Espaço de atividade literária pública e memória cronista

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sexta-feira, 27 de março de 2020

Número de “Atualidade / Vive Felgueiras”: Edição de Março 2020 do atual Boletim Municipal de Felgueiras


Com o título “Atualidade” no chamado cabeçalho, e mais em baixo sub-título “Vive Felgueiras!”, chegou-nos um destes dias às mãos e naturalmente aos olhos, após entrado na caixa do correio cá de casa, o Boletim Municipal que atualmente tem esse nome. Em cuja série este é o número 2, com data de Março 2020.

Boletim Informativo da Câmara Municipal de Felgueiras, este, que procura abarcar a cronologia de realizações de 2019 e parte já acontecida de 2020, dando seguimento ao nº 1 saído com data de Dezembro 2018.

O atual Boletim Informativo da CMF, “Atualidade”, é pois continuador de anteriores versões do Boletim Municipal, iniciado em 1982, e que em contagem decrescente de 2012 a 2017 teve 11 números como “Felgueiras + Informa”; em 2011 teve 1 número como “Felgueiras + Positiva”; de 2006 a 2009 teve 19 números como “felgueiras município com futuro”; e assim sucessivamente, revendo para trás, como “Boletim Municipal Felgueiras” e “Felgueiras Municipal” teve 41 números de 1989 até 2006 (assim numerados sequencialmente); além de pelo meio ter havido alguns números especiais dedicados a eventos; bem como antes como “Informação Municipal” e “Boletim Informativo” teve 13 números entre 1986 a 1989 (incluindo um nº 0 e 12 numerados); e no princípio com o original título de “Boletim Municipal", iniciado em Janeiro de 1982, teve 8 números até Dezembro de 1985.


Com este conjunto entretanto publicado ao longo dos correspondentes 38 anos, sensivelmente, forma-se uma interessante coleção de documentação historicamente informativa, dentro do que ao tempo e em cada época foi ali incluído. Como tal, é de apreciar essa matéria publicada, sendo de anotar que conviria também incluir as ocorrências de todas as áreas, verificando-se haver pouco espaço dedicado a eventos culturais ocorridos na Biblioteca Municipal, por exemplo, comparativamente a eventos festivos realizados noutros locais. Senão daqui a anos haverá ideia que na Biblioteca pouca coisa aconteceu, olhando-se ao que fica registado nesta espécie de anais do Boletim Municipal. Devendo haver maior interligação de setores, para o efeito. Porque tudo o que aconteceu e ocorre também foi e será realidade e tem sua relevância.


Como dizia o cronista régio Fernão Lopes quanto a dever narrar na direita estrada, no caminho da verdade e objetividade, estes boletins registam assim a crónica das realizações verificadas em ações e espaços municipais, ao longo dos tempos da política autárquica na democracia local, a bem de Felgueiras e dos Felgueirenses.

Armando Pinto
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Boletim Municipal da atual série “Felgueiras” / n.º de DEZEMBRO-2021

Está já a ser distribuído (e entretanto chegado à caixa do correio aqui de casa) o Boletim Municipal, edição do mês de Dezembro de 2021, que por lapso tem o nº 5 quando é o nº 6 da atual série dessa publicação sob título “Felgueiras” / “Boletim Informativo Câmara Municipal de Felgueiras”.

Com efeito, sendo que em cada gerência municipal tem sido norma haver alteração da publicação de informação municipal, atualmente e desde que está à frente dos destinos felgueirenses o atual Executivo o Boletim Municipal começou por ter título de “Atualidade”, em formato sensivelmente A4 que durou 3 números, de Dezembro de 2018, Março de 2020 e junho de 2020 (conforme está indicado nas respetivas capas); até que, com novo formato, passou ao titulado “Felgueiras”, cujo nº 04 ficou com data de dezembro de 2020, seguindo-se em abril de 2021 o nº 05, até que agora aparece este recente número de dezembro de 2021.

Embora neste boletim último, além da colocação da imagem da nova Presidente da Junta, entre os atuais presidentes das Juntas de Freguesias e Uniões de Freguesias, não conste praticamente mais nada da área da Longra, não havendo portanto novidades por esta região, regista-se a publicação presente, por ser mais um indicativo de consulta futura na atualização histórica concelhia.

Armando Pinto

Obs.: Para relembrar – Alguns dos anteriores artigos aqui sobre o Boletim Municipal ao longo dos anos

(clicando em)

http://longrahistorico.blogspot.com/search?q=boletim+municipal

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terça-feira, 18 de agosto de 2020

Boletim Municipal “Atualidade” da C. M. de Felgueiras – nº 3 – 2020


Chegou por estes dias de agosto a casa do autor deste blogue, como por certo ao domicílio de muitos outros munícipes, o mais recente número do Boletim Municipal da Câmara de Felgueiras, atualmente chamado “Atualidade” – cujo nº 3, com data de junho 2020, foi então colocado na caixa do correio cá de casa.

Está pois então em distribuição pública esse Boletim Informativo da Câmara Municipal de Felgueiras, como Informail.


