Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Recordação: Prova de ciclismo 2.º Grande Prémio Zala de Felgueiras

A 31 de março de 1979 realizou-se o 2.º Prémio Zala em Felgueiras, numa organização da Associação de Ciclismo de Braga. Cuja segunda edição dessa prova decorreu no percurso entre Guimarães e Felgueiras, mas percorrendo diversas localidades de várias concelhos, perfazendo 110 km esse trajeto de voltas pela região. Tendo triunfado Fernando Mendes, ao tempo corredor da equipa felgueirense Zala, representativa da fábrica de calçado que existiu com o nome de tal firma. A equipa era treinada por José Ribeiro, e entre os ciclistas que compunham a equipa também se incluía Raúl de Carvalho, filho do antigo ciclista Rei da Montanha Carlos Carvalho (vencedor da Volta a Portugal em 1959); mais Américo Cardoso, Américo da Silva, Joaquim Fonseca, José Sá e José Sampaio. 

(Como curiosidades acerescidas, recorde-se que depois na Volta a Portugal de 1979 a equipa teve vitórias em 3 etapas, através de Américo Silva, Raúl Carvalho e Joaquim Fonseca. Bem como, ainda na Volta, Raúl Carvalho se classicou em 2º lugar no pódio do Prémio da Montanha, enquanto na classificação por equipas a Zala ficou no 3º lugar coletivo.)

Dessa equipa há uma imagem de conjunto do plantel, através de gravura de jornal publicada no livro “Ciclistas de Felgueiras”, que se recorda agora, embora aqui com marca pessoal, do original retirado dum jornal da coleção particular do autor.

Armando Pinto

((( Clicar sobre a imagem)

terça-feira, 30 de março de 2021

88.º Aniversário do Padre Vítor Arantes de Oleiros, meu 1º Diretor!

 

Nesta data perfaz 88 anos o Padre Vítor de Oleiros, como era conhecido nos meus tempos de criança ainda, conforme o nome com que ele professara pelos cânones antigos, o Padre Vítor Arantes. Tendo sido o meu 1º diretor, quando entrei nos Capuchinhos, em Gondomar, nos arredores do Porto, tinha eu 11 anos e até ali nunca soubera o que era um diretor. Tendo no ato de admissão, no verão de 1965, me sido entregue, a mim e a meu pai que me acompanhava, uma lista com o enxoval para levar quando desse entrada nesse estabelecimento de formação, como aconteceu no final de setembro seguinte. Algo que ainda guardo e agora aqui partilho, como recordação desses primeiros tempos em que conheci e convivi com o simpático Padre Vítor, que foi então o diretor do meu 1º ano e único ano em que nos encontramos, no ano letivo de 1965/1966. Juntando aqui também parte dum outro documento, apenas para rever a assinatura dele nesses tempos.

Ao tempo via-o com meus olhos de criança, com seu sorriso penetrante, como pessoa que me parecia de longa vida. Vejo agora que nesses tempos em que o conheci tinha ele coisa de trinta e poucos anos. Continuando a recordá-lo com essa imagem que se perde nos confins da memória, embora comparando naturalmente às fotografias que se vislumbram na atualidade

Com um abraço de felicitações pela longevidade que mantém e vitalidade que dá aspeto de nutrir, aqui lhe remeto um abraço de parabéns, com esta mensagem que lhe deve dizer alguma coisa.

Abraço amigo de Parabéns, Padre Frei Vitor Arantes da Silva!

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

segunda-feira, 29 de março de 2021

Imagem do Compasso em Rande, há 100 anos...

A imagem desta vez para aqui transposta, da coleção e arquivo do autor, remete para o Compasso Pascal da paróquia de S. Tiago de Rande há já 100 anos. Foto que consta entre as imagens publicadas e descritas no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras, publicado em 1997. Em instantâneo colhido na freguesia durante o dia de Páscoa de início dos anos 20, do século XX. Havia já passado a confusão que reinara com a Lei da separação da Igreja e do Estado, na transformação social após a implantação da República. Entre peripécias ocorridas nesses tempos.

No momento captado fotograficamente, à chegada do Compasso à Casa da Quinta, vêm-se alguns então jovens da família Teixeira, e respeitados homens da freguesia que costumavam ser elementos do Compasso (mais alguns catraios acompanhantes, na curiosidade desses tempos  como se pode notar no facto de uns estarem calçados e outros andarem descalços). Sendo pároco o Padre Augusto Correia, um padre que ao tempo, entre outras curiosidades e passagens perseverantes na memória coletiva, era e ficou também conhecido por ser artista santeiro, como escultor de imagens de santos. Tendo na paróquia havido algumas dessas imagens, conforme contavam pessoas antigas. Além de ter sido co-fundador do antigo Colégio da Longra (onde estudaram, entre outros alguns que depois foram padres, como o célebre reitor da Lapa do Porto, Padre Luís Rodrigues, e o que mais tarde foi pároco em Rande largos anos, o Padre João Ferreira da Silva).

A foto foi ofertada por um familiar da casa da Quinta a meu tio José da Costa Moreira e este, após a ter guardada muitos anos, ofereceu-a ao sobrinho que sabia que se interessava por estas coisas… há muitos anos já, também.

Armando Pinto

((( Clicar sobre a imagem )))

domingo, 28 de março de 2021

Visita ao Museu W52-FC Porto de Adriano Quintanilha

 

E uma honra para o concelho de Felgueiras estar no território felgueirense a sede social da equipa de ciclismo W52-FC Porto e igualmente, com outra visibilidade naturalmente o museu  com os testemunhos físicos de sua existência. 

