Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quarta-feira, 13 de julho de 2022

Em tempo de Ordenações Sacerdotais Diocesanas – “Santinhos de recordação” de Ordenação Presbiteral e Missa Nova de Padres Naturais de Rande e Párocos de S. Tiago de Rande – Felgueiras

Com o tempo cálido de verão, este ambiente de dias de altas temperaturas faz lembrar tempos de outrora, de ida até ao Porto com destino principal mais propriamente à Sé catedral da Diocese do Porto, do autor destas lembranças, entre gente da freguesia e paróquia de Rande, para presenciar a ordenação de um então jovem seminarista que ia ser ordenado padre. Sendo que durante anos as Ordenações Sacerdotais no Porto ocorriam sobretudo no primeiro ou segundo domingo dos iniciais fins de semanas de agosto. Enquanto agora isso está a ser celebrado no início de Julho. Costumando, na ocasião e de há anos a esta parte, as cerimónias serem coroadas liturgicamente com o cântico “Tu es sacerdos in aeternum”, de L. Rodrigues (Padre Luís Rodrigues), no sentido apropriado à celebração.

Ora, estando-se pois em tempo de Ordenação de novos Presbíteros na Diocese do Porto, calha a preceito relembrar alguns casos que nos dizem mais respeito. Como foram as ordenações de Padres naturais de Rande e padres que vieram a ser Párocos da mesma nossa paróquia de S. Tiago de Rande. Através de estampas alusivas, as populares pagelas, popularmente chamadas de “Santinhos”, das ordenações de alguns dos sacerdotes nascidos em Rande e também de padres que depois vieram para párocos de S. Tiago de Rande – conforme os “Santinhos de recordação” que consegui ter, uns recebidos de meus pais e outros obtidos pessoalmente, dos que tenho guardados.

Armando Pinto

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sexta-feira, 8 de julho de 2022

Efeméride da 1.ª Subida de Divisão do Futebol Clube de Felgueiras - a 8 de julho de 1965 !


Havendo datas de realce na história local felgueirense, o dia da primeira subida de Divisão do Futebol Clube de Felgueiras é historicamente marcante. 

Foi a 8 de Julho de 1965 que, em pleno início do verão de meio da década de sessenta, se deu a inesquecível primeira subida de divisão da equipa de futebol de Felgueiras.

No livro “Futebol de Felgueiras - Nas Fintas do Tempo”, publicado em 2007, deixamos exarado, quanto a esse período da história felgueirense:


