Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Sinalética de saudação indicativa da Vila da Longra no lado sul, de saída e entrada entre Rande e Unhão

Existente desde os inícios da oficialização da Vila da Longra (em 2003), a placa da sinalética de boas-vindas e de agradecimento pela passagem/visita à área da vila, implantada já dentro de Rande, junto ao portão de entrada do lado sul da Casa do Montebello, foi recentemente restaurada. Derivado do estado deteriorado em que se encontrava, naturalmente pela erosão do tempo. Tratando-se duma placa das de sinalização de informação de localidades e de zonas, que delimitam o início e o fim de uma localidade, no caso a área inicial da vila. Vendo-se agora essa placa com aspeto recuperado e algo alterado, no lugar de Montebelo e na proximidade ao lugar da Sé, adiante das placas indicativas da entrada na freguesia de Rande e saída do Unhão, desse lado, no sentido de Lousada a Felgueiras, dessa parte da Estrada Nacional 207 (Rua Conselheiro Dr. António Mendonça), agora com estatuto municipal. Com alteração respetiva, além do aspeto, também no brasão, visto ter sido agora colocado o brasão da união das freguesias, mas não o da vila, que há muito está prometido mas ainda não concretizado.

Faltará agora, e por enquanto, ainda nas outras entradas e saídas, placas idênticas, quer da EN 207 a Norte, como na EN 207-2. Mas é já um bom augúrio haver alguma coisa de novo ou recuperado, por estes dias.

Armando Pinto

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segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Festa de louvor ao secular arvoredo da Casa do Montebello de Rande - "Abraçar as carvalhas"!

 

Com atentos raios de sol de fim de verão a furar entre as ramagens de anciãs árvores de seu belo espaço, decorreu em Rande, este domingo penúltimo de setembro, no amplo parque florestal da “Casa do Montebello”, uma inédita e louvável iniciativa tendente a valorizar a natureza das árvores de longa duração. Tendo então, desde o final da manhã e toda a tarde, até à noite, decorrido um convívio domingueiro, de amigos e conhecidos do proprietário da ancestral “Casa do Montebello”, no popular lugar do Montebelo, da freguesia de Rande, nos limites da Vila da Longra e em pleno concelho de Felgueiras. Qual encontro abraçado por centenário arvoredo de aragem atmosférica ao ar livre, nesse ajardinado bosque ambiental. Tal o evento acontecido sob auspícios de aclimatação memoranda aos exemplares do mesmo sítio frondoso, à guisa de reserva arbórea de cariz particular da região, guardando muitas e belas árvores da família dos carvalhos, que pela sua antiguidade são consideradas carvalhas.

Neste ponto do reflexo do sol entre a ramagem das árvores vem a sentir-se a definição das mesmas árvores, em apreço, sendo que carvalho, árvore do género Quercus, se denomina assim durante seu crescimento inicial, enquanto carvalha designa um carvalho velho, de longa idade. Com especial enfoque pela copa e vigor. Curiosamente, o célebre etnógrafo Leite de Vasconcelos, em seu trabalho “Etnografia portuguesa: tentame de sistematização”, referiu até que «Carvalho em Felgueiras parece que é o carvalho que em parte se corta, e depois rebenta viçosamente…» e relativamente a uma de suas funções mais usuais em tempos idos, nas construções domésticas, quanto aos antigos barrotes ou traves, referiu por termo coletivo que «trave designa em Felgueiras o carvalho, quando, em plena vegetação, se torna apto para construções…». Com a natural noção que essas árvores são dignas em espaços próprios, por serem de folhas caducas, deixando cair todas as suas folhas pelo outono e até ao inverno, ou seja não são tanto de espaços públicos normais.

Foi pois nisso assim que este passado domingo, 21 de setembro, com muito gosto testemunhei e participei como convidado em tal inédito evento de louvor a árvores de longa história. No Montebelo, em Rande, mais precisamente na histórica “Casa do Montebello” que deu nome ao lugar circunvizinho. Graças à iniciativa do amigo e bom cidadão Longrino-Felgueirense sr. Fernando Vaz, que juntando um bom número de convidados, deu azo a essa atenção à natureza das árvores de cobertura desse bosque, de realce de tanta flora misturada com refrescante arvoredo antigo.

No livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras” (publicado em 1997, com o patrocínio do jornal Semanário de Felgueiras), além de também ter ficado impresso um apontamento a historiar a casa, entre as páginas 259 e 260, aí foi registado pelo autor desta reportagem ainda uma descrição do ambiente da propriedade, narrada como «sobremaneira valorizada por muito antigo parque ajardinado, um grande jardim, lago e passeios completando um conjunto frondosamente deleitoso, realçado por lindas flores e belas espécies de arvoredo».

Ora, nesse remanso tipicamente acolhedor, de misto ambiental romântico e paisagista, entre convivência em torno de repasto de ocasião, teve lugar pela tarde dentro uma classificativa das carvalhas mais antigas, de porte mais avantajado, entre as vinte e muitas espécies de carvalhos e carvalhas do respetivo parque doméstico, num total de vinte e oito, com marcação celebrativa das nove mais grossas, algumas das quais a precisar de vários braços humanos para serem devidamente abraçadas, quão enlaçadas e medidas foram. Conforme se mostra, ilustrando toda a ocorrência, ao jeito como as imagens dispensam mais palavras.




























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Após medidas e classificadas as carvalhas, concluída a vistoria e verificação de quais as maiores, ficou estabelecido por ordem a sua classificação, mediante as medidas verificadas. Por exemplo a 1ª (número 1 final) tem 3, 96 metros e as outras correspondentes dimensões seguintes, conforme se pode verificar pelo mapa ilustrativo de conclusão (na imagem, de epílogo).


Armando Pinto

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quinta-feira, 18 de setembro de 2025

De vez em quando… uma publicação com história de interesse felgueirense: Gazeta Literária da A.J. H.L.P. de realce ao Dr. Magalhães Lemos - quando fazia 100 anos (em 1955) que nasceu esse Ilustre Filho de Felgueiras!

Em tempos de puxar aos interesses concelhios, e porque o todo concelhio é o que mais deve contar e não apenas umas quantas freguesias e uma ou outra área urbana de maior influência, ou pelo menos das terras mais protegidas e melhor servidas, enfim mais bem vistas… vem a propósito trazer acima um tema de alcance geral, no caso relacionado com um dos mais ilustres felgueirenses. Por sinal natural da sede do concelho. Tal o facto de numa revista antiga de prestígio ter sido realçado logo na primeira página, com continuação na página seguinte, a figura nacional do Dr. Magalhães Lemos. Um dos maiores expoentes do orgulho felgueirense – esse que foi um médico cientista de grande renome, qual icónico Filho saliente de Felgueiras. Como uns quantos mais considerados maiores entre pares conterrâneos, felizmente, tal como Leonardo Coimbra, Francisco Sarmento Pimentel, Padre Luís Rodrigues, Lucas Teixeira, Leonor Rosa da Silva, etc., entre gente saliente felgueirense de assento de nascimento registado.

Ora, esse prestigiado cientista de medicina psiquiátrica, o Dr. Magalhães Lemos, entre tantas publicações de permeio saídas a público em sua homenagem, teve em 1955 (quando fazia 100 de seu nascimento), uma interessante referência na revista “GAZETA Literária”, com direito a um artigo de 1.ª página e continuação na segunda, a historiar a sua ligação à “Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto”, instituição da qual foi em 1907 Vice-presidente e em 1909 passou a Presidente. Tendo-se mantido depois cerca de sete anos à frente da erudita coletividade portuense. Conforme se vê pela publicação que agora aqui se recorda, memorizando a respetiva publicação do número de Agosto e Setembro de 1955 dessa revista mensal, órgão da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto. Cujo número faz parte da biblioteca pessoal do autor deste blogue.


Nascido em Margaride-Felgueiras a 18 de Agosto de 1855 (e como tal perfazia um século em Agosto de 1955 quando foi relembrado na Gazeta Literária da Associasção dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto), o Dr. António de Sousa Magalhães Lemos faleceu na cidade do Porto a 22 de Julho de 1931.
Ora, como dizia um político contemporâneo, do final do século XX e continuado neste século XXl, basta fazer as contas...  

