Espaço de atividade literária pública e memória cronista

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Nova equipa de ciclismo felgueirense: "Fonte Nova - Felgueiras" !

 

Felgueiras volta a ter uma equipa de ciclismo com o nome de Felgueiras. Como em tempos teve a equipa "Zala" e mais tarde também a "W52-Quintanilha-Felgueiras" (como está registado no livro "Ciclistas de Felgueiras", publicado em janeiro de 2020 e apresentado publicamente a 7 de março seguinte, na Biblioteca Municipal de Felgueiras).  

Antes, até há meses ainda, Felgueiras tinha a sede da W52-FC Porto, equipa agora substituída pela "Fonte Nova - Felgueiras". Sendo com muita honra que o autor passa a seguir esta equipa, como próprio simpatizante, além da mesma até ter equipamento de cores de gosto pessoal, em azul e branco, com letras brancas da publicidade dos patrocinadores, mais do nome da equipa, também afetivamente por ter o nome do concelho de Felgueiras.

Havia sido anunciado que «”A W52 e o FC Porto vão (iriam) continuar a apoiar o ciclismo na próxima época desportiva, através de um novo projeto que terá uma equipa de sub-23 e apostará no ciclismo de formação” (como pode ler-se no comunicado divulgado pela formação, em finais de 2022). Segundo a nota, o projeto estaria “ancorado na associação ‘Fonte Nova – Clube de Ciclismo’” e quer “concertar a ação com entidades como a Federação Portuguesa de Ciclismo e outras dos setores desportivo, educativo e social”».

Mas… De surpresa, agora já em fevereiro de 2023, iniciou-se a nova época de ciclismo de estrada em Portugal sem a presença da equipa resultante da parceria oficial da W52 com o FC Porto, mas com a nova equipa Fonte Nova - Felgueiras. Apesar de em novembro ter sido anunciada uma nova aposta como equipa W52-FC Porto – Sub 23. Ficando-se agora a saber, afinal, que tal projeto foi alterado, segundo se constata pelo sucedido. De modo surpreendente, pois não houve qualquer informação pelos meios do FC Porto, quanto a haver continuação, embora nos moldes com que houvera a última informação, nem que ia deixar de haver ciclismo com o nome do FC Porto, nesta temporada. Tal como nem nas páginas informáticas da W52. Assim como não em qualquer local ou suporte da comunicação social felgueirense. Como também sem que tenha havido notícias pela comunicação social nacional, prova que o ciclismo sem o FC Porto perde impacto.

Ora, porque naturalmente o autor não tem qualquer contacto privilegiado, o caso caiu de surpresa. Apesar de alguma amizade pessoal noutras alturas ter dado para notícias quase em primeira mão (num dos blogues pessoais, por exemplo), desta feita e como adepto foi mesmo com a chegada do início da época que houve conhecimento do facto. Entendendo-se naturalmente isto pelas ocorrências recentes, que levaram a esta alteração, para já.

Assim sendo, através de pesquisa pessoal, nota-se que, em comparação com a apresentação anterior, ocorrida em novembro, a empresa Fonte Nova - Clube De Ciclismo foi constituída em dezembro seguinte, mais precisamente em 2022-12-12, tendo a sua sede no concelho de Felgueiras, exercendo «atividade de atividades dos clubes desportivos e está atualmente classificada como Ativa».

Então, este domingo 5 de fevereiro de 2023, quando o pelotão nacional embarcou na época de 2023, com a tradicional Prova de Abertura – Região de Aveiro – Taça Jogos Santa Casa, soube-se que a temporada de 2023 «trouxe algumas mudanças tanto em termos de equipas como em termos de provas. No campo das equipas este ano há somente 9 equipas Continentais UCI, sendo as mesmas estruturas da temporada transata, menos a W52-F.C. Porto que abandonou o escalão e se reconverteu em equipa de clube/sub-23, tendo como nova denominação Fonte Nova – Felgueiras». Verificando-se que na nova equipa se mantêm os nomes dos patrocinadores anteriores, mas não a W52. Tendo esta nova equipa a mesma formação anunciada anteriormente, reforçada com Francisco Campos (ex-Efapel, de cuja equipa havia sido afastado pelo responsável desportivo devido às investigações da época passada, mas acabou por ser ilibado de tudo). Por sinal ciclista que se classificou este domingo em 3º lugar e assim subiu ao pódio desta primeira prova da época, tal como a nova equipa se classificou em 1.º lugar em equipas de clube. Num bom início de época, a prometer futuro interessante, na competição da equipa de Sub-23 diante das equipas Continentais de Elite.


Registe-se

-  Fonte Nova Felgueiras:

Prova de Abertura – região de Aveiro – Taça Jogos Santa Casa Domingo, 5 Fevereiro

