Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Foto com história – Estreia da Bandeira da “Liga de Rande” em 1961

Estava-se em julho de 1961. Existia desde há alguns anos a “Liga Eucarística dos Homens de Rande”, como grupo mais ativo à época da paróquia de S. Tiago de Rande. Popularmente conhecida mais e apenas por “Liga de Rande”, para simplificação. Cujos elementos todos os meses lideravam a chamada comunhão mensal dos paroquianos e todos os domingos, mais dias santos e festividades, entoavam na animação litúrgica os cânticos das missas na igreja paroquial. E iam, tal como a Cruzada das crianças, nesse tempo do Padre João Ferreira da Silva, em representações paroquiais nas procissões, quer da paróquia como da concelhia peregrinação ao monte de Santa Quitéria. Enquanto na Cruzada os meninos se incorporavam com seus traçados e as meninas com seus vestidos brancos e Cruz de Cristo estampada, respetivamente, os homens e rapazes da Liga levavam suas braçadeiras apropriadas (pequenas faixas nos braços com o emblema e genérico de letras da Liga). Até que, após um peditório feito pela freguesia, foi adquirida uma bandeira própria, para a devida representatividade da Liga. Então, chegou o dia da estreia da mesma bandeira, tendo sido escolhido como porta-estandarte um dos três elementos do grupo que haviam dado a volta à freguesia na recolha de fundos, para o efeito (como está registado e identificado em pormenor no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”). Tendo a primeira saída da bandeira sido na procissão da festa de Rande, em honra do padroeiro S. Tiago, também dia da Comunhão Solene das crianças de Rande e Sernande, como era nesse tempo e foi tradicional ainda durante largos anos. Sendo já do final da procissão feita uma pose fotográfica de recordação – que aqui se recorda.

Armando Pinto

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sábado, 29 de janeiro de 2022

Recordando: Um Poema à Longra – pelo poeta popular Carlos Nunes Ferreira – n’ "O Jornal de Felgueiras" em 1987

Já com algumas alterações verificadas, naturalmente derivadas do passar do tempo, tal como era quando o Largo da Longra ainda tinha na placa central o típico triângulo e na localidade (ao tempo ainda povoação) algumas lojas de comércio e estabelecimentos de atendimento público, por exemplo, ainda tinham outros donos ou entretanto até desapareceram nalguns casos, há que relembrar algo da Longra de tempos idos, embora ainda nem muito distantes, relativamente. Através de versos da lavra do já falecido conterrâneo e poeta popular Carlos Alberto Nunes Ferreira, do lugar das Cortes Novas. Poema então publicado n’ "O Jornal de Felgueiras", em seu número de 03 de junho de 1987. E mais tarde, em 1997, publicado junto com outros poemas, também, no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”.

Eis então esse poema em versos de cunho bairrista, conforme foi publicado no então existente "O Jornal de Felgueiras".  

= Para melhor leitura, o recorte jornalístico guardado (cujo original é de arquivo do autor deste blogue) fica aqui partilhado em dois fragmentos, para leitura seguida, de modo que na junção dos dois bocados seja mais acessível. =

Armando Pinto

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sábado, 22 de janeiro de 2022

Em tempo final do Cantar de Reis por este ano… Uma lembrança de outro tempo (crónica no SEMANÁRIO DE FELGUEIRAS de JANEIRO DE 2001)

Estando a chegar ao fim o período do tradicional canto das Janeiras e Reis, que por norma duram a rondar até ao dia 20 ou fim-de-semana mais próximo deste mês primeiro, calha a preceito e a propósito relembrar uma crónica alusiva escrita há já uns bons anos e então publicada no jornal Semanário de Felgueiras, em seu número de 19 de janeiro de 2001.

Armando Pinto

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Foto com história – Quando estava em construção a nova Escola Secundária de Felgueiras, no ano letivo de 1989/90

Após o trajeto histórico das instalações da Escola Secundária de Felgueiras pelos diversos locais e alojamentos em que esteve colocada, passou a mesma por fim para as novas instalações construídas dentro da área do antigo lugar da Gandra, ao tempo ainda subúrbios da então vila de Felgueiras. Sendo da fase de construção a fotografia que desta feita se traz à estampa em modos de recordação. De quando estava em construção. Havendo ao tempo, no ano letivo de 1989/90, para fins político-promocionais sido captada uma fotografia, esta, com alunos do ensino secundário e alguns do preparatório. Juntando na pose fotográfica então alunos do 6º ano do “Ciclo” (como era e ainda vai sendo conhecida a Escola Preparatória), ou seja de último ano dessa fase e como tal de transição para o ensino secundário (a começar no seguinte 7º ano), mais alguns e algumas já de anos mais adiantados. Com a curiosidade de nesse lote que foi fotografado estar um então jovem da Longra, entre a juventude ali fixada à posteridade, nesta foto com história. A ponto de nesse tempo, bem como depois ainda durante alguns anos, a mesma imagem ter feito parte de publicações com motivos relacionados.

Armando Pinto

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

34 anos de Saudade Materna!

 

De 14 para 15 DE JANEIRO DE 1988 - presente  em 2022: 

Há 34 anos, numa noite fria do mês primeiro, sob auspícios do luar de janeiro e de amor primeiro, foi também de amor por inteiro. Faleceu no Hospital de Felgueiras a minha mãe, pela uma hora da manhã do dia 15. E então, trazendo-a nós para casa, por essa hora foi hora do meu último beijo na minha mãe ainda quente.

Pois agora, porque não me sai mais nada, apenas sentindo cá dentro, deixo falar o que leio escrito por António Lobo Antunes:

«Agora, que já não está perto de mim (se calhar está, se calhar há-de arranjar sempre maneiras de estar)

(…)

e acenarmos de longe um ao outro, felizes por afinal estarmos muito mais perto. E então podia, com a idade que tenho, sentar-me ao seu colo, perguntar

– Não tem por aí um beijo a mais de que não precise para eu pôr nesta bochecha?

e voltar a sentir a sua boca, que a mãe às vezes me dizia doer-lhe por causa das dúzias de beijos que, em pequenino, me dava.»

Armando Pinto

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Retalhos em imagens e relíquias histórico-visuais da Longra de sempre

Indo ao baú do arquivo histórico pessoal, por entre as fotografias e gravuras que foram angariadas ao longo dos anos da elaboração escrita da história da região, detemos desta feita a visão nalgumas imgens significativas da história da Longra. Mais alguns objetos com história relacionada. Sem necessidade de muitas explicações, pois, além do que está narrado no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras” e noutras publicações mais recentes, o que as imagens mostram fala por si…








Armando Pinto

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

À memória e glória santificada da “Menina de Rande” Maria Guilhermina Mendonça

Por interesse de pessoa devota, a pedido de interceção pessoal, como ação de graças, faz-se mais uma vez memória da popular “Menina de Rande”, Maria Guilhermina Mendonça, de santidade admirada popularmente há muito na nossa região. Cuja biografia está descrita no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997. No qual constam, entre outras imagens, as fotos que aqui se reproduzem dos originais, do arquivo do autor – uma foto já em sua fase terminal, captada por pessoa de família para o “santinho” (pagela) tradicional que à época era usual, mas no qual depois acabou por ficar a foto final de seu pró-memória, como se pode ver também aqui.

Armando Pinto

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