Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quarta-feira, 5 de março de 2025

Carnaval da Longra / 2025 – imagens à “la minuta” pessoal…


Dia de Carnaval na Longra (04/3/2025), em imagens de registo personalizado:

- À chegada dos carros alegóricos à Longra, ainda pela manhã.






- Mesa posta para almoço carnavalesco familiar.









- Aspetos da Longra - à espera da vinda do Cortejo do Corso Carnavalesco Longrino.

- E o Desfile do Corso Longrino:






























- Passagem do desfile do Corso do Carnaval da Longra.

Armando Pinto

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sábado, 1 de março de 2025

Memórias do início do Carnaval da Longra... em 1997 !

 

O Carnaval da Longra, na “baixa” sul do concelho de Felgueiras, cujo Corso Longrino neste ano de 2025 desfila pela 28.ª vez como cortejo carnavalesco organizado, transporta muito tempo já de história interessante, desde que começou a desfilar em 1997 devidamente oficializado, já em estilo de desfile alegórico.

Antes disso havia desfiles populares em caminhadas de carnaval pelas artérias da Longra mas a título de pessoas individuais ou pequenos grupos de familiares e amigos, através de figurantes esporádicos. Com gente mascarada, quer adultos como crianças, a que se chamavam “Caretas”, normalmente incluindo homens vestidos de mulheres e mulheres a fazer de homens, entre variantes diversas. Através de roupas velhas e cara coberta, antigamente por uma meia metida pela cabeça ou algum pano que deixasse ver, bem como caretas desenhadas em papel tosco, por vezes pintadas com borras de sumo das amoras silvestres, como tinta; e mais tarde por máscaras bem feitas e estilizadas a encobrir os rostos. Vindo as pessoas para a frente das suas casas, e os de mais longe vinham para junto das casas de amigos ou familiares, como espetadores, a assistirem a essas passagens. Com acrescentos nalguns anos em que se juntavam os chamados enterros de viúvos, quando na proximidade do tempo havia realização das antigas festas de noivados de viúvos e viúvas, com a proclamação do chamado testamento no fim. Tal como no Carnaval sempre houve e há o enterro e queima do Entrudo.

Ora, então em 1997 houve pela primeira vez Cortejo de Carnaval organizado na Longra. Tendo começado numa organização da Casa do Povo da Longra, em ideia e esforço conjunto da Direção e dos dois grupos então existentes na mesma Associação, o Grupo de Teatro e o Rancho. E desde aí tem sucessivamente acontecido, posteriormente e entretanto já com parceria da Junta de Freguesia, saindo à rua pelos seguintes anos adiante, com exceção de um ano devido à pandemia do Covid.

Começou com carros artesanais, feitos pelos membros dos grupos da Casa do Povo, mais outros veículos e quadros de cenas de confeção dos próprios participantes, tal como mais adereços e roupas, tudo de cada um dos aderentes, até que com a seguinte parceria da Junta da Freguesia começaram a ser incluídos grandes carros alegóricos. Passando a ser um cortejo alegórico consentâneo com o ser do Corso de Carnaval.

É assim essa uma honra também pessoal, mas não só, contando toda a gente que nesse tempo dos finais dos anos 90 e tal pertencia aos quadros da instituição. Tendo sido na minha primeira presidência, na Associação Casa do Povo da Longra, o princípio do Corso Longrino, ou seja ainda nos inícios de gerência da Direção a que presidi (desde dezembro de 1996 e depois reeleito, até ter saído em outubro de 2006), que teve início o Carnaval da Longra, em fevereiro de 1997. Sendo de recordar especialmente o labor de uns Joaquim Sousa, Isabel Costa, Anita Fernandes, Carlos Teixeira, César Ferreira, Carlos Moura, Adelino Ferreira, Alberto Ferreira, Vasco Fernandes, etc. e obviamente Armando Pinto. Mais todos os aderentes e concorrentes. Sabendo-se que logo nesse primeiro ano houve um concurso, com júri para escolha dos melhores figurantes e grupos de foliões.

Como curiosidade memoranda: Formaram a mesa do júri representes da Câmara Municipal de Felgueiras e da Junta de Freguesia de Rande, respetivamente Prof. António Pereira e Adriano Coelho; do jornal Semanário de Felgueiras, Dr. Manuel Faria; da Rádio Felgueiras, Abílio Pedro; o anterior presidente  da casa, Artur Barros; e o então presidente da Casa do Povo, Armando Pinto; mais um representante do comércio local, Joaquim Cerqueira – como se pode recordar por imagens constantes do álbum pessoal do autor destas lembranças.

Desse primeiro Carnaval da Longra, como lembrança, evocam-se alguns dos momentos vividos e fotografados. Desde instantâneos até à memória do pequeno trofeu que ao tempo serviu de recordação, oferecido pelo Grupo de Teatro da Casa do Povo da Longra.

Armando Pinto

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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

(Mais) Uma curiosidade local: Cartão antigo do basquetebol da Casa do Povo da Longra - Época de 1955

 

Na sequência da anterior publicação (através da imagem de um cartão de um atleta da antiga equipa de basquetebol da Metalúrgica da Longra, Grupo Desportivo MIT-Longra”), entre mais curiosidades locais, e ainda como mais uma amostra de antigas existências, dá-se vez agora a um cartão de um atleta (e por acaso fundador) do grupo de basquete da Casa do Povo da Longra. Uma das equipas de basquetebol que existiram na Longra em boa quantidade pelos anos 40 e 50, numa realidade depois continuada já apenas pela equipa da MIT-Metalúrgica da Longra pelos anos 60 e 70, sobretudo. Sendo que realmente, além das antigas equipas do Sport Clube da Longra e outras, existiu também essa da Casa do Povo. Conforme está tudo isso e mais escrito e publicado no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”.

