Espaço de atividade literária pública e memória cronista

sábado, 23 de abril de 2022

Entre livrinhos… de vez em quando: Pequeno livro sobre Várzea – “S. Jorge de Várzea / História e Devoção” (publicado em 2006)

Em tempo da tradicional festa anual dos “23 de S. Jorge”, apraz lembrar a publicação de um pequeno livro escrito pelo autor deste blogue e publicado pela Paróquia de S. Jorge de Várzea na Primavera de 2006. Um livrinho nascido de conversa do pároco dessa época, Padre Abílio Barbosa, com o autor e depois apresentado em sessão pública no início do programa da festa de 2006, a 20 de abril desse ano, no âmbito da I Feira do Livro então aberta na mesma ocasião.

Livrinho esse apresentado no salão paroquial da mesma freguesia, perante numerosa assistência, em sala completamente superlotada de muita gente interessada que adquiriu logo a sua maior parte, publicado que foi numa tiragem de 1000 exemplares, de modo que o autor se viu como nunca, quão nunca se havia cansado tanto a escrever dedicatórias ao assinar (autografar) livros.

Embora de formato pequeno, em número de páginas, devido a ter sido impresso em letra miúda a encurtar espaço, para menorizar aos custos, foi uma interessante edição da mesma paróquia, a que o autor com muito gosto de associou.

Do mesmo, além de algumas páginas do próprio livrinho, de início, meio e fim, juntam-se como ilustração também referências da imprensa, conforme ao tempo foi noticiado.

Armando Pinto

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sexta-feira, 22 de abril de 2022

Um livrinho de vez em quando, entre livros de nossas vidas: - O “Catecismo” marcante da infância pelos anos sessentas!

Sem necessidade de muitas palavras escritas, mas imagens que fazem recuar a tempos de infância, por quanto isso transporta um mundo do imaginário mágico pueril, lembramos desta vez o “Catecismo Nacional” da “Doutrina Cristã”. Livrinho que guardamos da época da catequese. O nosso “catecismo”, II Volume, que era o “livro” de aprendizagem da Doutrina após a 1ª Comunhão e antes da Comunhão Solene, na nossa paróquia de S. Tiago de Rande e anexa de S. João de Sernande. 

Catecismo este que, conforme está datado, foi aprovado em 1954 e possivelmente impresso sensivelmente em meados dos anos cinquentas, mas foi sobretudo o usado na catequese dos anos sessenta, no ensino então efetuado dentro da igreja de Rande, depois da missa dominical. Cuja visualização logo faz lembrar a magia desses tempos, revendo em cada gravura recordações ternas e bem marcantes. Como se pode ver, aqui, desta feita, por algumas das suas páginas.

Armando Pinto

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quinta-feira, 21 de abril de 2022

Grande Prémio o Jogo/Leilosoc passa em Felgueiras no próximo dia 25 de abril

A tradicionalmente importante prova de ciclismo Grande Prémio O Jogo/ Leilosoc terá na edição deste ano de 2022 Felgueiras como ponto de passagem na próxima segunda-feira, dia 25. Vindo então desde Celorico de Basto, essa que é a 4ª e última etapa do 10.º Grande Prémio de Ciclismo O Jogo, chega à sede do concelho de Felgueiras à hora do almoço, atravessando parte da cidade de Felgueiras cerca das 13, 30 horas, no início da área histórica da sede do concelho, desde a Rua Oliveira da Fonseca para seguir em direção a Sousa, Revinhade e Barrosas. Depois que a etapa arranca às 12h30 da Praça Cardeal D. António Ribeiro, em Celorico de Basto, e por fim termina em Paredes, 140,2 quilómetros depois.

Dessa etapa partilha-se a publicação respetiva publicada no jornal O Jogo, embora aparecendo de modo incompleto quanto às explicações e mesmo identificações de terras. Contudo podendo adiantar-se as indicações acima expressas, por informações obtidas por outros meios. 

Armando Pinto

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segunda-feira, 18 de abril de 2022

Compasso Pascal de Rande /2022 – cá em casa, na Longra!

Mais um dia de Pascoa contou em nossa vida, na linha tradicional, em mais uma página da vivência comunitária. Passando a ser mais um decorrido dia de festividade anual, entre bons costumes que continuam a fazer parte das sucessivas gerações. Pois, tal como nem só de pão vive o homem, também a vida deve ter razões naturais, de complemento ao sentido espiritual. Sendo, no caso pessoal, um dia bem vivido, um Dia Pascal de bom sentido e ambiente familiar, tradicional, à boa maneira como eu gosto!

Ora, após os dois recentes anos em que foi interrompida essa ancestral tradição, devido ao necessário confinamento social pelas precauções derivadas da pandemia do Covid-19, voltou este ano a haver Compasso Pascal. Desta vez, porque o vírus ainda não passou totalmente, com certas limitações, levando a receber-se o Compasso ao ar livre à porta de casa, mas dentro de cada respetiva propriedade habitacional, quando possível, ou em locais de confluência social e familiar. Assim como em vez do beijar da cruz paroquial foi feita vénia à mesma cruz, em saudação de Aleluia.

