19 de março, anualmente dia dedicado aos pais, é Dia do Pai. Sendo mais um dia para recordar o meu pai. Pois, como meu eterno herói,... não há pai como o meu pai, para mim !
Espaço de atividade literária pública e memória cronista
sexta-feira, 19 de março de 2021
No Dia do Pai, em Dia de S. José - Dia de meu Pai (Joaquim Pinto)
quinta-feira, 18 de março de 2021
Fotos com História - Alunos, Professora e Benfeitor da antiga Escola da Longra
Longra – Anos 30 – Século XX. Alunos da antiga Escola Primária da Longra, em pose de conjunto com sua professora e um benemérito, no espaço do recreio da escola (edifício de pedra no caminho de ligação ao cruzamento das quatro barrocas, caminho esse que hoje tem o nome de Rua das Alminhas). Em dia de festa pela visita do Benfeitor sr. Alberto Baltazar Portela, que sempre que vinha do Brasil visitava a escola que cumulava com sua ação de bem-fazer bairrista. Para quem conheceu o local, ao tempo da captação fotográfica estava ajardinado em canteiros rústicos, algo que depois se modificou, sendo onde mais tarde os rapazes jogavam à bola.
Foto constante dos livros “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”,
publicado em 1997; “Elevação da Longra a Vila”, pub. em 2003; e “Luís de Sousa
Gonçalves – o Senhor Sousa da IMO”, pub. em 2019.
Armando Pinto
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terça-feira, 16 de março de 2021
Felgueiras nas camisolas da W52-FC Porto
Felgueiras, concelho do interior do distrito do Porto onde se situa atualmente a sede social da equipa profissional de ciclismo W52-FC Porto, está como tal associada à camisola oficial da mesma equipa para esta época de 2021. Como se pode vislumbrar num pormenor, que se adianta, da camisola que com muito gosto já faz parte das preciosidades aqui do “ego” autor destas linhas.
Naturalmente não se publica aqui e agora a totalidade da visão da camisola, para não adiantarmos mais, ou seja como se diz popularmente para não pôr o carro à frente… neste caso das bicicletas. Mas não resisto a referir desde já este caso, pelo orgulho felgueirense, mediante o que tem acontecido da comunicação social teimar em olvidar o facto, sabendo-se que (além da parceria com o FC Porto e natural ligação ao universo do Dragão) desde a época passada, inclusive, a sede da mesma equipa é em Felgueiras – como foi anunciado publicamente, por acaso, até em março de 2020 na apresentação do livro “Ciclistas de Felgueiras”.
Ora, tal orgulho e grande apreço, por tudo junto, é acrescido na grande valia da equipa que tem dominado o ciclismo português. A pontos de ser constantemente atacada por diversos meios e feitios, pois a superioridade não agrada a muita gente de diversos setores, como ocorre presentemente com o propalado caso da falta do "passaporte biológico" de Alarcón, que teve permissão de correr assim até 2018 e só quando em 2019 teve uma lesão provocada por queda aparatosa que o obrigou a tomar medicação, o tomaram de ponta… Mas (além de não poderem em verdade referir nada de doping, mas falha no boletim do passaporte biológico...), curiosamente, sem que nada esteja ainda definido, incluindo ele ter direito a recorrer para a justiça, como fará, já não falta quem se adiante a riscar seu nome indevidamente de certas listas. Enfim…
Mas, mesmo sem listas, por via da necessidade de colocação da publicidade dos diversos promotores, a camisola azul avança… (como diz no poema Aleluia e se acrescenta): Azul, com letras brancas… indomável, imortal… a dar nome a Portugal!
Armando Pinto
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segunda-feira, 15 de março de 2021
Recordando Existências Antigas: O Colégio da Longra
Colégio da Longra (como era conhecido, por ser na então povoação da Longra, mas oficialmente chamado Colégio de Rande). Criado pelo Pároco de Rande, à época, Padre Augusto Correia, mais pelo Tenente João Malheiro, da casa de Valdomar de Baixo, também de Rande, após a extinção do colégio de Santa Quitéria, em Felgueiras, e existente até aos anos 30.
Entre seus alunos, teve alguns que mais tarde foram figuras salientes, entre os quais o Padre Luís Rodrigues, celebre Reitor da igreja da Lapa do Porto e musicólogo compositor de música sacra. Funcionava em regime de internato, semi-internato e externato – conforme consta da brochura do Regulamento do mesmo, contendo as indicações referentes (da qual se dá imagem da capa).
Gravura constante do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997.
Armando Pinto
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domingo, 14 de março de 2021
Foto com História - Páscoa em Rande /1916
Páscoa em Rande – 1916: - Compasso Pascal na visita à Casa de Rande, da freguesia do mesmo nome. Com a Banda de Música de Felgueiras no terreiro fronteiro ao solar, a acompanhar o Compasso Pascal, em 1916 (como era costume nesse tempo, em respeito ao Conselheiro de Rande) - foto constante do livro "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras", publicado em 1997. E datada em cima assim: Paschoa - 23 - IV – 1916 (conforme constava no álbum da casa, feito pelo Conselheiro Dr. António Barbosa Mendonça).
Era Pároco de Rande, à época, o Padre Augusto Correia - conforme está também historiado no referido livro Memorial da região.
Nessa época estava já retomada a tradição do Compasso, que esteve interrompida a partir de 1911, após a lei da separação da Igreja e do Estado, e que em Felgueiras teve também contornos impopulares, inclusive com afastamento e prisão de alguns padres da região, enquanto outros se mantiveram nas paróquias, conforme está registado no jornal Vida Nova, do Padre Albino Magalhães (do Unhão, mas que à época residia na Aparecida, onde teve uma das sedes do jornal).