Francisco Campos 3° Geral Individual

🏆 1º Equipas de Clube

Classificação Geral Individual

3º Francisco Campos - mt

32º Diogo Saleiro - mt

46º Javi Moreno +10 s

90º Sérgio Saleiro +8 m

96º Tiago Clemente +8 m

98º António Cunha +8 m

107º Rui Silva +8 m 13s

OTL - José Dias

OTL - Pedro Pinto

OTL - Diogo Mendes

Geral Equipas Clube - 1º


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Está pois na atualidade a nova existência duma equipa de ciclismo competitivo de estrada em Felgueiras. Pena que como equipa de Sub 23 não possa competir na Volta a Portugal, a prova rainha do ciclismo em que Felgueiras tem tradições: desde local de metas de passagens (tendo ficado célebre a vitória na meta volante da então vila de Felgueiras do Fernando Moreira, no ano em que esse então grande ídolo das multidões venceu a Volta a Portugal em 1948), bem como metas de inícios e fins de etapas, mas mais ainda por ter tido um famoso camisola amarela, Artur Coelho, que liderou a classificação da Volta diversas vezes, ao longo da sua carreira em que participou na Grandíssima Volta Portuguesa de 1955 a 1961 (com exceção do ano de 1957 em que foi ao Brasil, onde foi vencedor da "Clássica 9 de Julho/Volta a São Paulo"). Em cujas edições da Volta a Portugal nos anos sessenta participaram os também felgueirenses Joaquim Luís Costa e Albino Mendes, mais a meio dos anos setenta o também felgueirense Miguel Magalhães. Mais ainda na linha histórica de ter tido importantes provas de nível nacional, como foi o Circuito de Felgueiras, disputado em 1950 e 1951 no âmbito do programa festivo da Feira de Maio nesses anos, com os mais famosos ciclistas nacionais desse tempo.  Além das saudosas chegadas ao alto de Santa Quitéria, quer na Volta a Portugal como no antigo Grande Prémio do Minho, após subida da encosta do Monte das Maravilhas, perante grande entusiasmo popular manifestado em ruidosa mole humana da assistência monte acima e chegada delirante no cimo. Além da anterior existência de equipas com sede no concelho de Felgueiras. Até à realidade atual, em que esta jovem equipa de Sub 23, contudo, apesar de não poder competir nas corridas mais importantes, como sejam a Volta ao Algarve e a Volta a Portugal, poderá no entanto participar em muitas das provas em que entram também as equipas profissionais de Elite Continental UCI.

Armando Pinto

POST SCRIPTUM : 

= Reações seguintes na imprensa, após consumação dos factos - 6 e 07/02/2023:

Dono da W52-FC Porto rejeita "veementemente" acusação do MP por falta de fundamentos

Sportinforma / Lusa  - FC Porto confirma que deixou ciclismo no final da temporada passada - Ciclismo · 6 fev 2023 

FC Porto confirma que deixou ciclismo no final da temporada passada

Ministério Público aponta Adriano Quintanilha como um dos mentores de um esquema de dopagem naquela equipa de ciclismo.

Adriano Sousa, ‘patrão’ da W52-FC Porto, rejeitou “veemente” a acusação do Ministério Público (MP), que o aponta como um dos mentores de um esquema de dopagem naquela equipa de ciclismo, considerando que carece de “fundamentos”.

“Venho, por este meio, rejeitar veementemente a acusação contra mim deduzida que, em bom rigor, carece em absoluto de fundamentos, inexistindo qualquer meio de prova capaz de a sustentar, o que na sede própria ficará cabalmente demonstrado”, defende Adriano Sousa, mais conhecido como Adriano Quintanilha, em comunicado enviado às redações.

O dono da W52-FC Porto considera que a acusação do MP “assenta em presunções desfasadas da verdade, seguindo raciocínios pouco lógicos e que […] não encontram sustento na prova que foi carreada para tais autos ao longo da investigação”.

O Ministério Público acusa Adriano Sousa, Nuno Ribeiro, diretor desportivo da equipa à data da operação ‘Prova Limpa’, e o contabilista e diretor geral Hugo Veloso de terem elaborado “um esquema” de dopagem na W52-FC Porto, para “aumentarem a rentabilidade” dos ciclistas, segundo a acusação a que a Lusa teve acesso.

“Sem prejuízo, mantenho-me, como sempre, colaborante com as autoridades, reforçando a minha confiança nas instituições judiciais as quais caberá analisar a inépcia da Acusação Pública contra mim deduzida e, por conseguinte, provar a minha inocência”, termina o comunicado assinado pelo dirigente.

FC Porto saiu do ciclismo – Nova equipa Fonte Nova Felgueiras

O JOGO - 7. fev. 2023

Contrato com a Associação Calvário Várzea Clube de Ciclismo - o clube na origem da equipa W52-FC Porto - terminou e a nova equipa designa-se Fonte Nova-Felgueiras

O FC Porto saiu do ciclismo, decisão tomada em meados de janeiro, colocando-se assim um ponto final no contrato que unia o clube à estrutura anteriormente denominada W52-FC Porto.

O contrato com a Associação Calvário Várzea Clube De Ciclismo - o clube na origem da equipa W52-FC Porto - terminou em dezembro, tendo sido criada a Associação Fonte Nova, responsável pela equipa de sub-23 que se estreou no passado domingo, com Francisco Campos a conseguir o terceiro lugar na Prova de Abertura/Região de Aveiro.

Mantendo inicialmente a designação W52-FC Porto, essa formação mudou nas últimas semanas para Fonte Nova-Felgueiras, pois o empresário Adriano Quintanilha decidiu, em acordo com Pinto da Costa, afastar-se de vez do ciclismo, ao que O JOGO apurou por se sentir magoado ao ser constituído arguido no processo "Prova Limpa".

A equipa de sub-23 não tem atualmente patrocinadores principais, mas irá manter-se toda a época, já que Quintanilha honrará o compromisso feito com os corredores.

A estrutura, embora do último escalão de formação, utilizará as viaturas e bicicletas da agora extinta W52-FC Porto, equipa mais vitoriosa da última década no ciclismo português.