Ora, dessa equipa da Casa do Povo da Longra há assim este exemplo documental, entre outros, do cartão do senhor Adriano Castro, da Longra. Cujo cartão (mais propriamente chamado Carteira de Desportista, neste caso) inclui o acervo do arquivo pessoal do autor destas lembranças. Por oferta que o mesmo me fez aquando da recolha de material para o livro Memorial Histórico. No qual está devidamente historiado também a evolução existencial de agremiações desportistas que proliferaram na Longra em tempos idos.

Ora, este cartão/Carteira de Desportista, reporta à época de 1955. Como se pode ver, entre outras curiosidades no mesmo documento. Sendo de acrescentar, como também se pode vislumbrar pelo carimbo, que a equipa de basquetebol em apreço também era filiada na FNAT e como tal disputava os campeonatos corporativos (de amadores/trabalhadores). Enquanto a FNAT era uma instituição oficial do tempo corporativo do Estado Novo, significando Federação Nacional para a Alegria no Trabalho. Organismo depois substituído pelo atual INATEL, após mudança pós-25 de Abril. E o sr. Adriano Casto, de nome completo Adriano Pinto de Sampaio e Castro, foi o fundador também dessa equipa da Casa do Povo da Longra, entre as diversas iniciativas que com seu bairrismo deixou marca na sua e nossa terra.

Armando Pinto

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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

(Mais) Uma curiosidade local: Cartão antigo do basquetebol da MIT- Metalúrgica da Longra

 

Entre curiosidades locais, como amostra de antigas existências, desta feita dá-se vez a um cartão de um antigo atleta do grupo de basquete da Metalúrgica. Este diferente de outros que se conhecem (do senhor António Dâmaso e de Adriano Castro, os dois da Longra e ambos os cartões constantes do arquivo pessoal do autor), conforme esses dois intrervenientes também estão publicados em respetivos compartimentos do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”.

Ora, como se pode ver, este cartão, ou o que resta dele, é de 1950 e tal (não se vê o último algarismo, mas parecendo ser um 4). Podendo ser de 1954, ou por esses anos, pois a equipa foi criada em 1953/54, por Adriano Castro. Sendo este cartão respeitante a Joaquim Cardoso, da Pedreira, de quando ele trabalhava na MIT-Metalúrgica da Longra, fábrica que tinha a histórica equipa de basquetebol, filiada na FNAT e como tal a disputar os campeonatos corporativos (de amadores/trabalhadores). Ora a FNAT tinha sede em Lisboa, daí o cartão ser datado de Lisboa. No carimbo cravado na foto ainda se percebe “para a alegria…” pois a FNAT significava Federação Nacional para a Alegria no Trabalho. FNAT que agora é o INATEL, após mudança pós-25 de Abril. E o sr. Joaquim Cardoso, popularmente conhecido por Quinzinho da Arcela, era jogador de basquetebol desse então Grupo Desportivo MIT-Longra.

Armando Pinto

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domingo, 23 de fevereiro de 2025

Uma curiosidade regional: ferro do raspar/rapar os pés (“pé rapado”)

Ainda se vê nalguns locais, e especialmente junto aos portões de entrada de casas antigas, bem como junto a portas de igrejas e outros edifícios clássicos, o ferro em forma curva quase rente ao chão, chamado ferro do pé rapado. Onde se rapava ou raspava o calçado em tempos antigos, antes de entrar. Sendo usadas as mesmas formas, rapar e raspar, em certo sentido idêntico, como raspar significa limpar e rapar induz cortar rente (como, por exemplo em dizer-se cabeça rapada). Ora, isso transporta a tempos idos, quando antigamente as pessoas trabalhadoras andavam normalmente descalças, ou quando muito de socos nas suas jornadas nos campos, ou a tratar do gado, regarem as terras cultivadas, etc. e as gentes mais abastadas andavam de botas ou outro calçado forte; mas todos, ou pelas andanças nos terrenos de cultivo ou em passagens pelos caminhos de terra, naturalmente sujavam o calçado com lama ou terra mole. E então, à entrada das casas ou igrejas e outras edificações, para não sujarem dentro, limpavam o calçado à entrada nesse ferro, e os mais humildes, andando descalços, limpavam mesmo os pés, rapando o pó enlameado, assim. Derivando o termo usado dos mais pobres serem por vezes indicados por pés rapados e a classe como de pé rapado. E por isso a existência desses ferros, hoje já raros. Contudo a darem memória e explicação correspondente,

Armando Pinto

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Figurão do Entrudo a anunciar o Carnaval/2025 da Longra...no centro da vila da Longra – concelho de Felgueiras!

Já está exposto no Largo da Longra, pendurado no cimo do candeeiro central, o tradicional Entrudo figurativo. O boneco habitualmente anunciador do Carnaval da Longra, acontecimento anual já tradicionalmente famoso pelo seu cortejo do Corso Longrino e seguinte enterro, mais final da queima do mesmo Entrudo. Lembrando essa festiva ocorrência próxima da terça-feira gorda carnavalesca, este ano a 4 de março.

Armando Pinto

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