Espaço de atividade literária pública e memória cronista

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Curiosidades… de quando em vez: – O Bispo do Porto do tempo em que meus pais casaram!

Entre frases conhecidas, são de uso público "O Tempo em que você nasceu" e "onde estava quando se deu isto ou aquilo"! Assim, ainda que seja mais costume, quanto ao tempo em que nascemos ou vivemos, as comunicações incidirem os assuntos interrogativos de enquadramento social a versarem sobre o que era feito na altura do nascimento próprio, bem como onde e como se estava aquando de determinado facto histórico, também o mesmo tema pode remontar aos antecedentes. E tal qual quando algo se realiza é normal situar o tempo perante dados de referências, tais como indicação de entidades e personalidades dominantes na época, também cabe referenciar no tempo em que meus pais se casaram, em 1940, algo sobre o que à época era Bispo do Porto, a diocese a que pertencemos sempre. Havendo assim sido esse bispo que assinou o processo canónico de casamento católico, como era uso.

Pois nesses idos tempos dos inícios da década dos anos 40, do século XX, era Bispo do Porto D. António Castro Meireles, de seu nome completo António Augusto de Castro Meireles, natural do vizinho concelho de Lousada e que pela região de Felgueiras andou em visitas pastorais pelas respetivas paróquias. Bispo que entretanto veio a falecer em 1942, resultando esse acontecimento em sentido pesar diocesano. E após isso ele foi homenageado na vila-sede de seu concelho com uma estátua que é peça escultórica de destaque no coração urbano dessa terra que me diz muito – por ali eu ter andado com livros debaixo do braço no tempo em que estudei no histórico Colégio-Externato Eça de Queirós; bem como, volvidos muitos anos, por fim ainda trabalhei algum tempo por ali, também, na Unidade de Gestão do Centro de Saúde-sede do agrupamento regional.

Pois, na calha de tudo isto, a propósito de D. António Augusto Castro Meireles, o Bispo do Porto do tempo em que meus pais constituíram a minha família, vem a encaixar neste espaço de recordações e curiosidades uma crónica descritiva de quando o mesmo Bispo faleceu. Por meio da narrativa de seu funeral, conforme foi publicado na revista RENASCENÇA, edição de 15 de abril de 1942, com a capa a mostrar ainda como a imagem de Nossa Senhora de Fátima nesse tempo ostentava uma original auréola de estrelas, antes de ter sido coroada com a coroa oferecida pelas mulheres de Portugal em 1944.

Das duas páginas da mesma revista “Renascença”, de “ilustração quinzenal”, fica um relato deveras ilustrativo, a fazer memória desse grande Prelado da Diocese Portucalense.

Armando Pinto

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segunda-feira, 8 de novembro de 2021

(Novo) Grupo da Internet/Facebook de Antigos Alunos da Escola velha da Longra / Rande - Felgueiras


Foi pelo autor deste blogue criado um novo grupo de partilha informática - o Grupo «Antigos Alunos da "Escola velha" da Longra / Rande - Felgueiras» - para os fins que estão expostos nos primeiros "posts" publicados no mesmo

Conforme se pode ver, partilhar e aderir (clicando) em 

Antigos Alunos da Escola velha da Longra / Rande-Felgueiras

Armando Pinto

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Recordação da inauguração da sala-sede da ACF (Associação de Cicloturismo de Felgueiras) na Casa do Povo da Longra e na presença do ciclista Cândido Barbosa

 

Foi em novembro de 2005 a inauguração festiva da sala que ficou a ser sede da Associação de Cicloturismo de Felgueiras no edifício-sede da Casa do Povo da Longra. Após aceitação e transferência do mesmo agrupamento de cicloturistas para as instalações da Associação Casa do Povo da Longra, na vila da Longra, ao tempo em que era Presidente da Direção do mesmo organismo sócio-cultural Longrino aqui o autor desta lembrança.

Novembro é pois um mês de diversas efemérides salientes para a memória coletiva da região. Tendo, no caso, ocorrido sensivelmente a meio do mês, mais precisamente no sábado dia 19 de novembro daquele ano de 2005, a solene inauguração do espaço que ficou a acolher a existência oficial daquele grupo de praticantes de cicloturismo. Havendo estado presente, como convidado de honra, o ao tempo famoso ciclista profissional Cândido Barbosa, que era admirado por muita gente do Norte, tido como um dos bons representantes nortenhos, mais o seu cunhado Nuno Ribeiro, no panorama do ciclismo português daquele tempo.  

Desse dia e dessa oportunidade de confraternização pessoal com o Cândido Barbosa, guardei o postal com sua imagem, que ele me ofereceu, autografado – tal como anotei no verso, em apontamento manuscrito.

Armando Pinto

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segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Em tempo da quadra dos Santos: Memórias literárias personalizadas

Novembro começa com a envolvência do Dia de Todos os Santos, a que se junta a solenidade dos Fieis Defuntos. Sendo quadra anual de profundo impacto pela saudade que emana no sentido e semblante de tudo o que se associa, e também como ocasião de juntar famílias e conhecidos em torno do motivo de homenagear a memória de entes queridos já falecidos. Tendo, como tal, há já 24 anos, estado então na presença ambiental da comunidade local a proximidade da apresentação do livro da história da região. O livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, inicialmente planeado para ser colocado nas mãos do público precisamente por ocasião dos Santos, para as pessoas normalmente ausentes da terra poderem assim também estar presentes nessa data em que muita gente vem até ao chão sagrado de seus maiores… mas, por a editora não ter conseguido entregar o livro a tempo, teve de ser adiado cerca de três semanas. Tendo assim ocorrido a sessão de lançamento do livro no dia 21 de novembro de 1997.

