Espaço de atividade literária pública e memória cronista

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

De vez em quando… Uma foto com história – Largo da Longra nos anos 40-séc. XX

Panorâmica do Largo da Longra em tempos idos. Uma captação fotográfica do Largo da Longra, com aspeto original do triângulo ajardinado, de tempos algures pelos anos da década de 40 do século XX. Imagem constante dos livrosMemorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras” publicado em 1997, “Elevação da Longra a Vila”, de 2003 e “Luís de Sousa Gonçalves O SENHOR SOUSA DA IMO”, de 2019. Foto de arquivo pessoal e cedida pelo autor para ilustração e decoração de alguns espaços públicos locais, como na Casa do Povo da Longra e na sede da autarquia local ao tempo da antiga Junta de Freguesia de Rande, por exemplo, estando ainda na Farmácia da Longra, atualmente. 

A. P.- Armando Pinto

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Dia da Padroeira de Portugal e histórico Dia da Mãe... para sempre recordar a minha Mãe!

 

Chegado o Dia Santo de 8 de dezembro, com o Natal a aproximar-se e mais se apertando seu encanto – das lembranças nas memórias de crianças – retorna também o significado das belezas de outrora na roda do ano, à chegada do antigo Dia das Mães, o Dia da Mãe, como era para mim por ser o dia da minha Mãe. Dia santificado também associado na História Pátria pela Proclamação da Imaculada Conceição como Padroeira de Portugal, conforme foi coroada pelo Restaurador da Nação D. João IV, em 1646. Tudo misturado (como que vendo em tempos de criança a minha mãe a misturar farinha e água para fazer pão caseiro em nossa casa) a completar coisa boa e bonita a nossos olhos da recordação. Como reluz ainda nas imagens da memória e posso recordar em coisas guardadas, entre o muito que o dia me faz ter mais saudades desses tempos em que podia ter a minha Mãe.

– 8 de dezembro, dia santificado como Solenidade da Imaculada Conceição, Rainha Padroeira de Portugal. Cujo dia, durante muito tempo e até há ainda relativamente pouco tempo, era Dia da Mãe, de todas as mães. Sendo assim um dia de muitas e ternas recordações. Como estes “santinhos” foram pagelas que há uns bons anos eu e meu irmão Fernando oferecemos a minha mãe, com dedicatória… num dia 8 de dezembro, de saudosa memória.


…Líamos e cantávamos nos bancos da escola, apontando sobre as letras do velho manual, que ninguém no mundo nos tem mais amor do que a nossa Mãe… e logo pensava também em meu pai, de quem sempre gostei muito. Mas a imagem da Mãe vinha sempre à frente dos olhos e continua…


Agora, tantos anos passados, li há pouco uma frase, consubstanciando um pensamento, que nos faz recuar no tempo e toca sentimentos profundos: 

«…Dia 8 de Dezembro, histórico Dia da Mãe, é um dia triste para todos aqueles que perderam a sua mãe. Mas a nossa Mãe nunca morre, está sempre connosco… Então este é apenas mais um dia no qual não vejo fisicamente a minha mãe mas sei que ela está em todas as coisas, materiais e imateriais, pois uma mãe nunca morre. Damos um beijo no vento e ele vai ao seu encontro. Como poderia uma mãe partir se ela é incapaz de abandonar os seus filhos? E como pode um filho dizer que a sua mãe morreu? Nunca! O amor de mãe é eterno!» 

Sabemos que hoje em dia a data dedicada às mães é em Maio, naquelas alterações que vão surgindo ao longo dos tempos e suas transformações. Contudo o dia 8 de Dezembro continuará a juntar pensamentos dirigidos à memória de nossa Mãe. Até ao Além!


Em toda esta sintonia afetiva, numa homenagem a minha Mãe, prestamos hoje, neste dia, uma reverência à memória materna, através de algumas páginas contemporâneas de nossa meninice, passando os olhos por folhas do catecismo e do livro de leitura escolar, como a dizer-lhe baixinho, sussurrando ao ouvido: Gosto muito da minha querida Mãezinha!



Armando Pinto

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terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Aumento bibliográfico felgueirense na biblioteca particular

Com o mais recente livro publicado em Felgueiras, no caso de um autor residente em Felgueiras, juntando aos outros de felgueirenses de naturalidade ou afeição, está mais completa e enriquecida a biblioteca pessoal aqui do autor deste blogue. Num acervo de livros e outras publicações de temas de Felgueiras e ligações felgueirenses. Como se regista por imagens de algumas das estantes da guarida pessoal, com o que tem sido possível obter e guardar.

