Espaço de atividade literária pública e memória cronista

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Lembranças - De vez em quando: Imagens de páginas antigas sobre Felgueiras

Entre testemunhos escritos e publicados na imprensa, a dar conta da evolução da realidade felgueirense ao longo dos tempos, há diversos números especiais destacáveis de jornais nacionais, os chamados suplementos (cadernos independentes, distribuídos junto com a respetiva edição dos jornais diários, no caso). 

Um desses exemplos foi um suplemento de março de 1979 do antigo jornal Primeiro de Janeiro. Do qual se pode relembrar o longo historial que ficou descrito ao correr das suas páginas. Das quais para aqui se transpõe visualização possível, através de captação fotografica (por seu tamanho não permitir digitalização em scanner até formato A4). Mas, mesmo assim, dando para ver pelos títulos e gravuras algo de temas até interessantes. Inclusive mesmo através da publicidade, quando os próprios números dos telefones ainda não tinham o indicativo 255 atual da rede de Penafiel, mas o antigo 82 do concelho de Felgueiras...

Armando Pinto

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Imagem de Felgueiras na TVI por colagem infeliz ao “Covid”

Já há tempos foi referido em artigo pessoal na crónica do autor de quando em vez publicada no Semanário de Felgueiras, voltando agora o tema à ordem do dia por motivos menos óbvios: - Felgueiras quase só chega à comunicação social de abrangência nacional por casos infelizes. 

Agora, e mesmo com a situação da pandemia mais acentuada por outros lados, continua a repetir-se a dose… Tanto que, apesar de a incidência de casos ser maioritariamente no centro e sul do País, a TVI continua a exibir imagens da cidade de Felgueiras para ilustrar noticiário referente ao assunto. Como ocorreu com os casos de hoje, quarta-feira 3 de fevereiro de 2021. Em triste mau serviço público e péssimo trabalho, continuando a colar os felgueirenses a essa situação que é acentuadamente nacional e mundial, enquanto a nível do país é muitíssimo mais grave para as bandas de lá, pelos sítios dos estúdios da TVI… também.


Armando Pinto

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Hino de Felgueiras - em artigo no Semanário de Felgueiras

Crónica pessoal desta semana no jornal Semanário de Felgueiras, edição de sexta-feira 29 de janeiro. (Recortes do artigo impresso e imagem da ilustração referida, mas que não aparece no texto publicado):

Hino de Felgueiras – Entre Simbologia Felgueirense

Antigamente, no início do ensino escolar, aprendia-se que a Pátria é a terra em que nascemos, em que viveram os nossos pais e muitas gerações que nos precederam no chão que pisamos. A mesma Pátria una do território que D. Afonso Henriques começou a talhar à força da espada, a ínclita geração aprofundou e tantos heróis defenderam com sangue e coragem, onde repousam nossos maiores, se distinguiram governantes a par de santos e de sábios, escritores, artistas e operários... Com hino heroico e bandeira própria. E «à sombra da mesma bandeira se diz na formosa língua portuguesa a doce palavra Mãe!». Quão existe a palavra saudade...

Pois assim também a nível concelhio a nossa terra deverá ser configurada pelo felgueirismo que ressalta no sentimento felgueirense, quão Felgueiras teve de seu peito Gente que esteve na epopeia dos Descobrimentos portugueses e inclusive pioneirismo na transatlântica 1ª Travessia Aérea de Portugal à Índia. Podendo orgulhar-se de ser terra de antigos condes da nobre primazia da nacionalidade e missionários que levaram a fé aos quatro cantos do mundo. Bem como os homens e mulheres de hoje e amanhã devem honrar seus avoengos patrícios, na salvaguarda de tudo o que une o concelho, a começar na identidade de cada uma das suas históricas freguesias de sempre.

Ao Portugal alevantado da sina de Camões, corresponderá a nível local a identificação dos pormenores simbólicos, quais valores materiais, culturais e espirituais dos padrões da alma concelhia. Assim, além da natural carta geográfica do concelho, mais o brasão e a bandeira, com cores e símbolos aprovados a nível superior desde 1929 e reformulados após a elevação da sede a cidade, existe também o hino. Do qual há até um disco gravado, assim como houve uma outra canção heroica de louvor Felgueiríada desde os primeiros tempos do Coro Vicentino.