A última corrida da W52-FC Porto foi o Grande Prémio Douro Internacional, em julho do ano passado, e terminou com a vitória de José Neves, a correr sozinho devido à suspensão dos colegas em plena prova.

A equipa criada em 2013 em Sobrado, como OFM-Quinta da Lixa, passou a ter o patrocínio da W52 a partir de 2014 e ligou-se ao FC Porto em 2016.

Quintanilha, que permanece em silêncio, não quis abandonar os ciclistas que contratara – alguns para esta época e a próxima – e, embora deixando de ter ligações à equipa, decidiu honrar os compromissos e manter a equipa na estrada, Sem patrocínios, pois Fonte Nova é apenas o nome do clube e a Câmara de Felgueiras ainda não decidiu apoiar a equipa, mas com a qualidade que caracterizava  a W52-FCPorto, nas bicicletas, carros de apoio e autocarros, e até nos estágios que, sabe O Jogo, já foram três.

O JOGO

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domingo, 5 de fevereiro de 2023

Memória Jornalística de Felgueiras – em atualização informativa

Com a atual panorâmica jornalística do ambiente noticioso felgueirense, havendo apenas um jornal de papel nos dias que correm, o Semanário de Felgueiras, agora também intitulado SF Felgueiras Jornal, vem a talhe de marcação uma vista de rememoração pelo percurso dos periódicos do concelho de Felgueiras, ao longo dos tempos. Numa atualização a um texto antes publicado noutros meios.

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A memória escrita está sobretudo presente nos jornais e livros. Os livros são um bem clássico da cultura, obras de apreço que, reunindo ordenadamente textos de índole diversa se consideram, relativamente aos jornais, mais propícios a coleção e estimação. Pese essas e outras virtudes bibliográficas, nomeadamente em comodidade e durabilidade, por outro prisma os jornais serão contudo instrumentos de leitura noticiosa imediata, além de sucessivamente atualizada, estando mais à mão na respetiva função periódica momentânea. Sendo assim bens de consumo relativamente às vertentes instrutivas e informativas, possibilitando que os leitores andem a par do que se passa, os jornais, quando preservados os seus números publicados (dever próprio de arquivos e bibliotecas públicas-municipais e associativas), tornam-se importantes fontes de pesquisa, como periódicos elementos de contribuição historiadora mediante os registos que encerram.

É honrosa e deveras significativa a galeria de antigas e atuais publicações periódicas de jornais e boletins do concelho de Felgueiras. Por tal motivo justifica-se rememorar, ainda que num escorço breve, alguns títulos que ficaram e estão gravados na coleção amarelo-púrpura (em sentido figurado por analogia à mística concelhia, pois que os cabeçalhos já foram de diversas cores). Como publicações similares que abarcaram o concelho. Resenha que a seguir se procura recordar, em ordem tanto quanto possível cronológica:

Assim, do que há notícias escritas, o pontapé de saída terá sido dado nos finais do século XIX com um denominado “O Felgueirense”, editado em 1884 e existente até pelo menos 1892, sob a direção de António Pereira Lopes e propriedade do Dr. Ribeiro de Magalhães, com o qual houve surgimento do jornalismo Felgueirense. De permeio, abarcando área de concelhos vizinhos, apareceu em 1885 um jornal semanal intitulado “O Lousadense: semanario político, litterario e noticioso: orgão dos interesses dos Concelhos de Louzada, Felgueiras e Paços de Ferreira” (conforme cabeçalho em subtítulo), de administração de Justino José Rodrigues Loureiro. Por esses tempos ainda existiu o “Folha de Felgueiras”, cujo primeiro número foi publicado em 1893 por esse mesmo pioneiro da Misericórdia de Felgueiras que foi o Dr. Ribeiro Magalhães, durando até 1894. Seguiu-se de 1896 a 1911 o “Semana de Felgueiras”, inicialmente como órgão do Sindicato Agrícola de Felgueiras, à época (ostentando nome diretivo de Francisco António de Medeiros Machado), mais tarde propriedade do próprio fundador, Conselheiro de Rande, como era conhecido o Dr. António de Barbosa Mendonça Pinto de Mahalhaes e Alpoim. Como em 1908 o “Vida Colegial” dos estudantes do Colégio de Santa Quitéria; e em 1909 o “Povo de Felgueiras”, do Dr. João Brandão; jornal sensivelmente contemporâneo do “Vida Nova” do Padre Albino Magalhães, do Unhão, (semanário criado em 1904, com impressão em Felgueiras e Aparecida-Lousada, que se aguentou pelo menos até 1912) e antecessor do “Povo da Longra” (nascido após a extinção do “Semana” do Dr. António Mendonça, como que evitando assim conflitos situacionistas derivados da transição republicana). Jornal este surgido através de entreajuda de alguns bairristas da área sul do concelho, idealizado por José Xavier e mantido com ajuda editorial de um jornalista, possibilitando por via desse então novo periódico que em 1911 houvesse sequência literária do Conselheiro de Rande, famoso monárquico que havia sido presidente da Câmara de Felgueiras alguns anos a fio... Também em 1911 foi fundado o “Jornal de Felgueiras” pelo Dr. Luís Gonzaga da Fonseca Moreira, o qual, em 1917, fundou igualmente o “Defeza de Felgueiras”; título idêntico ao “Defeza da Longra” (que tinha, tal como o anterior da mesma povoação, prelo na tipografia do já referido jornal do Conselheiro de Rande, no Montinho da Longra), então sob a direção de José Avilez - letrado oriundo do sul mas que viveu na Longra e, após a extinção do mesmo jornal Longrino, se viria a radicar posteriormente na Lixa onde casou e veio a criar, em 1924, a primeira experiência do “Jornal da Lixa”. Nesse ano e no seguinte saiu à rua, à responsabilidade de Manuel Bragança, “O Progresso de Felgueiras”. Como, entretanto, em 1925 (aquando das eleições nacionais desse ano) circulou nos concelhos do então círculo nº 10, de Felgueiras e vizinhos, uma publicação sob título “Folhas Soltas”, ostentando como editor Arnaldo Faria, de Felgueiras. E, mais tarde, voltou entre 1930 a 34 “O Povo da Lixa”, novamente da lavra de José Avilez.

