Espaço de atividade literária pública e memória cronista

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Recordando: Prémio da Associação Industrial Portuense a Joaquim Pinto, da Metalúrgica da Longra

= Quadro com o Diploma do Prémio da Associação Industrial Portuense de 1959, outorgado a Joaquim Pinto, da Longra (n. 1916 - f. 2006). Em reconhecimento de seu mérito com obra feita como funcionário empreendedor. Com realce pela criação da Sirene da Metalúrgica da Longra (e da Ferfor da Serrinha, depois).

Prémio que lhe foi entregue em 1960, sendo uma honra para a empresa tal distinção única - como na época foi distinguido publicamente. 

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Na pertinência desta lembrança, juntam-se algumas imagens de ilustração, com fotografias relacionadas, desde gravuras documentais, incluindo cabeçalhos de ofícios das firmas antigas por que passou a "Metalúrgica", quer nos anos trinta como na década de quarenta, enquanto a fábrica esteve no Largo da Longra, como depois que em 1950 passou para a reta da Arrancada da Longra, também. Mais o que por aqui se mostra e recorda, como publicação celebrativa relacionada ao tema.

Diploma de reconhecimento pelo seu valor em vida, tanto que é o único felgueirense que foi agraciado com o Prémio da Associação Industrial Portuense (instituição mais tarde agremiada como Associação Empresarial de Portugal), ele que foi o criador da famosa sirene da "Metalúrgica da Longra" (que era referência de sinal meteorológico em sítios distantes, quando ouvida longe), assim como autor da idêntica da “Ferfor” da Serrinha; além de ter sido a sua ideia depois levada para a “Famo” de Lousada, por exemplo. 

...E foto alusiva ao ato, junto com outros agraciados do distrito do Porto.

Armando Pinto 

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quinta-feira, 10 de março de 2016

Uma década de saudade - no 10º aniversário do falecimento de Joaquim Pinto, da Longra !


O tempo voa e o pensamento ainda esvoaça mais. Como se nos depara neste dia a recordação e saudade. Passados dez anos da morte de meu pai, efeméride que hoje não podemos deixar de evocar, como tal.



Faz-nos falta a sua presença e companhia amiga, tudo o que tínhamos com ele. Mesmo nas perguntas que lhe fazíamos constantemente, a indagar o que nos lembrava de esclarecer, por exemplo. Algo que hoje nos lembra sempre que há qualquer assunto que não chegamos a ter de tempos idos, de sua época ou temporadas antepassadas, do que chegara conhecimento pela tradição oral. E histórias de família, mais conselhos de experiência de vida.


O meu pai, Joaquim Pinto, autor da sirene da Metalúrgica da Longra e Premio da Associação Industrial Portuense, único felgueirense aliás com esse reconhecimento entre operários da indústria concelhia, era figura pública da região, como eu me orgulhava de apreciar vendo como era apreciado entre conterrâneos e pessoas conhecidas, sendo então um daqueles antigos personagens locais que foram referências da memória coletiva.


Faleceu a 10 de Março de 2006, com 89 anos, meses antes de completar noventa. Perfaz agora dez anos desde esse dia, em que esteve sempre em nossos pensamentos. Como, entretanto, houve aqui algumas oportunidades de o evocar (e se pode relembrar, clicando sobre os links seguintes:)

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Em memória de quanto representou a sua existência, juntamos algumas recordações pessoais, desde documentação, a fotografias de sua ligação fabril e outras (que inclusive estão descritas no capítulo da história da indústria na Longra, dentro do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”), passando por fotos de motores iniciais e maquinaria para fábricas da Longra, até à mensagem que foi lida na sua missa fúnebre, e poses familiares, sem necessidade de mais legendas pelo que exprimem.


O meu pai foi sempre o meu herói. Como sempre pensei: - Não há pai como o meu Pai!

