Espaço de atividade literária pública e memória cronista

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quinta-feira, 15 de março de 2018

Novo Bispo do Porto – D. Manuel Linda nomeado Bispo Diocesano da Sé Portucalense


«Com data de 15 de março, o Santo Padre nomeou Bispo do Porto Sua Ex. cia Rev. ma o Senhor D. Manuel Silva Rodrigues Linda, até agora Bispo do Ordinariato Castrense» - conforme difusão oficial da Diocese do Porto. Algo de relevo para a região felgariana e comunidade social de Tâmega e Sousa, visto as terras de Felgueiras serem também do território da mesma diocese da Sé Portucalense, integradas que são as correspondentes paróquias na Vigararia de Felgueiras.

Foi assim esta quinta-feira 15 de março, dia litúrgico dedicado a Santa Luísa de Marillac, conhecida a notícia de que passa a haver novo Bispo do Porto, D. Manuel Rodrigues Linda, como sucessor do entusiasmante prelado D. António Francisco dos Santos, falecido no passado 2017. Sendo a nomeação conhecida no dia de Santa Luísa de Marillac, que com São Vicente de Paulo criou as Irmãs dos Pobres, as Filhas da Caridade ou Irmãs Vicentinas, mais tarde proclamada padroeira das obras sociais e de todos os assistentes sociais (pelo Papa João XXIII, em 1960).

Tem o facto certa relação especial, no caso, sendo que para Felgueiras a Ordem Vicentina faz parte do caracter religioso da vivência comunitária felgueirense, através das Irmãs de Caridade sediadas no alto de Santa Quitéria e até há pouco tempo também residentes no antigo convento da Misericórdia do Unhão, além da presença dos Padres Lazaristas que durante muitos anos tiveram casas em Lagares e Pombeiro e atualmente têm residência no monte de Santa Quitéria. Em cujo mítico local desde há muito tem estado a cargo dessa ordem a reitoria do santuário respetivo, onde anteriormente existiu uma ermida dedicada a S. Pedro, cabeça da Igreja católica.

~ Uma recordação dum dos momentos da presença Vicentina na comunidade felgueirense ~

Dom Manuel Linda, nascido em Resende a 15 de abril de 1956 e entretanto Bispo Auxiliar de Braga, como depois e até agora bispo das Forças Armadas e de Segurança, foi com efeito nomeado pelo papa Francisco para dirigir a diocese do Porto. Na Conferência Episcopal Portuguesa, o novo bispo do Porto preside à Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização e é vogal da comissão para a Pastoral Social e Mobilidade Humana. O lema episcopal de D. Manuel Linda é ‘Sede alegres na esperança’.


No dia da nomeação o próprio D. Manuel Linda logo publicou uma mensagem aos católicos da região portucalense: "Não é sem emoção que regresso ao Porto passadas quase quatro décadas depois da minha formação no seu seminário Maior", sublinha o bispo, que dirige uma saudação a todos os católicos locais, com um "destaque especial para os mais débeis, os pobres, desempregados, doentes, idosos, detidos e quantos perderam os horizontes da esperança".

O anterior titular do cargo agora ocupado por D. Manuel Linda era D. António Francisco dos Santos, que morreu, vítima de ataque cardíaco, a 11 de setembro de 2017. Desde essa altura, a segunda maior diocese portuguesa em número de paróquias (a seguir à arquidiocese de Braga) tinha como administrador apostólico o bispo auxiliar D. António Taipa.

Manuel Linda, de 61 anos (quase a perfazer 62, já no próximo mês de abril), após estudo no  Seminário de Lamego e no seguimento de seu percurso académico, obteve três Licenciaturas: em Disciplinas Humanísticas na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica de Braga; em Teologia na faculdade do Porto; em Teologia Moral na Academia Alfonsiana em Roma. Assim como por fim também obteve Doutoramento em Teologia Moral na Universidade Comillas de Madrid. Entretanto, depois de ter terminado o Curso de Teologia no Seminário Maior da Diocese do Porto, ordenou-se padre em Vila Real, tendo sido ordenado sacerdote em 10 de junho de 1981, com incardência na diocese de Vila Real. Como sacerdote, ocupou os seguintes cargos: Sacerdote Paroquial, Assistente de Ação Católica, Conferencista em Seminário, Membro da Comissão Diocesana "Projeto Vida"; Reitor do Seminário e Diretor do Centro Cultural Católico da diocese; Vigário Episcopal da Cultura. Em 20 de setembro de 2009 foi nomeado Bispo Auxiliar de Braga e em 10 de outubro de 2013 foi nomeado Ordinário Militar para Portugal, como bispo das Forças Armadas e de Segurança. Até passar a ser a partir de 2018 o novo Bispo Diocesano do Porto.


