Espaço de atividade literária pública e memória cronista

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Ao Fernando: No dia que seria dos seus 65 anos

 


Ao Fernando:

- Hoje, 7 de maio, é dia do aniversário natalício do meu irmão Fernando. Nascido há 65 anos, quase dois anos depois de mim, e com quem partilhei os lindos tempos de infância e ternos momentos seguintes, pela vida adiante. Agora, com ele, de onde nos estiver a ver e sentir, e com todos os nossos familiares que sentimos sua perda, partilho alguns desses momentos:

De seus primeiros tempos, ainda criança de colo, como por vezes me devo ter tentado a pegá-lo, quando ainda era criança também de poucos anos…


...depois nós, os três mais novos da prole, já crescidotes…


...e homens feitos, depois ainda, com toda a família junta. Como estamos juntos todos em espírito!


Armando Pinto

quarta-feira, 5 de maio de 2021

“Autárquicas 2021”

Andam por aí diversas promoções de campanhas antecipadas relativas à aproximação das Eleições Autárquicas de 2021. Às quais apenas, no caso pessoal, há atenção pelo interesse comunitário, porque agora já nada desperta entusiasmo como antigamente. Pois então… Como durante este mandato nada foi feito de novo e sobretudo que se visse de utilidade pública em Rande e Sernande... enquanto se veem obras de pisos sintéticos em terrenos desportivos e até em cemitérios algo mais, além de caminhos, parques e outras novidades que tais, por outros lados... não é de colocar qualquer like (gosto) nas publicações públicas de promoções, quer da Junta da união de freguesias apenas de nome, cá pelos nossos lados... como da Câmara Municipal  entre quem se sente. Na linha de como diz a sabedoria popular, quem não se sente não é filho de boa gente. 

(Isso porque os "likes" públicos são a visibilidade pública. Pois que quanto às leituras de visitantes é diferente, bastando ver que neste blogue e suas páginas derivadas as leituras são praticamente em número total de aderentes.)

Armando Pinto

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Efeméride da Entrega do Prémio da Associação Industrial Portuense em 1960

A 3 de maio de 1960 decorreu no Porto a entrega do Prémio da Associação Industrial Portuense de 1959. Entre cujos galardoados, trabalhadores distintos da Industria do Distrito do Porto, estava um operário da grande fábrica Metalúrgica da Longra. Sendo Joaquim Pinto o Felgueirense assim distinguido, como autor da sirene da Metalúrgica da Longra (que se ouvia a longas distâncias) e de diversas máquinas pioneiras da mesma empresa e de outras também, reconhecido oficialmente com o "Prémio da Associação Industrial Portuense"- AIP – o único felgueirense que teve essa distinção da prestigiada Associação (instituição mais tarde agremiada como Associação Empresarial de Portugal-AEP).

Aquando da entrega dos galardões, nessa sessão solene, em 1960 no Porto, era presidente da AIP o prestigiado dirigente associativo Mário de Sousa Drummond Borges que assinava apenas por Mário Borges, como ficou no diploma comprovativo.


= Foto alusiva ao ato, dos agraciados do distito do Porto. =

 


= Joaquim Pinto em 1960 e mais tarde em 2005 (já pouco antes de falecer, em 2006).

O Prémio, que era uma honra receber, tinha também a componente atrativa duma agraciação monetária, de um conto de reis (como se dizia ao tempo, da soma mil escudos, hoje reduzida a cindo euros, mas que á época era bem melhor), podendo dizer-se que somava ordenado de alguns meses.  Além do diploma que ficava a comprovar essa distinção. Como continua, agora em mãos do filho a quem ele deixou esse documento honrosamente estimativo. E honra a sua memória.

= Quadro com o Diploma do Prémio da Associação Industrial Portuense de 1959, outorgado a Joaquim Pinto, da Longra (n. 1916 - f. 2006). Em reconhecimento de seu mérito com obra feita como funcionário empreendedor. Com realce pela criação da Sirene da Metalúrgica da Longra (e da Ferfor da Serrinha, depois). 


