Espaço de atividade literária pública e memória cronista

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Em ano de comemoração dos 50 anos do 25 de ABRIL: Lembrança de João Sarmento Pimentel, um lutador pela Liberdade (Transmontano que viveu em Felgueiras boa parte da sua vida) – a propósito duma exposição sobre ele em Mirandela.

João Sarmento Pimentel foi um famoso lutador republicano que esteve em diversos combates pela Liberdade. Ainda como Cadete da Escola do Exército (um dos famosos “Cadetes da Rotunda”, onde se deram os principais atos dessa ação) esteve na revolução do 5 de outubro, que em 1910 instaurou a República em Portugal. Mais tarde, em 1919, já quando Capitão de Cavalaria e era Comandante do Quartel o Carmo, no Porto, foi autor do golpe militar que derrubou o efémero estado da Monarquia do Norte, implantado um mês antes, e desse modo restaurou a República – movimento que corporizou a partir do Carmo (razão de nesse aquartelamento histórico da GNR haver uma sala com seu nome, com um quadro com seu retrato da época, em lugar de destaque, além de imagens e documentos expostos). Depois, por motivos políticos, após participação na tentativa revolucionária de 1927, contra o regime imposto um ano antes, teve de fugir do país (disfarçado de padre, com roupa emprestada por seu amigo Padre Albino do Unhão) e se fixou no Brasil, durante a Ditadura em Portugal, como exilado político. Tendo entretanto, devido a ser opositor do regime fascista de Salazar, sido vítima também de mitos e lendas que se levantaram contra sua pessoa (inclusive tentando ligar a morte de dois padres, em Lisboa, quando nessa ocasião João Sarmento Pimentel nem se encontrava lá, conforme há testemunhos escritos). Acabando depois por se radicar na nação brasileira, onde sua prole familiar se fixou e passou a viver e a crescer. Após o 25 de abril de 1974, veio temporariamente a Portugal e foi reabilitado com o posto de General que há muito lhe era devido. 

De nome completo João Maria Ferreira Sarmento Pimentel, conhecido popularmente por “João da Torre”, aludindo a ser da Casa da Torre, da freguesia de Rande, concelho de Felgueiras, embora nascido em Trás-os-Montes, no concelho de Mirandela, onde viveu pouco tempo e tinha afeição natural, mas de ligação e afetividade familiar felgueirense. Tendo passado sua infância e boa parte da juventude no concelho de Felgueiras, na casa-mãe da sua família, sita na freguesia de Rande e inclusive estudado na fase de primeiros estudos em Felgueiras, no antigo Colégio de Santa Quitéria. Sendo desta região do Douro Litoral a maior e melhor parte de suas recordações, bem descritas no seu afamado livro “Memórias do Capitão”. Em cujas páginas tem também um terno capítulo dedicado à Menina de Rande, Guilhermina. Além de ter casado em Felgueiras, sendo sua esposa da família Seara Cardoso da Casa de Pedra Maria, da freguesia de Varziela, concelho de Felgueiras. 

Ora, no âmbito comemorativo dos 50 anos do 25 DE ABRIL, decorre neste início de 2024 (desde a passada sexta-feira, dia 19 de janeiro) uma exposição em sua homenagem na sede do seu concelho natal, Mirandela. Com o espólio de Sarmento Pimentel, «a exposição Sarmento Pimentel – Rua Itacolomi, 258, apresenta-se como o eixo central das celebrações dos 50 anos do 25 de Abril em Mirandela. »

«Trata-se de prestar homenagem a esta figura que, para além de ser o patrono da Biblioteca Municipal de Mirandela, que guarda o seu espólio, foi também o decano maior e líder da oposição à ditadura portuguesa no Brasil, a partir de 1927.» Fazendo assim «coincidir um conjunto de atividades que enalteçam este exilado político, festejando também a liberdade e a cultura para a democracia.» Sendo esta uma «exposição documental sob o signo da resistência à ditadura portuguesa do mirandelense João Sarmento Pimentel. Sob curadoria de Júlia Rocha, esta mostra está patente no Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes até 31 de maio de 2024.» De referir que o título de “Rua Itacolomi, 258” remete à sua residência em São Paulo, onde viveu no Brasil.