Armando Pinto
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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Curiosidades e Recordações relativas à Indústria Longrina


Na continuidade a um remexer no fundo da arca de lembranças sobre coisas da Longra, no caso, revemos desta feita um antigo catálogo da  Mit / Metalúrgica da Longra, de 1945, ainda do tempo da fábrica velha do Largo da Longra. Sem necessidade de muitas mais palavras de apresentação, aqui, legendada que fica facilmente na explicação que se nota pelas imagens que partilhamos agora (da capa e, como amostra, mais duas de suas 84 páginas).


Armando Pinto


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domingo, 30 de agosto de 2015

Mais uma recordação relativa à Longra…


Com a mesma retaguarda memorial de outras (anteriores) postagens aqui remembradas, eis uma imagem de um outro artefacto com história: 

- Um “Molde” de bobinagem, dos que foram da lavra operária de Joaquim Pinto (“Prémio da Associação Industrial Portuense - 1959”, recorde-se), com que o autor da sirene da "Metalúrgica da Longra" fazia as bobines de fios para os motores e máquinas eléctricas da indústria da Longra e arredores. No caso, o molde que guardamos, e se vê na foto, era próprio para os consertos (que necessitassem de bobinadelas) da soldadura da "Ferfor" e serviu ainda para o miolo da carcaça da sirene também da “Ferfor” da Serrinha, da autoria do mesmo.

Armando Pinto

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sábado, 22 de agosto de 2015

Mais recordações da Longra...


Eis um tinteiro antigo, dos tempos de escrita à pena, mas também para recarregar as canetas de tinta permanente, que foi do escritório da fábrica da Longra, dos inícios de sua laboração no Largo da Longra.

Como é da história memorial da região, a indústria metalúrgica da Longra começara precisamente no Largo, no princípio dos anos de 1920, estando as instalações fabris, no célebre barracão, ao correr da estrada até à carvalha da Longra. E no extremo do Largo estava a parte dos escritórios, na casa de pedra ainda ali existente, embora em estado há muito a necessitar de recuperação.  

Pois este tinteiro, que possuímos como recordação paterna, patente na secretária do atual escritório doméstico, foi oferecido a meu pai pelo "patrão" sr. Américo Martins, aquando da mudança de instalaões da Metalúrgica para a reta da Arrancada e consequente instalação de toda a parte electrica e criação da sirene da fábrica...
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Armando Pinto

quinta-feira, 12 de junho de 2014

O “Basquete” da Longra


Dizem que por vezes a história se repete, ou pelo menos tem parecenças nalgumas analogias que se deparam no decorrer dos tempos. Como quem diz haver fases que se comunicam, por ciclos da vida. Tal o que por tradição sucede na Longra, onde sempre houve dotações institucionais, entre existências que nasceram e desapareceram mas depois voltaram a ter sucessoras, como que se erguendo essas realidades costumadas.

Ora, tanto como uma terra se define pelo seu património físico e humano, e extensivamente se pode ufanar de dotações próprias, também na Longra sempre houve dessas instituições, de variada espécie, como foi o exemplo da pratica desportiva associada a organismos locais. A pontos de ter havido tradição de basquetebol, modalidade desportiva cujo exercício se estendeu por diversas equipas da Longra, ao longo dos anos. Desde uma remota equipa do Sport Clube da Longra, passando por outras, de permeio, até uma equipa de basquetebol de Casa do Povo e outra mais duradoura da MIT/Metalúrgica da Longra.

Não vamos aqui esmiuçar a história desses clubes, de tais equipas e suas filiações, pois que isso e muito mais está descrito pormenorizadamente e ilustrado no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997 (há cerca de dezassete anos, já, portanto, e há muito esgotado), ou seja, à mão de quem então o quis obter e tem. Bem como algumas fotografias dessas formações já foram publicadas em anteriores “posts”, neste blogue. Assim sendo, desta vez, apenas agora recordamos a existência duma das últimas versões dessa existência de outrora, do “basquete” na Longra, através de lembrança dum artigo, ornado com interessante foto, constante no antigo “Boletim Mit” - o jornal que chegou a haver representativo da Metalúrgica da Longra… Uma outra dotação que em tempos houve por aqui, também, cuja memória felizmente temos preservada em nosso arquivo particular.