E com este terceiro número do órgão oficial da presidência de Nuno Fonseca é dada continuidade ao mesmo Boletim iniciado em 1982 e que ao longo das diversas presidências teve variados títulos e formatos (como neste blogue já está historiado, aqui).


Nesta edição ressalta logo o apreciável realce patente na publicação da nota inicial dum Voto de Pesar pelo falecimento do Professor Edgar Silva, personagem público muito querido do universo felgueirense; e a página do Presidente, a fazer as honras da casa.


Desta feita o destaque da capa é dado à “Felgueiras Renovada”, referente à requalificação da Avenida Dr. Leonardo Coimbra, na cidade sede do concelho, enquanto no interior é dada conta ao longo das páginas para obras em ruas reabilitadas, espaços em transformação e outros assuntos para os quais é chamada a atenção, sobretudo nas freguesias que têm merecido cuidado nos tempos recentes, a que reporta a atualidade municipal felgueirense.

Com aspeto gráfico na linha de continuidade à versão da sequência do exercício em curso, a revista presente chama a atenção para a atualidade municipal, em bom serviço informativo, dando uma volta pelas realizações mais presentes, ainda. Apenas se notando que continua a faltar informações sobre atividades culturais, dando ideia (como acontecerá daqui a tempos quando o Boletim for consultado, à posteriori) que não tem havido nada desse setor. No sentido, por exemplo, à atividade da Biblioteca e Arquivo Municipal, e empresas associadas ao Município com fins de trabalho ligado a arte, cultura e lazer.


Ora, com uma tiragem oficial de 21.000 exemplares (em bom número para a quantidade de famílias das habitações referentes aos cinquenta e tal mil habitantes do concelho) e de distribuição gratuita, como sempre tem acontecido ao longo dos tempos, chega assim à casa de cada felgueirense e fica para a história, em modo de mais tarde verificar e recordar, este informail “Atualidade”. Boletim municipal que faz de crónica visual de mais uma temporada da coisa pública felgariana.

Armando Pinto

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quinta-feira, 9 de junho de 2022

Na calha do “Dia Internacional dos Arquivos” / 2022 – exemplificação do Boletim Municipal como memória felgueirense….

Neste dia em que oficialmente se comemora o Dia Internacional dos Arquivos, além de iniciativas oficiais que sempre vão havendo, assinala-se aqui também o caso através da lembrança do que está subjacente à data, por meio de algumas imagens do arquivo pessoal sobre motes felgueirenses.

Sendo o “Dia Internacional dos Arquivos” assim celebrado a 9 de junho, desde que foi instituído pelo Conselho Internacional de Arquivos em novembro de 2007, é pois esta uma ocasião propícia para mais um naco de rememoração de publicações oficiais de Felgueiras, versando desta feita a memória do Boletim Municipal – periódico informativo e historiador da vida camarária ao longo dos anos, a partir que em 1982 apareceu sob o título de Boletim Municipal e foi continuando sobre e sob diversificados títulos e formatos, nuns anos em diversos números, noutros em poucos e nalguns anos até num único exemplar. Conforme consta da história da mesma publicação, como está até anotado neste blogue em artigos anteriores.

A lembrança existencial do Boletim Municipal dá também para uma análise do que tem sido a vida municipal felgueirense, bastando uma consulta aos seus números para ver como no concelho de Felgueiras certas localidades são sistematicamente beneficiadas perante outras… ou melhor dizendo, através do que nessas páginas está publicado, pode constatar-se de como há terras de Felgueiras quase sempre esquecidas. Porque contra factos não há argumentos. E o que foi publicado a explicar tudo que tem sido feito, não deixa mentir nem enganar, mas sim permite bem verificar e comprovar.

Armando Pinto

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segunda-feira, 29 de maio de 2017

In Boletim Municipal “Felgueiras + Informa”: A projetada Regeneração Urbana e Mobilidade em curso


Está em distribuição pública, como hoje, ao começo da última semana deste mês de maio, chegou à caixa de correio do domicílio do autor deste blogue, o mais recente número do Boletim Municipal / Felgueiras + Informa, publicação informativa que de quando em vez dá continuidade ao Boletim Municipal de Felgueiras, iniciado em 1982, em cuja versão atual com esta denominação de“+ Felgueiras” vai no seu número 10, com indicação de abril 2017. Publicação esta que, entre os diversos assuntos aflorados, tem referências à presente ação de reabilitação ambiental dos centros urbanos do concelho, sob lema de Regeneração e Mobilidade – embora até ao momento nalguns locais, como no centro da Longra, por exemplo, os passeios públicos continuem a ter poucas condições de mobilidade por mais servirem até para estacionamento de automóveis e exposição de mercadorias.


Se bem que as obras tenham tido início em dezembro de 2016 e entretanto em certos locais estejam de permeio interrompidas, o referido boletim felgueirense dá nota do que está projetado. Algo que, para memória, aqui registamos, transpondo respetivas imagens insertas na publicação em apreço.


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Armando Pinto

domingo, 19 de novembro de 2017

Rememorações: Folhas soltas dum jornal nacional de 1929 e do Boletim Municipal de 1984/85...


