Espaço de atividade literária pública e memória cronista

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Artigo sobre o Penedo de S. Gonçalo-Felgueiras – na revista “Oppidum” de Lousada

A Oppidum – Revista de Arqueologia, História e Património, da Câmara Municipal de Lousada, é uma publicação digna dos maiores elogios pela sua forte vocação histórico-cultural e natureza de defesa da identidade da região banhada pelas águas que vão afluindo pelo rio Sousa, embora naturalmente com maior extensão de temas sobre o concelho de Lousada, naturalmente. Mas sem esquecer os concelhos vizinhos, sempre que possível. Algo que deve servir de exemplo para outros Municípios, quão é interessante e importante haver e fazer “coisas” assim do género, na salvaguarda da identidade coletiva.

Ora essa revista, de formato de livro com ótimo aspeto gráfico e em edições anuais, além de alguns números especiais, indo já no 16.º ano de publicação, incluiu em sua recente edição normal nº 14 um artigo dedicado ao chamado Penedo das pegadas de S. Gonçalo, existente em terras de Felgueiras, na fronteira das freguesias de Sernande e Varziela (“O Penedo de S. Gonçalo e a arte rupestre no concelho de Felgueiras”), num bem elaborado trabalho do Dr. José Ribeiro, arqueólogo, do Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Felgueiras e Mestre em Arqueologia pela Universidade do Minho (em co-autoria com o Dr. Renato Henriques, do Instituto de Ciências da Terra-Polo da Universidade do Minho; Departamento de Ciências da Terra da Escola de Ciências da mesma Universidade do Minho). Cujo texto se alonga desde a página 6 à 25, como entrada a tantos e bons motes explanados ao longo das 260 páginas da Oppidum.

Saudando-se esta expressiva revista, regista-se aqui a publicação em apreço, servindo como ilustração imagens da capa e de algumas páginas do mesmo artigo, em modo de captação fotográfica, por motivos óbvios.

Armando Pinto

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Padre António Pacheco de Barbosa Mendonça – alma do Centro Social de Airães – em artigo evocativo no jornal Semanário de Felgueiras

Em mais uma crónica da colaboração pessoal na imprensa periódica felgueirense, desta vez versa sobre o Padre António Pacheco de Barbosa Mendonça o mais recente artigo publicado no Jornal Semanário de Felgueiras, em jeito de fazer memória sobre mais um felgueirense de realce. Conforme se pode ler na edição impressa do mesmo SF Felgueiras Jornal, à página 12, edição de sexta-feira dia 27 de janeiro de 2023. Do qual, para registo memorando, se transpõe para aqui recorte do mesmo, ilustrado com foto captada de um quadro emoldurado existente no Centro Social de seu nome – agradecendo a amabilidade da cedência a quem fotografou e a quem intermediou correspondendo ao pedido do autor, para o efeito.

Armando Pinto

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Cartaz do Carnaval da Vila da Longra /2023

Já há cartaz oficial do Carnaval da Vila da Longra para este ano de 2023 – como está anunciado na página informática da Junta de Freguesia. Sabendo-se assim já que haverá o tradicional Corso Carnavalesco da Longra, organizado oficialmente desde o carnaval de 1997, a dar um semblante mais organizado aos antigos desfiles populares (conforme antigamente era acotiado “correr o Entrudo” pelas pessoas da região, através de episódicos participantes mascarados de esporádicos motivos). Sendo assim, desde há 26 anos a esta parte, continuando a sair à rua o Corso Carnavalesco da Longra, em estilo mais festivo, através de carros alegóricos e tudo mais que completa o cortejo folião Longrino. 

Assim sendo, após o interregno derivado da pandemia Covid, é retomada essa tradição já enraizada na Longra. Podendo-se ver como será pelo cartaz oficial desta festividade anual, cujo desfile alegórico-carnavalesco da Longra é também já cartaz do Carnaval pelo concelho de Felgueiras.


Armando Pinto

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terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Uma foto com história (da Linha Férrea do Vale do Sousa no centro da Vila de Felgueiras)… a propósito dum artigo jornalístico de 1935 no jornal O Século!

 

Faz parte da memória coletiva de toda a região do Vale do Sousa a antiga linha do comboio que cirandou pelas terras concelhias de Penafiel, Lousada e Felgueiras, a velha máquina com algumas composições que em 1914 chegou ao concelho de Felgueiras e por aqui passou até sensivelmente 1926, com algumas interrupções anteriores e posteriores indefinições, até que depois de largos anos de inatividade acabou mesmo com a retirada dos trilhos nos anos 30.

Pois é precisamente de 1935 a imagem fotográfica, que dá conta de então ainda existirem os trilhos no centro da então Vila de Felgueiras. Tendo nesse tempo, em número do jornal lisboeta O Século de 28 de Maio de 1935, sido publicada a referida fotografia, de imagem coeva da Praça da República. A propósito de artigo que incorporou a edição desse dia do referido diário, em edição comemorativa da implantação do regime político saído do 28 de maio de 1926, com lugar para uma resenha de obras ou verbas gastas nos concelhos, pelo país, incluindo assim a parte respeitante a Felgueiras. Como se pode ver por recorte desse artigo jornalístico (guardado em arquivo pessoal pelo autor destas lembranças).