D. Manuel Linda passará assim a integrar o vasto e honroso rol dos Bispos do Porto, sabendo que tal categoria tem um carisma especial, desde o histórico D. Hugo que recebeu de D. Teresa o antigo senhorio da cidade portuense, até na passagem dos tempos ter muito depois havido a definição administrativa do célebre cardeal D. Américo, mais o percurso histórico e pastoral de grandes prelados como foram D. António Barroso, mártir da transição monárquica para o regime republicano, e seus sucessores D. António Barbosa Leão, familiar da linhagem da Casa de Rande (Felgueiras), D. António Castro Meireles, D. António Ferreira Gomes, o mítico Bispo do Porto, mais D. Armindo Lopes Coelho (estes três naturais do Vale do Sousa, sendo o bispo Castro Meireles oriundo de Lousada, como era natural do concelho de Penafiel o célebre D. António da carta pró-memória a Salazar, enquanto D. Armindo foi ilustre felgueirense); além de outros que deixaram marca, como o Administrador Apostólico D. Florentino, e volvidos anos também D. Júlio Tavares Rebimbas, entre todos os que antecederam o tão admirado D. António Francisco dos Santos. 

»» D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto, em visita à igreja portuense de Nossa Senhora da Lapa, confraternizando com o célebre reitor da Lapa, o felgueirense Padre Luís Rodrigues, também compositor de música sacra e musicólogo de renome internacional «« 

Todos esses e restantes bispos completam a gloriosa galeria (a seguir exposta, em forma ordenada por fases históricas) de Bispos do Porto.

Lista de Bispos de Portucale:
Período Suévico-visigótico

- Viator (572-585)
- Constâncio (585-589) (bispo católico)
- Argiovito (585-610) (abjurou o Arianismo, em 589, durante o III Concílio de Toledo)
- Argeberto (?)
- Ansiulfo (633, 638)
- Flávio (656)
- Froárico (675, 683, 688)
- São Félix Torcato ou São Torcato Félix (693) (também Arcebispo de Braga)

Período da Reconquista cristã:

- Justo (873, 881)
- Gomado (908, 912)
- Hermógio (912, 924)
- Froarengo (?)
- Ordonho 931
- Énego, Nónego ou Diogo (1025)
- Sesnando (1049-1070)
- Pedro (1075-1091) (também Arcebispo de Braga)

Lista de Bispos do Porto

Período do Condado Portucalense e seguinte Nacionalidade / independência de Portugal 