Aquando das primeiras pesquisas efetuadas para o trabalho de que resultou muito mais tarde o livro "Memorial Histórico...", ainda nos inícios de estudioso da história local, pelos anos setentas, deparou-se aqui ao autor um artigo jornalístico sobre Felgueiras nas páginas gastas dum número do antigo jornal portuense O Primeiro de Janeiro, já de 1929.


Passados anos, sobre esse artigo houve oportunidade duma primeira exposição pública do que estava a tratar já, através das páginas do então também inicial Boletim Municipal da Câmara de Felgueiras, em crónica de opinião distribuída por três números, desde o de Abril de 1984, passando pela respetiva edição seguinte de Agosto também de 1984, até findar em Junho de 1985.


Desse bosquejo, ainda, ao tempo, recordamos aqui a respetiva publicação, com uma amostra de recorte do artigo original d' O Primeiro de Janeiro, de Maio de 1929, e o que teve publicação no Boletim Municipal em 1984/85, agora que passam este mês de novembro 20 anos da publicação do "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras" - cuja apresentação pública teve lugar a 21 de Novembro de 1997.

Atente-se então no que ainda nos anos oitentas, do século XX, tivera entretanto luz pública sob título de Felgueiras na imprensa em tempos idos:



Armando Pinto
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domingo, 5 de fevereiro de 2023

Memória Jornalística de Felgueiras – em atualização informativa

Com a atual panorâmica jornalística do ambiente noticioso felgueirense, havendo apenas um jornal de papel nos dias que correm, o Semanário de Felgueiras, agora também intitulado SF Felgueiras Jornal, vem a talhe de marcação uma vista de rememoração pelo percurso dos periódicos do concelho de Felgueiras, ao longo dos tempos. Numa atualização a um texto antes publicado noutros meios.

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A memória escrita está sobretudo presente nos jornais e livros. Os livros são um bem clássico da cultura, obras de apreço que, reunindo ordenadamente textos de índole diversa se consideram, relativamente aos jornais, mais propícios a coleção e estimação. Pese essas e outras virtudes bibliográficas, nomeadamente em comodidade e durabilidade, por outro prisma os jornais serão contudo instrumentos de leitura noticiosa imediata, além de sucessivamente atualizada, estando mais à mão na respetiva função periódica momentânea. Sendo assim bens de consumo relativamente às vertentes instrutivas e informativas, possibilitando que os leitores andem a par do que se passa, os jornais, quando preservados os seus números publicados (dever próprio de arquivos e bibliotecas públicas-municipais e associativas), tornam-se importantes fontes de pesquisa, como periódicos elementos de contribuição historiadora mediante os registos que encerram.

É honrosa e deveras significativa a galeria de antigas e atuais publicações periódicas de jornais e boletins do concelho de Felgueiras. Por tal motivo justifica-se rememorar, ainda que num escorço breve, alguns títulos que ficaram e estão gravados na coleção amarelo-púrpura (em sentido figurado por analogia à mística concelhia, pois que os cabeçalhos já foram de diversas cores). Como publicações similares que abarcaram o concelho. Resenha que a seguir se procura recordar, em ordem tanto quanto possível cronológica:

Assim, do que há notícias escritas, o pontapé de saída terá sido dado nos finais do século XIX com um denominado “O Felgueirense”, editado em 1884 e existente até pelo menos 1892, sob a direção de António Pereira Lopes e propriedade do Dr. Ribeiro de Magalhães, com o qual houve surgimento do jornalismo Felgueirense. De permeio, abarcando área de concelhos vizinhos, apareceu em 1885 um jornal semanal intitulado “O Lousadense: semanario político, litterario e noticioso: orgão dos interesses dos Concelhos de Louzada, Felgueiras e Paços de Ferreira” (conforme cabeçalho em subtítulo), de administração de Justino José Rodrigues Loureiro. Por esses tempos ainda existiu o “Folha de Felgueiras”, cujo primeiro número foi publicado em 1893 por esse mesmo pioneiro da Misericórdia de Felgueiras que foi o Dr. Ribeiro Magalhães, durando até 1894. Seguiu-se de 1896 a 1911 o “Semana de Felgueiras”, inicialmente como órgão do Sindicato Agrícola de Felgueiras, à época (ostentando nome diretivo de Francisco António de Medeiros Machado), mais tarde propriedade do próprio fundador, Conselheiro de Rande, como era conhecido o Dr. António de Barbosa Mendonça Pinto de Mahalhaes e Alpoim. Como em 1908 o “Vida Colegial” dos estudantes do Colégio de Santa Quitéria; e em 1909 o “Povo de Felgueiras”, do Dr. João Brandão; jornal sensivelmente contemporâneo do “Vida Nova” do Padre Albino Magalhães, do Unhão, (semanário criado em 1904, com impressão em Felgueiras e Aparecida-Lousada, que se aguentou pelo menos até 1912) e antecessor do “Povo da Longra” (nascido após a extinção do “Semana” do Dr. António Mendonça, como que evitando assim conflitos situacionistas derivados da transição republicana). Jornal este surgido através de entreajuda de alguns bairristas da área sul do concelho, idealizado por José Xavier e mantido com ajuda editorial de um jornalista, possibilitando por via desse então novo periódico que em 1911 houvesse sequência literária do Conselheiro de Rande, famoso monárquico que havia sido presidente da Câmara de Felgueiras alguns anos a fio... Também em 1911 foi fundado o “Jornal de Felgueiras” pelo Dr. Luís Gonzaga da Fonseca Moreira, o qual, em 1917, fundou igualmente o “Defeza de Felgueiras”; título idêntico ao “Defeza da Longra” (que tinha, tal como o anterior da mesma povoação, prelo na tipografia do já referido jornal do Conselheiro de Rande, no Montinho da Longra), então sob a direção de José Avilez - letrado oriundo do sul mas que viveu na Longra e, após a extinção do mesmo jornal Longrino, se viria a radicar posteriormente na Lixa onde casou e veio a criar, em 1924, a primeira experiência do “Jornal da Lixa”. Nesse ano e no seguinte saiu à rua, à responsabilidade de Manuel Bragança, “O Progresso de Felgueiras”. Como, entretanto, em 1925 (aquando das eleições nacionais desse ano) circulou nos concelhos do então círculo nº 10, de Felgueiras e vizinhos, uma publicação sob título “Folhas Soltas”, ostentando como editor Arnaldo Faria, de Felgueiras. E, mais tarde, voltou entre 1930 a 34 “O Povo da Lixa”, novamente da lavra de José Avilez.