Voltando a haver então o “correr do Compasso” em Rande, e já podendo haver reunião das pessoas em casa, esta Páscoa foi mesmo outro Dia de convívio especial em família, desde a reunião em torno da mesa familiar, até ao culminar na receção ao Compasso Pascal.

Então, este domingo de Páscoa passa assim a ser algo mais de recordação, já. Tendo, felizmente, havido mais uma Visita Pascal, na realização do costumado Compasso. Cuja realização na paróquia do autor destas linhas, em S. Tiago de Rande, desta vez foi levada a efeito através de uma família que acedeu à solicitação paroquial, numa louvável iniciativa que tornou viável tal ação, quão garantiu a manutenção de tão antiga tradição. 

Também na linha que aqui tem sido uso desde há alguns anos, assinala-se neste espaço de memorização a apreciada ocorrência, registando visualmente, através de cliques fotográficos, alguns instantâneos da ocasião. Em que mais uma vez a cruz paroquial, devidamente ornamentada, chegou às casas a saudar a ligação da representatividade paroquial.

Assim sendo, na vivência dum belo Dia de Páscoa, após a Visita do Compasso Pascal de Rande, a coroar este passado domingo soalheiro proporcionador de tão bons momentos familiares, regista-se a memória da bela ocasião: Do dia festivo de apoteose à semana maior do ano, como faz parte da sensibilidade cristã e do maravilhoso clássico de sentido coletivo, no sentimento humano que deu novamente ênfase ao semblante entusiasta de voltar à normalidade.

Então, mais um dia de Páscoa passou e assim já decorreu esse acontecimento anual. Tendo-se mantido a tradição do Compasso, com o é usual pela região nortenha e particularmente tem sido vivido por terras de Rande-Felgueiras. Tal como costuma acontecer e, pelo conhecimento pessoal, continuou a fazer parte da vida comunitária, na vivência paroquial e arreigo pelo que dos antepassados vem. Conforme fica a assinalar a pagela desta Páscoa, entregue na Visita Pascal respetiva, com a qual fica encimado e encerrado este apontamento.

Isto tudo em registo deste ano, ainda, como quem escreve mais uma página no livro comunitário de afinidade comum, juntando-se algumas imagens relacionadas ao caso. Enquanto se ilustra esta memorização através de algumas fotos da Visita Pascal à chegada e durante a mensagem de Aleluia, em casa do autor signatário.

Armando Pinto

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segunda-feira, 4 de abril de 2022

Felgueiras em páginas especiais, cadernos e suplementos de jornais nacionais

Em sequência a anteriores amostras de publicações temáticas Felgueirenses, merecerá aqui alguma atenção, também, um vislumbre por alguns cadernos e suplementos jornalísticos, além de páginas de cariz especial que tiveram publicação em edições de jornais de âmbito nacional. Contendo reportagens, ligeiros estudos e ensaios relativos a esta terra nossa felgueirense. Entre suplementos de jornais nacionais apenas, dos que chegaram ao conhecimento do autor destas lembranças, chegando então a ficar na posse colecionista pessoal. No interesse afetivo quanto a documentação histórica.

Em tal ordem será o mais antigo o caso do jornal portuense O Primeiro de Janeiro (ao tempo feito em formato tabloide, de tamanho grande), que na sua edição de 4 de Maio de 1929 dedicou uma página inteira sob título “Felgueiras: Um concelho cheio de tradições e belezas”.

Nessa reportagem, de página grande, constam ainda alguns anúncios que fazem ainda notícia de existências locais desse tempo, por exemplo.

Ainda no plano da imprensa pátria, Felgueiras foi incluída em número especial do jornal O Século, na sua edição de 28 de Maio de 1935. Nesse suplemento daquele famoso jornal de Lisboa, no âmbito comemorativo do movimento que alterara o estado político da nação, fazendo na ocasião balanço de nove anos do regime (implantado após o 28 de Maio de 1926), houve desse modo uma apresentação de obra feita no país, de apologia à «obra do Estado Novo». Assim, distribuindo os temas por distritos, ali no referido jornal, entre o espaço atribuído ao Distrito do Porto, Felgueiras (em crónica intitulada “O Município de Felgueiras”), teve referência, segundo destaque, como havendo até então despendido, desde 1926 a 1935, «a importante verba de 1.029 contos em melhoramentos na sede do concelho e nas freguesias». Cujo recorte já aqui foi registado num artigo anterior.

Com intervalo de tempo, o jornal Primeiro de Janeiro executou um suplemento, dentro de números semanais sobre concelhos, da coleção “PJ Terça”, a 13 de Março de 1979 – intitulado “Felgueiras-Indústria conduz ao progresso”. Nesse caderno, de formato A5, foi feita uma espécie de excursão sobre a Felgueiras dessa era esperançosa. 