- D. Hugo (1114-1136)
- D. João Peculiar (1136-1138) (também arcebispo de Braga)
- D. Pedro Rabaldes (1138-1145)
- D. Pedro Pitões (1145-1152)
- D. Pedro Sénior (1154-1175)
- D. Fernando Martins (1176-1185)
- D. Martinho Pires (1185-1189)
- D. Martinho Rodrigues (1190-1235) (envolvido em controvérsias com D. Sancho II de Portugal)
- D. Pedro Salvadores (1235-1247) (envolvido em controvérsias com D. Sancho II de Portugal)
- D. Julião Fernandes (1247-1260)
- D. Vicente Mendes (1261-1296)
- D. Sancho Pires (1296-1300)
- D. Geraldo Domingues (1300-1308), depois bispo de Évora
- D. Fradulo ou Trédulo (1308-1309)
- D. Frei Estêvão (1310-1312), depois bispo de Lisboa
- D. Fernando Ramires (1313-1322)
- D. João Gomes (1322-1327)
- D. Vasco Martins de Alvelos (1327/1328-1342), depois bispo de Lisboa
- D. Pedro Afonso (1343-1357)
- D. Afonso Pires de Soveral (1359-1372)
- D. João III (1373-1389)
- D. Martinho Gil (ou Martinho Egídio) (1390)
- D. João Afonso Esteves de Azambuja (1391-1398)
- D. Gil Alma (1398-1407)
- D. João Afonso Aranha (1408-1414)
- D. Fernando da Guerra (1416-1417) (antes bispo do Algarve e depois arcebispo de Braga)
- D. Vasco  II (1421-1423)
- D. Antão Martins de Chaves (1424-1447), cardeal
- D. Gonçalo Enes de Óbidos (1449-1453)
- D. Luís Pires (1454-1464)
- D. João de Azevedo (1465-1496)
- D. Diogo de Sousa (1496-1505), depois (arcebispo de Braga)
- D. Diogo Álvares da Costa (1505), sobrinho do cardeal de Alpedrinha, morreu sem tomar posse
- D. António Álvares da Costa (1505-1507), sobrinho do cardeal de Alpedrinha
- D. Pedro Álvares da Costa (1507-1535), sobrinho do cardeal de Alpedrinha, também bispo de Léon e de Osna
- D. Belchior Beliago (1535-1536), mais tarde bispo de Fez
- D. Frei Baltazar Limpo (1536-1550)
- D. Rodrigo Pinheiro (1552-1572)
- D. Aires da Silva (1573-1578) (faleceu em Alcácer Quibir)
- D. Simão de Sá Pereira (1579-1581)
- D. Frei Marcos de Lisboa (1581-1591)
- D. Jerónimo de Menezes (1592-1600)
- D. Frei Gonçalo de Morais (1602-1617)
- D. Rodrigo da Cunha (1618-1627) (futuro arcebispo de Braga)
- D. Frei João de Valadares (1627-1635)
- D. Gaspar do Rego da Fonseca (1635-1639)
- D. Francisco Pereira Pinto (1640) (nomeado por D. Filipe IV de Espanha, nunca chegou a tomar posse; a Sé Episcopal permaneceu oficialmente vaga até 1670, devido ao Papa não ter confirmado os dois bispos nomeados por D. João IV de Portugal)
- D. Sebastião César de Menezes (1641-?), eleito mas não confirmado pelo Papa
- D. Frei Pedro de Menezes (?-1670), eleito mas não confirmado pelo Papa
- D. Nicolau Monteiro (1670-1672)
- D. Fernando Correia de Lacerda (1673-1683)
- D. João de Sousa (1683-1696)
- D. Frei José de Santa Maria de Saldanha, O.F.M. (1697-1708)
- D. Tomás de Almeida (1709 - 1716) (futuro Patriarca de Lisboa; Sé vaga até 1741)
- D. Frei João Maria (1739), eleito mas não confirmado pelo Papa
- D. Frei José Maria da Fonseca de Évora (1741-1752)
- D. Frei António de Távora (1757-1766)
- D. Frei Aleixo de Miranda Henriques, O.P. (1770-1771)
- D. João Rafael de Mendonça (1771-1793)
- D. Lourenço Correia de Sá e Benevides (1796-1798)
- D. Frei António de São José de Castro (1799-1814)
- D. João de Magalhães e Avelar (1816-1833)
- D. Frei Manuel de Santa Inês (1833), eleito mas não confirmado pelo Papa
- D. Jerónimo José da Costa Rebelo (1843-1854)
- D. António Bernardo da Fonseca Moniz (1854-1859)
- D. João de França Castro e Moura (1862-1868)
- D. Américo Ferreira dos Santos Silva (1871-1899), cardeal
- D. António José de Sousa Barroso (1899-1918)
- D. António Barbosa Leão (1919-1929)
- D. António Augusto de Castro Meireles (1929-1942)
- D. Agostinho de Jesus e Sousa (1942-1952)
- D. António Ferreira Gomes (1952-1982), antes bispo de Portalegre e depois como Bispo do Porto ausente do país durante 10 anos (por exigência política do então governante da nação, Salazar)
= D. Florentino Andrade e Silva – Administrador Apostólico - durante o exílio político de D. António (1959-1969)
- D. Júlio Tavares Rebimbas (1982-1997)
- D. Armindo Lopes Coelho (1997-2006)
= D. João Miranda Teixeira - Administrador Apostólico - após o falecimento de D. Armindo e a entrada de novo bispo (2006-2007)
- D. Manuel José Macário do Nascimento Clemente (2007-2013), depois Patriarca de Lisboa e Cardeal
= D. Pio Alves de Sousa – Administrador Apostólico - entre a nomeação de D. Manuel Clemente como Patriarca de Lisboa e a entrada de novo bispo do Porto (2013-2014)
- D. António Francisco dos Santos (2014-2017)
= D. António Maria Bessa Taipa  – Administrador Apostólico - após o falecimento de D. António Francisco e a entrada de novo bispo (2017-2018)
- D. Manuel da Silva Rodrigues Linda (2018-...).

