Espaço de atividade literária pública e memória cronista

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sábado, 2 de setembro de 2023

A propósito do Passeio Anual /2023 das Paróquias do Padre Manuel Ferreira – recordação do Passeio de Convívio da Paróquia de Rande em 2009

Na calha da realização de mais um passeio anual das paróquias do Padre Manuel Joaquim da Costa Ferreira, conforme ocorre domingo dia 3 de setembro deste ano 2023, encaixa nas lembranças comunitárias um dos passeios de convívio do tempo em que os mesmos eram ainda por paróquias distintas. Sendo assim de recordar, entre outros, o Passeio de Convívio de 2009 da Paróquia de S. Tiago Maior de Rande, possível de lembrar melhor através do que no fim desse mesmo ano foi publicado no então existente Boletim Informativo da Paróquia de S. Tiago de Rande, em edição da respetiva comissão fabriqueira e textos lavrados pelo autor deste blogue e signatário destas lembranças, também.

Pode assim rever-se ainda algo desse convívio, então concretizado no final de agosto desse mesmo ano de 2009.

Armando Pinto

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segunda-feira, 27 de maio de 2019

Curiosidades e Recordações... A propósito: Adriano Sampaio – Um Felgueirense considerado ”Grande Lousadense". E personalizadas memórias colegiais!


Um destes dias veio ter às mãos do autor deste blogue um jornal do vizinho concelho de Lousada. Tendo, ao deitar os olhos à capa, de imediato havido atenção de nosso olhar para uma foto, tratando-se de pessoa conhecida, por sinal da nossa região e residente de Lousada há muitos anos. Despertando então a curiosidade para o texto referente ao tema.


Com efeito o caso reporta-se ao que foi recentemente publicado no jornal “O Louzadense”, pelos vistos um periódico ainda novo mas de feições clássicas, que segundo se nota dá apreço a memorizar aspetos relativos à memória do concelho do Torrão, como em tempos idos era popularmente conhecida a terra de Lousada. Em cuja linha redatorial, é dada no jornal devida relevância a figuras conhecidas e tidas por “Grandes Lousadenses” da atualidade, na esteira de “Louzadenses” memorandos. Sendo no nº 3 deste referido quinzenário, edição de 23 de Maio, dado lugar de destaque a um personagem oriundo de Felgueiras e entretanto radicado em Lousada. Tal o facto de ser ali dado a rememorar o facto de Lousada ter em seu seio Adriano Sampaio, como fundador da seção concelhia do PSD lousadense e figura pública com obra na vida sociável da mesma área da vila do Senhor dos Aflitos.


Adriano Sampaio nasceu na freguesia de Sernande e viveu sua adolescência na freguesia de Rande, freguesias vizinhas e paróquias anexas, do concelho de Felgueiras. Tendo residido na casa paroquial de S. Tiago de Rande, como sacristão do pároco de Rande, Padre João Ferreira da Silva. Em adulto, pelos contornos da vida, acabou por casar em Lousada e ficou para sempre a residir na vila abençoada pelo Bispo D. António Castro Meireles, como está de mão levantada em estátua alusiva, a saudar quem está ou passa por ali.

Já era ele uma pessoa respeitada na vila de Lousada quando o autor destas linhas por ali andou a estudar. Lembrando-me bem de o ver então, andando eu de livros debaixo do braço com amigos, ao tempo de frequência no Externato Eça de Queirós. 


Tempos em que o histórico colégio era deveras familiar no ambiente da terra através de figuras carismáticas, como o "Contínuo" Senhor Sousa, a secretária sempre prestável (senhora muito simpática, da qual me estava já a falhar o nome, mas recordando seu sorriso me vem à ideia como era tratada carinhosamente) a Chiquinha, os professores como o tão apreciado Padre Meireles de História, o Padre Campos do Português, Padre Mota de Francês, Padre Jorge de Inglês, Professora Orísia de Ciências, etc. etc. Andando o tão afável sr. Sousa de cigarro de mortalha sempre na boca, além de ser conhecido nas suas andanças de bicicleta a atravessar a vila no itinerário profissional. Lembrando que comíamos barato na casa de pasto do sr. Freitas, típica mistura de tasco e restaurantezinho antigo, por trás dos Bombeiros. Ao passo que no centro da mesma vila comprávamos o jornal na loja de papelaria da Geninha, enquanto esperávamos a camioneta de carreira em frente à loja do Rega, rindo-nos com a sua useira conversa de engalhar os clientes.


Recordo-me de então falar sobre o meu conterrâneo felgueirense com companheiros (sendo do curso liceal de bons amigos como Zé Vieira, mais tarde advogado de renome e dirigente apreciado dos Bombeiros; tal como também o Jorge Magalhães, volvidos anos tornado Presidente da Câmara de Lousada; Zé Alberto; o Teles de Santa Margarida, o Costa de Silvares, o Sousa do Unhão, Reis, Graça, Raquel, Maria José, Goreti, entre outros). 


Isso na ideia de conhecer o senhor Adriano Sampaio dos tempos em que viveu na minha região felgueirense. E sobretudo orgulhando-me de saber que era também um conhecido portista dos meios lousadenses. Pois o caso da política aconteceria alguns anos depois, já eu andara pelo Colégio de Vila Meã e ficara de permeio à espera de incorporação no serviço militar, até ter acontecido o 25 de Abril, etc. e tal…

Ora, veio agora tudo isso à lembrança, a propósito de ver no jornal O Louzadense longa entrevista com Adriano Sampaio, em duas das profusas páginas desse jornal, de cujo material para aqui se transporta algumas partes mais relevantes ao interesse geral.




Armando Pinto
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A propósito duma estátua...


Com o frio que tem estado, por estes dias, só ao sol de inverno duma tarde amena apetecerá estar assim, num banco de jardim, como a imagem mostra... Mas por outro lado até era apetecível aos olhos e sentidos haver assim uma estátua pelos nossos lados - onde não há quase nada do género, quer em largos, praças e até rotundas, normalmente apenas com árvoredo e pouco ou algo mais...

Ora,  virá a propósito um exercício mental, na pertinência duma visão cultural e monumental, assim. Senão mais, ficando ao menos a intenção. Nem que, como o aviador do conjunto imaginário, de estatuária, se fique a esperar sentado...

A estátua em apreço, na foto acima (da qual nada sabemos a não ser o que se vê), é aqui colocada obviamente como simples ideia que surge, qual exemplo duma possível quimera, simplesmente. Podendo contudo originar uma recordação.

Eventualmente, sendo no estrangeiro (como se nota pelo casario, de cariz alpino ou de lados próximos) poderá tratar-se duma homenagem a algum herói de guerra, que meteu ação aérea  de tempos antigos, talvez durante a II Grande Guerra. Mas, já que não acreditamos que aqui por Felgueiras alguém de direito faça tenções de fazer obras destas, ao menos isto dará para uma evocação: 

- Não houve em tempos um aviador, natural do concelho de Felgueiras, que teve autoria da 1ª travessia aéra entre Portugal e a Índia, em 1930? Sim,... mas podendo haver quem não tenha conhecimento, recorde-se, foi Francisco Sarmento Pimentel... nascido em Rande-Felgueiras, na Casa da Torre, como atesta uma lápide cravada na frontaria daquele solar. Pois então, não seria de um dia se lhe fazer uma homenagem concelhia, especialmente na cidade sede do concelho, com alguma edificação condigna que fique a perpetuar sua façanha e o facto de Felgueiras ter tal Felgueirense de sua naturalidade?!

Armando Pinto

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