Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

A propósito do Falecimento do popular cantor Marco Paulo: Lembrando... Quando ele veio à Casa do Povo da Longra em 1973

Faleceu na madrugada desta quinta-feira, dia 24 de outubro, o conhecido cantor de música ligeira Marco Paulo, como era o pseudónimo e nome artístico de João Simão da Silva. Desde há algum tempo a sofrer de doença prolongada que agora o levou do mundo dos vivos, falecido aos 79 anos, esse que se tornou popularíssimo como cançonetista de canções da também chamada música pop. Sobre o qual é escusado repetir quaisquer referências biográficas ou curriculares, por estar a ser divulgado tudo praticamente sobre ele, depois que esta manhã chegou a notícia de seu falecimento. Contudo naturalmente não é referido nos meios de comunicação nacional algo sobre suas ligações mais restritas a certas terras, por exemplo. Como no caso que apraz aqui recordar, de sua vinda à Longra quando ainda era pouco conhecido. Tendo então cantado no palco da Casa do Povo da Longra, no concelho de Felgueiras.

Com efeito, corria o Outono de 1973 quando Marco Paulo veio à Longra, para atuar num espetáculo de variedades realizado no salão de espetáculos da Casa do Povo da Longra, numa tarde de domingo. No âmbito de atividades da então FNAT (agora INATEL), a que a Casa do Povo da Longra estava então já associada. Tendo aí, após atuação de diversos artistas da área do Porto, como Aurélio Perry, Lenita Onofre, Rosita, Natércia Maria, etc. sido ele a encerrar o evento, com atuação maior do cartaz. Ao tempo ele era ainda pouco divulgado a nível nacional, embora tendo participado num Festival da Canção/RTP, mas quase despercebido. Sendo então mais conhecido de quem ouvia muito as emissoras de rádio regionais. E, apesar de alentejano, era um cantor com carreira pelo país fora, porém em espetáculos menos mediáticos. Só mais tarde, começou a ser muito popular com o aparecimento de suas canções mais ouvidas. Até por fim ter ficado a ser dos artistas mais famosos.

Ao tempo da sua vinda à Longra tinha uma canção deveras apreciada, intitulada “Tu és mulher, não és uma santa”. Cantiga que havia sido lançada um ano antes e era conhecida das ouvintes radiofónicas. Com a qual encerrou em apoteose o espetáculo. Para no fim ter sido visitado, nos camarins (debaixo do palco à época) por algumas das raparigas que costumavam ouvir suas cantigas na rádio.

Naquele tempo ainda não se antevia a fama que ele veio a ter, depois. Mas eu recordo-me, tendo lá estado na primeira fila do balcão, com um bilhete para esse lugar arranjado por um amigo que in illo tempore pertencia aos quadros da instituição. E esta heem?!

Marco Paulo –Tu És Mulher Não És Uma Santa

Marco Paulo - Tu És Mulher Não És Uma Santa capa do álbum

Formato:

Disco Vinil, 7", 45 RPM, EP

País :

Portugal

Lançado :

1972

Gênero :

Pop

Estilo :  Canção

Armando Pinto

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terça-feira, 15 de outubro de 2024

Foral de Felgueiras - na efeméride da outorga da Carta Régia de D, Manuel I às terras do antigo Alfoz felgueirense

 