Aquele jornal, “O Povo da Lixa”, teve de realce, entre outras realizações, a publicação de uma separata, em 1931, com um trabalho do Dr. Fernando Cerqueira Magro: Egas Moniz-Notas sobre a sua descendência e naturalidade/Adenda ao livro Fonte de Juvêncio, de A. Cerqueira Magro.

A partir de 1935 passou a publicar-se o “Notícias de Felgueiras”, de que foi primeiro diretor Antero Cunha, mais tarde continuado por José da Mota Cardoso e de que foi último proprietário Nuno Mota. De cuja atividade tipográfica, ao longo dos anos, também se salientaram diversas edições literárias, como por exemplo em 1982 um livro de poemas intitulado “Versos da Avó” de Maria Celeste P. de Sousa; como também uma brochura de roteiro patrimonial sob título “Monumentos e obras de arte de Felgueiras”, do Dr. José de Barros Carneiro, em 1983 e ainda os primeiros livros de poemas de Arlindo Pinto e Alfredo Estebainha, “Migalhas da vida” e “Do fundo da mina”, respetivamente, em 1991.

Entretanto, quanto ao surgimento de jornais, após a década de trinta (séc. XX), num longo ínterim sem novidades, dentre o panorama conhecido das letras noticiosas, cuja representação à época estava nos resistentes O Jornal de Felgueiras e Notícias de Felgueiras, apareceu já com a década de cinquenta a caminhar para o fim um outro periódico de cariz diferente, “O Infante”, jornal dos estudantes do Externato Infante D. Henrique, de Felgueiras. Inicialmente com feição artesanal, em 1958, de forma dactilografada, ou seja escrito à máquina, mas depois impresso, tendo durado pelo menos até 1959.

Antes, mas contudo de âmbito diferente, houve publicação em género de revista do “Mensageiro de S. Vicente de Paulo”, de periodicidade mensal e iniciado em 1941 sob a direção do Padre Henrique Machado (embora com sede de publicação no Porto, era escrito e dirigido em Felgueiras e sobretudo continha assuntos de interesse local, como sobre o santuário de Santa Quitéria, mosteiro de Pombeiro e atividades da Ordem Vicentina em terras de Felgueiras), cuja duração se estendeu até 1960.

Os então escassos jornais concelhios, como que para alteração do ambiente, depois (além de revitalização d “O Jornal de Felgueiras”, que entretanto passara para propriedade do Dr. Machado de Matos e tendo A. Garibaldi como diretor), ficaram a ter companhia, a partir de 1961, também do posterior “Jornal da Lixa”, fundado pelos Padres Custódio Silveira e José Monteiro, mais tarde mantido por António Vasco Fonseca, ao qual sucedeu depois na direção seu filho Dr. José Rui Fonseca, até ser extinto.

Nesse ínterim O Jornal de Felgueiras teve algumas iniciativas editoriais, através de edições próprias que serviram para publicar pequenas brochuras. Entre as quais tiveram vez: em 1958 «Um sonho» por Balbino Miarca; em 1965 «Atitudes» de Francisco Augusto da Silva; em 1968 «Famalicão: Primavera de 68” – edição comemorativa do V Encontro da Imprensa Regional de Aquém-Douro, por A. Garibaldi; em 1969 «Lembrança Lírica de Felgueiras» também de A. Garibaldi, e, em 1970, do mesmo Artur Garibaldi, «Discurso» pronunciado em Monção a 8 de Março de 1970 na reunião dos antigos estudantes do Liceu de Braga.

Nesta lista algo extensa, para os hábitos e possibilidades de leitura nessas eras, pode juntar-se, em âmbito diverso, o jornal do pessoal da Metalúrgica da Longra, órgão também de temática concelhia saído à liça de Novembro de 1962 a Outubro de 1963, intitulado “Boletim MIT”; e de Março a Junho de 1978 o “Mensageiro da Longra”, jornal do Centro Cultural e Recreativo da Longra.