Com efeito essa linha, vinda de Penafiel por Lousada, entrava no concelho de Felgueiras pela estação da Longra e tinha depois estação em Felgueiras, na agora chamada popularmente rua velha (Rua Rebelo de Carvalho), como é de conhecimento público. Seguindo, após passagem pelo centro da vila sede do concelho, como se vê pela imagem, depois para a Escalheira, onde havia um apeadeiro, indo até à estação da Lixa. Sendo que toda a linha, como era explanado no próprio nome oficial, era de Penafiel à Lixa e Entre-Os-Rios.

É assim, de facto, essa imagem fotográfica uma interessante testemunha visual do facto.

Armando Pinto

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domingo, 15 de janeiro de 2023

35 anos de saudade - in memoriam de Matilde da Costa, minha Mãe!

 

Matilde da Costa

(27/06/1915 – 15/01/1988)

Já foi há 35 anos, na sexta-feira de meio do primeiro mês de 1988, o falecimento de minha Mãe, mas ela continua bem presente em espírito no nosso coração e em nossos pensamentos e momentos.

Faz agora 35 anos, em 2023.

Falecida a 15 de janeiro de 1988, às 2 horas da noite do início desse dia, no Hospital de Felgueiras e pouco depois trazida para casa, onde ficou pela última vez seu corpo até ao dia seguinte.


O tempo voa, correndo depressa depois de vivido, como de outro modo voa o pensamento, no sentido de pairar e transportar a recordação, trazendo imagens e sensações. Voando nas asas do pensamento, desta vez, a saudade de minha mãe, até pousar aqui em mim, e nestas letras que escrevo em sua memória, num voo de afeto, passados trinta e cinco anos de seu falecimento. Mais parecendo que foi ainda há pouco, e ao mesmo tempo uma eternidade.

Foi a 15 de Janeiro de 1988, há trinta e cinco anos, cuja ocasião não mais esquece e continua presente em tudo o que permanece dessa data e desses dias. Fazendo ainda pousar no ramo de minha memória o voo da lembrança, desde os tempos em que comecei a andar agarrado a ela, mais a tê-la sempre comigo, tanto sua presença esteve a meu lado no ensinamento das primeiras orações, me levou à escola quando eu ainda nem fazia ideia de como teria interesse saber ler e escrever, quão estava em meu aperto de peito quando menino ainda saí de casa bem cedo e tive de deixar atrás a minha terra para ir estudar longe, como teve um dia feliz no meu casamento, esteve junto a mim logo após o nascimento de meus filhos. De jeito que recordo minha Mãezinha agora – tendo ainda comigo sua imagem na retina dos olhos e coração. Incluindo, entre outros casos, também recordações físicas, como o catecismo de sua Comunhão Solene, de cujo frontispício interior junto imagem, nesta rememoração evocativa. Lembrando-a agora e sempre, porque gosto e gostarei sempre muito dela!

Nascida a 27 de junho de 1915, em Janarde-Rande, em cuja freguesia casou com meu pai na igreja paroquial de S. Tiago de Rande em maio de 1940, residindo depois sempre na então povoação da Longra, faleceu pelas 2 horas da noite de 15 de janeiro e na igreja paroquial de S. Tiago de Rande em que foi batizada e casou veio a ter as cerimónias de despedida, com missa de corpo presente e encomendação, no dia 16. Ficando por fim sepultada no Cemitério Paroquial de Rande, mas continuando bem presente no íntimo de quantos a amamos.

Até sempre!

Armando Pinto

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Entre Memórias da Longra... de vez em quando: Imagem do cortejo cívico da inauguração das obras de remodelação do edifício-sede da Casa do Povo da Longra, em 1969.

1969 - Dia da inauguração das obras de remodelação e ampliação do edifício-sede da Casa do Povo da Longra. Autoridades presentes a irem em cortejo cívico, desde o Largo da Longra, rumo à Casa do Povo. Ao centro o Ministro das Corporações e Previdência, Dr. Gonçalves de Proença, ladeado pelo Deputado Nacional representante da região, de um lado e do outro pelo então Governador Civil do Porto, mais Presidente da Câmara de Felgueiras, Dr. José de Barros, mais representante da Região Militar e Presidente da Casa do Povo, sr. Camilo Fonseca. Vêm-se atrás diversas pessoas conhecidas, da época... e também alguns autarcas de Juntas de Freguesias dos arredores e presidentes de Casas do Povo da área circunvizinha.

Dessa foto e similares imagens de reportagem da ocasião, bem como de toda a envolvência relacionada e a história da instituição, estão detalhes descritivos no livro "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras", publicado em 1997.

A Casa do Povo da Longra, criada por Despacho Ministerial de 1939, desde quando a Associação usou o edifício antes pertencente à Associação Pró-Longra, teve então a partir de 1966 obras de conservação e ampliação do edifício-sede. Cuja intervenção arquitetónica teve conclusão em 1968, quando esteve para vir à respetiva inauguração o então Presidente da República Almirante Américo Tomás, porém acabando por vir uns meses depois o então Ministro das Corporações e Previdência, em 1969. Desde aí ficou implantado esse edifício nas linhas históricas que lhe dão ser... fazendo parte do ambiente social e ambiental da Longra.

Armando Pinto

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sábado, 7 de janeiro de 2023

Tempo de “alagar o presépio” e olhar mais um novo ano !


Passado o Dia de Reis, no encerramento da época natalícia, é tempo de alagar o presépio em casa...

Fica agora e por ora uma sensação de algo que se acaba, numa temporada mais que fica para trás. 

Daí que a cara não fica muito risonha… mas cá continuamos em mais um ano e sempre a gostar da vida!

Armando Pinto