Pois existe mesmo um oficial Hino de Felgueiras, com música antiga já, da autoria de Joaquim Chicória (1876/1951), músico Vizelense outrora da Filarmónica musical conhecida popularmente por “Banda do Aniceto”.

Ora essa versão do Hino Municipal foi composta em 1919 e, depois de pela primeira vez tocada em público no ano de 1942, com dedicatória ao então Presidente da Câmara, Dr. Miguel Bacelar, foi recuperada muito mais tarde, no tempo da Presidência Municipal de Júlio Faria, com uma letra encomendada em 1991 pela Câmara Municipal de Felgueiras ao poeta Arlindo Pinto (1918/2009), Penafidelense residente em Felgueiras a maior parte de sua vida, conhecido normalmente por sr. “Cabo Pinto” da GNR. Canto esse, com nome oficial de Hino de Felgueiras Cidade, que depois teve gravação editada em disco de vinil no ano de 1992, com arranjos, direção musical e voz de Vicente do Nascimento, mais colaboração musical do Coro Musical Vicentino.

Além de tal Hino oficial, também há (ou houve) um outro hino, chamado de Hino do Concelho de Felgueiras, que aliás foi o primeiro a ter arranjo total de composição musical e poética, cuja versão foi feita em 1984 com letra de Fernando Ferreira Machado e música do Padre Carlos Moura (melodia que foi gravada em cassete através de interpretação do Coro Vicentino de Felgueiras e era entoada nos sinais de abertura e fecho das emissões iniciais da Rádio Felgueiras).

Sendo que do Hino oficializado houve alguma distribuição de discos daqueles tais de vinil, dos quais também aqui o autor destas linhas tem um exemplar, é obviamente desse que se pode dar à estampa algo do mesmo. Como se ilustra esta lembrança com imagem da respetiva capa.

ARMANDO PINTO

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Documentação literária felgueirense

Como se sabe que nem só de pão vive o homem e porque para se saber e conhecer algo é preciso haver e ter meios para isso, também de Felgueiras há livros, revistas e jornais, por exemplo, que guardam tudo que é memória coletiva.

Obviamente entre o acervo de material impresso em formato in libris nem tudo foi e é de lavra genuinamente felgariana, pois muito há também de ligações familiarizadas ao assunto. Quão até “Os Lusíadas” de Camões, além das afinidades do sentimento nacional, contêm estrofes sobre Nicolau Coelho, relacionado com Felgueiras… Tal qual um Livro dum tal PadZé conta histórias alegres sobre o Conde de Felgueiras (n’ “O Livro do Dr. Assis”); quão nas "Memórias do Capitão" João Sarmento Pimentel há bons nacos de prosa grandiosa sobre tempos idos desta região... e por aí adiante.

Como algo disso consta da biblioteca particular e afetiva do autor deste blogue. Mas gostava de ter muito mais…


Armando Pinto

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sábado, 23 de janeiro de 2021

Falecimento do Dr. Fernando Preto

 

Como quem não quer a coisa, quando menos se espera, damos conta que aos poucos, indo nos sessenta e tal anos de vida, vamos ficando já um dos sobreviventes de diversas áreas aqui da região natal. Se já de tempos de escola e da mesma época não há muitos por aqui, embora a maioria por via de terem saído da terra pelas cambiantes da vida, entretanto vão desaparecendo outros que foram acompanhantes de outros períodos do percurso da vida pública. Como aconteceu agora com o Dr. Fernando Preto.

A morte do Dr. Fernando Afonso Preto, ocorrida neste sábado 23 de janeiro, aos 66 anos, foi e é uma das notícias que não se esperam... e deixam sensação de tristeza.  O Dr. Fernando Preto que faz parte das nossas memórias de convivência no mundo do Posto Médico da Casa do Povo / Centro de Saúde da Longra.

Devido a ambos estarmos aposentados, ultimamente apenas o via quando passava no seu jipe por aqui à beira de minha casa e nos cumprimentávamos acenando. Pois, com as restrições sociais devido à pandemia Covid-19, há algum tempo que não foi possível continuar os convívios…

Curiosamente ainda por estes dias me tinha lembrado dele a propósito de conversa com alguém sobre o grande escritor Camilo. Porque o Dr. Preto, sendo natural de Caçarelhos, povoação de terras de Vimioso, era também admirador de Camilo Castelo Branco, como eu sabia por conversas com ele sobre o tema. Na extensão do caso de um dos romances mais conhecidos do famoso escritor clássico, "A Queda de um Anjo", ter por personagem um típico fidalgo transmontano de Caçarelhos, depois transformado deputado em Lisboa, totalmente transtornado com a sedução política…   

Ah, e como ele gostava de ouvir contarmos histórias de experiências de serviço, como no caso duma ocorrência com o antigo fiscal dos Serviços Médico-Sociais sr. Fontinha, o poeta Eugénio de Andrade, conforme era o seu pseudónimo literário com que ficou famoso…

Descanse em paz amigo!