Tal como a partir de 1982, em fases irregulares, o “Boletim Municipal” da Câmara Municipal de Felgueiras, que (sempre de distribuição gratuita) em séries posteriores passou a “Informação”, “Informativo” e “Felgueiras Municipal”, até que a partir de Março de 2000 voltou a ser “Boletim Municipal” (entretanto transfigurado em revista) e em Novembro de 2006 passou a jornal mensal (contendo no cabeçalho o nome “Felgueiras”, seguido de legenda “município com futuro” sobre indicação de Boletim Municipal). Até seguintes fases, passando pelo título de “Atualidade”, em formato sensivelmente A4 que durou 3 números, de Dezembro de 2018, Março de 2020 e junho de 2020; e depois em novo formato, passou ao titulado “Felgueiras”, cujo nº 04 ficou com data de dezembro de 2020, seguindo-se em abril de 2021 o nº 05, e assim sucessivamente.

= Frontispício (fragmento) do nº 1 – Março de 82 =

Quanto a periódicos, juntou-se ao panorama em 1983 o “Gazeta de Felgueiras”, por iniciativa de Artur Garibaldi e mais tarde continuado com Gualter Sousa. De cariz diferente em 1987 apareceu fugazmente em quatro números “O Felgueiras”, órgão oficial do Futebol Clube de Felgueiras. Entretanto, em 1988, apareceu o nº 1 de um “Informação-CDU Felgueiras”. Surgindo depois, também episodicamente à ribalta, em 1989 o “RF Informativo”, de temporária comunicação escrita da Rádio Felgueiras através de três edições mensais, de Março a Maio desse ano. Nos finais desse mesmo ano existiu ainda um jornal intitulado “Dinâmica Laranja”, dedicado à campanha do PSD-Felgueiras nas Autárquicas/89.

 



Em 1990, no princípio de Junho, veio a público, para ficar, o jornal “Semanário de Felgueiras”, inicialmente sob a direção da Profª. Emília Ribeiro, e depois, com o Dr. Manuel Faria a Administrador e Diretor – desde a primeira hora a pugnar pelo interesse coletivo, transformado com o decurso do tempo na principal tribuna de informação escrita do concelho de Felgueiras. Jornal atualmente que tem como Diretora a Drª Susana Faria. 

Logo no início o mesmo jornal teve diversas iniciativas, entre as quais editou um “Suplemento Felmostra-S. Pedro/90”, dedicado à Mostra Concelhia que se realizava e à Festa do Concelho. Como, anos mais tarde, teve uma diligência inédita em substituir o que deveria ser dever da Câmara Municipal (de apoio e incentivo a estudos sobre o concelho, sem olhar a políticas), acontecendo que o Semanário de Felgueiras, através de Ação do seu administrador Dr. Manuel Ferreira de Faria, patrocinou a publicação de um livro monográfico, “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em Novembro de 1997. Como no ano seguinte, em Dezembro de 1998, editou um suplemento alusivo ao Centenário dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras (“100 Anos”). Bem como em 1999 editou um “Suplemento Especial Felgueiras Cidade”, dedicado às comemorações do 9º aniversário da cidade de Felgueiras e à inauguração da sede da Junta de Freguesia de Margaride. Anos depois, em Junho de 2002 teve um Suplemento (destacável, mas integrante do respetivo número) sobre o 3º Aniversário do Clube de Andebol de Felgueiras. Tal qual, em Junho de 2003, o mesmo jornal editou uma revista (“13 Anos-Semanário de Felgueiras”), a assinalar o respetivo 13º ano de existência, comemorando condignamente esse número mágico com energia positiva. Como no seguinte Julho de 2003 colocou em suas páginas centrais um suplemento sobre a Elevação da Vila da Longra. Em Junho de 2006 também um suplemento do 11º Aniversário da Cidade da Lixa. E depois em Março de 2007 um destacável caderno especial/SF sobre a subida de Divisão do CAF, na sua primeira participação no campeonato da AFP, intitulado PARABÉNS CLUBE ACADÉMICO DE FELGUEIRAS/Académico de Felgueiras: Uma época de honra e glória”.

De permeio, em 1991 teve publicação, apenas durante esse ano, o “Jornal Escolar de Felgueiras”, da delegação escolar local e sob direção da profª Emília Ribeiro, também.

Convirá notar que, chegada no tempo esta fase mais próxima e produtiva, apesar de sabermos as datas precisas da correspondente aparição de cada primeiro número das publicações, se continua a indicar apenas os respetivos meses e anos, para manter a linha de apresentação, sem diferir dos títulos mais antigos.

Assim, continuando a indicação dos sucessivos surgimentos, em 1993 foi dada à estampa a periódica revista “Felgueiras-Cidade”, da Câmara Municipal de Felgueiras (publicação editada durante alguns números mas depressa suspensa), bem como durante a campanha eleitoral para as Autárquicas/93 foi distribuída uma revista denominada “Continuar Felgueiras”, publicada num único número pelo Partido Socialista local. De permeio surgiu, ainda em 1993, um periódico intitulado “Contraste”, da Escola Profissional de Felgueiras. Depois, em 1994 apareceu “O Sovela”, jornal de vínculo municipal, embora oficialmente dependente da denominada Associação para o Desenvolvimento, Educação e Cultura de Felgueiras, que teve como primeiro diretor o Dr. António Pereira. No decurso de 1993, ainda, teve fugaz aparição um apelidado “Informativo” do Departamento de Relações Públicas do Futebol Clube de Felgueiras, o qual, apresentado numa única folha colorida nessa época futebolística de 1993/94, não teve continuidade.