Armando Pinto


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terça-feira, 19 de março de 2013

Homenagem em Dia do Pai... ao meu Pai !

 

Hoje é Dia do Pai.

Tradicionalmente este evento em Portugal é comemorado no dia 19 de Março. Celebra-se no dia de São José, santo popular da Igreja católica e pai de Jesus na terra, como esposo de Maria, mãe de Jesus Cristo. A celebração desta data é comum a diversos países, variando contudo de uns para outros, sabendo-se que, além de Portugal, também celebram o Dia do Pai em 19 de Março, pelo menos, a Espanha, Itália, Andorra, Angola, Bolívia, Honduras e Liechstenstein. 

Sendo o autor também já pai e avô… não esqueço meu pai. Recordando, a propósito, aqui e agora, sua fisionomia em diversas fases da vida, desde jovem até uma época em que nossa vida não chegara ainda ao tempo dos pensamentos profundos e tudo parecia ir durar sempre. Tal a ideia das ilustrações expostas, em cuja rememoração subjacente dedicamos agora as faces dum género de cartão alusivo, com que encimamos o texto e aqui continuamos esta especial missiva.

 

Naturalmente a dedicação desta data está associada com o dia litúrgico atribuído no calendário católico a S. José. Mas haverá outras justificações para a origem do Dia do Pai, havendo nalgumas enciclopédias uma referente aos Estados Unidos, mas curiosamente muito mais tardia que a tradição há muito enraizada em Portugal; o que quer dizer que, afinal, neste como em muitos outros casos manda a tradição, que tem muita força. E já S. João Crisóstomo dizia que onde houver tradição se não busque outras provas…


Importa então, para o caso, em dia de S. José e do Pai, que esta data é dedicada a homenagear os pais, pois, como diz o povo, falando em nome de todos e de cada um: não há pai pró meu pai…! E pai só há um…!!! 

O autor destas linhas já perdeu fisicamente o pai há alguns anos. Mas enquanto ele viveu, nos seus quase noventa anos de vida, foi sempre o meu herói. 

   

Numa singela mas sentida homenagem a meu pai, lembrando como ele gostava de ver as fotografias antigas e documentos que eu conseguia descobrir e divisar, aqui arranjo maneira de mostrar uma - acima - como recordação, do local da “fábrica nova”, a Metalúrgica, na Arrancada da Longra (sabendo-se que a "velha" era a inicial, respetiva, do largo da Longra), onde ele inventou e construiu a sirene que era ouvida a grandes distâncias e, sendo coisa rara à época e mais com aquela potência, sempre foi tida como referência da Metalúrgica da Longra… numa das suas facetas que lhe valeram, a Joaquim Pinto, meu pai, o Prémio da Associação Industrial Portuense. 

Enquanto isto ainda permanece na retina, por fim, votamos ao além uma deposição dum texto, qual ramo florido lançado aos ares da saudade, através do qual relembramos algo que em nossa meninice nos sensibilizou na leitura do livro de ensino primário. Sempre com nosso pai no sentido… Como ele sabia e continuará a saber, nos insondáveis mistérios da eternidade!

   

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Armando Pinto 


                               Obs. : Conf. também 
(clicando sobre o link)


A.P.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O grande industrial sr. Américo Martins, em momentos comemorativos da MIT / Metalúrgica da Longra


Quando pensamos na terra Mátria, como se considera o torrão natal, sendo a verdadeira Pátria a terra que nos viu nascer, crescer e multiplicar na vida, num contexto de apologia sobre temas do rincão afetivo, com propriedade se pode pensar num abrigo, por associação. Ao jeito imaginário duma caverna abençoada, de lugar de ligação e união. Qual sítio onde nos sentimos bem e em casa, como é afinal, sendo localidade onde vivemos e gostamos de estar. 