Aquele jornal, “O Povo da Lixa”, teve de realce, entre outras realizações, a publicação de uma separata, em 1931, com um trabalho do Dr. Fernando Cerqueira Magro: Egas Moniz-Notas sobre a sua descendência e naturalidade/Adenda ao livro Fonte de Juvêncio, de A. Cerqueira Magro.

A partir de 1935 passou a publicar-se o “Notícias de Felgueiras”, de que foi primeiro diretor Antero Cunha, mais tarde continuado por José da Mota Cardoso e de que foi último proprietário Nuno Mota. De cuja atividade tipográfica, ao longo dos anos, também se salientaram diversas edições literárias, como por exemplo em 1982 um livro de poemas intitulado “Versos da Avó” de Maria Celeste P. de Sousa; como também uma brochura de roteiro patrimonial sob título “Monumentos e obras de arte de Felgueiras”, do Dr. José de Barros Carneiro, em 1983 e ainda os primeiros livros de poemas de Arlindo Pinto e Alfredo Estebainha, “Migalhas da vida” e “Do fundo da mina”, respetivamente, em 1991.

Entretanto, quanto ao surgimento de jornais, após a década de trinta (séc. XX), num longo ínterim sem novidades, dentre o panorama conhecido das letras noticiosas, cuja representação à época estava nos resistentes O Jornal de Felgueiras e Notícias de Felgueiras, apareceu já com a década de cinquenta a caminhar para o fim um outro periódico de cariz diferente, “O Infante”, jornal dos estudantes do Externato Infante D. Henrique, de Felgueiras. Inicialmente com feição artesanal, em 1958, de forma dactilografada, ou seja escrito à máquina, mas depois impresso, tendo durado pelo menos até 1959.

Antes, mas contudo de âmbito diferente, houve publicação em género de revista do “Mensageiro de S. Vicente de Paulo”, de periodicidade mensal e iniciado em 1941 sob a direção do Padre Henrique Machado (embora com sede de publicação no Porto, era escrito e dirigido em Felgueiras e sobretudo continha assuntos de interesse local, como sobre o santuário de Santa Quitéria, mosteiro de Pombeiro e atividades da Ordem Vicentina em terras de Felgueiras), cuja duração se estendeu até 1960.

Os então escassos jornais concelhios, como que para alteração do ambiente, depois (além de revitalização d “O Jornal de Felgueiras”, que entretanto passara para propriedade do Dr. Machado de Matos e tendo A. Garibaldi como diretor), ficaram a ter companhia, a partir de 1961, também do posterior “Jornal da Lixa”, fundado pelos Padres Custódio Silveira e José Monteiro, mais tarde mantido por António Vasco Fonseca, ao qual sucedeu depois na direção seu filho Dr. José Rui Fonseca, até ser extinto.

Nesse ínterim O Jornal de Felgueiras teve algumas iniciativas editoriais, através de edições próprias que serviram para publicar pequenas brochuras. Entre as quais tiveram vez: em 1958 «Um sonho» por Balbino Miarca; em 1965 «Atitudes» de Francisco Augusto da Silva; em 1968 «Famalicão: Primavera de 68” – edição comemorativa do V Encontro da Imprensa Regional de Aquém-Douro, por A. Garibaldi; em 1969 «Lembrança Lírica de Felgueiras» também de A. Garibaldi, e, em 1970, do mesmo Artur Garibaldi, «Discurso» pronunciado em Monção a 8 de Março de 1970 na reunião dos antigos estudantes do Liceu de Braga.

Nesta lista algo extensa, para os hábitos e possibilidades de leitura nessas eras, pode juntar-se, em âmbito diverso, o jornal do pessoal da Metalúrgica da Longra, órgão também de temática concelhia saído à liça de Novembro de 1962 a Outubro de 1963, intitulado “Boletim MIT”; e de Março a Junho de 1978 o “Mensageiro da Longra”, jornal do Centro Cultural e Recreativo da Longra.


Tal como a partir de 1982, em fases irregulares, o “Boletim Municipal” da Câmara Municipal de Felgueiras, que (sempre de distribuição gratuita) em séries posteriores passou a “Informação”, “Informativo” e “Felgueiras Municipal”, até que a partir de Março de 2000 voltou a ser “Boletim Municipal” (entretanto transfigurado em revista) e em Novembro de 2006 passou a jornal mensal (contendo no cabeçalho o nome “Felgueiras”, seguido de legenda “município com futuro” sobre indicação de Boletim Municipal). Até seguintes fases, passando pelo título de “Atualidade”, em formato sensivelmente A4 que durou 3 números, de Dezembro de 2018, Março de 2020 e junho de 2020; e depois em novo formato, passou ao titulado “Felgueiras”, cujo nº 04 ficou com data de dezembro de 2020, seguindo-se em abril de 2021 o nº 05, e assim sucessivamente.