Em 1995, nos seus números semanais, os jornais então saídos regularmente dedicaram edições especiais sobre a subida do Futebol Clube de Felgueiras à Primeira Divisão Nacional do futebol português: o Notícias de Felgueiras em seu número de 1 de Junho, mais o Semanário de Felgueiras e O Sovela a 2 de Junho.

A meio de 1997 surgiu o semanal “Jornal de Barrosas”, que teve como Diretor José Quintela e apenas durou de Junho até Dezembro do mesmo ano. Em cujos finais, durante a campanha para as eleições autárquicas/97, o acervo foi engrossado com uma revista denominada “Rubeas”, do Partido Socialista concelhio, tendo por Diretor o Dr. Lemos Pires (publicação profusamente ilustrada pelas suas variadas páginas coloridas, que viu a luz pública apenas em dois números); assim como também houve um “Boletim Informativo do Partido Social Democrata de Felgueiras”, em número único ostentando como Diretor o Dr. Manuel Faria.

De âmbito estudantil, com indicação de 1998/1999, houve número de uma série do periódico “Contacto”, da Escola Secundária de Felgueiras.

Anos mais tarde, em Dezembro de 2001, durante a campanha para as eleições autárquicas desse tempo, apareceu um jornal intitulado “A Voz de Felgueiras/ Finalmente” (em cabeçalho sobreposto por aquele acrescento), tendo Leonor Teixeira como nome diretor e patrocinado pela coligação partidária concelhia do C.D.S./Partido Popular com o Partido Popular Monárquico (PP-PPM/Uma Voz para Felgueiras). Jornal que, posteriormente, veio a ter outra sequência.

De permeio, o “Gazeta de Felgueiras” fez sair um número especial, com data de Agosto de 2002, intitulado “Felgueiras, Lixa e Barrosas / em festa de aniversários”. 

Passados tempos, apareceu em Junho de 2003 com nova roupagem e título o “Voz de Felgueiras”, de publicação quinzenal e ostentando como Diretor o Dr. Marques da Silva.

Nessa época, no âmbito comemorativo do 13º ano de publicação do jornal Semanário de Felgueiras, houve uma edição literária e gráfica especial, inserida no panorama editorial jornalístico concelhio, tratando-se de uma revista de tiragem e distribuição a grande escala, saída em Junho de 2003 – edição essa, conforme o título da revista, “Semanário de Felgueiras-13 Anos”.

A nível autárquico de freguesias, como primeiro exemplo do género (pelo menos não houve qualquer notícia na imprensa concelhia de algo similar), surgiu em Dezembro de 2003 o n.º 1 do anual “Boletim Informativo da Junta de Freguesia de Rande”. Enquanto a nível paroquial, dentro das mesmas condições, apareceu em Janeiro de 2004 o primeiro “Boletim Informativo da Comissão Fabriqueira de S. Tiago de Rande”. Seguiram-se posteriormente prospetos idênticos noutras freguesias como, por exemplo, os Boletins das Juntas de Margaride e Idães.

De permeio, em edições anteriores e posteriores, porventura, tiveram e têm existência outras publicações de estabelecimentos de ensino do concelho, desde Escolas Primárias às Preparatória e Secundárias (de que servem como exemplos, entre escolas secundárias, o “Caça Notícias”, desde 2001 órgão da EB 2, 3 de Airães e “JACI” a partir de 2006 da EB 2, 3 de Lagares, como, entre as Primárias, desde 1999 o "Jornal Escovinhas" da EB 1 do Outeiro da Longra-Rande, entre outros casos), bem como alguns boletins e revistas de associações e outras coletividades (podendo referir-se o “Palavra do Foca”, a partir de 1999 órgão do clube de natação desse nome e da piscina municipal de Felgueiras).

Entretanto alguns títulos da imprensa local deixaram de se publicar, não se sabe por enquanto se em definitivo. Inicialmente desapareceu “O Jornal de Felgueiras” (após a morte do seu último diretor, Dr. Miguel Mota); depois eclipsou-se o “Notícias de Felgueiras”, tendo este deixado primeiro de aparecer nas caixas de correio em 2002, depois que andou algum tempo a sair com atraso na sua edição semanal irregular e por vezes tiragem momentaneamente suspensa (fora os poucos números de edições exigidas por lei, para envio à Biblioteca Nacional e de distribuição restrita, ou seja sem colocação pública generalizada; como foi acontecendo durante anos também com “O Jornal de Felgueiras”, desaparecido em 1988 e suspenso posteriormente). Seguiu-se “O Sovela”, que em certas alturas aparecera e desaparecera fugazmente, mas desde finais de 1997 tinha andado com tiragem semanal regular, evaporou-se em 2003 aquando da Primavera Quente de Felgueiras, envolvido no chamado “caso saco azul”... Depois, o “Gazeta de Felgueiras”, que irregularmente ia saindo com intervalos de publicação, sensivelmente entre duas a três semanas, e viveu último período com escassos números em longos períodos, acabou por desaparecer quase sem ninguém se aperceber, deixando de chegar ao público. Assim como o “Voz de Felgueiras”, que foi publicado durante escassos dois anos e meio, com tiragens de quinze em quinze dias, terminou seus dias após a campanha eleitoral autárquica de 2005.

