Espaço de atividade literária pública e memória cronista

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Figurão do Entrudo a anunciar o Carnaval/2025 da Longra...no centro da vila da Longra – concelho de Felgueiras!

Já está exposto no Largo da Longra, pendurado no cimo do candeeiro central, o tradicional Entrudo figurativo. O boneco habitualmente anunciador do Carnaval da Longra, acontecimento anual já tradicionalmente famoso pelo seu cortejo do Corso Longrino e seguinte enterro, mais final da queima do mesmo Entrudo. Lembrando essa festiva ocorrência próxima da terça-feira gorda carnavalesca, este ano a 4 de março.

Armando Pinto

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Artigo no jornal Semanário de Felgueiras – Homenagem a um amigo: "NAIA – In Memoriam de António Magalhães"

 

In "Sermanário de Felgueiras" Jornal - edição de 14 de fevereiro de 2025, página 9:

NAIA – In Memoriam de António Magalhães


No expirar do passado mês de novembro, em pleno tempo outonal de ambiente acabrunhado na tela paisagista dos dias, desapareceu do número dos vivos um artista que sabia dar cor aos dias: o nosso amigo António Magalhães, felgueirense conhecido pelo seu pseudónimo artístico, Naia. Cuja notícia de seu falecimento surpreendeu, pela rapidez do desenlace e a surpresa nem deu para lhe dedicar então umas palavras, como ele merecia. Algo que aqui faço agora, expressando na primeira pessoa, por ele ser apreciador de tudo o que eu escrevia. Fazendo isto passado algum tempo, restabelecido o alento da escrita.


O Magalhães da Vinha, como era conhecido quando pelos nossos lados andava, é o bom amigo que partiu assim de súbito. Conterrâneo comparsa de juventude também e de gosto pelas artes. Ainda não há muito tempo me voltara a falar no livro que tinha escrito e queria publicar. Com ideias de o apresentar depois publicamente onde em tempos viveu, na Pedreira. Sempre com Felgueiras na cabeça, embora residindo há muito já em Guimarães. E sempre sonhador, quão tinha idealizado constituir um grupo de dinamização cultural em Felgueiras com felgueirenses ligados a áreas da cultura, a partir da Biblioteca e Arquivo Municipal de Felgueiras, instituição com que colaborara entretanto em diversas exposições, como aconteceu ainda recentemente aquando das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. 


Antes, em fevereiro de 2022, teve em exposição no Semanário de Felgueiras uma sua peça de arte,“Gaibla, o Gato-libélula”. E em maio de 2023 teve na Casa do Pão de Ló de Margaride exposta uma outra obra de arte, essa intitulada “Tributo aos Ucranianos”. Pois tinha obra vasta e assim honrava Felgueiras, também. Na linha de, não é novidade nenhuma, Felgueiras sempre ter gente de valor nos mais variados campos da sociedade e também das artes. Tal o caso deste natural do concelho, que andava nas telas a expressar-se, mas também nas letras. Enquanto pelos nossos lados era associado pelo cartão-de-visita familiar, sendo filho dos históricos professores da Pedreira, D. Joaquina e professor Luciano. Quando era ainda estudante andava muito pela Longra em convivência com amigos de livros estudantis, sensivelmente da mesma idade e também da mesma condição de andarem à boleia e atrás de caras bonitas. Agora e desde há muito vivia em Guimarães, dedicando-se ao ensino e paralelamente à cultura artística, como apaixonado por teatro e artista de nome feito no mundo das artes plásticas.


