Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Evocação da 1ª ligação por ar de Portugal à Índia, em Novembro de 1930… pelo felgueirense Francisco Sarmento Pimentel ! == 1 ==

Perfaz em Novembro já noventa anos que um felgueirense fez essa grande façanha de ter sido o piloto-aviador da autoria da 1ª Travessia Aérea Portugal-índia. 

Voo esse que foi da iniciativa do felgueirense Francisco Sarmento Pimentel, ao tempo com a patente de Tenente, sendo acompanhado na navegação pelo seu amigo Capitão Moreira Cardoso (embora oficialmente constando primeiro o navegador nos relatos e indicações, atendendo à hierarquia militar, porém o avião foi pilotado por Francsco Pimentel).

Tendo esse facto e sua epopeia tido lugar de relevo, com espaço bastante, entre o material do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras, publicado em 1997, vamos aqui recordar alguns factos do mesmo acontecimento, agora na oportunidade da passagem do 90º aniversário dessa histórica 1ª Travessia Aérea Portugal-índia. Dando a recordar algumas passagens, através de notícias da imprensa da época, relatando os passos sucessivos. Por meio de recortes jornalísticos durante anos conseguidos para o acervo da pesquisa atinente à elaboração desse trabalho.

Assim começa-se por respigos de dias antecedentes...

Armando Pinto

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terça-feira, 27 de outubro de 2020

Exercício de memória e recordação... em imagens de outrora !

Para espairecer… Neste tempo de apatia pelo confinamento pandémico:

- Eis algumas fotos com história, da história local e coletiva da tradicional simbiose Longra-Rande. Imagens constantes do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997. Através das quais se recordam existências antigas, tais como dum Conjunto Típico da Longra  (em finais dos anos 60's), mais de um dos convívios da antiga Liga Eucarística dos Homens de Rande (acampamento, a meio dessa década, em 1965) e do também antigo Rancho das Quatro Barrocas da Longra (em dia de Marchas de S. Tiago, no final do Cortejo etnográfico e de oferendas da Festa Paroquial de Rande de 1963).

Por certo haverá quem se recorde, quem reconheça, assim como quem possa rever algo pelas respetivas descrições no livro, para quem o conseguiu ter e tenha - porque à época da apresentação houve quem desdenhasse da existência do livro, mas como depressa esgotou depois não faltou quem já o desejasse... mas dele mais não volta a haver,

Armando Pinto   

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domingo, 25 de outubro de 2020

Felgueiras na revista Evasões

Luís Vaz de Camões poetou nos Lusíadas, lembrando como se lhe falasse, que a linda Inês posta em sossego ensinava «aos montes e às ervinhas o nome que no peito escrito tinhas» (sobre a paixão de Inês de Castro, quão até onde mexesse dizia o nome de seu amado D. Pedro)… Ora, sem qualquer parecença, mas com algum ardor entusiasta, sempre que aparece o nome Felgueiras em qualquer coisa de jeito isso entusiasma, mesmo… também.

Pois surgiu agora um exemplo assim, com a publicação de qualquer coisa sobre Felgueiras numa revista acompanhante do jornal considerado mais lido em Portugal, através da revista Evasões, integrante do Jornal de Notícias nas edições das sextas-feiras.

Ora, no respetivo número semanal, vindo com o JN de sexta 23 de outubro, aparece-nos diante dos olhos o nome Felgueiras logo na capa, a despertar curiosidade, e depois no interior mais material a causar interesse. Numa reportagem bem alinhada, embora sem aludir mais alguns locais de natural apreço e mesmo não alongando a lista de restaurantes além dos indicados ali nas respetivas páginas, contém material de grande nível. E especialmente depara-se, entre essas páginas sobre Felgueiras, a agradável visão de vermos o amigo Dr. Manuel Faria e a esposa Dr.ª Eufémia, que bem merecem destaque por tudo quanto têm feito pelo progresso de Felgueiras e detêm sucesso com seus empreendimentos, como é bom exemplo a sua quinta de Maderne.