Até que, contrariando a tendência que se estava a apoderar da comunicação social concelhia, surgiu um título a juntar-se aos resistentes, tendo aparecido a público no final de Março de 2006 o jornal “Expresso de Felgueiras”, de edição quinzenal, sob a direção de Armindo Mendes. No âmbito do respetivo lançamento deste jornal, foi anteriormente publicado um jornal especial dedicado à Longra, sob título “Vila da Longra”, cujo número extra teve edição única a 19 de Março. Posteriormente houve “destacáveis” dedicados a outros motivos e terras, a começar por uma edição dedicada à Feira de Maio de Felgueiras, no correspondente mês; e depois a Barrosas, a quem foram dirigidas quatro páginas centrais integrantes na paginação do E. F. de 26 de Maio do mesmo ano, num número extra intitulado Expresso de Barrosas, alusivo à festa anual do Espírito Santo, daquela vila (para a partir daí o mesmo suplemento ter ficado estruturado como mensal, mas dentro da sequência da paginação do EF, durante apenas mais cerca de dois meses).

De permeio, em Maio de 2006 apareceu um boletim informativo dos deputados à Assembleia de Freguesia do Partido Social Democrático de Airães, sob título “Repórter de Airães”, inicialmente de periodicidade trimestral, onde logo se notou o dinamismo e dom comunicativo de Victor Vasconcelos. Depois disso, num retorno de edições político-partidárias, surgiu em Maio de 2008 um Boletim Informativo do PSD-Felgueiras, na comemoração do primeiro aniversário da respetiva comissão política liderada por João Sousa.

Até que, entretanto, em Setembro de 2009 houve primeiro número do Jornal AEF, da Associação Empresarial de Felgueiras. E, de seguida, durante a campanha para as eleições autárquicas, apareceram dois boletins direcionados aos eleitores do respetivo acto de Outubro imediato, um intitulado Somos Felgueiras, do Movimento Sempre Presente, de Fátima Felgueiras, e outro sob título Nova Esperança, da coligação PSD/CDS com o mesmo nome.

Culminando os sucessivos desaparecimentos, aconteceu em 2017 o encerramento do histórico Jornal da Lixa.

Passado isso, também veio a desaparecer o Expresso de Felgueiras, jornal de feição quinzenal que, uma vez por outra ainda apareceu de tempos a tempos, até que passou a formato apenas digital, por meios informáticos através de site informativo.

Presentemente, passadas as fases de publicações episódicas e de jornais extintos, por ora, mantem-se na atualidade (2023), em formato clássico de papel, como jornal concelhio de publicação normal, de forma a chegar às mãos dos interessados em saber sempre mais: O Semanário de Felgueiras, atualmente não semanal, havendo entretanto passado por três edições por mês e agora duas, em modo quinzenal na atualidade, também intitulado SF Felgueiras Jornal  trazendo novidades concelhias e evocando curiosidades Felgueirenses, qual andorinha a anunciar a Primavera dum ainda encanto existencial.

= Atual imagem de marca do Semanário de Felgueiras - SF Felgueiras Jornal

ARMANDO PINTO
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quarta-feira, 14 de julho de 2021

Na proximidade de mais uma passagem da Volta a Portugal por Felgueiras - Memórias da “Grandíssima Volta Portuguesa” através do Boletim Municipal

Tempos houve em que o mês de agosto por estas bandas felgueirenses era mais associado à chegada e estada de grande número de visitantes regressados à terra de origem, os chamados emigrantes e imigrantes, conforme suas residências no resto do ano no estrangeiro ou noutras terras do próprio país. Enquanto agora vai havendo alguma transformação, mediante as condicionantes e mudanças da vida. À falta de grandes chamarizes turísticos, para lá do habitual cardápio da Rota do Românico, extensivo aos concelhos vizinhos, além do monte de Santa Quitéria. E pouco mais. Podendo futuramente começar Felgueiras a ser mais local de paragem turística com a dotação do Museu do Concelho de Felgueiras, quando tal se tornar realidade. Enquanto isso, a época de veraneio vai decorrendo em modos de vivências particulares, entremeando com algumas ocorrências populares. Como foi ainda por estes dias perante as provas desportivas de Natação e Atletismo que tiveram lugar em Felgueiras. Como será proximamente com o ciclismo nos inícios de agosto, diante de mais uma etapa da Volta a Portugal em bicicleta.

Volta a Portugal que é um acontecimento de grande atração popular desde há muitíssimos anos, a pontos de nem ser necessário muito para descrever o seu significado, bastando referir a prova como “A Volta” e fica tudo dito.

