Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Um Adeus ao meu amigo Tó Pedro!

 

Hoje tive de me despedir do meu amigo Tó Pedro, despedindo-me fisicamente, que não espiritualmente, porque sempre o lembrarei como amigo de infância e homem bom que conheci, de afinidades e amizade. O Engenheiro Pedro Sousa, natural da Longra, onde cresceu e se fez homem, depois residente na cidade de Felgueiras, deveras conhecido e respeitado no concelho de Felgueiras. Sendo como era no âmbito público referenciado como um dos fundadores dos Rotários de Felgueiras, como é usual chamar-se ao Rotary Clube de Felgueiras, tendo por mais que uma vez sido seu presidente, inclusive quando começou a campanha “Salvar Pombeiro” por iniciativa rotária, como ele contava e depois continuada pela presidência municipal da época. Além de outras participações em comissões concelhias. Mas para mim o Tó Pedro meu amigo e pessoa da Longra, que, enquanto esteve à frente da fábrica IMO todos os dias ia ao Café da Longra e gostava de conversar com toda a gente conhecida. Estando-me nas boas memórias as nossas conversas, entre eu, ele, seu pai, o senhor Luís Sousa, e seu tio e meu grande amigo, o senhor Luís da Póvoa.

Foi com muito gosto que um dia, ainda não há muitos anos, lhe solicitei e ele aceitou fazer o prefácio para o livro que escrevi sobre seu antepassado autor do projeto da Casa das Torres, da antiga vila e atual cidade de Felgueiras, o seu bisavô Luís Gonçalves - obra derivada após ideia de seu primo Neca Gonçalves, que em boa hora me lançou a sugestão, depois de ter lido um artigo que eu escrevera no jornal Semanário de Felgueiras sobre o mesmo projetista de várias casas da arquitetura clássica felgueirense. Tendo ele aceitado que a IMO patrocinasse esse livro, antes de saber que eu lhe ia pedir o prefácio respetivo. Tendo ficado desde aí assente, como eu então dei ideia e depois consegui, que a seguir seria vez de um livro sobre seu pai, o senhor Luís Sousa da IMO, com o prefácio a ser feito pelo filho mais novo, Rui, e o posfácio pela neta mais velha, Marta (livro que depois foi patrocinado pelo Instituto de Estudos Superiores de Fafe, de que era diretora a filha, prof.ª Dulce, que fez um testemunho pessoal colocado no livro). Assim como esteve projetado um dia fazer idêntica obra sobre a sua mãe, matriarca da família e professora histórica da Longra, D. Maria Amélia, e esse livro idealizado teria prefácio do filho Jorge e posfácio da nora D. Armanda, como professora também, mas a evolução do destino alterou tal sequência. Entre conversas mantidas com o meu amigo Tó Pedro, porque também havia em espera um livro, há muito escrito, sobre seu tio e meu amigo senhor Luís Tomás da Póvoa. Por entre casos que não foram sendo concretizados em papel impresso, mas isso agora são outras histórias. Ficando ao menos o que foi possível materializar.

Ainda não há muitos anos, também, no dia do lançamento de um dos livros de seu irmão Rui, era vivo ainda também o senhor Luís e todos estávamos de boa saúde, felizmente, pudemos conversar sobre alguns tópicos relacionados, quando todos juntos ficamos à posteridade numa foto que guardo com muito carinho e apreço - a foto que encima e termina este texto.

Convém frisar, quanto a ecos por vezes andados pelo ar, que bem seria interessante fazer muito mais livros, sobre muitas mais pessoas ligadas a nossos afetos e à história local, mas para publicar livros, depois de escritos, é preciso haver com quê, não podendo o autor além do trabalho ainda arcar com mais despesas. Isso por outros motivos e num à parte.

Despedi-me hoje deste meu amigo, como me despedi há anos do meu irmão Fernando. Mas a recordação vai ser constante.

Até sempre amigo.

Armando Pinto

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