Do mesmo João Sarmento Pimentel consta sua biografia no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997, além de diversas outras publicações. E ao longo dos anos foram-lhe feitas referências várias e em diversos artigos em jornais de Felgueiras aqui pelo autor, além do mais também por ter sido seu amigo, assim como de seu irmão Francisco (o aviador da 1.ª travessia aérea de Portugal à Índia), esse nascido mesmo em Felgueiras, na Casa da Torre, em Rande. Tendo, por via disso, diverso material guardado em arquivo pessoal, incluindo diversas fotografias originais, oferecidas pelo próprio. 

= Capa e uma das 5 páginas de sua biografia no livro "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras".

Assim sendo, neste tempo de comemoração da passagem de 50 anos sobre o “25 de abril de 1974”, vem a propósito evocar esta figura histórica desse antigo militar português condecorado, além da Torre e Espada, em seu tempo de Comandante das forças republicanas, também depois com a comenda da Ordem da Liberdade, já durante a democracia recuperada.

Em 1974, no fim de seu exílio forçado, tendo vindo à Pátria após o 25 de abril, foi recebido em Felgueiras na Câmara Municipal, ao tempo da presidência do Dr Machado de Matos à frente da ainda Comissão Administrativa nomeada depois da mudança de regime político nacional. Homenageado então que foi o ainda Capitão João Sarmento Pimentel com efusiva manifestação pública. tendo tido receção à chegada, com autêntico banho de multidão, subindo depois ao salão nobre, onde desde a varanda proclamou um vibrante discurso. 

= Instantâneo fotográfico da chegada do então ainda Capitão João Sarmento Pimentel à receção oficial que lhe foi prestada no Município de Felgueiras, na Primavera de 1974, no seu regresso vitorioso à Pátria em liberdade depois de 47 anos de exílio político, após o 25 de abril em 1974. Na foto: Ao subir as escadas nobres de entrada nos Paços do Concelho, recebido e acompanhado pelo então Presidente da Comissão Administrativa Municipal, Dr. Machado de Matos, mais por seu sobrinho Engenheiro António Pimentel, ao tempo proprietário da Casa da Torre, e por um político amigo. (De notar uma visão saudosista desse antigo escadario nobre da entrada interior no edifício dos Paços do Concelho, com o seu característico gradeamento de corrimão em ferro forjado clássico, destruído e desaparecido com obras de transformação operadas nos inícios do século XXI, ao tempo da presidência municipal da Drª Fátima Felgueiras)…

* Foto de arquivo do sr. Mário Pereira.

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A propósito do preito ao célebre “Capitão” Sarmento Pimentel, teve lugar em 2017 na sede da Associação 25 de Abril, em Lisboa, também uma exposição evocativa da figura heroica do Comandante João Sarmento Pimentel.


= Gravura que foi vendida publicamente pelas ruas do Porto em 1919, aquando do golpe militar de Sarmento Pimentel; e esteve patente ainda em 2017 em exposição que lhe foi dedicada na sede da Associação 25 de Abril, em Lisboa

Extensivamente, desfolhamos a preceito uma das publicações onde consta o mesmo como personagem histórico nacional – conforme está incluído na “História de Portugal-Dicionário de Personalidades”, volume XVIII, coordenação de José Hermano Saraiva, de 2004.

Com respetivas referências aos dois irmãos sempre unidos, João e a Francisco Pimentel, sendo que foram os dois que celebrizaram o nome Sarmento Pimentel: Joâo Maria, natural de Mirandela mas residente em Felgueiras e Porto (enquanto esteve em Portugal) e Francisco, natural de Rande-Felgueiras, terra de implantação da casa-mãe de sua família, como irmãos que viveram unidos pela vida adiante, mesmo no exílio político em que tiveram de enfrentar duradoura ausência da pátria e de suas raízes por motivos políticos.


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Sobre João Sarmento Pimentel, para efeito de o lembrar aqui, também, ilustra-se esta memorização com imagens fotográficas e documentais de arquivo pessoal. 

= Pose da família Sarmento Pimentel, na Casa da Torre, em 1905. Estando João em cima, à esquerda da fotografia, ao lado do pai, Leopoldo Pimentel, estando do outro lado o irmão mais velho, e a meio a mãe e as irmãs, enquanto em baixo está o irmão mais novo, Francisco. 



Em 1987 faleceu no Brasil, com 99 anos incompletos de idade.