António Manuel Ribeiro de Magalhães, tal era seu nome completo, nasceu na Pedreira, em 1956 e residia em Guimarães desde 1978. Era multifacetado autor, quer como pintor, artista plástico, escritor e ator de teatro. Em 1967 ingressara no Seminário da Diocese do Porto. Em 1970 passou a frequentar o Externato Infante D. Henrique, em Felgueiras. E logo expôs, com apenas 14 anos, no célebre “Staminé”. Em 1977 concluiu o Curso Complementar de Artes do Fogo (opção pintura), na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, Porto. Foi professor em 1978/1980 no Colégio Egas Moniz, Guimarães, da disciplina de Trabalhos Oficinais (Mecanotecnia) do 7.º e 8.º anos de escolaridade. Em 2008/2009 frequentou o 3.º ano de Licenciatura de Artes/Desenho na ESAP-Escola Superior Artística do Porto. Em 2019 (com 63 anos) matriculou-se no 1.º ano de Licenciatura de Artes Plásticas e Intermédia na mesma ESAP. 

Em 1993 optara pelo óleo sobre tela. E como artista plástico passou a assinar NAIA, desde então. Depois, em 2000 é inscrito associado na ANAP-Associação Nacional dos Artistas Plásticos. Está representado em várias coleções privadas e entretanto foi realizando exposições individuais e coletivas em Portugal e Espanha. Bem como expôs em Felgueiras, na Biblioteca Municipal e no Semanário, Casa do Pão de Ló e Casa de Cultura da Lixa. 

De permeio, no Teatro, iniciara-se em 1971, com a personagem Diabo, da peça “Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente e em 2019 foi convidado a fazer parte do conjunto “Oficina Excêntrica” teatro máscaras e marionetas, com inauguração da exposição na Casa da Memória Guimarães. Já como escritor usava o pseudónimo “Berto da Vinha”, desde 1992. Autor de vários títulos, impressão e ilustração desde 1970, em “A Vergonha do Adolescente” (diário), “O pincha Malaquias... na décima” (poesia), “A Melodia da Informação”, “Os Meninos de Novembro” e “Do meu baú troco um poema por um sorriso teu” (poesia). Em 2016 foi coordenador da publicação do livro com o título “Memórias de uma Família Os Mendes da Casa da Boavista”. Bem como tinha para publicar um livro, que (pelo menos quando me referiu isso) pensava intitular “Fragmentos com História”.


Até sempre, amigo!

 ARMANDO PINTO

Nota Bene: Fica assim prestada esta homenagem a um amigo, ao amigo Magalhães, que, mesmo residindo em Guimarães, das vezes que soube que era apresentado um livro meu, esteve presente. E que por vezes me surpreendia com telefonemas a perguntar sobre alguns temas que queria incluir no livro que estava a escrever e tinha ideia de publicar. A cuja apresentação eu contava estar presente, como ele sabia. Mas infelizmente já não será possível. Permanecendo contudo a lembrança de sua boa disposição e seu caraterístico otimismo.

Armando Pinto
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Atualidade da reposição da tal desagregação de freguesias…

O ainda Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decidiu vetar a desagregação das freguesias, a nova lei que iria repor algumas das antigas freguesias no seu estado original. Numa reposição contra a lei-Relvas contra-natura de 2012/2013. 

Ora, como na anedota da mala deitada fora, que não era nossa, também no caso isto não nos toca aos habitantes de Rande e Sernande, por exemplo, que sempre estivemos contra a união de freguesias que os autarcas locais e concelhios, de Rande, Pedreira e Sernande, mais os da Assembleia e do Executivo Municipal de Felgueiras, nesse tempo permitiram. Desta feita, ficando imagem inteligente, por conseguinte, na reprovação momentânea marcelista, duma revivalista atitude de não ir contra o que o PSD na época fez e o PS permitiu…

Agora, fica no ar a questão:  

O Marcelo vetou a lei da reposição das ex-freguesias? Mais tempo para repor trabalhos incompletos de outras que ficaram fora... !

Armando Pinto

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Curiosidades locais (concelhias) e não só: Calendários de bolso (antigos) com paixão namoradeira...!

 

A propósito da aproximação do Dia dos Namorados, como curiosidade, vem a calhar tirar dos arcanos, do arquivo pessoal, uns interessantes calendários de bolso com que na década de 80 uma casa comercial de Felgueiras debitava publicidade amorosa, por assim dizer. Sendo estes calendários de coleção duma casa de vestuário felgueirense, como se percebe facilmente pelo lado do calendário respetivo.