~~ * ~~ 


Perante a honra de Felgueiras ter tido um Bispo Titular da Diocese, D. Armindo (anteriormente também auxiliar e titular da diocese de Viana) e um outro Auxiliar e Administrador Apostólico da Diocese do Porto, D. João, recordam-se os mesmos através de imagens documentais alusivas.


~~ * ~~ 

Na mensagem, D. Manuel Linda nota que foi no Porto que surgiu “para a vida sacerdotal” e que exerceu “o sacerdócio colaborando na formação de novos padres”, regressando agora “como mais um de entre os muitíssimos que apostam tudo na evangelização e na promoção humana desta Diocese”.

De acordo com D. Manuel Linda, a diocese do Porto “sempre se distinguiu pela cultura dos seus membros, zelo missionário, santidade operante e sadia presença na sociedade”. “Trabalharei no Porto como tenho feito até aqui: «com Pedro e sob Pedro». Mas também «à maneira de Pedro». Isto é, pretendo ser um «missionário da misericórdia», um pastor com «o cheiro das ovelhas», um pai dos Padres, um irmão dos mais pobres e um fomentador do espírito ecuménico e de diálogo”, descreve. “Procurarei reconduzir a Igreja a uma tal simplicidade evangélica que a constitua referencial ético para o mundo atual”, acrescenta. O novo bispo do Porto refere-se também a uma Igreja “reformanda” e “sensível aos sinais dos tempos”.

“Se «daqui houve nome Portugal», como nos garante Eugénio de Andrade, também floresça uma Igreja conduzida pelo Espírito, sensível aos sinais dos tempos e sempre "reformanda", como pede o Papa Francisco e exigem os nossos contemporâneos”, afirma.

A Diocese do Porto saudou, entretanto, o seu novo bispo e o seu “regresso” ao local onde terminou o curso teológico, no Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição.

ARMANDO PINTO
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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Falecimento de D. António Francisco dos Santos: O Sorridente Bispo do Porto Amigo da Vigararia de Felgueiras


Faleceu D. António Francisco, o Bispo do Porto que tinha em seu nome o mesmo nome do mítico Bispo da Carta “Pró-Memória” a Salazar, tão marcante de seu apostolado na Diocese da Cidade da Liberdade, mais do tão simpático Papa Francisco, arauto de novos tempos religiosos. Um Prelado que muito honra a Diocese Portucalense em o ter tido nos seus eleitos.



Com efeito, em surpreendente e quase inacreditável notícia, a manhã do dia 11 de setembro chegou com o embate da infeliz novidade:
- Morreu o nosso querido Bispo do Porto, Dom António Francisco dos Santos, devido a fulminante ataque cardíaco. Pessoa que muita alegria transmitia ao ambiente da Diocese Portucalense como se viu ainda no passado sábado na belíssima Peregrinação a Fátima da Diocese do Porto  algo, que nos mistérios insondáveis da vida, acabou por ser seu «adeus», na despedida pública dos fiéis diocesanos e perante tantas pessoas que o admiravam. Tocando ainda durante a manhã de segunda-feira todos os sinos das paróquias da diocese do Porto em sinal de luto por sua memória.


Ser Bispo do Porto, realmente, é uma função eclesiástica e um múnus histórico de importantíssimo papel na sociedade nacional, como se revela na honrosa galeria que, entre tantos, se glorifica historicamente, desde aquele D. Hugo dos tempos das primeiras cartas de Foral, mais D. João Peculiar influente na independência política que levou ao reinado da fundação da nação portuguesa e o D. Pedro Pitões da tomada de Lisboa, até ao Cardeal D. Américo da reorganização canónica para os atuais limites diocesanos da Sé Portucalense, passando depois por uns D. António Barroso, D. António Barbosa Leão, D. António Castro Meireles, D. Agostinho Sousa, D. António Ferreira Gomes, D. Júlio Tavares Rebimbas, D. Armindo Lopes Coelho e D. Manuel Clemente, até D. António Francisco. Numa constelação de estrelas sacrossantas que ficaram a cintilar no universo resplandecente da audácia bondosa nortenha, qual a crença de quem não verga a cerviz perante prepotências do poder reinol e desempenha relevantes serviços em prol da comunidade.