Armando Pinto

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domingo, 4 de dezembro de 2022

Apresentação do livro “Feliz na Escuridão”, de José Machado, sob pseudónimo de “Pepe Guimarães”

Viveu-se em Felgueiras na tarde do primeiro sábado deste dezembro algo especial, na Biblioteca Municipal de Felgueiras, com a apresentação de um livro fora do comum. Tal foi o que aconteceu durante a tarde de sábado, 3 de dezembro, na sessão de apresentação pública do livro intitulado “Feliz na Escuridão”, da autoria do amigo José Francisco Magalhães Machado, escrito e publicado sob o pseudónimo de Pepe Guimarães.


Peseudónimo esse, com que assinou a obra, em alusão a ser natural de Guimarães – facto que me surpreendeu, pois eu pensava que ele nascera na Pedreira, onde viviam seus pais desde que me lembro e sempre o conheci, aqui por terras de Felgueiras. Para onde afinal ele veio com cerca de 2 anos e assim sendo por aqui passou a maior parte de sua vida. Mas mais ainda me surpreendeu tudo o que pude vivenciar em plena Biblioteca de Felgueiras perante o que ali se ouviu, em momentos tocantes e mesmo deveras emocionantes, tal a amplitude do que representa o ser do amigo Machado. Alguém de que todos gostamos, por assim dizer e particularmente sempre admirei tudo o que nele e dele me surge diante de meu entendimento.

Há muitíssimo tempo que conheço o Zé Francisco Machado, desde criança, passando a conhecê-lo depois melhor naturalmente quando eramos já adultos, sobretudo depois que ele regressou de estabelecimentos onde andara e ficou a viver mais pelos meus lados e a trabalhar na Metalúrgica da Longra, frequentando sítios de andanças comuns pela região. Sentindo grande admiração por ele, mesmo. Havendo tido muitas conversas com ele sempre que telefonava, de seu posto da Metalúrgica da Longra para o Posto Médico da Longra, como se dizia então popularmente, para tratar de algum assunto relacionado com o Centro de Saúde da Longra, pedindo para me chamarem, se não fosse eu a atender o telefone, e logo aproveitava para puxar temas que eram de nosso comum apreço. E depois quando comecei a escrever nos jornais de Felgueiras e mais ainda quando passaram a aparecer os meus livros, sempre agarrava temas que lhe despertavam atenção. Ficando a sensação de como era possível tanta vivência, sendo ele invisual, ou seja sem ver como se apercebia e sabia de tudo.

Este belo livro de José Francisco Machado teve como merecia uma bela moldura humana, com a sala cheia no auditório da Biblioteca Municipal de Felgueiras. Havendo a apresentação tido muitíssimo bom desempenho de Arlindo Pinto e José Quintela; mais testemunhos de diversas pessoas, como também do filho, César Machado; e individualidades da mesa, estando representada a Câmara Municipal pela srª Vereadora da Cultura, Drª Ana Medeiros, e a Junta local pelo Presidente da União das freguesias da cidade e arredores, José Lemos; contando ainda com a atuação do grupo coral da Universidade Sénior de Felgueiras a abrilhantar o ato. 

Vem então desde tempos distantes o conhecimento que tenho dele. Tendo-o visto pela primeira vez em criança, tínhamos os dois poucos anos ainda (pois ele dista de mim apenas alguns meses na idade). Tal foi em certo dia, teria eu uns 7 ou 8 anos, mais coisa menos coisa (pois já andava na escola e sabia ler, segundo me lembro), em que no Largo da Longra vi um menino diante de um bom ajunto de pessoas atentas ao que se passava, estando o pai a mostrar como ele sabia ler com as mãos. Como foi o que me apercebi e todos estavam admirados. Eu tinha ido fazer um recado a mando de minha mãe, à loja da Se’ Marquinhas, popularmente chamada loja da Ramadinha, mesmo no Largo da Longra. E chegado junto do pinheiro do centro desse sítio, dou de caras com um grande grupo de pessoas em volta de alguém. Como eu era pequeno não consegui logo ver o que era, mas por isso mesmo meti a cabeça entre os grandes e lá consegui enfiar-me em posição de também vislumbrar o que era aquilo. Percebi que o menino tinha vindo, não sei se de férias ou não, de um colégio onde aprendera a ler assim por não ver. Estando ali seu pai a apresentar o filho, aquele menino, dizendo que ele sabia ler segundo uma forma desconhecida para quem ouvia e via aquilo. Fiquei ali especado e pasmado, foi mesmo assim, tal e qual, vendo-o a ler colocando os dedos sobre um livro que tinha aberto espalmadamente junto ao peito. E a ler tocando com os dedos no papel, como que a tocar algum instrumento musical. Soube depois e sei agora que aquilo era e é leitura em Braille, mas na ocasião foi coisa que me espantou e nunca mais me esqueceu.