Nesse prisma, continuemos com propósitos de elevação da nossa terra, através de evocações tendentes a puxar a brasa da memória coletiva. 

Assim, porque num dos recentes posts aqui colocados lembramos a figura que foi o sr. Américo Teixeira Martins, acrescentamos desta feita mais itens à memorização de sua obra, por meio de recordações refletidas em duas publicações referentes à vida da Mit / Metalúrgica da Longra: Através de visualizações dum exemplar de celebre livro-catálogo editado em 1945, do qual respigamos uma página interior alusiva à comemoração dos 25 anos da Mit; e do livro publicado aquando da homenagem feita em 1958 ao mesmo fundador da Mit /Metalúrgica da Longra, L.da. De cuja festa juntamos imagens (ao início e final deste artigo) - Reportando, em cima, uma panorâmica do exterior, à chegada dos convidados e pessoas assistentes, mais, já no interior, algo do aspeto da sala onde decorreu o repasto; e, em baixo, fases do momento protocolar de discursos e aspetos de algumas das mesas, repletas de funcionários da empresa...





© Armando Pinto 

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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Memorizações Felgueirenses


Na linha do trilho de preservação e transmissão que aqui se tem procurado fixar e comunicar, damos sequência à transmissão dalgumas particularidades mais, de modo a procurar elevar a valorização de factos e casos felgueirenses. 

Nesse intuito, continuamos enquanto a memória permitir, de modo a que não esqueça e ainda se passe a conhecer algo mais do que merece memorização no âmbito concelhio. 

A tal nível de possível interesse, aportamos aqui algumas imagens curiosas. Começando (na foto de cima), por uma formação do Corpo dos Bombeiros de Felgueiras, numa raridade fotográfica fixada diante da igreja do santuário de Santa Quitéria, em tempos que lá vão há muito... Em cujo conjunto reconhece o autor a figura do sr. Antoninho Gonçalves, da Longra, que foi condutor dos Bombeiros e eletricista da Câmara Municipal (do lado esquerdo da foto, na fila da frente).

Seguidamente, noutra  visualização, junta-se (em plano mais em baixo), uma foto do fundador da Mit e sucessora Metalúrgica da Longra, sr. Américo Martins.

Isto simplesmente em breves exemplos possíveis de fazer vislumbrar memórias de personagens e instituições de cariz felgueirense.


© Armando Pinto 

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domingo, 24 de junho de 2012

Recordação: Joaquim Costa – Um ciclista felgueirense do passado…

 

Quando aprouver, uma vez por outra, vamos aqui recordar figuras e factos do passado, também, através de escritos elaborados anteriormente, entre diversos possíveis exemplos de casos dos que se poderão partilhar, mais por esta via. 

Assim, tal qual temos vindo a colocar artigos publicados na atualidade, podemos recuar e recolocar alguns do passado, na ideia de relembrar aspetos e pessoas mais ou menos salientes da nossa região. Como é o facto de, desta vez, trazermos a público uma crónica publicada no jornal Semanário de Felgueiras, em seu número de 20 de Abril de 2001 - conforme a imagem cimeira, dando visão da página inteira da referida publicação. Cuja reportagem se reporta ao antigo ciclista Joaquim Luís Costa, um amigo que todos hoje conhecemos como um senhor de Varziela, que em tempos foi um valor iniciado na equipa de ciclismo então existente na Metalúrgica da Longra e depois correu ao serviço do Académico do Porto, tendo inclusive participado na Volta a Portugal em bicicleta nas edições de 1961 e 1962. 

De tal currículo prestigiante, como outros de felgueirenses e tantos mais assuntos, temos material guardado para uma futura edição em livro, que está pronto mas não tem sido possível publicar…


Enquanto, desse passado, quanto ao tema, sempre digno de exaltação, narra memórias o artigo que ocupou toda uma página do referido Semanário de Felgueiras. Do qual se trazem para aqui excertos, repartidos (para melhor leitura), conforme a sequência das colunas. 

   

© Armando pinto 

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