= Frontispício (fragmento) do nº 1 – Março de 82 =

Quanto a periódicos, juntou-se ao panorama em 1983 o “Gazeta de Felgueiras”, por iniciativa de Artur Garibaldi e mais tarde continuado com Gualter Sousa. De cariz diferente em 1987 apareceu fugazmente em quatro números “O Felgueiras”, órgão oficial do Futebol Clube de Felgueiras. Entretanto, em 1988, apareceu o nº 1 de um “Informação-CDU Felgueiras”. Surgindo depois, também episodicamente à ribalta, em 1989 o “RF Informativo”, de temporária comunicação escrita da Rádio Felgueiras através de três edições mensais, de Março a Maio desse ano. Nos finais desse mesmo ano existiu ainda um jornal intitulado “Dinâmica Laranja”, dedicado à campanha do PSD-Felgueiras nas Autárquicas/89.

 



Em 1990, no princípio de Junho, veio a público, para ficar, o jornal “Semanário de Felgueiras”, inicialmente sob a direção da Profª. Emília Ribeiro, e depois, com o Dr. Manuel Faria a Administrador e Diretor – desde a primeira hora a pugnar pelo interesse coletivo, transformado com o decurso do tempo na principal tribuna de informação escrita do concelho de Felgueiras. Jornal atualmente que tem como Diretora a Drª Susana Faria. 

Logo no início o mesmo jornal teve diversas iniciativas, entre as quais editou um “Suplemento Felmostra-S. Pedro/90”, dedicado à Mostra Concelhia que se realizava e à Festa do Concelho. Como, anos mais tarde, teve uma diligência inédita em substituir o que deveria ser dever da Câmara Municipal (de apoio e incentivo a estudos sobre o concelho, sem olhar a políticas), acontecendo que o Semanário de Felgueiras, através de Ação do seu administrador Dr. Manuel Ferreira de Faria, patrocinou a publicação de um livro monográfico, “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em Novembro de 1997. Como no ano seguinte, em Dezembro de 1998, editou um suplemento alusivo ao Centenário dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras (“100 Anos”). Bem como em 1999 editou um “Suplemento Especial Felgueiras Cidade”, dedicado às comemorações do 9º aniversário da cidade de Felgueiras e à inauguração da sede da Junta de Freguesia de Margaride. Anos depois, em Junho de 2002 teve um Suplemento (destacável, mas integrante do respetivo número) sobre o 3º Aniversário do Clube de Andebol de Felgueiras. Tal qual, em Junho de 2003, o mesmo jornal editou uma revista (“13 Anos-Semanário de Felgueiras”), a assinalar o respetivo 13º ano de existência, comemorando condignamente esse número mágico com energia positiva. Como no seguinte Julho de 2003 colocou em suas páginas centrais um suplemento sobre a Elevação da Vila da Longra. Em Junho de 2006 também um suplemento do 11º Aniversário da Cidade da Lixa. E depois em Março de 2007 um destacável caderno especial/SF sobre a subida de Divisão do CAF, na sua primeira participação no campeonato da AFP, intitulado PARABÉNS CLUBE ACADÉMICO DE FELGUEIRAS/Académico de Felgueiras: Uma época de honra e glória”.

De permeio, em 1991 teve publicação, apenas durante esse ano, o “Jornal Escolar de Felgueiras”, da delegação escolar local e sob direção da profª Emília Ribeiro, também.

Convirá notar que, chegada no tempo esta fase mais próxima e produtiva, apesar de sabermos as datas precisas da correspondente aparição de cada primeiro número das publicações, se continua a indicar apenas os respetivos meses e anos, para manter a linha de apresentação, sem diferir dos títulos mais antigos.

Assim, continuando a indicação dos sucessivos surgimentos, em 1993 foi dada à estampa a periódica revista “Felgueiras-Cidade”, da Câmara Municipal de Felgueiras (publicação editada durante alguns números mas depressa suspensa), bem como durante a campanha eleitoral para as Autárquicas/93 foi distribuída uma revista denominada “Continuar Felgueiras”, publicada num único número pelo Partido Socialista local. De permeio surgiu, ainda em 1993, um periódico intitulado “Contraste”, da Escola Profissional de Felgueiras. Depois, em 1994 apareceu “O Sovela”, jornal de vínculo municipal, embora oficialmente dependente da denominada Associação para o Desenvolvimento, Educação e Cultura de Felgueiras, que teve como primeiro diretor o Dr. António Pereira. No decurso de 1993, ainda, teve fugaz aparição um apelidado “Informativo” do Departamento de Relações Públicas do Futebol Clube de Felgueiras, o qual, apresentado numa única folha colorida nessa época futebolística de 1993/94, não teve continuidade.

Em 1995, nos seus números semanais, os jornais então saídos regularmente dedicaram edições especiais sobre a subida do Futebol Clube de Felgueiras à Primeira Divisão Nacional do futebol português: o Notícias de Felgueiras em seu número de 1 de Junho, mais o Semanário de Felgueiras e O Sovela a 2 de Junho.

