Espaço de atividade literária pública e memória cronista

segunda-feira, 17 de março de 2025

Ligação de Camilo Castelo Branco também a Felgueiras…

 

Estando-se, desde este passado domingo 16 de março, no período celebrativo do bi-centenário do nascimento de Camilo, o grande literato com mais títulos publicados na literatura portuguesa, além de ter sido o primeiro escritor português que por sua valia conseguiu primeiro viver da sua obra literária…  E porque aqui como espaço felgueirense, neste sítio de memória, importa puxar tudo o que reporte temas de ligação felgueirense… vem ao caso evocar a ligação desse célebre escritor ao felgueirismo que nos corre na escrita memorialista. Coincidindo até com o período da Feira do Livro da atualidade felgueirense, por estes dias.

Assim sendo, desta feita demanda-se da ligação felgueirense à literatura nacional as letras romanceadas, onde coabitam com enredos e personagens diversas referências a honrar estes sítios. Com especial relevo num relance de Felgueiras pela obra Camiliana. Sendo Camilo Castelo Branco expoente do romance nacional, o mais fecundo escritor luso e cultor de estilo literário por excelência (cuja admiração pessoal nos leva a considerá-lo sem dúvida o melhor novelista que lemos).

Existem, com efeito, diversas referências em Camilo que nos tocam, desde a reconstrução histórico-descritiva do incêndio no convento de Santa Maria de Pombeiro durante as invasões francesas. Passando por outras crónicas intrometidas pelo meio de saborosas tramas urdidas nas suas histórias novelistas, como alusão à fixação residencial em Margaride do Padre Casimiro José Vieira, chefe da Revolta da Maria da Fonte, que por isso para aqui viera refugiado, acoitando-se na Casa de Samoça e fixando depois residência na casa da Alegria (ficando mesmo associado ao rompimento da estrada para o monte de Santa Quitéria). Como também aflorou algumas facetas da vivência local, por exemplo em “Anos de Prosa”, onde particularmente referiu os namoros duma Silvina, fidalga de Margaride. Até às menções de Camilo pela narração das ligações da vida do Zé do Telhado em incursões por terras de Felgueiras, mais alusões ao Pão-de-Ló de Margaride, Cavacas de Margaride e frisos paisagísticos por entre nacos de prosa deliciosa.

Disso chegou a ser passado a letra de forma um estudo do senhor Manuel Bragança sobre a ligação de Camilo a Felgueiras, conforme ele mesmo referiu numa entrevista ao antigo Jornal de Felgueiras, no tempo em que esse periódico teve direção do Dr. Miguel Mota e houve fase de grande felgueirismo nos temas publicados. Ficando ideia que esse estudo então datilografado terá ficado na Biblioteca Municipal de Felgueiras, junto com outros trabalhos desse tempo, como umas Achegas para a História de Felgueiras, do Padre Carlos Alves – que Inédito ficou, entretanto, esse estudo intitulado “Achegas Para Uma Monografia de Felgueiras”, da autoria do Padre Carlos Alves Vieira, trabalho feito na década de cinquenta a rogo da Câmara desse tempo, mas não chegou a ser publicado, ficando a aguardar publicação guardado no cofre do município, contudo de permeio consultado por autores diversos que lhe citam passagens em textos publicados, entre o quais o Padre Casimiro da Mata nas suas crónicas publicadas no jornal Notícias de Felgueiras em inícios da década de sessenta.

Ora nessa ligação a Felgueiras, recorda-se aqui e agora um artigo publicado no jornal Semanário de Felgueiras, há já uns anos bons, mais precisamente na respetiva edição semanal de 03 de dezembro de 1999, à sua página 15. De cuja crónica (porque era extensiva a outros escritores da literatura nacional) se relembra a parte referente à obra literária Camiliana respeitante a Felgueiras.

Armando Pinto

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sábado, 15 de março de 2025

No 2.º centenário de Camilo…!

 

Passam 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco, o melhor escritor português para mim. Um Lisboeta "convertido" ao Norte de Portugal. Que "vive" ainda na sua casa de Seide, que já tive o gosto de visitar. Como "vive" nos seus livros!

Essa visita, que pude fazer,  foi numa manhã que muito apreciei, precisamente no dia de meu aniversário em 2021, ainda dentro do período das restrições da pandemia Covid (daí eu na ocasião, como ficou ainda nalgumas imagens, ter então a máscara que tinha de se usar nesse tempo, para proteção…). Ainda estava lá a "Acácia do Jorge", a árvore do filho de Camilo. Mas isso são outras histórias...

Foi então essa visita num belo passeio proporcionado por minha filha e meu genro, que me acompanharam, junto com meu neto mais velho (pois o mais novo ainda estava para nascer). Enquanto o meu filho não conseguiu juntar-se no passeio matinal, por estar a trabalhar, e só nos juntamos todos ao fim do dia para festejar os meus anos, já também com os 3 netos existentes ao tempo, em casa (porque com o tal Covid nesse ano nem deu para irmos mais longe…).