Pois o amigo Machado publicou agora um livro seu. Um livro encantador, verdadeiramente atraente em tudo. Contando sua história, algo envolto em género de literatura infantil mas em mensagem adulta, numa mescla de realidade misturada e escondida em modo de ficção, dando bem para perceber ali haver muito de si pessoalmente. De forma que quem conheceu seus pais e sabe os nomes de pessoas e lugares, descobre e discorre da beleza desses belos nacos autobiográficos. Livro este que de tanto que nos impressiona nem conseguimos descrever bem como o vemos, apenas sei que gostei, gosto muito e recomendo muitíssimo.

Por isso, melhor que qualquer explicação de apresentação, aconselha-se que o melhor é ler, ver e apreciar tudo o que ali encerra esta bela obra.

Abraço de parabéns amigo sr. José Machado.

Do

Armando Pinto

(Observação: as fotos da sessão de apresentação são, com a devida vénia, retiradas das páginas do Facebook dos amigos sr. Mário Pereira e Vítor Vasconcelos)

AP

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Livro “SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DA BANDA DE MÚSICA DE FELGUEIRAS”

Recentemente apresentado publicamente, regista-se a existência de mais um livro historiador de algo de relevo felgueirense – o livro “SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DA BANDA DE MÚSICA DE FELGUEIRAS”. Um belo documento histórico-literário sobre a história da mesma Filarmónica com o nome de Felgueiras.

= Capa e contra-capa do livro

Livro este que foi um ponto de interesse no programa da comemoração recente do aniversário da instituição e como tal teve apresentação pública em sessão pública do 172.º aniversário da Banda de Felgueiras, no passado 5 de novembro.  

Embora não contendo nomes dos autores na capa, consta na sua Ficha Técnica serem autores do mesmo livro Mário Jorge de Jesus Pereira e Henrique Pinto Ribeiro. Felgueirenses de boa cepa que estão de parabéns por este trabalho de grande fulgor, meritíssimo interesse e boa preservação de quanto foi possível saber da memória da mesma organização. Sendo o sr. Mário Pereira o principal obreiro, como refere o Dr. Ernesto Rodrigues no  Prefácio, e aliás se sabe por ter sido ele quem andou nas pesquisas e consultas a pessoas conhecidas; tendo também o Maestro sr. Henrique Ribeiro contribuído com material de arquivo da Banda e também de seu conhecimento. 

Com muito gosto o livro já cá canta (como se costuma dizer) também – embora no caso fosse mais aconselhável uma palavra de música tocada… para definir que já está felizmente na posse aqui do autor deste blogue, a enriquecer a biblioteca pessoal.


De registar que, entre os diversos capítulos, havendo um dedicado aos músicos felgueirenses, também está referenciado o Padre Luís de Sousa Rodrigues, o famoso musicólogo e compositor felgueirense, natural de Rande, Padre Luís Rodrigues da Lapa, do Porto, a quem a própria Banda de Música de Felgueiras fez uma homenagem em 2006, no Dia da Música desse ano – conforme se pode recordar por panfleto distribuído na ocasião e desde então guardado pelo autor destas linhas.