Armando Pinto

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domingo, 21 de janeiro de 2024

Curiosidades e recordações: o carimbo comemorativo da 1.ª Mostra Filatélica da Casa do Povo da Longra – Centenário de F. Sarmento Pimentel – Octogenário do Correio da Longra” /1995

Entre Curiosidades e recordações de memórias locais, da região da Longra, calha lembrar desta vez a emissão do carimbo comemorativo da 1.ª Mostra Filatélica e Exposição Museológico-Postal da Casa do Povo da Longra, de homenagem assinalável do Centenário do aviador Francisco Sarmento Pimentel, natural de Rande-Felgueiras, e do Octogenário da Estação do Correio da Longra. Acontecimento realizado em 1995, no âmbito da 1ª Semana Cultural da Longra.

Ora, como é usual em realizações do género filatélico, e próprio da organização de eventos desse cariz, foi então editado um carimbo da Mostra Filatélica em apreço. Tal como por tradição é feito sempre em exposições de selos e inteiros postais, mais objetos relacionados com os CTT, por exemplo, na linha de edição dum carimbo alusivo, com que depois são obliterados envelopes selados, postais, e validados documentos relacionados, a assinalar a ocorrência. Por norma chamados carimbos de primeiro ou último dia, dessas mostras, sobretudo interessantes para colecionadores e também como marcas dos eventos.  

Foi assim feito esse carimbo, em 1995, a assinalar tal realização. Da qual ficaram carimbados diversos objetos, de materiais correspondentes, a propósito, entre os quais, além dos que ficaram, de originais e cópias, em arquivo da Casa do Povo da Longra, na Estação do Correio da Longra e na Junta de Freguesia de Rande,  também os que ficaram guardados em arquivo pessoal aqui do autor e agora se prestam por este meio para recordar esse caso histórico, afinal.

Armando Pinto

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quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Mais um guião turístico-promocional de Felgueiras, entre roteiros desdobráveis históricos de apresentação felgueirense

Como há sempre algo mais na vida, também no interesse de obtenção colecionista haverá sempre possibilidade de juntar mais o que seja possível. Como no caso, tendo chegado agora aqui à posse do autor um antigo guião promocional de Felgueiras. Tratando-se dum desdobrável publicado ainda antes do meu nascimento, também; e, entretanto visto e chegado a ter um em mãos, mas agora obtido para ficar e ser guardado. O “Felgueiras” de edição ROTEP, de 1953.

Fica assim mais completa a coleção de artigos felgueirenses. Vindo a propósito recordar outros similares, que se sucederam no tempo. Na calha de anterior referência sobre tais géneros de folhetos.  

Quando Portugal passa por tempos de grande atração turística, nomeadamente com um boom de afluência de turistas a Lisboa, Porto, Norte, e mesmo a outras zonas, além da já habitual época de veraneio pelo Algarve, vem a propósito recordar alguma literatura promocional relacionada com a divulgação e promoção das potencialidades e particularidades de Felgueiras, ao longo dos tempos – mais precisamente desde 1953, até entreanto há alguns anos, já.


Apesar de faltar à cidade-sede do concelho um museu de abrangência felgueirense, de modo a proporcionar algo para os visitantes verem, como ponto de referência a visitar e tomarem conhecimento amplo sobre o carisma felgariano, haverá naturalmente qualquer coisa de relevo, ainda que particular, como a casa-museu do tradicional pão-de-ló e especialmente, da cariz público, o santuário de Santa Quitéria e seu espaço envolvente. Mais as igrejas românicas e alguns pontos atrativos pelo território concelhio. 

Relacionado com toda essa apetência, ao longo de anos tem havido algumas edições de guiões promocionais, através de publicações ao estilo desdobrável ou pagelas (como o nome sugere) de poucas páginas. Quer por edições em que houve inclusão de Felgueiras, quer por iniciativa municipal  felgueirense. De cuja literatura simples e concisa o autor destas linhas teve conhecimento e conseguiu ir juntando alguns exemplares. Dos quais se anexam aqui imagens dos respetivos rostos e algumas gravuras.


Armando Pinto
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terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Curiosidade: “O Longra”, antigo clube de futebol da Longra… na história dos princípios do futebol em Lousada!