Armando Pinto

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Recordando: Prémio da Associação Industrial Portuense a Joaquim Pinto, da Metalúrgica da Longra

= Quadro com o Diploma do Prémio da Associação Industrial Portuense de 1959, outorgado a Joaquim Pinto, da Longra (n. 1916 - f. 2006). Em reconhecimento de seu mérito com obra feita como funcionário empreendedor. Com realce pela criação da Sirene da Metalúrgica da Longra (e da Ferfor da Serrinha, depois).

Prémio que lhe foi entregue em 1960, sendo uma honra para a empresa tal distinção única - como na época foi distinguido publicamente. 

*****

Na pertinência desta lembrança, juntam-se algumas imagens de ilustração, com fotografias relacionadas, desde gravuras documentais, incluindo cabeçalhos de ofícios das firmas antigas por que passou a "Metalúrgica", quer nos anos trinta como na década de quarenta, enquanto a fábrica esteve no Largo da Longra, como depois que em 1950 passou para a reta da Arrancada da Longra, também. Mais o que por aqui se mostra e recorda, como publicação celebrativa relacionada ao tema.

Diploma de reconhecimento pelo seu valor em vida, tanto que é o único felgueirense que foi agraciado com o Prémio da Associação Industrial Portuense (instituição mais tarde agremiada como Associação Empresarial de Portugal), ele que foi o criador da famosa sirene da "Metalúrgica da Longra" (que era referência de sinal meteorológico em sítios distantes, quando ouvida longe), assim como autor da idêntica da “Ferfor” da Serrinha; além de ter sido a sua ideia depois levada para a “Famo” de Lousada, por exemplo. 

...E foto alusiva ao ato, junto com outros agraciados do distrito do Porto.

Armando Pinto 

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Curiosidades Felgueirenses – Um folhetim intitulado Vida Rural…

Não sendo muito abundante a existência de livros antigos com motes de Felgueiras de tempos idos, há ainda alguns casos dignos de nota. Alguns dos quais praticamente desconhecidos ou pelo menos esquecidos. Como no caso da História de Felgueiras escrita por um sacerdote, Padre Carlos Alves Vieira (“Achegas Para Uma Monografia de Felgueiras”), que durante anos foi referida como estando guardada em cofre na Câmara Municipal de Felgueiras, à espera de publicação, e acabou por ficar inédita. Mas também outros acasos, entre os que chegaram a ficar em livro. Tal como bem aconteceu com um pequeno volume intitulado “Vida Rural”, da autoria do historiador e jornalista local Manuel Sampaio.

Ora esse trabalho teve primeira aparição pública em folhetim principiado em dezembro de 1935 n’ O Jornal de Felgueiras, de que era diretor e redator o mesmo senhor Manuel Sampaio. Tendo depois em edição de autor sido reunido num livro impresso em 1936, no qual, ao longo de 55 páginas e em tom romanceado, foram publicadas histórias de genealogia, contando algumas curiosidades de antanho. Como por exemplo nesse pequeno livro ficou descrito o original Brasão de Maderne. Como outros motivos ali discorridos, noutros exemplos possíveis.

Sobre esse pioneiro historiador felgueirense já escrevi em tempos um artigo biográfico no jornal Semanário de Felgueiras (mais tarde transposto também para este blogue), em cuja narrativa registei alguns dos livros que ele editou. Ora, sabendo-se que as poucas mas importantes obras literárias de Manuel Sampaio são hoje já raridades, sabe-se também que alguns desses livros (com o nome do autor constando em grafia antiga como Manoel Sampaio) fazem parte do acervo da Biblioteca Municipal de Felgueiras. Como também particularmente esse referido livro felizmente, em seu Fundo Local.

OBS.: - Sobre Manuel Sampaio, conferir (clicando) aqui

Armando Pinto