Como ilustração juntam-se imagens de captações fotográficas de algumas das 159 páginas do livro, como visualização, ao jeito de murmúrios de apreciação sobre a Banda de Música representativa do nosso concelho de Felgueiras.


~~~ ***** ~~~

Está pois assim dignificada a história da Associação da Banda de Música de Felgueiras. Agremiação de interesse público no âmbito tradicional da coisa pública felgueirense. Instituição que como outras dizem muito ao sentimento concelhio felgariano. Como no caso pessoal em que, com orgulho, existem alguns adereços memorandos no escritório doméstico aqui do autor deste blogue, também pessoal. 
 

Armando Pinto

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quinta-feira, 24 de novembro de 2022

124 anos dos Bombeiros de Felgueiras

 

24 de Novembro de 1898 – 24 de novembro de 2022 = 124 anos de vida!

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras completa 124 anos de existência e de serviço público.

Parabenizando toda a Corporação e em agradecimento a todos os Bombeiros e seus Dirigentes que ao longo dos anos deram vida a esta instituição tão importante e necessária na vida coletiva, recordamos algo de sua memória integrante da nossa memória coletiva.

A 24 de novembro de 1898, após trâmites que passaram por recusas e correções várias, o Governador Civil do Porto aprovou os estatutos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras. Tendo então passado a respetiva certidão, com carimbo e selos devidos. Ficando exarado nos Estatutos aprovados seus nobres intuitos: “Esta associação tem por fim socorrer os habitantes do concelho de Felgueiras nos casos d’incendio ou de outras calamidades.”

Assinalando mais este aniversário, saúda-se a instituição, por meio de lembranças históricas (constantes do arquivo pessoal do autor): lembrando por imagens digitalizadas a original publicação dos correspondentes Estatutos e Regulamento, através da respetiva capa, e do interior algumas páginas, sensivelmente do meio e final, com um comprovativo de cota; mais algumas imagens fotográficas do desfile do seu centenário, em 1998.


São pois também históricas as captações fotográficas do cortejo hostórico realizado aquando do Centenário, como se evoca através da junção de  imagens elucidativas.

Agora, chegado este ano de 2022, após o período deficícil do tempo da pandemia Covid e ainda neste tempo de guerra internacional que vai tendo influência negativa na vida naional, também, assinala-se mais um aniversário dos Bombeiros de Felgueiras. Cuja  comemoratação festiva terá lugar no próximo domingo, em que à imagem de anos anteriores, costumando o aniversário ser festejado em anos diferentes por diferentes igrejas paroquiais do concelho, desta vez será na igreja de S. Vicente de Sousa. 

Ora nesta anuidade, há que recordar algo de seu passado, entre imagens históricas, contando visual do antigo quartel, na sua fisionomia original (como existiu ao lado da antiga Escola Primária Conde Ferreira, depois demolida).

Quartel primeiro que teve "solene inauguração do lançamento da soleira da porta principal" a 6 de maio de ml e novencentos. E em 1902 começaram as obras de sua edificação, após processos de escrituras e tudo o mais. Como se pode rever por imagem duma das páginas do livro dos 100 Anos dos BVF. 

Depois foi toda a sua evolução, passando pelo aumento do quartel para o lado... mais exemplos de ocorrências de registo.


Até aos dias de hoje com a grande ampliação ocorrida aquando do 121.º aniversário. 


Então, cerca de 50 anos volvidos da anterior ampliação do quartel antigo, ficou assim muito mais amplo e operacional o mesmo atual, desde as partes de serviço até instalações de apoio e outras, incluindo um valioso espaço museológico, com que agora está mais salvaguardada a memorização do esforço e tenacidade dos fundadores e seus continuadores.  



Esses pioneiros serão sempre de constante recordação, onde houver quem valorize a memória coletiva felgueirense. Sendo os Bombeiros de Felgueiras uma instituição carismática, que oficialmente foi reconhecida com a aprovação dos estatutos pelo Governo Civil, por «alvará passado a 24 de Novembro de 1898 (autenticado com carimbo devido e estampilha de dez réis), com Estatutos e Regulamento datados de 15 de Janeiro de 1899, publicados pela 1ª vez em 1904 - de cujo original, propriedade do autor desta obra histórico-monográfica, se reproduz a capa do folheto» (in livro "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras", publicado em 1997).


Porque já está escrito e registado, em locais próprios e meios de divulgação, o que foi e aconteceu sobre a inauguração, mais descrição da representatividade e inerentes intervenções que tornaram possível a nova realidade, aqui e agora apenas se regista algo da parte memorial. Com ilustração através de imagens, além de visualizações do museu respetivo, também digitalizações de algumas páginas do folheto original dos Estatutos e Regulamento, que o autor destas linhas, como felgueirense e estudioso da história relativa a tudo o que é representativo do sentido amarelo-púrpura, se orgulha de possuir e guardar.


Junta-se ainda, como acrescento memorial, digitalizações de dois artigos do autor, publicados em 1998 no suplemento do jornal Semanário de Felgueiras sobre o Centenário dos Bombeiros de Felgueiras, á época em ciclo comemorativo, ainda.




Parabéns Bombeiros Voluntários de Felgueiras !

Armando Pinto


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