Assim sendo, tendo visitado o seu espaço, é sem necessidade de muitas palavras que se juntam aqui imagens correspondentes, ilustrando algo dos momentos ali passados na tarde do sábado véspera do domingo de ramos. Em que estive no particular Museu W52-FC Porto – espaço próprio do proprietário da W52, o amigo senhor Adriano Quintanilha.  

Daqui a algum tempo alguma boa novidade poderá surgir, mais. Por ora basta dizer como gosto destas coisas… como neste caso em que isso que me diz muito é engrandecido.

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

 

sexta-feira, 26 de março de 2021

(Mais) Um exercício de memória: Imagem da Páscoa na Longra pelos anos 80…

Na proximidade da Páscoa, este ano que será o segundo ano consecutivo em que não poderá haver Compasso Pascal devido à pandemia que alterou e continua a implicar com a vida… recorda-se uma das ocasiões da Visita Pascal na Longra, numa fotografia do Compasso pelos inícios dos anos 80.

Armando Pinto

((( Clicar sobre a imagem )))

sábado, 20 de março de 2021

Artigo no Semanário de Felgueiras sobre um antigo ciclista felgueirense de cartaz nacional

 

Na rememoração de temas historicistas da colaboração pessoal ao jornal Semanário de Felgueiras, periódico que resiste impresso em papel no concelho de Felgueiras, desta feita foi evocado um antigo desportista felgueirense que correu de bicicleta pelo país fora, um antigo ás dos pedais do tempo de amadorismo simples – Adalberto Soares. Ciclista que faz parte de tempos de outrora do ciclismo nacional e naturalmente das pedaladas iniciais dentro de seu clube de longa duração, o FC Porto.


Ao artigo, para efeito de ilustração, junta-se aqui uma foto coeva do mesmo antigo ciclista, numa imagem retirada d' O Porto de há uns bons anos já, embora algo desbotada pela erosão do tempo no papel de jornal antigo.

Assim, em artigo próprio do signatário e autor destas linhas e deste blogue, também, é de tal modo dado a conhecer às gerações mais recentes algo sobre esse atleta do ciclismo de competição que consta dos registos ancestrais das corridas de bicicletas em Portugal. Ainda que de maneira resumida, como artigo jornalístico, a dar um ar do que um dia poderá ser mais desenvolvido (quando houver possibilidades de descrever em livro a história do ciclismo do FC Porto, antes e depois da atual boa realidade da parceria W52-FC Porto).  

Eis então o que está publicado no Semanário de Felgueiras, em sua edição de 19 de março, sobre esse antigo ciclista do FC Porto, nascido a 4 de junho de 1890, na Lixa-Felgueiras, felgueirense e portista merecedor de memorização destacável. 

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

sexta-feira, 19 de março de 2021

No Dia do Pai, em Dia de S. José - Dia de meu Pai (Joaquim Pinto)

19 de março, anualmente dia dedicado aos pais, é Dia do Pai. Sendo mais um dia para recordar o meu pai. Pois, como meu eterno herói,... não há pai como o meu pai, para mim !

  

Assim hoje é Dia do Pai. Tradicionalmente evento comemorado no dia 19 de Março entre nós, em Portugal. Celebrando-se no dia de São José, santo popular da Igreja católica e pai de Jesus na terra, como esposo de Maria, mãe de Jesus Cristo. Cuja elebração nesta data é comum a diversos países, variando contudo de uns para outros. 

Sendo o autor também já pai e avô… não esqueço meu pai. Recordando, a propósito, aqui e agora, sua fisionomia em diversas fases da vida, desde jovem até uma época em que nossa vida não chegara ainda ao tempo dos pensamentos profundos e tudo parecia ir durar sempre. Tal a ideia das ilustrações expostas, em cuja rememoração subjacente dedicamos agora as faces dum género de cartão alusivo, com que ilustramos esta especial missiva.

  
Importa então, para o caso, em dia de S. José e do Pai, que esta data é dedicada a homenagear os pais, pois, como diz o povo, falando em nome de todos e de cada um: não há pai pró meu pai…! Pai só há um. E o meu, desaparecido fisicamente desde 2006, continua sempre presente. Como quando viveu, nos seus quase noventa anos de vida, é sempre o meu herói. 

   

Numa singela mas sentida homenagem a meu pai, lembrando como ele gostava de ver as fotografias antigas e documentos que eu conseguia descobrir e divisar, aqui arranjo maneira de mostrar uma - acima - como recordação, do local da “fábrica nova”, a Metalúrgica, na Arrancada da Longra (sabendo-se que a "velha" era a inicial, respetiva, do largo da Longra), onde ele inventou e construiu a sirene que era ouvida a grandes distâncias; e, sendo coisa rara à época e mais com aquela potência, sempre foi tida como referência da Metalúrgica da Longra… numa das suas facetas que lhe valeram, a Joaquim Pinto, meu pai, o Prémio da Associação Industrial Portuense. 

Enquanto isto ainda permanece na retina, por fim, votamos ao além uma deposição dum texto, qual ramo florido lançado aos ares da saudade, através do qual relembramos algo que em nossa meninice nos sensibilizou na leitura do livro de ensino primário. Sempre com nosso pai no sentido… Como ele sabia e continuará a saber, nos insondáveis mistérios da eternidade!

  
  


Armando Pinto 

»»»»» Clicar sobre as digitalizações «««««