Espaço de atividade literária pública e memória cronista

sábado, 6 de janeiro de 2024

Mais um anual tempo de Reis…

Chegado o Dia de Reis está a acabar a quadra do tempo de Natal. É pois tempo de alagar o presépio e a árvore decorativa. Um tempo algo acabrunhado, por haver já passado aquele período entusiástico e interessante do sortilégio natalício. Apagam-se as luzes e luzinhas da época. Embora até mais de meio do mês de janeiro ainda seja tempo dos cantares dos Reis, mais pelo que essa tradição ainda proporciona nesse alongar de tal possibilidade, contudo o musgo e a ramagem do presépio já perderam vivacidade e as decorações deixam de ter sua função, sendo como tal tudo isso retirado, enquanto o que é de guardar fica recolhido até ao ano seguinte. É assim a existência comum, no andamento dos ciclos do ano e da vida.

Mais um anual tempo de Reis… no calendário e no espírito ambiental.

Armando Pinto

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terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Divagando… Lembranças pessoais na calha da mudança de ano…!

 

Agora os anos até passam depressa, na sensação traduzida pela idade vivenciada. Parecendo que o tempo se esvai como areia largada duma mão mal fechada, na ampulheta da vida. Sendo já usual saber como é isso de passar de uns anos para outros, pela noite e entrada no dia da passagem do chamado ano velho para o ano novo. Mas em tempos, quando criança, foi novidade para mim essa notícia ouvida, enquanto tudo parecia diferente e surpreendente. Tendo entre lembranças dos primeiros anos o facto de começar a ter perceção do que acontecia nessa altura do ano, em que na “Metalúrgica” queimavam o ano velho. Como acontecia então nessa fábrica grande da Longra, a então chamada ainda fábrica nova, a Metalúrgica da Longra já passada do Largo da Longra para a reta da Arrancada da Longra. Em cujo horário laboral desses tempos na véspera de Ano Novo se trabalhava até ao meio dia, e na saída, para gozo da véspera do feriado e dia santo do dia seguinte, queimavam um boneco, feito de propósito com materiais corriqueiros, para o efeito, a que pomposamente apelidavam de “ano velho”. Com certas curiosidades misturadas, quão aconteceu de terem dado até esse apelido, depois, a um dos operários, pois era costume de numa brincadeira, à espécie de praxe, darem um apelido a cada um dos funcionários da fábrica, alguns dos quais pegaram mesmo pelo tempo fora.

Ora, nesses tempos de idade infantil, do que ficou na memória de remotas lembranças, esse caso da queima do ano velho na Metalúrgica foi uma das primeiras notas fixadas pessoalmente, do que ouvia aos mais velhos. Depois foi ouvir em noite de consoada, à roda da lareira de casa do meu tio Zé (José da Costa Moreira) e da tia Emília, onde nossa família ia passar um bocado e gostávamos de ir depois da ceia desses dias, aí o tio Zé contar histórias de antanho a propósito da saída do ano e entrada no novo, até depois ainda ouvir de seu rádio roufenho que o ano novo era ainda uma pequena criança a gatinhar… E no dia seguinte ter ouvido do Padre João, na “prática da Missa” de Rande, ele dizer lá de cima do altar que o ano que entrava era como uma folha nova, em branco, dum caderno novo, para se ir desfolhando dia a dia.

Agora já muitas folhas se folhearam ao longo de muitos anos. E felizmente, continua este ciclo sucessivo, todos os anos, perpassando um sentimento dos dias que se vão escorrendo, como areia solta de pensamentos divagados, na boa sensação de estarmos vivos.

– Observação: À falta de melhor, para ilustrar esta lembrança escrita, fica aqui uma foto de criança, de calção, ainda (embora na imagem nem pareça…), junto a um antigo meco que estava à beira cá de casa, dos antigos pequenos mecos de pedra da estrada, colocados na berma com numeração da quilometragem sucessiva, em contagem entre os maiores. Bem como outra fotografia de quando já mais crescido, do tempo da Comunhão Solene e entrada na Liga Eucarística de Rande.

Armando Pinto


segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Pagela Natalícia 2023/2024 da Paróquia de Rande (Vigararia de Felgueiras)

Respeitante à quadra natalícia (do Natal de 2023), foi distribuída no Ano Novo, da passagem e entrada do novo ano de 2024, em Rande, a tradicional pagela de Natal da Paróquia de S. Tiago de Rande.  

Fica assim, com esta deste ano, atualizada a coleção de lembranças alusivas à vida local, com mais uma, destas estampas personalizdadas - dos tradicionais "Santinhos de Natal" que têm sido distribuídos desde que o Padre Manuel é Pároco em Rande.

Está pois mais completa a pessoal coleção temática referente ao caso...

