Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

(Exemplo de) Recordações históricas de realizações sociais do Rancho da Casa do Povo da Longra

Entre diversas curiosidades particulares que fazem parte da memória da convivência dentro do Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra, há alguns exemplos memorandos de realizações lúdico-sociais que ajudaram ao fortalecimento dos laços de companheirismo familiar e ambiental que foram apanágio nos tempos da primeira dúzia de anos de existência do mesmo Rancho, pelo menos, olhando ao tempo em que estive presente como fundador e depois presidente/ responsável).

Um desses exemplos, entre excursões de convívio, contou-se um célebre passeio excursionista de comboio na Linha do Douro, em que, idos da Longra até à estação de Caíde em carros diversos, depois fomos desde Caíde até ao Pinhão na linha ferroviária em ambiente turístico e naquela terra de demarcação vinhateira houve convívio até pelo final da tarde dentro.

De mais esse dia ficaram, além de outras recordações na retina da memória, também alguns adereços, como o bilhete pessoal da viagem. Que agora se relembra aqui, mesmo porque (com os novos exemplares de máquinas automáticas) bilhetes desses antigos são já raridades museológicas.


Armando Pinto

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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Alfozes: plural de Alfoz…

Um destes dias entrou na minha caixa de comentários deste meu blogue um comentário, de chamada de atenção, para uma publicação antiga sobre o Alfoz de Vila de Conde, relacionando o nome com o título do meu livro da história da região sul de Felgueiras.

Referindo o autor/remetente do comentário, que pedia para o não publicar mas apenas o enviava para pedir o que passava a indicar: se eu fazia um texto a explicar o sentido (significado) do mesmo título, porque conforme ele dizia ouviu de muita gente asneiras por ignorância. Ora, eu sabia que muitas pessoas, à época do lançamento do livro, não souberam o correto significado e por isso em tom de crítica ou brincadeira encapotada (porque o livro foi publicado na proximidade dumas eleições autárquicas deveras históricas pelas repercussões que tiveram) falavam que era “alforges”… Talvez porque alguns desses soubessem melhor o que isso era.

Assim sendo, vê-se que o livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997 com patrocínio do Semanário de Felgueiras e há muitos anos esgotado, mesmo contando que teve uma tiragem de exemplares em número muito superior ao costume para livros publicados na região, além do mais, ainda é motivo de interesse por variados motivos. Agora, curiosamente, passados tantos anos, anda mais, porque como não está à disposição nem precisa de divulgação, faltará porém a quem não lhe tem acesso.

Ora, como o título da publicação indica, e aliás faz parte da história da administração local de todas as regiões, Alfozes é o plural de Alfoz, ou seja o conjunto de mais que um alfoz…. E, porque quem enviou o comentário sabe o que isso quer dizer, mas simplesmente pretendia que outras pessoas também soubessem, como ainda há e sempre houve dicionários, basta dizer isto – porque em bom e para bom português, como se costuma dizer, meia palavra basta.

Armando Pinto

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Artigo no SF de continuação pela “Visita à Hemeroteca de Felgueiras” de Mário Pereira

Na continuidade de anteriores artigos do amigo sr. Mário Pereira, entretanto publicados há algum tempo no jornal semanário de Felgueiras, teve esse trabalho agora sequência na edição desta semana do Semanário local, no número imediato ao período de férias, com data de 3 de setembro. A calhar como sopa em mel por ser em tempo de aproximação às eleições autárquicas que se avizinham, num período como este em que os temas histórico-culturais costumam deixar de ter espaço. Com a curiosidade de relatar factos de finais do século XIX, quando Felgueiras e Lousada eram terras interligadas, inclusive com o mesmo Deputado representante, por sinal natural de Lousada, num género não muito diferente da atual e malfadada união das freguesias vigentes…  

Como os temas culturais de matriz historiadora merecem mais apreço, pelo menos aqui, por quanto dão razão ao velho senso que onde não haja história não florescerá bom augúrio futuro… regista-se mais este bom naco de crónica ancestral, entre “Apontamentos do passado” da lavra do estudioso felgueirense Mário Pereira.

Armando Pinto

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domingo, 29 de agosto de 2021

Recordações das primeiras grandes provas desportivas decorridas em Felgueiras na era moderna-contemporânea

Embora até determinado tempo, no século XX Felgueiras não tenha sido terra de grandes ocorrências em provas desportivas de cariz nacional e internacional, ainda foi tendo alguma coisa, por assim dizer. Com algo de relevância, desde provas de ciclismo com percurso histórico, como foi o caso em 1928 da prova de ciclismo Porto-Felgueiras-Porto e em 1950 e 1951 com o I e II Circuito de Felgueiras, provas nesses dois anos englobadas no programa da Feira de Maio e que contaram com a participação de ciclistas dos grandes clubes nacionais. Até que já depois da metade dos anos 80 voltou a haver acontecimentos desportivos de impacto, tal o caso de em 1986 se ter disputado na sede concelhia de Felgueiras o Campeonato Nacional de Corta-Mato em atletismo feminino e um jogo de futebol de seleções nacionais do 4.º Torneio Internacional de juniores, sob a égide da Associação de Futebol do Porto e da Federação Portuguesa de Futebol (com as seleções juniores de Portugal, Bélgica e Holanda, além de ter estado anunciada a Argélia, que não participou depois).

Provas essas que, como tal, foram então já as primeiras da memória de tempos da era moderna e contemporânea, pelo menos na memória do autor, quão ficaram também guardadas em recordações físicas através de revistas preservadas no arquivo pessoal.