«… Decorrendo o tempo, com o desporto local quase limitado ao futebol a nível distrital, no ambiente da vila de então passaram-se anos de discreta pacatez, embora prenhes de entusiasmo interno. Na conta corrente desportiva inicial, contou tempo em que o clube participou despretensiosamente, durante algumas épocas, na 3.ª Divisão Distrital, à compita com equipas de terras e concelhos vizinhos, com os quais disputava renhidos “derbies” regionais, em jogos que movimentavam grandes molduras assistentes e despertavam bairrismos. Contudo sem grandes veleidades aos lugares de promoção, que outros clubes de zonas mais desenvolvidas e maior poderio disputavam.
Até que chegaram épocas gravadas na memória local, conseguido que foi formar conjunto valioso de atletas, através de jogos feitos por nomes celebrizados a nível caseiro, entre os quais o famoso avançado Sabú e seus companheiros Monteiro (guarda-redes principal), Cardoso, Mário, Mendes, Mamede, Pacheco, Estebaínha, Pimenta, Zezinho, Roda, José Manuel, José Carlos (guarda-redes suplente) e outros, em 1964/1965, seguindo-se depois em 1965/66 o célebre Caiçara, acompanhado também por Pimenta como alguns outros sobreviventes e mais uns Fernando Mesquita, Loureiro, Augusto, Franquelim, Pereirinha, Moura, o guarda-redes Jorge, etc. Épocas em que as carreiras da equipa atraíram grande mole de acompanhantes, tendo então sido frequente irem em autocarros fretados, para o efeito, diversas excursões de adeptos para assistirem aos jogos, disputados na área do distrito, bem como nos prélios disputados em Felgueiras havia quase sempre casa cheia.
O rectângulo de jogo era então vedado a tubos de ferro, suportados por mecos de cimento, sendo esses ferros pintados a intervalos de azul e vermelho, enquanto o espaço do público se quedava em terra rampeada, albergando numerosa assistência, com o recinto fechado por muros de blocos de cimento.
Efectivamente o primeiro grande momento deu-se quando, em 1964/65, aconteceu a primeira subida na história do clube. Depois de se ter classificado em segundo no respectivo campeonato (em que subia apenas o primeiro automaticamente, nesse ano o Gondomar, que superou o despique final à tangente), o Felgueiras ascendeu enfim à 2.ª Distrital, graças a memorável jogo de “tira-teimas”, numa finalíssima disputada em campo neutro, em Amarante, no começo do Verão de 1965 – entre o vice-campeão da 3ª Divisão Distrital (Felgueiras) e o clube da 2ª (Lixa) classificado acima do que ficara despromovido da mesma divisão superior. Estava assim em jogo a promoção do Felgueiras ou a permanência do Lixa, nessa categoria. Nos jogos a duas mãos, verificaram-se vitórias das equipas da casa, à vez, tornando necessário um desempate. Então, apesar de ser um dia de semana, Felgueiras esteve em peso nessa tarde no campo de Amarante, diante do F. C. da Lixa. Nesse ano era a equipa de Felgueiras treinada por Nelo Barros, enquanto na formação sobressaía Sabú, autor dos dois golos com que foi selada tão eufórica vitória, por 2-0.
Ficou na memória local o regresso dos heróis, que resultou numa autêntica romaria popular, vindo em ruidosa caravana os atletas e demais componentes da equipa, bem seguidos por delirante falange de adeptos, dos que estiveram no campo, em longa fila por meio de tudo quanto era transporte, desde motorizadas, motões, velhas carrinhas fechadas e de caixa aberta, camionetas de excursão e carros, como até bicicletas (embora estas levassem mais tempo naturalmente, acrescendo nalguns casos o ciclista condutor levar mesmo um acompanhante no quadro). Curiosamente, para evitar passagem na Lixa, o cortejo veio pela Serrinha e, via Aparecida, passou na Longra, onde se deu um dos maiores banhos de multidão de que há recordação, recebida a vitoriosa embaixada ao toque de bombos, latas e o mais que fazia barulho, indo por fim, tudo e todos, em demanda da vila de Felgueiras, em cujo centro urbano a festa durou até às tantas...»


= Poses da equipa do FC Felgueiras - em cima em dia de jogo durante a fase regular do Campeonato Distrital, em 1964/1965; e em baixo, da Finalíssima que resultou na Subida da 3ª à 2.ª Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto, em 1965.

Do acontecimento, a propósito e como recordação, juntamos recorte coevo dum jornal local, dando nota do que ao tempo ficou registado no “Notícias de Felgueiras”:


Armando Pinto


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sábado, 2 de julho de 2022

Entre exemplares de temas felgueirenses: – um “calendário de bolso” do tempo do antigo brasão concelhio de Felgueiras !

Na linha de um anterior artigo aqui publicado sobre “postais” de temática felgueirense, desta vez deita-se mãos e olhos a um calendário de bolso, como em tempos recuados foi de uso corrente – com a simbologia heráldica de Felgueiras, contendo o brasão antigo ainda do tempo da sede do concelho como vila, com típica coroa mural (de quatro castelos), incluindo a legenda no listel, também diferente na sua forma; bem como a bordadura de negro era mais larga, em relação ao posterior e atual brasão, após Felgueiras ter passado a cidade (em 1990). 

Calendário este da coleção (referente a brasões de municípios portugueses) de 1987 / 1988. Como se pode verificar pelo verso, enquanto na frente indica ainda dados relacionados com os anos 80 do século XX.

Tempos em que, apesar da Longra ser muito esquecida, oficialmente e a nível autárquico, na senda do que tem acontecido e está a custar ser alterado, nunca a afetividade felgariana foi influenciada, pessoalmente. Pois se há quem olhe mais para as localidades de suas preferências, há, houve e haverá quem sinta o concelho como unidade comum.

Armando Pinto

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sexta-feira, 1 de julho de 2022

19.º Aniversário da Vila da Longra !

 

Completa-se neste dia 1 de julho de 2022 já 19 anos da elevação da Longra a vila.