A visita à “Casa de Camilo”, em Seide-Famalicão, andava há anos para ser feita e ia sendo adiada, até que foi então concretizada. Sendo Camilo Castelo Branco o meu escritor predileto. Sem olhar à sua vida, mas à sua obra, por assim dizer. Por eu sempre ter preferido literatura clássica que transporte realidades, e não ficção simplesmente. Não gosto de coisas inventadas só para parecer bem. E os romances de Camilo sempre foram uma transposição de histórias que lhe chegaram ao conhecimento ou vivenciou. Escritas em seu estilo grandioso, no seu modo Camiliano.

Curiosamente, sem nada ter a ver pessoalmente, mas apenas por extensiva apreciação de alguém, soube um dia, por um amigo, que uma das minhas historietas, um conto no meu livro de contos “Sorrisos de Pensamento”, naquele duma “Suave recordação”, fez chorar algumas pessoas. Isto soube porque outra pessoa, o amigo referido, me contou. O que faz pensar que se algo simples comoveu pessoas, o que fará algo grandioso como os contos de Camilo, que continuam a sensibilizar criaturas. Continuando ele a “viver” pelo que escreveu!

Armando Pinto

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quinta-feira, 13 de março de 2025

Curiosidades Felgueirenses… do nome Felgueiras até uma Rua e Travessa na cidade do Porto!

Há certas informações propensas de alguma atenção, relativamente a temas felgueirenses, naturalmente no caso de interesse coletivo do que diz respeito a Felgueiras, quase desconhecidos da generalidade das pessoas nadas e criadas em Felgueiras, entre naturais e habitantes do concelho de Felgueiras. Dando-se uns exemplos, de índole diferente. Apenas como tais.

Indo aos primórdios, da Felgaridade, pode começar-se pela denominação da região genuína do concelho, o nome local da zona, Felgueiras. Que é derivado do latino “filicarias”, o qual significava terras onde há (havia) fetos, nome esse mais tarde circunscrito à povoação central, de que resultou a vila e posterior cidade, que ficou como sede concelhia, passando posteriormente a ser generalizado ao concelho. Sendo esse termo associado, conforme antigas referências documentais, a Felgarias Rubeas, relativo de terrenos cobertos de fetos que, quando secos, toma(va)m cor avermelhada, rúbea, rubra acastanhada, transformando primitivamente a zona em felga. Evoluindo, no tempo, posterior conhecimento por Felgerias, Felgueyras, até Felgueiras.

Já de tema mais recente, mas mesmo assim remontando à década de cinquenta, do século XX, há um facto curioso, de haver o nome de Felgueiras numa rua duma cidade importante, como é e há no Porto. Com efeito, como “sede de concelho do distrito”, Felgueiras tem seu nome na toponímia da cidade do Porto, constando honrosamente entre as denominações toponímicas do burgo portucalense nas chamadas Rua de Felgueiras e Travessa de Felgueiras, dentro da capital do Distrito. Honra que data desde 1959, ano em que teve lugar a respetiva deliberação, ao tempo a distinguir «o concelho com o mesmo nome, do Distrito do Porto», situando-se as artérias em apreço na portuense freguesia de Ramalde, no BCE  (Bairro de Casas Económicas) da Boavista-Vilarinha.

Armando Pinto

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segunda-feira, 10 de março de 2025

Mais outra curiosidade relacionada ao “Basquete" do Grupo Desportivo da Metalúrgica da Longra...

 

Na sequência da anterior lembrança do antigo grupo ou departamento desportivo do basquetebol da Metalúrgica da Longra, Grupo Desportivo da Metalúrgica da Longra, também conhecido por G. D. MIT/Metalúrgica da Longra, lembra-se essa existência histórica por meio de mais um cartão de um antigo basquetebolista. E por acaso, na continuidade, dando à estampa uma Carteira de Desportista do mesmo atleta anteriormente recordado por um outro cartão. 

Desta vez relembra-se então o caso com o que resta deste cartão/caderneta desportiva que atesta o ano inicial da atividade desportiva e por sinal a informação mais documental da equipa da Metalúrgica ter disputado o Campeonato Corporativo da FNAT de 1954 até 1956/1957 na 2.ª divisão, época esta em que subiu de divisão, e então em 1957/58 já na 1.ª Divisão tal como em 1958/59, divisão essa de cima onde se manteve a partir de então depois. Sendo esta Carteira de Desportista do mesmo formato da também já aqui registada, de Adriano Castro, da antiga equipa de basquetebol da Casa do Povo da Longra. E esta, agora a mostrar, de um atleta da Metalúrgica, também de Joaquim Luís Ribeiro Cardoso, popularmente conhecido por Quinzinho da Arcela, neto do senhor Cardoso da loja da Ramadinha, da Longra; e sobrinho da “Se’ Marquinhas” continuadora da mesma célebre loja de vinhos e petiscos, como também de mercearia e artigos diversos, do Largo da Longra.

Será de acrescentar que a grande fábrica Metalúrgica da Longra, na sua vertente de lazer desportivo, teve então duas modalidades desportivas. Pois além da equipa do basquetebol, teve também uma de ciclismo. Como está referido no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997, e no livro “Ciclistas de Felgueiras”, publicado em 2020.