Entre esses desempenhos, dentro das facetas de outrora que levaram combatentes de Entre Douro e Minho a seguirem D. Pedro Pitões adjuvante de D. Afonso Henriques na conquista de Lisboa, tal como D. António Barroso se tornou mártir vivo na mudança do regime monárquico para a República e D. António Ferreira Gomes sofreu exílio político durante o regime do Estado Novo de Salazar por não servir a dois senhores, também a ligação dos Bispos do Porto às principais instituições representativas da área diocesana foram tidas em conta na memória coletiva. Honrando os Bispos do Porto com sua presença momentos e acontecimentos de relevo da vida social da cidade do Porto, das cidades e vilas da área metropolitana do Grande Porto, bem como da diocese e das paróquias e localidades do distrito.


D. António Francisco dos Santos esteve apenas cerca de três anos e meio como Pastor da diocese, nomeado que foi em 21 de fevereiro de 2014 para a cadeira da Igreja Portucalense, na cátedra de famosos bispos, a substituir D. Manuel Clemente que, por ter sido elevado a Primaz de Lisboa, teve então passagem de testemunho no que ficou daí em diante Bispo Titular Portuense, até agora.

(  Com o lenço-cachecol da Peregrinação da Diocese do Porto  )

D. António Francisco dos Santos nasceu a 29 de Agosto de 1948, na freguesia de Tendais, concelho de Cinfães (distrito de Viseu). Tendo sido nomeado Bispo Auxiliar de Braga em Dezembro de 2004 e, dois anos depois, indicado para Bispo de Aveiro. A sua ordenação episcopal ocorreu em Março de 2005, na Sé de Lamego. Fora ordenado padre em Dezembro de 1972. Sucedendo por fim a D. Manuel Clemente, como bispo do Porto, em 2014. Pertencia ao Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, e presidiu à respectiva Comissão de Educação Cristã e Doutrina da Fé. Atualmente, na Conferência Episcopal Portuguesa era presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana e de vogal da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé. Conhecido pela disponibilidade para o diálogo, por ter uma personalidade tolerante e pela simplicidade, António Francisco dos Santos esteve com apreciada proximidade pública à frente da diocese mais populosa da Igreja católica em Portugal, com mais de 2 milhões de habitantes (cerca de dois milhões e meio) e que abrange 26 concelhos, sobretudo do distrito do Porto, mas também dos distritos de Aveiro e Viseu. Foi distinguido em 2015 pelo FC Porto com o galardão Dragão de Honra e era membro do Conselho Consultivo da Futebol Clube do Porto-Futebol, SAD.


D. António Francisco ficou intimamente ligado ao périplo da Imagem de Fátima Peregrina na visita à diocese do Porto, no período antecedente à comemoração do centenário das Aparições de Fátima, que ele sintetizou como “Abertura a uma renovação pastoral, a uma mobilização das comunidades, a um entendimento da beleza da fé”.

Então o Bispo Diocesano do Porto marcou presença assinalável no acompanhamento da visita da imagem peregrina à diocese do Porto, no seguimento do itinerário da mesma pelo país, em vista à celebração centenária dos acontecimentos de Fátima, sendo um marco que se projetou na essência temática do correspondente ano pastoral, incluindo natural passagem na vigararia de Felgueiras.

Foi essa ocorrência de 2016 vivida pelo Prelado Portuense no sentido da peregrinação, dos valores e dos sinais que o Papa Francisco transmite. Como, por fim, concretizou na recente Peregrinação a Fátima da Diocese do Porto, já em setembro (no passado fim de semana, ainda), no âmbito do centenário e ainda dentro do período comemorativo de 2017.