Algo que foi também uma honra para a empresa ML, tal distinção única. Além do reconhecimento da importância da famosa sirene da Metalúrgica da Longra (que era referência de sinal meteorológico em sítios distantes, quando ouvida longe).

*****

Na pertinência desta lembrança, juntam-se algumas imagens de ilustração, com fotografias relacionadas, desde gravuras documentais, incluindo cabeçalhos de ofícios das firmas antigas por que passou a "Metalúrgica", quer nos anos trinta como na década de quarenta, enquanto a fábrica esteve no Largo da Longra, como depois que em 1950 passou para a reta da Arrancada da Longra, também. Mais o que por aqui se mostra e recorda, como publicação celebrativa relacionada ao tema.

 


= Pessoal da Metalúrgica da Longra sensivelmente à época (foto de homenagem ao fundador, decorrida em 1958) =


= Molde, de exemplo de diversos outros (em madeira, mandado fazer pelo próprio, segundo suas indicações), para moldagem das bobines (de enrolar os fios de cobre), para a bobinagem dos motores de máquinas que havia feito. Enrolava através de estrutura com manivela, à qual se prendia para o efeito (daí os furos que se veem de lado). Depois também para uso aquando de consertos necessários. Sendo este molde (segundo anotação manuscrita com a letra do próprio artista, a lápis) duma "Soldadura da Ferfor" (dessa fábrica grande da Serrinha-Santão). =

Nota BeneA bobinagem de meu pai, ou seja o modo como meu pai fazia, era conhecida por "bobines do senhor Pinto da Longra" - por tal bobinagem ser muito duradoura, de bem-feita, com cartão cortado à medida para meter nos orifícios onde entravam os fios em meadas, que assim se não farpavam, cuidadosamente protegidos com fitas de nastro (tiras estreitas e longas de tecido, usadas como guarnição dos rolos de fio entrançado), cujas bobines por fim eram protegidas por espesso verniz. Nada que se pareça com bobinagens modernas de fios à mostra que depressa queimam...

Armando Pinto 

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domingo, 2 de maio de 2021

No Dia da Mãe: -À minha Mãe – Matilde da Costa (1915-1988) !

Mãe há só uma… e não é preciso dizer mais. Estando sempre comigo, em meus sentidos. Como tudo o que me faz recordar dela – tal o caso da sua “Cartilha da Doutrina”, o catecismo com que estudou a “catequese” em seu tempo. E guardo para sempre, como a tenho a ela, bem comigo.

Armando Pinto

sábado, 1 de maio de 2021

Efeméride da Fundação do Futebol Clube da Longra

O 1.º de Maio é data fora do normal em diversos aspetos, desde há muito, perante a diversidade atrativa que desperta em vários sentidos, conforme os gostos e lembranças. Desde sócio-politicamente ser dia do trabalhador, até aos naturais aniversários que se completam neste mesmo dia, também dedicado pela Igreja a São José. Sendo uma das efemérides do dia, no que respeita à memorização local e regional, o caso de também ser do aniversário da fundação do antigo clube de futebol da Longra.  

Ora, ainda que neste caso se não possa somar anos de vida e como tal não ser de considerar aniversário atual, visto o clube em apreço haver deixado de ter atividade há muitos anos já, é contudo data de aniversário da sua criação, que apraz lembrar aqui e agora.

Faz pois agora anos que, a 1 de maio de 1969, nasceu o Futebol Clube da Longra. Numa história que, além do que perdura na memória ainda de muita gente, está também contada no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras””, da página 669 à 684. Sendo como tal desnecessário alongar agora alguma narração de registo.

