sobre a imagem )))