- Recordando (a camisola da) equipa W52-Quintanilha-Felgueiras que em 1993 levou o nome de Felgueiras (com o brasão municipal ao peito) na Volta a Portugal...!
Armando Pinto
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- Recordando (a camisola da) equipa W52-Quintanilha-Felgueiras que em 1993 levou o nome de Felgueiras (com o brasão municipal ao peito) na Volta a Portugal...!
Armando Pinto
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Mais uma imagem de memórias típicas em tempo de desfolhadas…
Desta vez num instantâneo dum serão de antigamente em casa antiga da Longra, no
caso no decurso de trabalhos caseiros de desfolhada à maneira antiga, com pessoas
amigas e vizinhas dos donos da casa. Reportando algures pelos anos 60 e tal,
com pessoas de caras ainda conhecidas e algumas delas ainda também vivas
felizmente – embora também com senhoras que já desapareceram de nossas vistas,
que não das recordações.
= Foto constante do livro “Memorial Histórico de Rande e
Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997 e há muito esgotado (numa edição com patrocínio do jornal "Semanário de Felgueiras").
Armando Pinto
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Em tempo de desfolhadas: - Recordações de antigas
desfolhadas tradicionais, nalgumas das recriações do Rancho Infantil e Juvenil
da Casa do Povo da Longra, pelos idos finais dos anos 90, do século XX.
Armando Pinto
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Salvé 15 de Outubro – faz agora em 2020 já 506 anos!
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Transposta a fase das vindimas, ao chegar a faina das
desfolhadas pode também, por analogia figurativa, desfolhar-se algumas folhas
de história coletiva.
É que é nessa época que efetivamente, em pleno Outubro,
entrado já o Outono no dia-a-dia, ocorre o aniversário da outorga do Foral
Manuelino a Felgueiras, carta régia concedida por D. Manuel I a 15 de Outubro
de 1514. Uma significativa numeração na simbologia local, apesar de essa
vetusta alforria não abarcar ao tempo toda a região que, séculos mais tarde, se
irmanou em concelho.
Desde os primórdios da História Portuguesa, após as
conquistas de terras, que o poder real concedia cartas de foral a estabelecer
direitos e deveres dos habitantes dessas terras, englobando condições nas concessões
de propriedades, para atrair moradores e servidores em vista ao desenvolvimento
local e, mais tarde, para definir posições bem como obrigações dos
proprietários dos prédios reguengos.
Na tradição, segundo alguns textos escritos, parece ter havido possibilidade de antigas concessões a Felgueiras de cartas régias, porém sem fundo documental comprovativo desses factos. Certezas há quanto ao foral quinhentista, concedido pelo monarca venturoso dos Descobrimentos.
Os forais novos, como o de Felgueiras, eram cartas régias
que passaram a ser documentos de reconhecimento de usos antigos de uma
circunscrição, confirmando anteriores ordenações, ancestrais costumes bons,
direitos e liberdades, incluindo os bens pagos aos senhores das terras, que de
orais ficavam lavrados por escrito. Forais que eram assim atribuídos a
oficializar categoria jurisdicional e a ordenar de vez segundo a lei do tempo,
legitimando as formas de organização social dessa era.
No caso, reportava-se a concessão do rei venturoso, naquela época
medieval, apenas a 21 freguesias englobadas no concelho, cujo tombo portanto
não continha ainda as freguesias a sul de Margaride, ou seja as terras do
Julgado do Unhão - as quais aliás foram também atombadas de seguida, volvidos
cinco meses na régia reforma então empreendida. Sendo o território do Julgado
do Unhão também dotado com reconhecimento através de foral, que determinou nova
categoria administrativa local, por meio evolutivo da passagem do aludido
Julgado ao coevo concelho do Unhão, criado pela Carta de Foral de 20 de Março
de 1515 (que teve primeiro estudo no “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de
Felgueiras”, como vem transcrito aliás no referido volume).
Ora, verificadas ao longo dos tempos diversas transformações administrativas nas áreas dos antigos concelhos de Felgueiras e Unhão, mais dos longínquos Alfozes dos Coutos de Pombeiro e Caramos, um Couto do lugar de Brolhães, que daria depois vez à freguesia de Aião, além do muito posterior e fugaz concelho de Barrosas, como depois todas essas partes foram reunidas em torno de um só concelho, composto nesse tempo de trinta e três freguesias, é de significado amplo a atribuição de 15 de Outubro à terra que se tornou sede de toda a zona, de confirmação de direitos e deveres antigos.
= Oficial postal comemorativo
A data em apreço chegou, inclusive, a ser pensada para ser
Dia do Concelho. Porém porque a partir de determinada altura, verificando-se
que as populações não se reviam totalmente nesta efeméride, pela dispersão
antiga das diversas divisões administrativas, como se aflorou, foi mais tarde
decidido que passasse a ser o dia de S. Pedro, a 29 de Junho, derivado a ser o
da festa mais antiga realizada na área. Evento que ainda é, no mesmo sentido,
referência comum às atuais freguesias da presente unidade concelhia, mais as recentes
uniões impostas a régua e esquadro… nos gabinetes políticos, contra a vontade
das populações.
