Neste ano de 2026 passam 50 anos desde as primeiras eleições
livres realizadas em Portugal, no ano de 1976, após a instauração da Democracia
com o 25 de Abril de 1974. Como tal assinalam-se os 50 anos do Poder Local, instituído
oficialmente com os resultados das primeiras eleições autárquicas livres e
democráticas.
Contando o significado simbólico dessas eleições, na
consolidação de uma democracia então embrionária, vem acima o papel decisivo
das autarquias na infraestruturação de um país rural, como era até então, pobre
e isolado. Onde a educação era escola primária e não havia estradas de jeito
por muitos lados, e até água, saneamento, etc, cujas dotações paulatinamente foram
os municípios que fizeram na transformação do país.
Apesar de, passados 50 anos, ainda faltarem certas condições há
muito esperadas com a regionalização, que tarda, houve avanços por todos os
concelhos, em variados aspetos, embora ainda também continue quase tudo
dependente da centralização do poder governativo na capital política, em
Lisboa.
De todo o modo estes 50 anos do Poder Local devem ser assinalados,
pelo que representam. Havendo concelhos, por exemplo, em que os respetivos municípios
se aprestam para prestar homenagens a ex-presidentes ainda vivos e que exerceram
mandatos sem polémicas nas gerências governativas, ou mesmo presidentes e vereadores
salientes entretanto falecidos.
Assim sendo, mesmo sem se saber ainda publicamente se em
Felgueiras irá haver algo do género, vem o tema a propósito para lembrar, entre
possíveis exemplos, os casos dos professores José Campos e Edgar Silva, cuja admiração
pública e respeito histórico permanecem na memória coletiva de todos os
quadrantes concelhios.
Na lembrança dos 50 anos do Poder Local em Felgueiras, ilustra-se
o tema com uma imagem de antigo aspeto das traseiras do edifício da Câmara
Municipal de Felgueiras, como era ao tempo das eleições de 1976 e mesmo por
muitos anos ainda, antes da transformação operada muito depois. Quão suas antigas
linhas arquitetónicas eram emblemáticas, como a gravura representa.
Armando Pinto
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