Armando Pinto

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sábado, 13 de setembro de 2025

Seleção Francesa Feminina do Europeu de Hóquei em Patins fez refeições num estabelecimento da Longra-Felgueiras

Tendo-se realizado por estes dias no Norte de Portugal, e mais precisamente na região do Vale do Sousa, o Campeonato Europeu de Hóquei em Patins feminino, de 8 a 13 de setembro, em Lordelo de Paredes, uma das seleções presentes foi cliente dum estabelecimento de restauração da Vila da Longra, no concelho de Felgueiras. Tal o caso da Seleção Francesa. Conforme com natural orgulho foi registado na página dessa mesma casa e com orgulho conterrâneo e bairrista aqui se assinala, com a legenda e fotografia publicada na página de Facebook respetiva, que aqui se partilha:

«Cantinho Dos Manos Longra

Gratidão à seleção francesa de hóquei feminina

Foi um gosto fazer os vossos almoços e jantares

Façam boa viagem

Merci» 

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

De vez em quando… Um artigo sobre Património Felgueirense Edificado ("Capela do Monte do Senhor dos Perdidos") em artigo de Mário Pereira no SF Jornal

 

Entre curiosidades felgueirenses e motivos de interesse, regista-se aqui desta vez um artigo da autoria do amigo sr. Mário Pereira, publicado no jornal Semanário de Felgueiras, sobre a Capela do Monte do Senhor dos Perdidos. Um dos pontos altos do horizonte vislumbrado nos contornos paisagísticos do concelho de Felgueiras e com história que vem das brumas do tempo, entre as existências patrimoniais em terras de Felgueiras. Artigo historiador, publicado no SF Jornal, em sua edição atual de 12 de setembro, que se partilha pelo seu merecimento.



Armando Pinto

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quarta-feira, 10 de setembro de 2025

A propósito do tempo de regresso às aulas… um documento com história – meu passe de transporte…

 

Em tempo de regresso às aulas, vem a propósito algo relacionado. E como tal não podia faltar, desta vez, um exemplar do pessoal cartão de identificação de tempo escolar. No caso deitando mãos e olhos ao cartão do passe pessoal, usado de 1969 em diante e durante o “Ano Lectivo” de 1969/70. Tratando-se do passe de viagens pago antecipadamente e que assim serviu de livre-trânsito, nas viagens de camioneta de passageiros entre a Longra e Lousada e vice-versa, quando andei no Externato Eça de Queirós de Lousada. Sendo a empresa de transportes públicos a Pereira Meireles, que operava nos percursos das carreiras de Felgueiras para o Porto com passagens na Longra, nesse tempo. As então tão populares Camionetas da Lixa que eram familiares nos percursos da Lixa a Felgueiras e à Longra e Lousada (incluindo em dias de feiras de Lousada ter uma ligação de ida e volta entre a Longra a Lousada durante o dia).

Armando Pinto

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segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Recordando… Em tempo de Vindimas: “Ritual do Vinho” in livro “Felgueiras-Tradição com Futuro” publicado em 1996 pela Anégia e C.M. Felgueiras

 

Estamos na época das vindimas do vinho verde na região de Felgueiras e terras do Vale do Sousa, na zona de transição do Entre Douro e Minho, do Douro Litoral interior da Comunidade do Tâmega e Sousa – tal a disparidade atual desde que o país das regiões foi integrado na CEE, nos anos 80, do século XX, e andaram pelos inícios da segunda década do século XXl os da Troika a criar confusões e arrancarem raízes às freguesias, por exemplo, com aprovação dos autarcas desses tempos… na extensão das asneiras dos governantes e deputados da Nação.

Ora, apesar disso, ainda se vão mantendo algumas tradições tipicamente regionais e outras mesmo locais, do Portugal profundo. Das quais, para se não perder tudo, algumas têm sido registadas memorialmente. Como no caso das vindimas e ciclo do vinho, de cuja memória foi publicado um artigo intitulado ”Ritual do Vinho” no livro “Felgueiras-Tradição com Futuro”, publicado em 1996 pela “Anégia Editores”, de Paços de Ferreira, em “Edição sob Alto Patrocínio da Câmara Municipal de Felgueiras” (CMF). 

Artigo esse do autor deste blogue e que foi extraído do original datilografado que estava na CMF para possível patrocínio do então futuro livroMemorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras” (que não chegou a ser patrocinado municipalmente por falta de aprovação do Pelouro da Cultura da CMF e foi depois publicado com patrocínio do jornal Semanário de Felgueiras em 1997).

Eis o referido trabalho “Ritual do Vinho”, distribuído por colunas laterais das respetivas páginas 189, 190 e 191 do livro “Felgueiras-Tradição com Futuro”, em 1996.



Armando Pinto

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