Na sequência do que foi e está historiado no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997; bem como no livro “Futebol de Felgueiras – Nas Fintas do Tempo (1932-2007)”, publicado em 2007; e ainda algumas referências entretanto acrescentadas nalguns artigos neste blogue, no caso sobre a história do desporto em geral e do futebol em particular na Longra, mais uma curiosidade merece ser anotada, e novamente aqui. Sabe-se que o original clube de futebol dos primeiros pontapés numa bola a sério pela Longra remontam aos idos tempos de 1932, com a inauguração do antigo campo de futebol do Pró-Longra Futebol Club. Ora, havendo notícias de no mesmo ano o Pró-Longra” ter ido ainda participar na inauguração do campo da bola da então vila de Felgueiras, há também informações orais e escritas do mesmo grupo, popularmente conhecido a esse nível mais simplesmente como “o Longra”, ter participado também no primeiro jogo de um antigo clube de Lousada, em 1934. Como, desta vez, se pode rever por uma nota inserta em crónica publicada no jornal “O Louzadense”, na sua edição de 11 deste mês de Janeiro de 2024. Em cuja página 5 da respetiva edição, entre a elucidação sobre os 75 anos da Associação Desportiva de Lousada, clube do qual aquele antigo Sporting Clube de Lousada foi um antecessor, é referido o caso daquele grupo então haver tido o Longra como parceiro desse histórico encontro.  


Armando Pinto

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domingo, 14 de janeiro de 2024

Saudade... Na lembrança do falecimento de minha mãe (a 15 de janeiro de 1988)!

  

Matilde da Costa

(27/06/1915 – 15/01/1988)

Saudade é algo que não se explica nem define, sente-se. Assim, sem mais, especialmente. Havendo uma frase curiosa que acaba por ilustrar essa sensação, qual é da saudade ser um sentimento que “quando não cabe no coração escorre pelos olhos”, podendo então dizer-se que pulsa também através das lágrimas dos pensamentos derivados das recordações. Algo que, como popularmente se dizia, para atenuar se espalhava. Quão é, enfim, o sentido da evocação que aqui se expande, espalhando de cá de dentro… esta saudade que continua, sempre.

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Já foi há muito, mas sempre presente: Na sexta-feira de meio do primeiro mês de 1988, o falecimento de minha Mãe. Tendo eu estado com ela ainda viva na noite de quinta para aquela sexta-feira, até perto da meia noite do dia 14, enquanto depois minha irmã lá permaneceu dentro, como acompanhante no seu quarto particular no Hospital Agostinho Ribeiro, em Felgueiras. Falecendo depois, às duas horas do dia 15, no mês primeiro, do luar de janeiro. Ah, tal como não há luar como o de Janeiro, nem amor como o primeiro. E ela continua bem presente em espírito no nosso coração e em nossos pensamentos e momentos.

Desde aquele 15 de janeiro de 1988, em que do hospital foi  trazida para casa, onde ficou pela última vez seu corpo até ao dia seguinte.


O tempo voa, correndo depressa depois de vivido, como de outro modo voa o pensamento, no sentido de pairar e transportar a recordação, trazendo imagens e sensações. Voando nas asas do pensamento, desta vez, a saudade de minha mãe, até pousar aqui em mim, e nestas letras que escrevo em sua memória, num voo de afeto, passados tamtos anos de seu desaparecimento. Mais parecendo que foi ainda há pouco, e ao mesmo tempo uma eternidade.


Foi então a 15 de Janeiro de 1988, cuja ocasião não mais esquece e continua presente em tudo o que permanece dessa data e desses dias. Fazendo ainda pousar no ramo de minha memória o voo da lembrança, desde os tempos em que comecei a andar agarrado a ela, mais a tê-la sempre comigo, tanto sua presença esteve a meu lado no ensinamento das primeiras orações, me levou à escola quando eu ainda nem fazia ideia de como teria interesse saber ler e escrever, quão estava em meu aperto de peito quando menino ainda saí de casa bem cedo e tive de deixar atrás a minha terra para ir estudar longe, como teve um dia feliz no meu casamento, esteve junto a mim logo após o nascimento de meus filhos. 


