Espaço de atividade literária pública e memória cronista

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Adereços a brindar a nossa terra... (entre recordações simbólicas e de promoções locais e comerciais)!

Passado o Natal, a tão querida festa anual da família e de maior sentimento afetivo, está prestes a chegar o fim de mais um ano e quase a entrar o novo ano. Na roda do ano, normal e temporal. É pois este tempo boa ocasião de vislumbres recordatórios e balanços do que ficou para trás, com marca registada, por assim dizer. Sendo esta época de transição também propícia, por tradição, a simbólicas gratificações simbólicas de apreço, como, entre outros casos, acontece com os estabelecimentos de convívio, quão são por norma os chamados Cafés, pastelarias, restaurantes e outros estabelecimentos, perante seus frequentadores.

Vem assim a calhar registar alguns adereços que encarnam toda essa envolvência, nos diversos sentidos de afeição local. Desde os antigos aos atuais, começando pelo brinde mais recente, recebido ainda na época natalícia deste ano, como simples exemplo, que fica para a coleção pessoal. No caso também como utilidade, até. 

Ora, a propósito, calha também relembrar alguns brindes de adereços mais antigos. 

Assim sendo, porque ao longo dos tempos foi possível juntar diverso material relacionado, desde canetas e esferográficas, porta-chaves, passando por carteiras e diversos utilitários, entre o que ficou dos vários estabelecimentos que foram existindo, registamos alguns exemplares de brindes, numa perspetiva de memorização. 

E na continuidade, também outros adereços de simbologia concelhia e motivos afetivos de índole diversa.

Assim eis alguns adereços de Felgueiras, mais brindes, calendários de bolso e porta-chaves com motivos felgueirenses, entre o que tem sido possível obter e está guardado em pequena coleção particular:


Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar ))).

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Feliz Natal !

 

- A todos os acompanhantes deste blogue e amigos pessoais também leitores deste espaço de memória coletiva, o autor e gestor deseja Boas Festas, com Feliz Natal passado em boa Consoada e Dia de felicidade familiar. 

Longra - Natal de 2024

Armando Pinto

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Um Presépio artístico visível na Longra…!

 

Natal de 2024 - Longra - Rande / Felgueiras:

O sortilégio natalício é pródigo em motivos de sedução. Quão se diz também de haver magia no ar. Como no caso que desta vez merece atenção, qual o facto de ter sido construído e estar à vista um presépio com características sui-generis, sito diante duma casa, dando para ver publicamente apesar de ser particular. No popular antigo lugar do Alto da Longra ou Cimalhas de Cima, que em certos documentos antigos também era referenciado por Picoto de Cimalhas e mais antigamente ainda simplesmente como sítio da Cimalha. Local que atualmente inclui a Rua Dr. António Castro, em homenagem toponímica a esse antigo Administrador do Concelho de Felgueiras. Em cujo arruamento e entre as diversas casas, existe uma habitação com um presépio interessante à frente, com vista para a via pública.

Tal o presépio construído pelo habitante da Longra e amigo conterrâneo Carlos Teixeira. Artífice de lavores artesanais, por amadorismo apaixonado, que em tempos não muito distantes teve de sua lavra alguns dos cenários de festivais de folclore da Casa do Povo da Longra e autoria de adereços para festividades locais, como arcos de marchas populares, modelos e moldes para construções artísticas de tapetes de flores, etc. Como em tempos, há alguns anos, com a colaboração de outro amigo e, no âmbito das atividades da antiga Secção de Teatro da Casa do Povo da Longra, pelo Natal de 1999 edificou um presépio monumental na sala grande de convívio da Casa do Povo. 

Ora, desta feita, agora pelo Natal de 2024, o mesmo Carlos Teixeira teve a iniciativa desse presépio atual que se pode admirar no seu terreno, em frente à própria casa – que aqui se mostra, em duas captações fotográficas que dispensam mais apresentações. Na ideia verdadeira como há imagens que valem por muitas palavras.

Armando Pinto

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Nota: Para se recordar também o antigo presépio monumental referido, clicar em

http://longrahistorico.blogspot.com/2014/03/evocacao-da-tradicao-teatral-na-longra.html

AP

domingo, 22 de dezembro de 2024

“Santinhos” de Natal


Na chegada do Natal, de mais um Natal e toda a envolvência natalícia da quadra, tira-se do baú, melhor dizendo do arquivo doméstico, algo relacionado. Avivando-se memórias do sortilégio natalício, através de “Santinhos” de Natal – da coleção pessoal de pagelas dos tempos de catequese e estudos iniciais, recuando no tempo à infância; acrescido de pagelas paroquiais, ou seja de estampas entregues (e recebidas, obviamente) por ocasião do Natal em anos passados, entre lembranças da Paróquia de Rande.  

Armando Pinto

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

UM POEMA Natalício Longrino-felgueirense… num arremedo poético de outras poesias diferentes !

 

- MENINO JESUS a pairar sobre a Longra, Rande e Sernande, aqui algures pela região concelhia de Felgueiras:


Cá pela Longra o Natal

é exatamente igual

a outro Natal qualquer.