Quase de seguida, ainda em espaço especial jornalístico, O Comércio do Porto, no seu número de 28 de Setembro de 1979, desenvolveu descrição do concelho de Felgueiras numa página inteira (ainda em tempo de formato tabloide) e continuação em parte doutra página, sob rubrica Especial Turismo, com o tema de «Felgueiras-A Pátria do Genuíno Pão de Ló».


Mais tarde, novamente em espaço jornalístico, volvidos tempos voltou O Primeiro de Janeiro com outro suplemento, a 24 de Dezembro de 1982, dentro do Caderno PJ Regiões, dessa vez com o título «Felgueiras-Rendas em terras de Ló».

Anos depois houve novo suplemento, por iniciativa d’O Comércio do Porto em 31 de Dezembro de 1984, a que foi dado título de «Felgueiras-Com sapatos de sete léguas a caminho do futuro».


Continuando essa sequência, mais tarde, com outro suplemento d’O Primeiro de Janeiro em 8 de Janeiro de 1985, denominado «Felgueiras-Gente Laboriosa».

Ainda na área jornalística, Felgueiras teve também uma página deveras especial no Jornal Ilustrado, de 27-5-1988, a fazer reportagem sobre uma pioneira juíza judicial que, de Lisboa, veio conhecer uma terra onde, «a par da riqueza material, é notória a pobreza cultural de Felgueiras» (em peça de cabeçalho «Margarida Rosa: “Aquela menina é o juiz?”» (que para aqui se não traz em ilustração, por motivos óbvios). E, logo depois, a 13 de Outubro de 1992 foi a vez de mais um suplemento d’O Primeiro de Janeiro, em caderno “3ª Especial”, sob título «Felgueiras».

Após isso, e contando só coisas do género de cariz nacional, em Julho de 1998 houve novo suplemento jornalístico, aparecendo o Caderno Especial d’O Primeiro de Janeiro de 19-7-98, sobre «Bordo Fino em Felgueiras».

De âmbito externo, em 1998 o Euroregiões-jornal regional de âmbito nacional e comunitário também dedicou espaço a Felgueiras. Tendo de seguida, em Setembro de 1999, Felgueiras sido incluída em reportagem do Jornal Europeu, in «Felgueiras e Suas freguesias».

Mais tarde, em Janeiro do ano 2000, O Primeiro de Janeiro em 31-1-2000 editou suplemento intitulado «Lixa».

Chegado 2004, em número de 06-02-2004, o tradicional “O Primeiro de Janeiro- Regiões”, dedicou caderno-suplemento intitulado «Felgueiras-Prémio Nacional municípios de futuro».

Depois disso, em 2006, o jornal O Primeiro de Janeiro voltou com dois cadernos quase seguidos, um com data de 26-01-2006 e outro de 03-4-2006 - «Felgueiras II / Iniciativas de Sucesso».


Naturalmente, entre as referidas atenções dos órgãos de comunicação, não contam as notícias, de permeio chegadas por meio dos diários ou periódicos de fora da terra, ao longo dos anos, nem, sobretudo, as muitas colunas e textos que, devido ao caso do chamado “saco azul” municipal, levaram o nome de Felgueiras por todo o espaço de leitura informativa em língua portuguesa.

Daí até à atualidade, quando atualizamos estes registos, apenas tivemos conhecimento que em Junho de 2011 o diário nacional Jornal de Notícias publicou um pequeno caderno-suplemento, de apenas 4 páginas, sobre a Festa de S. Pedro em Felgueiras. Ao qual também já neste blogue dedicamos atenção anteriormente.

Eventualmente, do que estará para trás, poderá ter existido qualquer outra publicação similar, por exemplo, que tenha ficado desconhecida aqui do interesse pessoal. Ficando desta forma, dentro do possível, guardada tal vertente de perpetuação, qual escaparate deste género publicista felgueirense, da coleção existente com ligeiros informes relativos a Felgueiras, seja com carácter historiador e descritivo ou de reportagem concisa.

Armando Pinto

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sexta-feira, 1 de abril de 2022

+ (Mais) uma publicação com temas de Felgueiras para a coleção pessoal – Revista “+mais magazine” de março 2022 com referência a um restaurante felgueirense (Caffé-Caffé)

Por gentileza de oferta amiga, chegou às mãos aqui do autor destas lembranças uma revista mais para a coleção pessoal, engrossando assim o acervo de publicações que se vão juntando, em arquivo particular, com tudo o que ajuda a documentar o interesse por quanto respeite a assuntos do concelho de Felgueiras. Desta feita tratando-se de um exemplar duma revista de âmbito nacional, a “+mais magazine” de março 2022, com uma página dedicada ao restaurante felgueirense Caffé-Caffé, do amigo Vítor Carvalho (casa que é também patrocinadora da equipa de ciclismo W52-FC Porto, da qual é principal responsável o empresário felgueirense Adriano Quintanilha, que como se sabe tem sede social em Felgueiras). Sendo a reportagem e o interesse do caso por reportar a mais um motivo de orgulho para o Ego Felgariano, vendo-se como ao longe quem tal vir e ler terá conhecimento de algo mais que dignifica Felgueiras e convida a visitar a nossa região.








Armando Pinto

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