Na proximidade desse grande acontecimento, recordamos aqui algumas das anteriores passagens da “Volta" por Felgueiras, mediante o que ficou registado, ao longo dos anos, nas diversas séries do Boletim Municipal da Câmara de Felgueiras.  

Assim sendo, desta feita relembra-se a ligação de Felgueiras à “Grandíssima Volta” que esteve e saiu de Felgueiras em 2018 a 11 de agosto. Como foi depois anotado no Boletim “Atualidade” Municipal de dezembro seguinte.



Armando Pinto

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Abalo sísmico na região felgueirense e particularmente na Longra…


Qual estremeção no corpo e no ambiente em que estávamos, foi sentido um ligeiro tremor de terra ao início da tarde desta quinta-feira 7 de dezembro, aqui no concelho de Felgueiras, na zona interior do distrito do Porto, num sismo que foi notado também a norte do país, mais sensivelmente nas áreas de Entre Douro e Minho e Trás-os-Montes e Alto Douro, passava pouco do meio dia.

= Longra de outros tempos...

Conforme notícias de seguida chegadas pelas vias da comunicação informática, esse abalo terrestre registou-se às 12:53 h, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, através dum sismo com 3,6 de magnitude na escala de Richter. Segundo o mesmo Instituto, o epicentro localizou-se a cerca de 8 km a Norte-Noroeste de Mesão Frio. Mas com extensão à circunferência da zona Norte acima do rio Douro, incluindo esta região felgueirense das nascentes do seu afluente rio Sousa.

Não parece ter havido registo de danos provocados por este sismo, apenas a normal interrogação popular a procurar confirmar alguma ocorrência da atividade sísmica. Como no caso de Felgueiras e particularmente da Longra, onde estávamos e estamos.

Mas quem não soubesse, até pensaria que o centro da vila da Longra teria tido efeitos do abalo, tal o que se vê... ainda.

O sismo foi sentido também pelo autor destas linhas escritas, por sinal estando então à mesa em pleno almoço caseiro, ouvindo algo estranho, sem contudo dar para parar de comer. Aliás nem chegando a ser sentido por pessoas que se encontravam na rua, ou seja no exterior das casas, como soubemos por constatação posterior, sendo mais notado por quem se encontrava em casa e sobretudo em sítios mais altos das habitações.


Não deu o caso, felizmente, para perder o apetite, mas estando na Longra, mal saindo à rua, como todos os dias dos tempos recentes, dá para perder algum interesse na coisa pública pelo que se vê e sente desde as obras incompletas iniciadas ainda antes do Natal de 2016, começadas e mal pensadas pelos responsáveis da anterior execução municipal, e sem ainda terem sido devidamente remediadas na atual situação. Mantendo-se a divisória da Longra de cima e Longra de baixo, como inexplicavelmente foi antes implantado conforme certos sabores de conveniências particulares, na inconveniência coletiva. Enquanto na parte obrada continuam por resolver as situações junto a algumas entradas de casas e estabelecimentos, e à falta dos prometidos estacionamentos (aparcamentos para automóveis), os passeios continuam ocupados por viaturas que estacionam onde calha, impedindo assim a passagem de peões e, para cúmulo, obrigando a descer à via pública, tendo de andar na estrada, pessoas com cadeiras de rodas, e até carrinhos de bebés. Tendo entretanto se dado já alguns acidentes com quedas de gente, incluindo crianças…


Observação: 

– Os reparos sobre o estado em que (não) estão as obras de requalificação da parte de cima da rua principal da Longra e do próprio Largo da Longra, no centro urbano, não são um mero exercício de crítica, atendendo às condicionantes que têm sido apontadas publicamente do que a nova administração municipal parece ter herdado. Entendendo que há regras, mediante o que ficou estabelecido anteriormente, etc. e tal. Mas na continuação de alguns trabalhos entretanto executados, poderia já ter havido correção de certas situações, do que se via e vê à vista desarmada estar mal. Especialmente por já ter sido feita a pintura das linhas das estradas, a dar ideia de trabalho terminado, quando falta algo mais, incluindo o piso da própria estrada continuar com diversas irregularidades bem visíveis. Sendo sobretudo, esta chamada de atenção, um modo de procurar não deixar cair no esquecimento que no plano das obras havia mais, conforme esteve “escarrapachado” num painel durante tempos exposto na rotunda da Longra (e aliás veio também publicado no Boletim Municipal + Felgueiras), pois as obras anunciadas de regeneração urbana seriam até pelo menos à curva junto à ponte, na parte sul da Longra, no sentido Longra-Lousada da estrada 207...

Obviamente confiamos que, com tempo e melhor estudo, tudo terá um final feliz. Mesmo na confiança trazida pela serenidade com que o novo presidente da Câmara Municipal tem tomado notas das realidades. Mas há anseios naturais a clamar por isso, no bem que também esta região merece ante o ocorrido durante tanto tempo passado.

Armando Pinto

PS: As fotos correspondem ao período mais acérrimo das obras que estiveram em curso até à campanha eleitoral, além de duas de fundo histórico que fazem parte do arquivo do autor e incluíram o conteúdo do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”.

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