Salvé 15 de Outubro !

~~~ *+* ~~~

Transposta a fase das vindimas, ao chegar a faina das desfolhadas pode também, por analogia figurativa, desfolhar-se algumas folhas de história coletiva.

É que é nessa época que efetivamente, em pleno Outubro, entrado já o Outono no dia-a-dia, ocorre o aniversário da outorga do Foral Manuelino a Felgueiras, carta régia concedida por D. Manuel I a 15 de Outubro de 1514. Uma significativa numeração na simbologia local, apesar de essa vetusta alforria não abarcar ao tempo toda a região que, séculos mais tarde, se irmanou em concelho.

Desde os primórdios da História Portuguesa, após as conquistas de terras, que o poder real concedia cartas de foral a estabelecer direitos e deveres dos habitantes dessas terras, englobando condições nas concessões de propriedades, para atrair moradores e servidores em vista ao desenvolvimento local e, mais tarde, para definir posições bem como obrigações dos proprietários dos prédios reguengos.

Na tradição, segundo alguns textos escritos, parece ter havido possibilidade de antigas concessões a Felgueiras de cartas régias, porém sem fundo documental comprovativo desses factos. Certezas há quanto ao foral quinhentista, concedido pelo monarca venturoso dos Descobrimentos.

Os forais novos, como o de Felgueiras, eram cartas régias que passaram a ser documentos de reconhecimento de usos antigos de uma circunscrição, confirmando anteriores ordenações, ancestrais costumes bons, direitos e liberdades, incluindo os bens pagos aos senhores das terras, que de orais ficavam lavrados por escrito. Forais que eram assim atribuídos a oficializar categoria jurisdicional e a ordenar de vez segundo a lei do tempo, legitimando as formas de organização social dessa era.

No caso, reportava-se a concessão do rei venturoso, naquela época medieval, apenas a 21 freguesias englobadas no concelho, cujo tombo portanto não continha ainda as freguesias a sul de Margaride, ou seja as terras do Julgado do Unhão - as quais aliás foram também atombadas de seguida, volvidos cinco meses na régia reforma então empreendida. Sendo o território do Julgado do Unhão também dotado com reconhecimento através de foral, que determinou nova categoria administrativa local, por meio evolutivo da passagem do aludido Julgado ao coevo concelho do Unhão, criado pela Carta de Foral de 20 de Março de 1515 (que teve primeiro estudo no “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, como vem transcrito aliás no referido volume).

Ora, verificadas ao longo dos tempos diversas transformações administrativas nas áreas dos antigos concelhos de Felgueiras e Unhão, mais dos longínquos Alfozes dos Coutos de Pombeiro e Caramos, um Couto do lugar de Brolhães, que daria depois vez à freguesia de Aião, além do muito posterior e fugaz concelho de Barrosas, como depois todas essas partes foram reunidas em torno de um só concelho, composto nesse tempo de trinta e três freguesias, é de significado amplo a atribuição de 15 de Outubro à terra que se tornou sede de toda a zona, de confirmação de direitos e deveres antigos.

= Oficial postal comemorativo

A data em apreço chegou, inclusive, a ser pensada para ser Dia do Concelho. Porém porque a partir de determinada altura, verificando-se que as populações não se reviam totalmente nesta efeméride, pela dispersão antiga das diversas divisões administrativas, como se aflorou, foi mais tarde decidido que passasse a ser o dia de S. Pedro, a 29 de Junho, derivado a ser o da festa mais antiga realizada na área. Evento que ainda é, no mesmo sentido, referência comum às atuais freguesias da presente unidade concelhia, mais as recentes uniões impostas a régua e esquadro… nos gabinetes políticos, contra a vontade das populações.

(Artigo em tempos publicado no Semanário de Felgueiras, há uns anos já, com excertos dum outro texto, da mesma autoria, aqui do autor deste blogue...)

ARMANDO PINTO

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domingo, 13 de outubro de 2024

Esclarecimento – para não haver confusões (sobre o grupo de facebook dos "ANTIGOS ALUNOS DA ESCOLA VELHA DA LONGRA")

