Espaço de atividade literária pública e memória cronista

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Até sempre, amigo Tó Pedro Sousa!

Aí estamos nós, Tó Pedro, a rever coisas que nos ligavam, desde nossos tempos de escola e recordações afetivas!

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Soube hoje, ao início da tarde, nesta terça-feira 18 de agosto, que faleceu o meu amigo Pedro Sousa, mais conhecido por Tó Pedro, natural da Longra e residente na cidade de Felgueiras. Deixa saudades imensas. Já aquando do último almoço do grupo de "Colegas de Escola & Amigos" eu tinha dito em comunicação antecipada a todos, na generalidade, que conviria nunca faltarmos pois nunca se sabe se será a última oportunidade de encontro. Tendo o Tó Pedro se inscrito e com interesse mostrara que ia estar presente. Mas, dessa vez, já derivado à doença que o atormentava, no próprio dia ele avisou-me, na manhã desse sábado, que não ia conseguir ir. E ao comunicar-me que não ia poder estar presente, se despediu de mim a dizer: até sempre.

O Tó Pedro era da minha idade. Fazia anos pouco tempo depois de mim, sendo eu de Julho e ele de Setembro, nascidos ambos em 1954. Fazia pois 72 anos proximamente a 15 de setembro. E andamos sempre juntos na nossa infância por tudo quanto era sítio da Longra. Tínhamos um grupo mais chegado, ele, eu e o Zé Pereira (Zezé, como ao tempo era mais conhecido o filho mais velho do senhor Américo Pereira), a que por vezes se juntavam o Rosário, o Alexandre Abreu, o meu irmão Fernando, o Quim e o Fernando da Angelininha, o Tónio Branco, o Carlos da Laurindinha, o Lino Pereira, o Zé Carlos do Dr. Aurélio, o Tó Jó Machado, mais diversos outros das várias classes da escola, de idades próximas. Recordo-me que, depois que houve televisão (aparelho ou caixa de tv) na Longra, em casa do senhor Pereira, primeiro, e depois na Casa do Povo, foi passado alguns anos em casa do sr. Sousa da IMO que houve mais um outro aparelho de televisão, e o Tó Pedro então foi propositadamente a minha casa dar-me a novidade, nesse domingo de manhã logo a seguir à missa de Rande, e a convidar-me para na tarde desse mesmo dia ir a sua casa ver a televisão, para assistirmos a um jogo da seleção portuguesa de futebol em que iam estar em campo o guarda-redes Américo e o avançado Hernâni do Porto, na primavera de 1964. Tal como sempre lembro as nossas tertúlias dos tempos em que ambos colecionávamos recortes de jornais com coisas e lousas desportivas do FC Porto, encantando-se ele com as crónicas que eu já nesse tempo escrevia e tinha registadas em cadernos e pastas de argolas. Como aliás, muitos anos mais tarde, ele até recordou quando fez parte da mesa da apresentação do livro que fiz sobre seu antepassado arquiteto da Casa das Torres de Felgueiras. 


Antes disso, uns anos atrás, já eu fizera referência a nossas ligações conterrâneas num dos apontamentos do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras, no capítulo das personalidades importantes locais, como noutras passagens. 

De algumas das apresentações dos meus livros são algumas das imagens que guardo de nossos mais recentes encontros. Além do Encontro de 2025 do grupo dos “Colegas de Escola & Amigos” da região da Longra.




Posto isto, nem apetece estar a escrever muito mais. Contando o muito que sinto, perante o pouco que quaisquer palavras aqui escritas conseguirão acrescentar. Tal como eu quase sempre sinto mais que o que pessoalmente consigo dizer, mas os bons amigos sabem como sou. E o Tó Pedro conhecia-me bem, sendo como eramos amigos desde nossa infância.

Até sempre amigo!

Armando Pinto

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