Vestem-se imagens de mulher,

junta-se um S. José

nalgumas teias em presépio que é

diferente nas ruas mal-tratadas

e com escassas luzes desvairadas.

Faz-se em dezembro um diferente carnaval,

a mentir aos eleitores que acreditaram

na intenção

da histórica reposição…

Mas para quem sonhou voltar ter uma NOITE DE NATAL

na histórica freguesia,

o presépio está e fica incompleto.

O Menino Jesus não quis lá ficar

com tal gente a mandar…

Foi brincar com meninos outrora de fronteira

e quis consoar à sua beira.

Comeu bacalhau cozido e rabanadas.

Não tinha muitas prendas embrulhadas

mas teve uma noite especial

com o esquecimento dum verão em tempo de Natal.

Este Menino Jesus

é como a minha vila…

É Nobre, Leal e Solidário.

É um Anjo Revolucionário

É um catraio livre, corajoso e muito divino

Este Menino Jesus é nosso e é Longrino!

A.P.

= Com o espetro de não ter havido vontade, por meio do trabalho mal feito apresentado oficialmente (caso-"freguesias a desagregar") quanto à prometida reposição da histórica identidade das freguesias da região. Não tendo sido aproveitada a ocasião legal da reposição devida. Porque não há desculpas, vendo como freguesias pequenas e sem muitas das exigências legais se mantiveram independentes e as freguesias de parte da área da vila da Longra têm de manter-se com uma união contra natura, sem nexo, só por interesses particulares. Sem poder haver atenuante quanto à área urbana, visto do território oficial da vila apenas estar incluída uma parte da Pedreira e a maior ser de Rande e Senande; além que se fosse esse o caso teria de ser considerada a parte de Varziela oficialmente incluída na vila, mas cuja freguesia está maioritariamente inserida na mega união das freguesias da cidade de Felgueiras. Enfim... 

A história, que não esquece quem levou a isto em 2012 e 2013, não esquecerá jamais isto mais de 2024.  

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Entre curiosidades locais... Lista de Párocos de Rande, durante parte do século XIX e início do séc. XX, desde a Monarquia Portuguesa até à implantação da República

Quando durante anos, desde os anos 70 e passando pelos 80 até 90 e tal, decorreu o trabalho de pesquisa para fazer (escrever) a história da região em livro (depois publicado sob o título "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras", publicado em 1997) e porque esse mesmo levantamento foi feito pela base, sem anteriores pesquisas de apoio, tudo teve de ser elaborado de trás para a frente, como se diz, ou de cima a baixo, ou seja, do zero, sem nada antecedente. E, como tal, na parte respeitante à Paróquia a narrativa sobre os antigos párocos de Rande teve de cingir-se ao que foi possível descortinar, no material documental existente na biblioteca do cartório paroquial deixado pelo Padre João Ferreira da Silva. Tendo mesmo assim ainda se chegado ao pároco de Rande (Pero Fernandes) de 1509, do tempo em que, com o de Idães (Afonso Fermozo), foi feita a demarcação das freguesias pelos marcos de Santana, Gradim, etc. Arquivo esse felizmente ainda consultado depois da morte do Padre João (falecido em 1973), havendo sido examinada tal documentação antiga com autorização da Comissão Fabriqueira, ao tempo presidida pelo senhor Manuel Amorim do Correio. Porque tempos depois, pelos anos oitenta, quando se procurou mais informações adicionais, já haviam desaparecido alguns desses volumes antigos, com as mudanças de párocos e sucessão de alterações operadas na antiga residência paroquial, depois casa-salão paroquial.

Agora, com as novas possibilidades resultantes das ferramentas digitais, ou seja com o que aparece na Internet, já outras portas de armários antigos se abrem. Como no caso da enumeração dos párocos, quão entretanto se deparou sobre os da última porção do século XIX e princípios do passado século XX. Como assim se partilha aqui.


- Lista de Párocos de Rande, durante parte do século XIX e início do séc. XX, desde eras ainda da Monarquia Portuguesa até à implantação da República: 


Rande, orago de S. Tiago, município de Felgueiras, distrito de Porto

Ocupação paroquial "Entre Outubro de 1832 e Maio de 1911" 

Párocos:  José Dias Pereira - António Barreira Gomes Delgado - Francisco Celestino Gomes Barroso - António Dias Peixoto de Azevedo - António Ribeiro Teles - António José Teixeira  


- José Dias Pereira

Naturalidade: Rande, orago de S. Tiago, município de Felgueiras, distrito de Porto

Data de Nascimento: 10-12-1798

Egresso: Não

Nomeação de pároco encomendado (deduzida a partir dos assentos paroquiais) de José Dias Pereira, na data de 10-1832 e 16-11-1858


- António Barreira Gomes Delgado

Naturalidade: Argeriz, orago de S. Mamede, município de Valpaços, distrito de Vila Real