Apresenta-se assim isto, por reprodução digitalizada em que naturalmente se esconde, com a marca aqui do blogue, por motivos óbvios, o nome da casa comercial. Neste caso que se reporta ao comércio local de tempos idos, ainda (como se pode ver) os números de telefones eram de 6 dígitos apenas, sem o indicativo da rede regional. E também ainda o Código Postal era o único de todo o concelho, ou seja o 4610 unificado (com os quatro dígitos iniciais, sem o aumento depois acrescido do sufixo atual de 3 dígitos separados por um hífan, seguido da designação postal da terra, nem havia ainda as distinções depois separadas conforme as localidades). 

Sendo, em suma, imagens sugestivas de como é preciso regar o amor e fortalecer a paixão amorosa.

Armando Pinto

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quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Cartaz oficial do Carnaval da Longra/2025

Já há cartaz oficial do Carnaval da Longra de 2025.

Está pois a chegar um dos dias mais animados do ano, este que irá ocorrer a 4 de Março, Dia de Carnaval, em que todos os caminhos vão dar à Vila da Longra, ao sul do concelho de Felgueiras, no interior do distrito do Porto e quase fronteira do Douro Litoral com o Minho (tradicional província de Entre Douro e Minho).

Será esta mais uma oportunidade de animação regional, entre conterrâneos e vizinhos, tal como para outros uma ocasião de visita à região e ainda, para amigos e conhecidos a residir fora da terra, uma boa chance de encontros e reencontros de afetividade.

Armando Pinto

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

De vez em quando… Uma lembrança literária de tempos idos!

 

Entre recordações coletivas, também algo pessoal desta vez.

– Sessão solene na Câmara Municipal de Felgueiras, ao tempo da presidência do Dr. Machado de Matos, em Dezembro de 1984. Alusiva ao Foral Manuelino de Outubro de 1514. Sobre o qual foram as crónicas do concurso literário "III Jogos Florais de Felgueiras", no caso com atribuição duma Menção Honrosa: 

Entrega do respetivo diploma (curiosamente datado de outubro) e algumas lembranças, pelo sr. Manuel Bragança, antigo secretário da Câmara Municipal e autor de 2 livros de temas felgueirenses. Tinha eu 30 anos e ainda não havia publicado nenhum livro, mas andava já há anos a trabalhar para um, embora noutro assunto, para escrever o livro da história de Rande e arredores (o "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras"), publicado em 1997, quando houve o patrocínio do jornal Semanário de Felgueiras. Quem apreciou bem, na ocasião da entrega das lembranças, então em 1984, foi o meu filho, à época com 6 anos, pois foi entregue juntamente uma pequena embalagem com Cavacas de Margaride, que não chegaram ao fim da sessão… naquela tarde de sábado assim mais doce, em fins do Outono.

Nessa ocasião recebi convite para escrever no jornal Notícias de Felgueiras, estando ali presente o Dr. Miguel Mota, filho do proprietário e diretor do mesmo, ao tempo também redator daquele periódico semanal (e mais tarde diretor d' O Jornal de Felgueiras, onde também escrevi depois, por conseguinte, nesse jornal extinto praticamente com a morte desse seu jovem diretor). Havendo eu entretanto ainda colaborado no Notícias de Felgueiras de 1985 a 1995, até em 1996 ter passado a colaborar no Semanário de Felgueiras. 

Na imagem veem-se, além de dois dos componentes da mesa, também alguns personagens da vida pública felgueirense desse tempo, quase todos já desaparecidos.

Armando Pinto

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Memórias visuais do Largo da Longra em épocas diversas

Imagens do Largo da Longra em diferentes ângulos e versões, das diversas vistas que foi tendo ao longo dos tempos e antes da atual descaracterização sofrida.  Em fotografias desde os anos 40, passando pelos 60/70 até aos 80 e tal…

(Fotografias de arquivo pessoal e constantes do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras, publicado em 1997.)

Armando Pinto

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