Ora, agora já Felgueiras tem sido meta de partidas e chegadas da Volta a Portugal em bicicleta e local de provas de atletismo de diversos níveis, ao longo de anos menos distantes e mesmo mais recentes. Como ainda este verão ocorreu com mais uma presença no itinerário da Grandíssima Volta a Portugal de ciclismo, que no passado dia 12 de agosto teve o início da 7ª Etapa da 82.ª Volta a Portugal; e vai acontecer a 4 de setembro com a disputa na cidade de Felgueiras do Campeonato Nacional de Estrada / 2021 de atletismo.

Com efeito, além das modalidades de corrida, a pé e em bicicleta, também no futebol Felgueiras acolheu já jogos internacionais de futebol, o primeiro dos quais foi em seleções juniores do Torneio em apreço, no qual Portugal venceu a Bélgica por 2-0. Em cujo torneio, além desse jogo disputado no Estádio Dr. Machado de Matos, uma das taças em disputa teve o nome de Taça Câmara Municipal de Felgueiras e o galardão para o melhor guarda-redes teve o nome de Troféu Futebol Clube de Felgueiras.  

Assim, além disso, quando está no horizonte o facto de Felgueiras ser palco, pela primeira vez na sua história, de um Campeonato Nacional de Estrada de Atletismo (organizado pela Associação de Atletismo do Porto e Federação Portuguesa de Atletismo, com o apoio do Município de Felgueiras), onde os melhores atletas nacionais vão percorrer 10 km pelas principais ruas da cidade… apraz recordar a primeira vez que Felgueiras foi cenário de um outro Campeonato Nacional de Atletismo, no caso de Corta-mato, corrido nos terrenos da zona desportiva de Felgueiras – em que venceu Aurora Cunha, do FC Porto, seguida por Albertina Machado, do Braga, e Rosa Mota, do Foz, em 2ª e 3ª respetivamente, enquanto a felgueirense Leonor Costa, do Várzea, ficou em 6º lugar; e por equipas venceu o Braga no escalão sénior. Ao passo que em Juniores venceu Fernanda Ribeiro, do FC Porto, e em Juvenis Ana Oliveira, do Vitória do Porto, com o União de Várzea a vencer coletivamente em Juvenis.

Armando Pinto

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sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Viagem à Terra Santa das Paróquias de Pedreira, Rande, Sernande e Várzea no Ano Santo de 2000

Estava-se em pleno período celebrativo do Ano Santo, em 2000, que em Felgueiras incluiu uma peregrinação de todas as paróquias concelhias até ao monte de Santa Quitéria na transição do Inverno para a Primavera, além de outras iniciativas ao longo do ano em cada paróquia e paróquias anexas. Tendo entretanto no verão ocorrido algumas excursões organizadas através dos respetivos párocos com destinos turísticos. Em cuja sequência e no âmbito do turismo religioso, teve lugar um inesquecível passeio excursionista das paróquias ao tempo supervisionadas pelo Padre Abílio Barbosa, com destino de visita à Terra Santa, englobando paroquianos, de Pedreira, Rande, Sernande e Várzea, que foram aderentes dessas mesmas terras (que se referem por  ordem alfabética).

Foi tal realização e consequente materialização uma inesquecível realidade, incluindo o facto da grande maioria dos passageiros terem então efetuado a primeira viagem de avião e logo com um percurso de mais de cinco horas de voo. E toda a viagem foi entusiasmante, durante uma semana de visitas aos Lugares Santos de Israel e também da Palestina, quão tudo aquilo se revelou na viagem mais relembrada de quem teve possibilidade dessa experiência memorável.

De tal inolvidável ocorrência, que diz muito à memória coletiva da região, se recordam esses dias quentes de agosto de 2000, por meio de imagens de grupo e recordações pessoais.

Armando Pinto

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terça-feira, 24 de agosto de 2021

Rememoração: Lembrando o 1.º Passeio Anual do Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra

Tinha o jovem Rancho da Longra, fundado em Maio de 1994, ainda pouco tempo mais que um ano de vida quando, no verão de 1995, ocorreu o primeiro passeio anual do agrupamento, em excursão de lazer de todos os seus membros, ao tempo. Numa viagem diferente das habituais, fora das deslocações derivadas de viagens para atuações em festivais e festas do respetivo calendário programado. Ocorrência essa que (além naturalmente de fotos que ficaram no original museu do Rancho, na galeria de quadros), se pode recordar também aqui por imagens coevas, de fotografias do álbum particular do autor.



Armando Pinto

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(Mais) Um testemunho documental de interesse felgueirense: O Livro Oficial da Volta a Portugal de 2021

 

Por mais voltas que se deem, o ciclismo de competição desportiva, através especialmente da tradicional Volta a Portugal, é um fenómeno popular que arrasta multidões e desperta atrativas paixões. E todos os anos dentro dessa realização há uma publicação que anuncia, regista e fica a marcar cada edição: o “Livro Oficial da Volta”. Por meio do qual depois, e ao longo dos tempos, se consegue fazer a memória dessa clássica corrida que percorre o país de lés a lés, nuns anos por uns sítios, noutros por diferentes lados e assim sucessivamente, até alguma ou mais vezes ter passado às terras de cada qual dos entusiastas seguidores.

Esse mesmo livro oficial, como tal, é um dos artefactos relacionados que mais interesse despertam também nos colecionadores de adereços identificativos do ciclismo competitivo. Algo que desta feita também consegui obter e guardar, por esforço pessoal de obtenção. Passando assim a ser mais um testemunho de registo duma ocorrência de grande relevância felgueirense, por Felgueiras ter feito parte das etapas da Volta a Portugal em bicicleta e por conseguinte constar nas páginas deste livro respetivo. Que já faz parte da biblioteca doméstica aqui do autor destas anotações memorizadoras.

Armando Pinto

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