(Artigo em tempos publicado no Semanário de Felgueiras, com
excertos dum texto para englobar num possível livro, que tem estado à espera de
possibilidade de publicação)
ARMANDO PINTO
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O Dr. José Machado de Matos é figura incontornável da
história contemporânea felgueirense, que dispensa apresentações. Havendo sido político
e autarca abrangente e conciliador da coisa pública felgariana dos tempos
seguintes ao 25 de Abril, ainda na memória de quem viveu esses tempos. Assim
como para quem, mesmo depois, ande atento ao conhecimento do passado histórico
concelhio. Ao passo que para as gerações mais novas será porém um nome toponímico,
a denominar uma praça grande da cidade de Felgueiras. Enquanto para pessoas de
fora será até ainda mais conhecido como nome dado ao estádio municipal de
futebol da cidade sede do concelho, utilizado pelo atual FC Felgueiras 1932,
clube com o nome de Felgueiras e que nos tempos do histórico F C Felgueiras o Dr.
Machado tanto defendeu como representante em reuniões e assembleias da
Associação Distrital.
Pois o Dr. Machado de Matos é mesmo um dos Rostos no Tempo
cá do rincão felgueirense, como foi retratado numa brochura municipal há alguns
anos. Um entre personagens ilustres merecedores de serem sempre recordados. Com
honra ao mérito.
Armando Pinto
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A vitória da Equipa W52-FC Porto na Volta a Portugal em Bicicleta,
festejada em Felgueiras na própria noite da conclusão da prova conhecida por Grandíssima
Portuguesa, foi devidamente noticiada no jornal Semanário de Felgueiras,
assinalando o facto que muito honra Felgueiras por a atual sede da mesma equipa
ser em Felgueiras, terra do patrocinador principal Adriano Quintanilha.
Nessa noite, do dia feriado nacional 5 de outubro, os
ciclistas vieram de Lisboa para Felgueiras, tendo sido recebidos nos Paços do
Concelho de Felgueiras, em justa homenagem de congratulação.
Dessa nota noticiosa, publicada na edição de sexta-feira dia
9 do corrente mês, regista-se aqui a menção, em apreço, como mais um facto histórico da ligação concelhia a essa modalidade desportiva com pergaminhos de afeição felgueirense.
Armando Pinto
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Por iniciativa do Comando Territorial do Porto da Guarda
Nacional Republicana, var ser inaugurada uma chamada Sala General Sarmento
Pimentel, como espaço dedicado a homenagear esta ilustre figura da história
nacional, da Guarda Nacional Republicana e da Cidade do Porto.
A homenagem em apreço, com um quadro do ilustre militar, será então no Quartel do Carmo, à Rua do Carmo, no Porto, na próxima sexta-feira, dia 9 de outubro de 2020, pelas 11 h 00.
Recorde-se que o General Sarmento Pimentel está também homenageado há muito em Felgueiras, por meio duma rua com seu nome, assim como na freguesia de Rande, local da solarenga casa-mãe de sua família, a Casa da Torre, onde viveu na sua infância e juventude. (Embora natural de Mirandela, onde o clã Pimentel tinha uma propriedade, mas único da família a ter nascido em Trás-os-Montes, já que os restantes irmãos nasceram no Douro Litoral, em Felgueiras.) Sendo a homenagem em apreço derivado a ele ter sido como Comandante desse mesmo quartel do Carmo que em 1919 fez o golpe militar do 13 de Fevereiro, que derrotou a Monarquia do Norte, restaurando a República no Porto.
À época dos acontecimentos de 1919 era João Maria Ferreira
Sarmento Pimentel então Capitão de Cavalaria. Ele que já havia sido medalhado
por anteriores campanhas militares em África e por sua participação no 5 de
outubro de 1010, recebeu entretanto a comenda da Torre e Espada. E também
recebeu a Espada de Honra da Cidade do Porto, como preito da sua heroicidade na
cidade da Liberdade. Mais tarde, já depois da implantação da ditadura militar
saída do 28 de maio de 1926, teve de se ausentar do país como exilado político,
fixando-se no Brasil, onde viveu a partir de 1927. Até que, após o 25 de Abril de
1974, foi reabilitado e depois elevado ao posto que lhe era devido, como
General. Além de ter sido pela Presidência da República condecorado com a Ordem
da Liberdade, ao tempo do presidente Ramalho Eanes.
É com grande honra que neste espaçozinho se dá nota desta boa nova, devido à particularidade da imagem do quadro, que dará razão à sala da homenagem, ter sido feita a partir duma fotografia do arquivo do autor destas linhas. Acrescendo ter podido ainda ser amigo do senhor General, apesar da grande diferença de idades, bem como cheguei até a ter contactos mais diretos de amizade com seu irmão Francisco (que, então como Tenente de Infantaria, havia também sido colaborador do irmão no golpe que derrotou a Monarquia do Norte, e mais tarde enveredou pela aviação, tendo sido autor da primeira travessia aérea de Portugal à Índia portuguesa).
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João Sarmento Pimentel durante parte de seu longo exilio, continuando
a ser conhecido por Comandante e Capitão, além de escrever na famosa revista portuguesa
Seara Nova, de que era um dos líderes (embora sujeito à oficial censura portuguesa),
foi sendo ativo interveniente também entre a colónia portuguesa na terra de
acolhimento, chegando a ser presidente da Casa de Portugal de São Paulo. E escreveu
o livro “Memórias do Capitão”, publicado no Brasil em 1963. Obra literária que
a nação brasileira então adotou como livro de leitura nas suas universidades; havendo
mais tarde tido edição em Portugal a seguir ao 25 de Abril, em 1974.
O sr. General João Sarmento Pimentel faleceu no Brasil, em
1987, a meses de completar 100 anos; e o irmão faleceu também no Brasil em 1988.
Armando Pinto