Estando-se assim no dia que é oficialmente comemorativo, relembra-se aqui o facto de mais este aniversário da vila da Longra, na passagem do 19.º aniversário da respetiva aprovação nacional.

Conforme está anunciado pela Junta da União das freguesias da área, «a efeméride será assinalada com um programa recheado de atividades culturais e de lazer e visa, não só marcar este importante momento para a comunidade, mas também dar palco aos artistas da terra. 

Programa: 

1/07/2022 - sexta feira

9:45 - Hastear da Bandeira acompanhado pelo Hino Nacional tocado pelo "Às das Concertinas" (Junta de Freguesia de Rande)

2/07/2022 – sábado

18:30 – Arraial com música popular portuguesa (Junta de Freguesia de Rande)

Animação:

• Grupo de Concertinas da Casa do Povo da Longra

• Margarida Ferreira

• Grupo de Dança Be Crazy

• Hip-Hop Academia de Dança Clarisse

3/07/2022 – domingo

10:30 – Missa Comemorativa do 19º Aniversário de elevação de Longra a Vila na Igreja de Rande

14:00 – Assinatura do Protocolo de colaboração entre a CMF e a Casa do Povo da Longra para a Requalificação da Casa do Povo da Longra, na sede Junta de Freguesia de Rande

15:00 - XXIV edição do Festival de Folclore da Vila da Longra.»


Ora, no próprio dia, como é costume, continua-se aqui a assinalar a preceito o facto e seu contexto, quanto à memória histórica.

Assim sendo, na pertinência da ocasião avivam-se memórias por meio de algumas das diversas recordações da passagem da Longra a vila.



As imagens dispensam comentários escritos, bastando o que transportam na essência de sua significância.