A meio de 1997 surgiu o semanal “Jornal de Barrosas”, que teve como Diretor José Quintela e apenas durou de Junho até Dezembro do mesmo ano. Em cujos finais, durante a campanha para as eleições autárquicas/97, o acervo foi engrossado com uma revista denominada “Rubeas”, do Partido Socialista concelhio, tendo por Diretor o Dr. Lemos Pires (publicação profusamente ilustrada pelas suas variadas páginas coloridas, que viu a luz pública apenas em dois números); assim como também houve um “Boletim Informativo do Partido Social Democrata de Felgueiras”, em número único ostentando como Diretor o Dr. Manuel Faria.

De âmbito estudantil, com indicação de 1998/1999, houve número de uma série do periódico “Contacto”, da Escola Secundária de Felgueiras.

Anos mais tarde, em Dezembro de 2001, durante a campanha para as eleições autárquicas desse tempo, apareceu um jornal intitulado “A Voz de Felgueiras/ Finalmente” (em cabeçalho sobreposto por aquele acrescento), tendo Leonor Teixeira como nome diretor e patrocinado pela coligação partidária concelhia do C.D.S./Partido Popular com o Partido Popular Monárquico (PP-PPM/Uma Voz para Felgueiras). Jornal que, posteriormente, veio a ter outra sequência.

De permeio, o “Gazeta de Felgueiras” fez sair um número especial, com data de Agosto de 2002, intitulado “Felgueiras, Lixa e Barrosas / em festa de aniversários”. 

Passados tempos, apareceu em Junho de 2003 com nova roupagem e título o “Voz de Felgueiras”, de publicação quinzenal e ostentando como Diretor o Dr. Marques da Silva.

Nessa época, no âmbito comemorativo do 13º ano de publicação do jornal Semanário de Felgueiras, houve uma edição literária e gráfica especial, inserida no panorama editorial jornalístico concelhio, tratando-se de uma revista de tiragem e distribuição a grande escala, saída em Junho de 2003 – edição essa, conforme o título da revista, “Semanário de Felgueiras-13 Anos”.

A nível autárquico de freguesias, como primeiro exemplo do género (pelo menos não houve qualquer notícia na imprensa concelhia de algo similar), surgiu em Dezembro de 2003 o n.º 1 do anual “Boletim Informativo da Junta de Freguesia de Rande”. Enquanto a nível paroquial, dentro das mesmas condições, apareceu em Janeiro de 2004 o primeiro “Boletim Informativo da Comissão Fabriqueira de S. Tiago de Rande”. Seguiram-se posteriormente prospetos idênticos noutras freguesias como, por exemplo, os Boletins das Juntas de Margaride e Idães.

De permeio, em edições anteriores e posteriores, porventura, tiveram e têm existência outras publicações de estabelecimentos de ensino do concelho, desde Escolas Primárias às Preparatória e Secundárias (de que servem como exemplos, entre escolas secundárias, o “Caça Notícias”, desde 2001 órgão da EB 2, 3 de Airães e “JACI” a partir de 2006 da EB 2, 3 de Lagares, como, entre as Primárias, desde 1999 o "Jornal Escovinhas" da EB 1 do Outeiro da Longra-Rande, entre outros casos), bem como alguns boletins e revistas de associações e outras coletividades (podendo referir-se o “Palavra do Foca”, a partir de 1999 órgão do clube de natação desse nome e da piscina municipal de Felgueiras).

Entretanto alguns títulos da imprensa local deixaram de se publicar, não se sabe por enquanto se em definitivo. Inicialmente desapareceu “O Jornal de Felgueiras” (após a morte do seu último diretor, Dr. Miguel Mota); depois eclipsou-se o “Notícias de Felgueiras”, tendo este deixado primeiro de aparecer nas caixas de correio em 2002, depois que andou algum tempo a sair com atraso na sua edição semanal irregular e por vezes tiragem momentaneamente suspensa (fora os poucos números de edições exigidas por lei, para envio à Biblioteca Nacional e de distribuição restrita, ou seja sem colocação pública generalizada; como foi acontecendo durante anos também com “O Jornal de Felgueiras”, desaparecido em 1988 e suspenso posteriormente). Seguiu-se “O Sovela”, que em certas alturas aparecera e desaparecera fugazmente, mas desde finais de 1997 tinha andado com tiragem semanal regular, evaporou-se em 2003 aquando da Primavera Quente de Felgueiras, envolvido no chamado “caso saco azul”... Depois, o “Gazeta de Felgueiras”, que irregularmente ia saindo com intervalos de publicação, sensivelmente entre duas a três semanas, e viveu último período com escassos números em longos períodos, acabou por desaparecer quase sem ninguém se aperceber, deixando de chegar ao público. Assim como o “Voz de Felgueiras”, que foi publicado durante escassos dois anos e meio, com tiragens de quinze em quinze dias, terminou seus dias após a campanha eleitoral autárquica de 2005.

Até que, contrariando a tendência que se estava a apoderar da comunicação social concelhia, surgiu um título a juntar-se aos resistentes, tendo aparecido a público no final de Março de 2006 o jornal “Expresso de Felgueiras”, de edição quinzenal, sob a direção de Armindo Mendes. No âmbito do respetivo lançamento deste jornal, foi anteriormente publicado um jornal especial dedicado à Longra, sob título “Vila da Longra”, cujo número extra teve edição única a 19 de Março. Posteriormente houve “destacáveis” dedicados a outros motivos e terras, a começar por uma edição dedicada à Feira de Maio de Felgueiras, no correspondente mês; e depois a Barrosas, a quem foram dirigidas quatro páginas centrais integrantes na paginação do E. F. de 26 de Maio do mesmo ano, num número extra intitulado Expresso de Barrosas, alusivo à festa anual do Espírito Santo, daquela vila (para a partir daí o mesmo suplemento ter ficado estruturado como mensal, mas dentro da sequência da paginação do EF, durante apenas mais cerca de dois meses).