Data de Nascimento: 16-4-1799

Egresso: Sim      Ordem: Congregação da Missão

Nomeação de pároco encomendado (deduzida a partir dos assentos paroquiais) de António Barreira Gomes Delgado, na data de 6-1834 e 9-5-1844


- Francisco Celestino Gomes Barroso

Naturalidade: Anelhe, orago de Santa Eulália, município de Chaves, distrito de Vila Real

Data de Nascimento: 31-1-1827

Egresso: Não

Nomeação de pároco encomendado de Francisco Celestino Gomes Barroso, na data de 11-11-1854 e na data de 8-8-1872


- António Dias Peixoto de Azevedo

Naturalidade: Rande, orago de S. Tiago, município de Felgueiras, distrito de Porto

Data de Nascimento: 16-12-1833

Egresso: Não

Nomeação de pároco encomendado de António Dias Peixoto de Azevedo, na data de 4-1-1877 a 11-8-1902

= "Padre António de Santiago", como era conhecido o Padre António Azevedo =


- António Moreira Guimarães

Coadjutor e pároco administrador

Naturalidade: Rande, orago de S. Tiago, município de Felgueiras, distrito de Porto

Data de Nascimento: 26-2-1875

Egresso: Não

Data do Presbiterado: 1898

Bispo Ordenante: D. Américo dos Santos Silva

Foi pároco de Rande como Administrador aquando do falecimento do Padre António Azevedo, em 1902.

Antes disso, tmbém paroquiou várias freguesias de LousadaAté que se aposentou e ficou a residir em Rande, na casa de família de Valdomar de cima, onde rezava missa em capela particular da casa, fora de dias em que celebrava na própria igreja paroquial de Rande.


- António Ribeiro Teles

Naturalidade: Sernande, orago de S. João Baptista, município de Felgueiras, distrito de Porto

Data de Nascimento: 30-10-1879

Egresso: Não

Nomeação de pároco encomendado de António Ribeiro Teles, na data de 22-1-1903 e 3-11-1903


 António José Teixeira

Naturalidade: Torno, orago de S. Pedro Fins, município de Lousada, distrito de Porto

Data de Nascimento: 7-11-1874

Egresso: Não

Data do Presbiterado: 30-7-1904

Local da ordenação: Porto

Bispo Ordenante: D. António José de Sousa Barroso

Nomeação de pároco encomendado de António José Teixeira, na data de 31-10-1904 e 24-5-1910

 = A relação indicada refere-se a párocos que exerceram paroquialidade em S. Tiago de Rande, nesse período de 1832 a 1911. E, como se vê, sendo alguns naturais de Rande, um também de Sernande e outros de freguesias diversas, entre os quais uns eram padres diocesanos e outros da Ordem da Congregação da Missão (Lazaristas ou Vicentinos). 

A esses párocos antigos (sabendo-se que existiram muitos outros anteriores, naturalmente), sucedeu o Padre Augusto Correia, que era pároco de Rande na ocasião da questão do regime republicano inicial com a Igreja Portuguesa e no concelho de Felgueiras foi um dos que se viram confrontados com a situação vivida por esses tempos. Mas isso é outra história e faz parte da história. Constando também o Padre Augusto Teixeira Correia em variadas alusões incluídas no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”. No qual há também referência ao clérigo coadjutor num relatório do Padre Augusto.  

 Armando Pinto

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domingo, 24 de novembro de 2024

(Mais uma) Homenagem ao senhor “José Xavier do Outeiro”, grande bairrista da Longra de tempos idos…

José Xavier, o senhor “José Xavier do Outeiro” como era e ficou conhecido José Xavier Pereira da Costa, foi um grande impulsionador de muitas das existências sociais criadas na então povoação da Longra pelos idos anos de trinta a cinquenta, sensivelmente, no século XX. Um grande bairrista, cuja biografia ficou referida no livro publicado em 1997, “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras, no capítulo das personalidades históricas locais, bem como no das casas mais salientes da região, na parte da casa do Outeiro, e ainda no capítulo das instituições, sendo que ele teve importante ação em diversas áreas. Assim como foi sobre ele, anos antes, que fiz (escrevi) um dos primeiros artigos publicados com o meu nome no fim, como autor, no jornal “Mensageiro da Longra”, então do antigo Centro Cultural e Recreativo da Longra.

Ora, como as referências curriculares e biográficas sobre o histórico senhor José Xavier estão impressas nesse livro e noutros meios publicistas, escusado é repetir isso. Apenas para não esquecer, no conhecimento dos vindouros, faz-se aqui mais uma homenagem, simplesmente como evocação de sua personalidade. Através de ilustração fotográfica de uma pose de gente de seu tempo, estando ele no centro do grupo. Fotografia essa que foi oferecida ao autor, também, pela própria filha do sr. Xavier, aquando da recolha de material para o livro historiador da região. Podendo acrescentar-se que a filha, a saudosa e muito querida D. Celestina, também está na foto, então em tempos de sua juventude, assim como se reconhece outra pessoa, pelo menos, mas todas essas pessoas eram de bom conhecimento nesse tempo.

Armando Pinto

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