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Entre lembranças, de coleção pessoal e de cariz particular alusiva ao Natal, dos populares “santinhos", como vulgarmente eram e são conhecidas as pagelas de estampas com motivos de religiosidade cristã:

– “Santinhos” de recordações da infância:


– Pagelas de lembranças paroquiais, ofertadas pelo Natal, em anos diversos, já no século XXI, durante a paroquialidade do Padre Manuel Ferreira:

Armando Pinto

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sábado, 30 de dezembro de 2023

Votos pessoais de boa Passagem de Ano e ótimo Ano Novo de 2024!

Na continuação desta Quadra Natalícia de 2023 e proximidade da chegada de novo ano: – Desejo a todos os meus amigos (as), leitores (as) e seguidores (as), uma boa Passagem de Ano e um Feliz Ano Novo de 2024!

Armando Pinto

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Um conto de Natal… pessoal

Crónica em forma de conto, num texto escrito ao jeito de narrativa pessoal e publicado no jornal Semanário de Felgueiras, na sua página 10 da edição de 22 de dezembro, sexta-feira da quadra natalícia.

Um conto de Natal… pessoal


ARMANDO PINTO

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segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

“Santinhos de Natal” – pagelas de recordações pessoais

Entre lembranças, de coleção pessoal e de cariz particular alusiva ao Natal, dos populares “santinhos", como vulgarmente eram e são conhecidas as pagelas de estampas com motivos de religiosidade cristã:

– “Santinhos” de recordações da infância:


– Pagelas de lembranças paroquiais, ofertadas pelo Natal, em anos diversos, já no século XXI, durante a paroquialidade do Padre Manuel Ferreira:

Armando Pinto

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domingo, 17 de dezembro de 2023

29.º aniversário da estreia pública do Rancho da Casa do Povo da Longra

Há 29 anos o dia 17 de dezembro foi ao sábado. Sendo então nesse sábado que houve grande afluência de gente à sala de espetáculos da Casa do Povo da Longra para a primeira apresentação em público do Rancho Folclórico que havia sido criado meses antes, a 5 de maio. Grupo esse que, finalmente, na festa de Natal na Casa do Povo, ia ser visto em estreia, satisfazendo grande curiosidade e entusiasmo que havia entre a população da região.

– Longra, sábado 17-12-1994 / domingo 2023 – Aniversário da 1.ª Apresentação pública do Rancho da Casa do Povo da Longra, então chamado ainda Infantil e passado tempo depois já Infantil e Juvenil. De cujo dia da estreia reporta o quadro de recordação pessoal, guardado em espaço particular.

Foi nesse sábado, dia da realização da Festa Natalícia da Associação Casa do Povo da Longra, realizada no salão de espetáculos da Casa, em que, de parceria com a Junta de Freguesia de Rande, foi organizada essa tarde festiva que entrou pela noite dentro, com a estreia do então novo Rancho Folclórico a ser prato forte do programa, além da entrega de prendas no final às crianças da área

Efeméride esta que se lembra: Tal como em 1994, também ao fim de semana, embora em 1994 ao sábado e agora domingo em 2023, na passagem do 29.º aniversário dessa bela ocorrência. 

Foi isso então já há 29 anos, embora pareça que o tempo passou depressa… Quão nesse sábado 17 de dezembro de 1994 pela primeira vez atuou diante de público o então recém-formado Rancho Infantil da Casa do Povo da Longra – como se chamou inicialmente esse grupo primeiro criado após a revitalização da mesma instituição (cuja casa estivera praticamente sem atividade cerca de duas dezenas de anos e apenas tinha portas abertas pelo funcionamento do Posto Médico local).

Meses depois dessa revitalização, houve a criação do mesmo Rancho a 5 de maio desse ano de 1994... 

... e em sequência disso, também, mais alguns meses depois, foi pois em dezembro, naquele sábado dia 17, que se estreou o mesmo Rancho Infantil (assim então, como se chamou de início, relembre-se, e de seguida um ano volvido passou em 1995 a chamar-se Infantil e Juvenil – daí a possível confusão com a data publicada num quadro existente na Casa do Povo, que tem gerado enganos). Tendo a estreia e consequente apresentação pública ocorrido na então Festa de Natal realizada em conjunto pela Direção da Associação Casa do Povo da Longra com a Junta de Freguesia de Rande, incluindo a primeira atuação do Rancho como cabeça de cartaz.

Disso, reportando à “Apresentação Pública” do Rancho, a 17 de dezembro de 1994, recorda-se o facto com recortes das reportagens saídas a público nas edições seguintes dos jornais ao tempo existentes em Felgueiras.








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Depois, do que se passou e viveu com a fundação e manutenção desse Rancho, criado por mim e por minha esposa, e mais tarde continuado por mim até à passagem de mãos e testemunho, seguiu-se toda a caminhada que prosseguiu pelo tempo adiante. De cujo trajeto, pressoalmente, se guardam algumas recordações materiais de boas lembranças, incluindo registos físicos de sensibilidade duradoura. 



Armando Pinto 

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