De permeio, em Maio de 2006 apareceu um boletim informativo dos deputados à Assembleia de Freguesia do Partido Social Democrático de Airães, sob título “Repórter de Airães”, inicialmente de periodicidade trimestral, onde logo se notou o dinamismo e dom comunicativo de Victor Vasconcelos. Depois disso, num retorno de edições político-partidárias, surgiu em Maio de 2008 um Boletim Informativo do PSD-Felgueiras, na comemoração do primeiro aniversário da respetiva comissão política liderada por João Sousa.

Até que, entretanto, em Setembro de 2009 houve primeiro número do Jornal AEF, da Associação Empresarial de Felgueiras. E, de seguida, durante a campanha para as eleições autárquicas, apareceram dois boletins direcionados aos eleitores do respetivo acto de Outubro imediato, um intitulado Somos Felgueiras, do Movimento Sempre Presente, de Fátima Felgueiras, e outro sob título Nova Esperança, da coligação PSD/CDS com o mesmo nome.

Culminando os sucessivos desaparecimentos, aconteceu em 2017 o encerramento do histórico Jornal da Lixa.

Passado isso, também veio a desaparecer o Expresso de Felgueiras, jornal de feição quinzenal que, uma vez por outra ainda apareceu de tempos a tempos, até que passou a formato apenas digital, por meios informáticos através de site informativo.

Presentemente, passadas as fases de publicações episódicas e de jornais extintos, por ora, mantem-se na atualidade (2023), em formato clássico de papel, como jornal concelhio de publicação normal, de forma a chegar às mãos dos interessados em saber sempre mais: O Semanário de Felgueiras, atualmente não semanal, havendo entretanto passado por três edições por mês e agora duas, em modo quinzenal na atualidade, também intitulado SF Felgueiras Jornal  trazendo novidades concelhias e evocando curiosidades Felgueirenses, qual andorinha a anunciar a Primavera dum ainda encanto existencial.

= Atual imagem de marca do Semanário de Felgueiras - SF Felgueiras Jornal

ARMANDO PINTO
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Artigo sobre o Penedo de S. Gonçalo-Felgueiras – na revista “Oppidum” de Lousada

Oppidum – Revista de Arqueologia, História e Património, da Câmara Municipal de Lousada, é uma publicação digna dos maiores elogios pela sua forte vocação histórico-cultural e natureza de defesa da identidade da região banhada pelas águas que vão afluindo pelo rio Sousa, embora naturalmente com maior extensão de temas sobre o concelho de Lousada, naturalmente. Mas sem esquecer os concelhos vizinhos, sempre que possível. Algo que deve servir de exemplo para outros Municípios, quão é interessante e importante haver e fazer “coisas” assim do género, na salvaguarda da identidade coletiva.

Ora essa revista, de formato de livro com ótimo aspeto gráfico e em edições anuais, além de alguns números especiais, indo já no 16.º ano de publicação, incluiu em sua recente edição normal nº 14 um artigo dedicado ao chamado Penedo das pegadas de S. Gonçalo, existente em terras de Felgueiras, na fronteira das freguesias de Sernande e Varziela (“O Penedo de S. Gonçalo e a arte rupestre no concelho de Felgueiras”), num bem elaborado trabalho do Dr. José Ribeiro, arqueólogo, do Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Felgueiras e Mestre em Arqueologia pela Universidade do Minho (em co-autoria com o Dr. Renato Henriques, do Instituto de Ciências da Terra-Polo da Universidade do Minho; Departamento de Ciências da Terra da Escola de Ciências da mesma Universidade do Minho). Cujo texto se alonga desde a página 6 à 25, como entrada a tantos e bons motes explanados ao longo das 260 páginas da Oppidum.

Saudando-se esta expressiva revista, regista-se aqui a publicação em apreço, servindo como ilustração imagens da capa e de algumas páginas do mesmo artigo, em modo de captação fotográfica, por motivos óbvios.

Armando Pinto

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Padre António Pacheco de Barbosa Mendonça – alma do Centro Social de Airães – em artigo evocativo no jornal Semanário de Felgueiras

Em mais uma crónica da colaboração pessoal na imprensa periódica felgueirense, desta vez versa sobre o Padre António Pacheco de Barbosa Mendonça o mais recente artigo publicado no Jornal Semanário de Felgueiras, em jeito de fazer memória sobre mais um felgueirense de realce. Conforme se pode ler na edição impressa do mesmo SF Felgueiras Jornal, à página 12, edição de sexta-feira dia 27 de janeiro de 2023. Do qual, para registo memorando, se transpõe para aqui recorte do mesmo, ilustrado com foto captada de um quadro emoldurado existente no Centro Social de seu nome – agradecendo a amabilidade da cedência a quem fotografou e a quem intermediou correspondendo ao pedido do autor, para o efeito.

Armando Pinto

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Cartaz do Carnaval da Vila da Longra /2023

Já há cartaz oficial do Carnaval da Vila da Longra para este ano de 2023 – como está anunciado na página informática da Junta de Freguesia. Sabendo-se assim já que haverá o tradicional Corso Carnavalesco da Longra, organizado oficialmente desde o carnaval de 1997, a dar um semblante mais organizado aos antigos desfiles populares (conforme antigamente era acotiado “correr o Entrudo” pelas pessoas da região, através de episódicos participantes mascarados de esporádicos motivos). Sendo assim, desde há 26 anos a esta parte, continuando a sair à rua o Corso Carnavalesco da Longra, em estilo mais festivo, através de carros alegóricos e tudo mais que completa o cortejo folião Longrino. 