A “Banda do Aniceto”, como era popularmente conhecida a Banda de
Felgueiras (que o povo dizia do “senhor Anicetrinho”) era para o efeito “rogada”
pelo Conselheiro de Rande, que pagava a
vinda da mesma Filarmónica para acompanhamento do Compasso durante o dia na freguesia. Porém esse compromisso
dos músicos chegou a ser mesmo por respeito ao Conselheiro, incluindo casos em
que havia outros compromissos mas nunca faltavam a vir a Rande, ainda que por
vezes com menos elementos, sem deixar de cumprir com o Dr. Barbosa Mendonça de
Rande.
Armando Pinto
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sexta-feira, 12 de março de 2021
Recordando Personalidades da Região da Longra: – Padre Joaquim Barroso, um simpático sacerdote de memórias anciãs…
Um destes dias, correspondendo a pedido de um amigo
historiador dum concelho vizinho, pedindo informações sobre um antigo sacerdote
que foi pároco duma freguesia aqui desta região, conhecida à distância como da
Longra, e tendo podido corresponder com algo a jeito através duma pagela
guardada há uns anos, isso fez lembrar quão interessante será recordar aqui o
mesmo – o Padre Joaquim Nunes Barroso. O tão estimado “Padre velhinho da
Pedreira”, como era carinhosamente referido popularmente em seus últimos anos da
longa vida, que passou pelo apreço de muitas gerações desta área geográfica.
Natural de Modelos (concelho de Paços de Ferreira), onde nasceu a 23 de março de 1890, passou enquanto jovem por diversas paróquias (Esmoriz, Valbom-Gondomar, Real-Vila Meã/Amarante, S. Martinho de
Recezinhos-Penafiel), até ter passado também de modo marcante pelo concelho de
Lousada, como pároco da Aparecida (S. Fins do Torno), antes de vir para a
Pedreira (Felgueiras). Sendo falado entre seus contemporâneos que, em sinal de
como era apreciado na Cúria Diocesana, teve percurso de vontade comum dele e de
seu Prelado, o Bispo do Porto da época, o lousadense D. António de Castro
Meireles, que lhe deu a escolher a paróquia aquando duma visita pastoral à
região.
Ora o senhor Padre Joaquim Barroso, tão conhecido e acarinhado de quem o conheceu, ele que viveu até idade avançada, naturalmente já não é do conhecimento dos mais jovens. Sendo como tal pertinente evocar sua marcante passagem pelo concelho de Felgueiras, tendo sido pároco da Pedreira desde 1940 até à sua morte, com quase 92 anos, em 1982 (falecido a 1 de janeiro desse ano); além de, ao mesmo tempo, também ter sido pároco de Airães entre 1941 a 1950. Conforme se comprova pelo que ficou impresso na pagela distribuída aquando de seu funeral.
Ficou na memória geral o quanto ele prezava cumprir todas as
cerimónias e ritos tradicionais, mesmo já quase sem poder, tendo sido dos párocos
da região que foram sempre, sem nunca faltar, à peregrinação concelhia da Imaculada
Conceição, ao Monte de Santa Quitéria, incluindo quando num ano houve uma
espécie de tentativa de acabar com a mesma peregrinação, e então ele foi dos poucos que
fez finca-pé mantendo sua presença. Bem como fez questão de presidir ao
Compasso na Pedreira todos os anos, mesmo já quando ancião, autenticamente, chegando a ser
levado quase ao colo pelos membros da Visita Pascal que o acompanhavam, em sítios
de mais difícil acesso. Como faz parte das recordações aqui do autor destas
linhas… Pois no ano em que fui paroquiano da Pedreira ele foi com o Compasso a
minha casa, já quase à noite desse dia de Páscoa.
Desse tempo guardo ainda, com gosto, algo que tem sua
assinatura. Sim, porque durante alguns meses, em 1978, também residi na
paróquia e freguesia de Santa Marinha da Pedreira, motivo porque tenho um
cartão escrito por ele aquando do batizado de meu filho, feito em S. Tiago de Rande.
Devidamente timbrado com o carimbo branco da paróquia respetiva (como se
consegue vislumbrar, dentro do possível, ampliando a parte da assinatura).
Sobre o Padre Barroso já em tempos escrevi um artigo que foi
publicado no Semanário de Felgueiras há alguns anos, cuja crónica será também
motivo para outro artigo destes aqui neste espaço de memorização.
Armando Pinto
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quinta-feira, 11 de março de 2021
(Mais) Uma notícia e Achegas à questão das Freguesias…
No Jornal de Notícias, edição de quinta-feira dia 11 de
março (curiosamente data por acaso com história na História portuguesa), é
dada alguma atenção ao tema que tem estado esquecido de muitos responsáveis –
sobre o caso da maior barbaridade acontecida em pleno século XXI, perante a
extinção de freguesias históricas, com muitos séculos de existência, apenas por
interesses particulares dos que em 2012 e 2013 tinham responsabilidades
governamentais e autárquicas concelhias / locais e foram culpados. Com a cumplicidade
de governantes nacionais e autarcas atuais, que não têm feito tudo o que pode
levar à reparação do (s) erro (s).
Espera-se que ainda haja bom senso e interesses particulares
e políticos se não sobreponham aos comunitários.
Armando Pinto
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