Faz assim este ano 24 anos e para o próximo ano decorre a soma das chamadas bodas de prata, da publicação desse livro. Conta essa que naturalmente não é de totalidade da obra literária pessoal, nem do percurso de publicista, como autor de textos publicados – visto muito antes ter tido já um artigo publicado em 1967, com cerca de 13 anos, na revista Jardim Seráfico dos Capuchinhos de Gondomar, e ter começado a ser colaborador de imprensa em 1974 no jornal O Porto; antecedendo diversa produção dispersa em episódica colaboração por várias publicações e a mais regular colaboração no Notícias de Felgueiras desde 1985 até 1995 e no Semanário de Felgueiras a partir de 1996. Bem como em livros pequenos começara anteriormente em co-autorias e autoria de livros oficiais de eventos e instituições. Mas um livro mesmo livro, por assim dizer, e logo o livro que foi esperado muitos anos, depois de muitos anos também a fazer, esse foi o Memorial Histórico, em novembro de 1997. E desde isso e daí já passaram 24 anos, pela conta deste ano de 2021.

Costuma-se dizer que dos Santos ao Natal é ou bom chover ou bem nevar. E quantos outonos e invernos já se passaram assim, com essa obra literária guardada nos arcanos da memória coletiva, por mais dias com factos diversos que tenham decorrido.

Armando Pinto

domingo, 31 de outubro de 2021

Reflexão rememorativa por ocasião dos Santos e Finados

Estamos em tempo dos Santos, assim simplificando a indicação da época dos dias chamados de Todos os Santos e Fiéis Defuntos – a quadra dos Santos e Finados, como popularmente é conhecida. Fase anual que coincide com o agravamento meteorológico da estação anual do Outono, pelo abaixamento das temperaturas e ressentimento da humidade, ou seja na chegada dos dias de frio e chuva. Um tempo de introspeção saudosa, no decair do ambiente anímico, à imagem do cair da folha e dias mais pequenos, no ambiente da natureza algo soturna. A que se junta um mais acentuado sentimento de perda, na lembrança dos entes queridos desaparecidos, entre familiares, amigos e conhecidos entretanto falecidos. Passando a recordar tanta gente desaparecida fisicamente mas presente aos olhos dos afetos.

É a vida a andar e continuar, na roda do ano a circular pela seiva do pensamento, pelas veias do espírito e a chegar ao coração do sentimento.

Armando Pinto

sábado, 23 de outubro de 2021

Artigo de cariz histórico sobre eleições em Felgueiras no S. F.

No âmbito do período eleitoral passado das Autárquicas, versa na oportunidade uma visão historiadora de eleições de antigamente, em mais um artigo da colaboração pessoal de índole histórico-cultural no jornal Semanário de Felgueiras. De cuja crónica, publicada no espaço de Opinião do S F, em sua edição de sexta-feira dia 22 do corrente mês, se transpõe para aqui o artigo em recorte digitalizado.


Armando Pinto

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sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Mais um (outro) livro para a minha biblioteca doméstica

É mesmo. Mais um livro chegou para aumentar o valor da minha biblioteca pessoal, o segundo oferecido pelo amigo João Maria Neves Pinto: “OS PÁSSAROS TAMBÉM FALAM E OUTROS CONTOS”. Uma obra literária cuja leitura me transporta em boa parte às memórias escritas por seu tio-avô, que em estilo Camiliano narrou existências de seu tempo por Felgueiras, no Douro Litoral, Porto, ainda Trás-os-Montes, Coimbra, Lisboa e Brasil… Enquanto neste caso as lembranças escritas pelo descendente versam sobre vivências africanas de Neves Pinto e da terra portuguesa em que se inseriu após sua vinda para a Pátria de seus antepassados do Norte de Portugal.  

João Maria Neves Pinto, sobrinho-neto do célebre João Maria Sarmento Pimentel, passou assim a letra de forma a sua experiência de vida – conforme é explicado na contra-capa do livro, como fica patente na imagem aqui publicada do rosto e verso do mesmo.

Agradecendo a amável oferta de João Neves Pinto, proporcionando um melhor conhecimento da personalidade deste descendente, por sua mãe, da família Sarmento Pimentel da casa da Torre, de Rande-Felgueiras, aqui fica exarada a muito boa impressão que esta coletânea de contos realistas me causou logo na leitura das primeiras páginas. Num enredo que prende a atenção, através de descrição muito bem conseguida.

Perante este livro e o anterior, recordo, apenas tenho mais a afirmar que bem gostava de poder também retribuir com envio de algum ou alguns dos meus livros, algo que não consigo corresponder por estarem todos esgotados. Mas quando publicar mais algum (embora sem saber quando) não me esquecerei.

Fica assim comigo mais um bom livro, de características personalizadas. Como já eram os livros que tenho do “Capitão” (e depois) General João Maria Ferreira Sarmento Pimentel. Em cujas “Memórias do Capitão” a terra de Rande é tema de boas recordações. Sendo também neste livro segundo de Neves Pinto recordado o mesmo militar, político, escritor e grande português que foi seu avoengo João Sarmento Pimentel. Um senhor que junto com seu irmão Francisco, o célebre piloto-aviador da primeira travessia aérea de Portugal à Índia, muito honrou a amizade do autor destas linhas.   

Este livro, “OS PÁSSAROS TAMBÉM FALAM E OUTROS CONTOS”,  é pois mais um livro de estimação, a enriquecer a minha biblioteca doméstica, cá em minha casa.  

Armando Pinto

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