Assim sendo, após o interregno derivado da pandemia Covid, é retomada essa tradição já enraizada na Longra. Podendo-se ver como será pelo cartaz oficial desta festividade anual, cujo desfile alegórico-carnavalesco da Longra é também já cartaz do Carnaval pelo concelho de Felgueiras.


Armando Pinto

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terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Uma foto com história (da Linha Férrea do Vale do Sousa no centro da Vila de Felgueiras)… a propósito dum artigo jornalístico de 1935 no jornal O Século!

 

Faz parte da memória coletiva de toda a região do Vale do Sousa a antiga linha do comboio que cirandou pelas terras concelhias de Penafiel, Lousada e Felgueiras, a velha máquina com algumas composições que em 1914 chegou ao concelho de Felgueiras e por aqui passou até sensivelmente 1926, com algumas interrupções anteriores e posteriores indefinições, até que depois de largos anos de inatividade acabou mesmo com a retirada dos trilhos nos anos 30.

Pois é precisamente de 1935 a imagem fotográfica, que dá conta de então ainda existirem os trilhos no centro da então Vila de Felgueiras. Tendo nesse tempo, em número do jornal lisboeta O Século de 28 de Maio de 1935, sido publicada a referida fotografia, de imagem coeva da Praça da República. A propósito de artigo que incorporou a edição desse dia do referido diário, em edição comemorativa da implantação do regime político saído do 28 de maio de 1926, com lugar para uma resenha de obras ou verbas gastas nos concelhos, pelo país, incluindo assim a parte respeitante a Felgueiras. Como se pode ver por recorte desse artigo jornalístico (guardado em arquivo pessoal pelo autor destas lembranças).

Com efeito essa linha, vinda de Penafiel por Lousada, entrava no concelho de Felgueiras pela estação da Longra e tinha depois estação em Felgueiras, na agora chamada popularmente rua velha (Rua Rebelo de Carvalho), como é de conhecimento público. Seguindo, após passagem pelo centro da vila sede do concelho, como se vê pela imagem, depois para a Escalheira, onde havia um apeadeiro, indo até à estação da Lixa. Sendo que toda a linha, como era explanado no próprio nome oficial, era de Penafiel à Lixa e Entre-Os-Rios.

É assim, de facto, essa imagem fotográfica uma interessante testemunha visual do facto.

Armando Pinto

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domingo, 15 de janeiro de 2023

35 anos de saudade - in memoriam de Matilde da Costa, minha Mãe!

 

Matilde da Costa

(27/06/1915 – 15/01/1988)

Já foi há 35 anos, na sexta-feira de meio do primeiro mês de 1988, o falecimento de minha Mãe, mas ela continua bem presente em espírito no nosso coração e em nossos pensamentos e momentos.

Faz agora 35 anos, em 2023.

Falecida a 15 de janeiro de 1988, às 2 horas da noite do início desse dia, no Hospital de Felgueiras e pouco depois trazida para casa, onde ficou pela última vez seu corpo até ao dia seguinte.


O tempo voa, correndo depressa depois de vivido, como de outro modo voa o pensamento, no sentido de pairar e transportar a recordação, trazendo imagens e sensações. Voando nas asas do pensamento, desta vez, a saudade de minha mãe, até pousar aqui em mim, e nestas letras que escrevo em sua memória, num voo de afeto, passados trinta e cinco anos de seu falecimento. Mais parecendo que foi ainda há pouco, e ao mesmo tempo uma eternidade.

Foi a 15 de Janeiro de 1988, há trinta e cinco anos, cuja ocasião não mais esquece e continua presente em tudo o que permanece dessa data e desses dias. Fazendo ainda pousar no ramo de minha memória o voo da lembrança, desde os tempos em que comecei a andar agarrado a ela, mais a tê-la sempre comigo, tanto sua presença esteve a meu lado no ensinamento das primeiras orações, me levou à escola quando eu ainda nem fazia ideia de como teria interesse saber ler e escrever, quão estava em meu aperto de peito quando menino ainda saí de casa bem cedo e tive de deixar atrás a minha terra para ir estudar longe, como teve um dia feliz no meu casamento, esteve junto a mim logo após o nascimento de meus filhos. De jeito que recordo minha Mãezinha agora – tendo ainda comigo sua imagem na retina dos olhos e coração. Incluindo, entre outros casos, também recordações físicas, como o catecismo de sua Comunhão Solene, de cujo frontispício interior junto imagem, nesta rememoração evocativa. Lembrando-a agora e sempre, porque gosto e gostarei sempre muito dela!

Nascida a 27 de junho de 1915, em Janarde-Rande, em cuja freguesia casou com meu pai na igreja paroquial de S. Tiago de Rande em maio de 1940, residindo depois sempre na então povoação da Longra, faleceu pelas 2 horas da noite de 15 de janeiro e na igreja paroquial de S. Tiago de Rande em que foi batizada e casou veio a ter as cerimónias de despedida, com missa de corpo presente e encomendação, no dia 16. Ficando por fim sepultada no Cemitério Paroquial de Rande, mas continuando bem presente no íntimo de quantos a amamos.

Até sempre!

Armando Pinto