De jeito que recordo minha Mãezinha agora – tendo ainda comigo sua imagem na retina dos olhos e coração. Incluindo, entre outros casos, também recordações físicas, como o catecismo de sua Comunhão Solene, de cujo frontispício interior junto imagem, bem como dois "santinhos" (pagelas) de recordação e estimação pessoal, nesta rememoração evocativa. Lembrando-a agora e sempre, porque gosto e gostarei sempre muito dela!

Nascida a 27 de junho de 1915, em Janarde-Rande, em cuja freguesia casou com meu pai na igreja paroquial de S. Tiago Maior de Rande em maio de 1940, residindo depois sempre na então povoação da Longra, faleceu pelas 2 horas da noite de 15 de janeiro de 1988 e na igreja paroquial de Rande em que foi batizada e casou veio a ter as cerimónias de despedida, com missa de corpo presente e encomendação, no dia 16. Ficando por fim sepultada no Cemitério Paroquial de Rande, mas continuando bem presente no íntimo de quantos a amamos.

Até sempre!

Armando Pinto

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Uma interessante exposição em Lousada

Um destes dias foi dia de visitar uma exposição pública patente em Lousada, sob título de ““Unidos Venceremos!”, contendo materiais históricos da famosa coleção do antigo político Pacheco Pereira.

Ora, numa das passagens e idas a Lousada, vila vizinha de Felgueiras – e terra de apreço pessoal por ali ter estudado algum tempo, no antigo Externato Eça de Queirós; e mais tarde ter terminado a carreira profissional na UAG do ex-ACES dos Centros de Saúde do Tâmega e Sousa, então ali sediado – e sabendo por notícias lidas numa das páginas do Facebook que estava exposta uma mostra com tema de interesse, foi então ocasião de visita pessoal a essa exposição. Que havia sido colocada já em finais de novembro, nas instalações do Espaço AJE, no âmbito das comemorações dos 50 Anos do 25 de Abril, a exposição “Unidos Venceremos! Protesto, sindicatos e greves no Marcelismo (1968-1974)”, da qual é curador José Pacheco Pereira.

«Unidos Venceremos! Protesto, sindicatos e greves no Marcelismo (1968-1974)» é uma iniciativa da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril e da Ephemera - Associação Cultural, em parceria com Direcção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, Arquivo Nacional do Som, Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal do Barreiro e CP – Comboios de Portugal.»

A exposição está então patente no Espaço AJE, do Município de Lousada, até ao final deste mês de janeiro e é interessante.

Obs.: Fotos captadas na ocasião pelo autor, apenas de passagem e para ilustração desta nota de registo.

Armando Pinto

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

A propósito dos 23 anos de Pároco do Padre Manuel Ferreira… Lembranças da passagem comemorativa – em 2011 – dos 10 anos da sua Paroquialidade em Rande e Sernande!

Na sequência da reportagem evocativa da comemoração dos 23 anos de Pároco do Padre Manuel e sua paroquialidade em Rande e Sernande, vem a propósito relembrar a comemoração feita aquando da passagem dos primeiros 10 anos dessa mesma realidade. Servindo o tema a preceito para relembrar ainda mais como foi o acontecimento de 2001, pela remembrança de 2011.

Assim, em jeito de rememoração, relembre-se que no Boletim Paroquial de Rande, em seu n.º 7, foi logo no final de 2010 feita referência a essa efeméride.

Depois, na própria data, em plena noite da sexta-feira 7 de janeiro de 2011, foi na igreja paroquial de Rande celebrada missa solene de ação de graças, numa espécie de Te Deum comemorativo. Em cuja celebração, no final, foi lida uma mensagem alusiva, na voz de uma das leitoras habituais, ao tempo (cujo original do texto foi guardado pelo autor do mesmo, também). 

E, por fim, em remate apoteótico, foram cantados os Parabéns, antes de ter sido distribuída uma pagela comemorativa, entregue pelo próprio Padre Manuel na final sessão de felicitações.

= Dois lados da pagela comemorativa =

Dias depois a ocorrência, em apreço, foi noticiada ainda no jornal "Voz Portucalense", da diocese do Porto.

Tudo isto faz parte da memória local, vindo a propósito lembrar na pertinência dos 23 anos de Sacerdote e extensivamente de Pároco do Padre Manuel Ferreira, na evocação aniversária da sua Paroquialidade em S. Tiago Maior de Rande e S. João Batista de Sernande !

Armando Pinto

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