Nota: - Pode recordar-se o anterior artigo sobre o mesmo antigo atleta sr. Cardoso (“Quinzinho da Arcela”) e do outro cartão dele de basquetebolista do “Longra” (como era popularmente conhecida a equipa de basquete), clicando em

http://longrahistorico.blogspot.com/2025/02/mais-uma-curiosidade-local-cartao.html

Armando Pinto

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sábado, 8 de março de 2025

Um brinde ao Dia da Mulher... na Longra !

- Como curiosidade interessante, regista-se a oferta de um estabelecimento da Longra às mulheres. Uma lembrancinha, como se diz, mas muito terna e apreciável. Colocando aqui a imagem do brinde, de ambos os lados da embalagem, por me ter sido entregue para oferecer a minha esposa. Ficando na lembrança mais um sinal da graça que encerram iniciativas destas.

Armando Pinto

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sexta-feira, 7 de março de 2025

Entre curiosidades Locais e Concelhias: - Requalificação e embelezamento das rotundas em Felgueiras

Numa das passagens recentes pela chamada via rápida de Felgueiras, na Variante desde a rotunda da Longra, de acesso à autoestrada e saída, como também de direção a Felgueiras e Moure, reparei que finalmente aparece algo interessante em duas rotundas, pelo menos, do que entretanto pude ver. Tal o que aparece na rotunda de S. Jorge de Várzea, de ligação à cidade de Felgueiras e saída para o lado da rotunda de Moure, e se nota também começar a aparecer na rotunda de saída para o Estádio Municipal de Felgueiras e para as escolas da cidade, mais grandes superfícies comerciais, etc.

Ora, isso foi coisa há muito lembrada por alguma gente e, por exemplo, também pugnada em diversos artigos escritos pelo autor destas lembranças, em crónicas publicadas na imprensa felgueirense. Ao jeito de construções há muito dignificadas em concelhos vizinhos, conforme se conhece. Até que agora, pelo que transparece, começa em Felgueiras a ser aposta, finalmente, por quem de direito.E cai bem, quanto se aprecia. Quão se saúda, por ser melhor tarde que nunca. Mesmo porque a maior parte das rotundas existentes nas principais vias de acesso concelhio já existiam há muitos anos e entretanto terem passado pelo Município anteriores gerências, também, sem ter sido feito nada nesse aspeto. A não ser terem colocado algumas árvores e arbustos, a tapar a visibilidade, por assim dizer. Sendo isso, agora a começar a ser feito, uma boa concretização tendente ao embelezamento das rotundas, recorrendo à colocação de motivos decorativos de identificação das potencialidades e identificações locais. Uma realização que melhora consideravelmente o ambiente e transporta visibilidade afetiva também aos viajantes.

Com efeito, nas duas rotundas referidas começa a surgir a edificação de umas ramadas, identificativas da região do vinho verde de Felgueiras. Numas construções que se adivinha não estarem para já ainda concluídas, por se notar ser necessário algo mais. Mas já está outra coisa, como se costuma dizer.

Espera-se porém que a iniciativa e concretização não fique por aí, até para deixar de haver motivos de reparos, de há muito haver zonas tidas como filhas e outras tratadas como enteadas do poder municipal. Também nesse aspeto, obviamente além de outras necessidades e transparências. Podendo, neste caso do embelezamento das rotundas, ser lembradas motivações paisagísticas de monumentalidade a ser dedicada à indústria do calçado, da metalurgia e da indústria têxtil, conforme as áreas de implantação dessas indústrias históricas no desenvolvimento felgueirense. Assim como outros casos mais personalizados de motivos de orgulho, estando-nos a lembrar de uma homenagem pública há muito faltosa à 1.ª Travessia Aérea de Portugal à Índia, efetuada em 1930 por um piloto-aviador Felgueirense, algo até esquecido por enquanto no museu concelhio da exposição “Passado, Presente e Futuro de Felgueiras”… apesar de ser uma honra para o concelho, entre factos inéditos.

Em suma, finalmente há alguma cenografia monumental nalgumas áreas de visibilidade viária em Felgueiras. Desejando-se que tal obra seja para continuar e concluir. Contribuindo para o embelezamento das cidades e vilas do concelho de Felgueiras, agradando não só aos conterrâneos, mas também a visitantes. Com decorações, esculturas ou cenas decorativas que umam e identifiquem os felgueirenses.

Armando Pinto

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quarta-feira, 5 de março de 2025

Carnaval da Longra / 2025 – imagens à “la minuta” pessoal…


Dia de Carnaval na Longra (04/3/2025), em imagens de registo personalizado:

- À chegada dos carros alegóricos à Longra, ainda pela manhã.






- Mesa posta para almoço carnavalesco familiar.









- Aspetos da Longra - à espera da vinda do Cortejo do Corso Carnavalesco Longrino.

- E o Desfile do Corso Longrino:






























- Passagem do desfile do Corso do Carnaval da Longra.

Armando Pinto

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