Assim sendo, apenas para assinalar o facto e preservar mais sua memória, baliza-se a ocorrência na distinção do respetivo percurso. Registando algo do seu historial através de imagens, desde gravuras digitalizadas do referido livro (porque as fotos originais que foram cedidas por empréstimo, aquando da edição, foram depois naturalmente devolvidas aos donos), passando por recortes jornalísticos e outra documentação do que foi e está guardado pessoalmente, mais fotos de arquivo pessoal.  E também algumas recordações, do que foi possível obter por interesse pessoal ao longo dos anos.

Armando Pinto

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quinta-feira, 29 de abril de 2021

Cenas típicas em antologia fotográfica memoranda – do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”

Numa mistura de diversos temas e aspetos, do que foi possível ter ficado por entre frisos pitorescos de outrora da região, transportam-se algumas imagens do cardápio fotográfico impresso ao longo das muitas páginas do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997. Através de cuja coleção se preserva alguns frisos de cenas da vida local da freguesia de Rande em tempos idos, ao longo dos vários capítulos.

Assim sendo e porque no referido livro as fotografias ficaram quase todas em tamanho muito pequeno, para não alongar demasiado o número de páginas (chegadas às 725, mesmo assim), tal como todas foram impressas a preto e branco para não encarecer mais o custo, (que foi mesmo elevado), recuperam-se algumas dessas fotos publicadas nessa obra, para aqui agora apenas como exemplos. No caso a relembrar ou dar a (re)conhecer antigas feições, ofícios antigos, misteres tradicionais, etc., em curiosidades diversificadas.

Armando Pinto

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quarta-feira, 28 de abril de 2021

Casa do Povo da Longra – na passagem de seu 82.º Aniversário


Completou-se ainda por estes dias, no passado dia 26 de corrente mês de abril, 82 anos de existência oficial da Casa do Povo da Longra. Criada que foi por Despacho Ministerial de 26 de abril de 1939. Dando desse modo continuidade e ligação governamental à anterior Associação Pró-Longra, da qual passou a usar e ter as instalações dessa antecessora agremiação criada em 1928.

A história desta mesma Casa, agora e desde 1994 oficializada como Associação e com mais recentes estatutos aprovados em 1996, depois escriturados e oficializados em 1997, está historiada em livro publicado em 1999.

= Imagem da capa e ficha técnica do livro com a História da Casa do Povo da Longra =

Além desse livro dedicado à memória histórica da Casa do Povo da Longra, a mesma instituição está também historiada, mais os seus diversos departamentos, no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”. Como tal, assinala-se aqui, desta feita, a longa existência da mesma apenas através de imagens soltas e em saltos no tempo, de documentação angariada aquando do levantamento feito para a elaboração do livro Memorial. Desde documentos da pioneira Associação Pró-Longra, mais testemunhos de antecedentes e procedentes da respetiva criação e seguinte instalação. Em tempo que era entoado o Hino da Longra em todas as sessões realizadas na casa.

= Página de frente e verso com o original do Hino da Longra

Ilustrando a memorização extensiva, juntam-se alguns outros documentos originais, como exemplos, de recortes e memorandos de sua continuidade. Incluindo uma página do original da elaboração do livro Memorial Histórico, passando por cartões e bilhetes de atividades realizadas no salão de espetáculos da Casa do Povo da Longra. De tudo um pouco, entre material de arquivo pessoal do autor. E ainda algumas recordações pessoais alusivas. Conforme se poderá ver e ler, porque melhor que mais explicações será a visualização.  


OBSERVAÇÂO: Todos estes e outros documentos obtidos durante os anos da escrita do livro "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras" foram oferecidos gentilmente por pessoas familiares de  alguns dos envolvidos na criação e primeiros tempos da casa em apreço. Como está no livro referido seus nomes. Nunca nada disto pertenceu aos arquivos da Casa do Povo da Longra. Enquanto os bilhetes e cartões foram guardados pessoalmente, ao longo do tempo. Já as medalhas, placas e outros galardões foram naturalmente de ofertas públicas ao autor.


Armando Pinto

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