De permeio, rebobinando figuras retidas na sensibilidade comum, da anterior ocorrência marcante como foi a volta da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, perante a presença de D. António Francisco dos Santos em Felgueiras, como penhor seguro do significado que ficou a ter no povo felgueirense, juntamos imagens de reportagem alusiva que foi então publicada no jornal Voz Portucalense e um pequeno apontamento registado no Boletim Municipal “Felgueiras + Informa”. 



~~~ *** ~~~

= A Peregrinação da Diocese do Porto a Fátima, grande manifestação concretizada por D. António Francisco, num mar azul e branco de fé - que fica como sinal da dimensão de seu múnus apostólico no pastoreio da Igreja Portucalense!

== + ==

Assinala-se assim com pesar o falecimento do Senhor D. António Francisco dos Santos, Bispo Diocesano do Porto, ocorrido na segunda-feira dia 11 de setembro na Casa Episcopal da cidade do Porto, vítima de enfarte agudo do miocárdio.

Neste local de registo histórico-cultural e memória felgueirense, como tal também, registamos o infausto acontecimento, cujas  exéquias solenes serão celebradas na próxima quarta-feira dia 13 deste mês de setembro, às 15 h 00, na Catedral do Porto. O corpo de D. António, entretanto em Câmara ardente durante dois dias na Catedral do Porto, ficará sepultado dentro da própria Sé, na cripta dos bispos, após funeral honrado com a presença do Presidente da República e do Cardeal Primaz da Igreja Portuguesa, entre outras individualidades dos mais diversos quadrantes da vida nacional. Todos reconhecendo que D. António Francisco esteve curto período à frente da diocese do Porto, mas em tão pouco tempo muito fez.


Entretanto, também, a Câmara Municipal  do Porto decretou 3 dias de luto na cidade Invicta e o FC Porto apresentou condolências à Igreja Católica Portuguesa através de comunicação em nome da Direção. Também os Governantes da Nação Portuguesa e diversos políticos se manifestaram publicamente, assim como algumas Câmaras Municipais do Distrito do Porto decretaram dias de luto municipal, entre as quais se inclui Felgueiras. O Presidente do FC Porto referiu emocionado (em curta declaração ao Porto Canal) que perdeu um grande amigo, mas todos ficamos a ganhar um santo, pois que ele não era só um grande homem do Porto mas de todo o mundo. Como amigo também era tido na simpatia pública, dizemos nós, e todos apreciavamos sua simpática bondade, reconhecendo que era pessoa especial.

O Bispo do Porto, D. António Francisco, desaparece assim fisicamente do número dos vivos aos 69 anos, em direção à morada celeste que norteou sua passagem na terra. Paz à sua Alma.

Armando Pinto
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sábado, 3 de janeiro de 2015

“Lembranças Natalícias” da Paróquia de Rande (Vigararia de Felgueiras – Diocese do Porto)


O período festivo da quadra de Natal e Ano Novo, na linha tradicional comemorativa, teve alguns sinais alusivos que ficaram a assinalar esse tempo vivido na Paróquia de S. Tiago de Rande – como se sabe uma comunidade que antes igualmente comportava a freguesia do mesmo nome e hoje se restringe à própria paróquia, no sentido religioso, visto civilmente ter sido alterada politicamente a sua anterior existência social.

Então, no âmbito marcante da quadra natalícia, além da publicação do Boletim Informativo paroquial, que atingiu desta vez a sua edição anual número dez (referenciado aqui já, no anterior artigo postado), foram também distribuídas algumas recordações durante alguns actos comunitários. Como ocorreu na festa dedicada aos idosos, organizada pela Conferência Vicentina de Rande e Sernande; depois na missa matinal da igreja de Rande, no Dia de Natal de 2014; e por fim ao final da missa primeira do novo ano, também na igreja paroquial de S. Tiago, aí numa iniciativa do Grupo de Jovens de Rande, aludindo ao Dia da Paz, a 1 de Janeiro de 2015.

Dessas ofertas públicas, em apreço, se junta imagem conjunta, ao cimo da página; e abaixo o respetivo verso com as legendas dedicatórias.


Embora este local não seja um qualquer jornal informático da região, mas tão só um espaço editorial de partilha particular, assinalamos aqui neste blogue, também, essas interessantes realizações. Porque as coisas simples normalmente se revelam importantes, por conterem sempre correspondentes significados.

Armando Pinto

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