= Panorâmica da vila da Longra no tempo da sua elevação... (embora em imagem datada de 2005, mas captada m 2003, ainda sem o Edifício Vila da Longra, por exemplo.) 




~~~ ***** ~~~


Olhando com olhos da recordação, evoca-se assim o facto, através de imagem do respetivo diploma oficial, que está guardado na Câmara Municipal de Felgueiras e do qual constará cópia na Junta de freguesia correspondente à atual união de freguesias da área. Complementando essa imagem com algumas fotos de tempos de outrora e outras da época da criação da vila.

Intercalando com essas memórias visuais, juntam-se relatos diversos de cunho pessoal sobre o aniversário da Vila da Longra.

***** 

Pois então  na passagem de 19 anos sobre o acontecimento histórico da aprovação nacional da elevação da Longra a vila, recordamos o livro que na ocasião foi escrito e publicado pelo autor deste blogue, sob título “Elevação da Longra a Vila”. 

Facto inesquecível. Cuja ocorrência ficou então em livro, logo apresentado publicamente no imediato dia 4, em festa comemorativa…


Faz assim agora, hoje, 19 anos que a Longra passou a vila.


Passavam poucos minutos das 18 horas da terça-feira 1 de Julho de 2003, cerca das 18,13 quando o presidente da Assembleia da República começou a ler a parte que interessava à Longra, da lei respetiva, até que por volta das 18 Horas e 18 minutos referiu que ia ser votada e de seguida proclamou: A povoação da Longra, do distrito do Porto, é elevada a vila!... 

Estávamos lá nós, também, nessa célebre ocasião. Fomos então de imediato entrevistados pelo amigo Pedro Alves, que fazia a reportagem em direto para a Rádio Felgueiras…

Do dia, entre tantas e tantas recordações, ficou-nos ainda o original da letra duma das cantigas entoadas durante o percurso, e que acabou em nossas mãos através de oferta derivada à celebração que projetamos para o inicio do fim de semana imediato, com a realização duma festa celebrativa na Casa do Povo.


Nesse dia, durante as horas antecedentes, no decurso da viagem sobretudo, começou a germinar cá dentro a ideia de fazer um livro a registar tão importante ocasião. E dias depois, na sessão solene realizada na noite de sexta-feira seguinte, foi apresentado ao público esse referido pequeno livro a historiar tal obtenção... Em cujas páginas está tudo descrito, narrando tantas vivências proporcionadas. 


Neste tempo de crise social e de valores, sente-se o ambiente algo acabrunhado, perante antigas aspirações e perspetivas. Mesmo assim a Longra é sempre Longra, e será a Longra de todos nós os que nos sentimos afeiçoados a esta terra. A atual vila da Longra. 

Pelas 18 horas e um quarto, sensivelmente, como foi costume até há poucos anos, no Largo da Longra costumavam rebentar bombas-foguetes em número correspondente aos anos da efeméride. Assinalando a comemoração da elevação da Longra a vila, quando naquela célebre terça-feira, de há 19 anos, foi declarada a aprovação da lei que criou a vila na Assembleia da República.


Posto isto, são disso algumas das recordações que se guardam e se mostram aqui, tais como a foto de pose de conjunto em frente à Assembleia da República de quem esteve lá nesse dia, mais alguns documentos alusivos...



Algo que depois é festejado.

= Uma imagem da concentração da corrida de cicloturismo englobada no programa do 1º aniversário da vila da Longra, em 2004 =

Ora, assim sendo, a Longra está de parabéns e merece felicidades! 

Armando Pinto
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quarta-feira, 29 de junho de 2022

Visita a Felgueiras do Presidente Ramalho Eanes no dia do S. Pedro de 1982


 Chegada do Presidente da República General Eanes – Receção oficial, em frente aos Paços do Concelho, ladeado pelo Dr. Machado de Matos, então Presidente da CMF.

A 29 de junho de 1982, no Dia do Feriado Concelhio, Felgueiras viveu uma jornada memorável com a visita do então Presidente da República, General Ramalho Eanes, o primeiro Prisidente eleito da República Portuguesa; e como tal foi na época chamado "Presidente de Todos os Portugueses".

= Recorte da 1ª página do “Boletim Municipal”, nº 2, de Agosto de 1982, com reportagem referente ao acontecimento (embora com imprecisão de erradamente considerar essa a primeira visita…)

Com efeito, em 1982 Felgueiras voltou a conhecer a honra de receber o mais alto dignitário da hierarquia portuguesa. Aconteceu em pleno dia da Festa do Concelho e Feriado Municipal, a 29 de Junho desse ano. Entretanto já Portugal passara para o regime democrático havia uns bons anos, quando na referida data o General Ramalho Eanes, Presidente de todos os Portugueses nessa época, recebeu autêntico banho de multidão no concelho. Foi recebido com honras na fronteira concelhia, ao alto do Unhão, para na passagem pela Longra a respectiva comitiva ter feito breve paragem, correspondendo a entusiasta manifestação popular; até que na chegada à sede concelhia de Felgueiras se fez sentir euforia da população, entre números protocolares de guarda d’honra e sessão solene. Eanes, sempre muito aclamado, passou o resto do tempo, nesse dia, em cumprimento de um programa oficial que, além de visita à casa do Pão de Ló de Margaride e ao Quartel dos Bombeiros de Felgueiras, se estendeu depois também à Lixa e aos seus Bombeiros.

= 1ª Página do Jornal de Notícias do dia seginte à visita oficial do Presidente Eanes a Felgueiras

Foto histórica do dia foi a da captação fotográfica à cerimónia protocolar da guarda de honra dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras ao Chefe do Estado Português, em frente aos Paços do Concelho.



ARMANDO PINTO - 29 DE JUNHO DE 2022

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ENTRE COLEÇÕES DE TEMAS FELGUEIRENSES: Cromos e calendários de bolso de equipas e futebolistas do histórico Futebol Clube Felgueiras

Armando Pinto

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segunda-feira, 27 de junho de 2022

Girândola de memoração ao espírito da Longra – na proximidade de mais um aniversário da Vila

Subjacente ao título, pelo que encerra a memória de muitos anos vertidos em crónicas, evocam-se aqui e agora alguns bons momentos da Longra, ao longo dos tempos, através de algumas imagens icónicas. Das quais nem será necessário legendagem, pelo menos para quem conhece a história da localidade ou tem andado atento aos livros publicados pelo autor destas lembranças. 

Cujas fotos históricas servem ainda para ilustração de duas crónicas publicadas há mais de um século n’ O Jornal de Felgueiras, em seu números de 29 de dezembro de 1911 e 12 de janeiro de 2012, respetivamente, em estilo de ironia. Bastando comparar no tempo o que se passava no início do século XX e o que ocorre no século XXI, para se entender o que é costume dizer-se, por quanto a história se repete.

Armando Pinto

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