Assim, entre bocados da felgaridade que faz eriçar o sentimento felgueirista, a “Evasões” publica, então, espaços da história felgariana, lembrando parcelas patrimoniais, belezas da paisagem e paladares da gastronomia, à espécie de propostas mostradas a quem possa visitar estas nossas idílicas paragens.

Esgravatando assim o chão que dá uvas, cosendo sapatos, amassando a massa donde leveda o pão-de-ló, mais aponteando lavores dos bordados e fabricando os móveis metálicos, mas também chegando ao coração pelo estômago, Felgueiras luta contra a adversidade do desdém dos governantes do país, mantendo a fé em melhores dias, em que por cá voltará tudo a ficar bem.

Armando Pinto

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sábado, 24 de outubro de 2020

Primeira recreação duma Desfolhada no Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra

Em tempo de desfolhadas, mais uma imagem de antigas realizações revivalistas de desfolhadas. No caso, através duma gravura publicada ao tempo no então existente jornal O Sovela, mostrando imagem da primeira recreação duma desfolhada no Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo da Longra, em pleno palco da própria casa e durante a festa da sua apresentação pública, em 1994.

Armando Pinto

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quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Lembranças de antigamente: uma senhora que cantava e me encantava no Terço dos domingos em Rande…

Pois com a idade a andar para a frente e as recordações a ficarem para trás, por vezes sem quase se saber como, há lembranças que afloram aos pensamentos. Como certamente acontecerá com muita gente. Vindo desta feita à ideia algo relacionado com tempos de encanto da infância, a talhe de ter estado em mãos com uma fotografia, entretanto incluída por junto no conjunto publicado aqui sobre imagens de trabalhos do campo. Ao ver pessoas que conhecemos há muitos anos e já desapareceram, deixando contudo qualquer réstia de sua passagem na terra, pelo menos na memória de quem escreve qualquer coisa também sobre isso.

Ora, aquilo assim ali, naquela foto desbotada pelo tempo, deixa ver alguns trabalhadores rurais de antanho, entre os quais dois irmãos que eu já conheci muito depois, homens adultos, casados e com filhos. Os quais tinham uma irmã que ficara solteira, a Luisinha do Surrego, como era conhecida por ser filha dos caseiros da quintinha do Sub-Rego, na parte baixa da então povoação da Longra, junto ao rio Sousa (e na vizinhança da quinta da vacaria, como sempre foi mais conhecida a Quinta da Casa de Rande, mas do outro lado do rio). E a Luisinha era uma risonha mulher, como eu a via na minha idade infantil, que por norma acompanhava minha mãe na ida e vinda do terço, que era rezado pelas tardes de domingo na igreja de Rande. E eu, que ia e vinha pela mão de minha mãe, também, habituara-me a admirar a jovialidade daquela jovem senhora, muito faladeira. Mas sobretudo gostava de a ouvir cantar, a acompanhar o Padre João, nos cânticos entremeados entre os mistérios do terço. E como ela cantava bem! Era mesmo um encanto, podendo dizer que ela cantava e encantava. A pontos de ter ficado na memória da criança que mais tarde verteu essas impressões numa escrita possível. Tendo o tema da Luisinha, inclusive, sido incluído num dos contos do livro “Sorrisos de Pensamento”, dado à estampa em 2001.

Dessa parte de tal livrinho, porque foi publicado há muito tempo e há muito está esgotado, vem assim a talhe relembrar a que propósito foi lembrada a Luisinha do Surrego, entre outros exemplos que por vezes vagueiam em voos de pensamentos. 


Armando Pinto

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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Clichés de antigos trabalhos de lavoura em Rande, entre imagens do “Memorial Histórico…”

 fotografias antigas de antigos trabalhos do campo, dos afazeres de lavoura tradicional de tempos idos, mais mesada de fim de campanha, entre as que ficaram à posteridade no capítulo respetivo do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em novembro de 1997.

A. P.

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Contra-capa...

 A. P.

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