Este Grupo, criado com esta página, foi originariamente concebido para partilha de memórias comuns, da chamada memória coletiva. E por acréscimo, atendendo ao desejo de alguns amigos, também como espécie de motor de arranque para um grupo de convívio que resultasse num almoço ou jantar de amigos e conhecidos. Mas como ninguém se predispôs, a isso, essa intenção subjacente foi ficando de lado e permaneceu apenas a partilha de memórias, normalmente através de publicações do autor e administrador. Entretanto houve conhecimento dum almoço que anteriormente já havia sido realizado, em 2019, de alguns amigos, a maior parte dos quais não pertencentes ao grupo desta página. Entre os quais eu (Armando Pinto) não estava incluído, pois também não tivera conhecimento nem tinha sido convidado. Grupo esse que entretanto não havia tido continuidade por via do período de confinamento social derivado do Covid. Este ano, porque alguns dos amigos do primeiro almoço foram sendo adicionados a este grupo, passou a haver conhecimento do caso e houve o almoço já realizado em setembro, deste ano de 2024, com convites extensivos a quem os da organização conseguiram contactar. Mas, frise-se, sem eu estar na organização. Tendo participado como convidado, com muito gosto. Agora, para futuro, passei a fazer parte da próxima dupla encarregada da realização do almoço agendado para 2025. E naturalmente criou-se um grupo de WhatsApp, que é um meio mais rápido de contacto por ser direto pela via de telemóvel. Assim sendo (não haja confusões!) este grupo mantém-se como era e está, com vias de acesso pela Internet chegada ao telemóvel ou computador; e o outro apenas de telemóvel. Um completando o outro, embora havendo membros que estão num e não no outro. Mas que, todos, podem estar, se assim o desejarem, como já foi explicado em anteriores notas informativas publicadas no blogue "Longra Histórico-Literária" e que aqui aparecem no grupo.

Nota: A foto é apenas de e para ilustração, surgida dum instantâneo ocorrido já há alguns meses entre alguns amigos, de cá e não só. Mas sem nada ter a ver com o caso presente. Apenas, na ocasião, se falava de anseios e promessas, entretanto ainda em espera... e que foram lembradas nas conversas durante o recente convívio de amigos de cá.

Armando Pinto

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Memórias de tempos idos… comuns a muito boa gente… entre bons amigos feitos na convivência da Longra!

Por estes dias esteve presente, no quotidiano de quem tem filhos e netos nas escolas, sobretudo, as greves de professores e funcionários dos estabelecimentos públicos de ensino. A dar algumas folgas às crianças e jovens, quão mais se fez sentir, fora o resto que pode ou não resultar. Ora, essa realidade atual fez disparar algumas recordações de antigamente, remontando mais ao tempo da escola primária, quando nós, alunos da escola em tempos idos, estávamos à espera de ver se a nossa professora não aparecia, mas por motivos mais a ver com o que era usual por esses tempos, nas idas eras da escolaridade de antigamente.

Pois então, para quem andou na escola pelos anos das décadas de cinquenta e sessenta, pelo menos, sabe-se que na escola primária desses tempos o ambiente era tudo menos atrativo, sendo uma obrigação algo desoladora. A pontos que os alunos, fossem bons ou não, geralmente levavam pela mesma medida, como se diz. E normalmente “levavam”, como se dizia de apanharem os chamados bolos nas mãos, de reguadas, além de canadas, com canas na cabeça, quando não de outros modos, de qualquer forma, ou nuns dias ou noutros, numas situações ou noutras. E quem ia ao quadro, como se dizia de ir à frente e ficar em pé junto ao quadro de ardósia, cravado na parede, e correspondendo ao chamamento ter de fazer com o giz à frente de toda a gente os problemas (contas de aritmética – pois ainda se não falava nem era conhecida a palavra matemática!) ou responder a perguntas orais, por exemplo, era certo e sabido que se levava que contar de qualquer jeito. Como ainda todos lembramos e se pode contar. Assim sendo não admira que por norma ninguém gostasse do tempo que se passava na escola. No meu caso eu gostava das perguntas de história e das redações que se faziam e cópias por textos de português. Além de desenho (tendo ficado na memória o caso da professora ter querido que eu fizesse os desenhos nas provas de todos os colegas, no exame final da Quarta, como se fazia a decorar o cimo de cada folha em provas oficiais...). Mas não gostava das contas e quanto ao resto, durante o tempo normal, pouco ficou nas boas memórias, fora as brincadeiras no recreio, especialmente a jogar à bola. E logo pela manhã, quando se chegava à escola, enquanto se esperava pela chegada da professora, havia certo nervosismo miudinho perante o que se podia esperar. Daí que enquanto a professora não chegava havia ansiedade, mas depois logo que se sabia que não vinha era um alívio. Mas, ao invés, quando chegava era uma desilusão. Então quando se ouvia alguém a dizer “dentro”, para todos entrarem… Mas, claro que dependendo de certas ”coisas”. Como durante a minha 1.ª Classe, com a D. Candidinha, era e foi um regalo. Então eu gostei bem de ir e estar na escola. Mas depois, a partir da 2ª Classe, eu e todos, com a professora que se seguiu na sala de aula dos rapazes (que foi a realidade que conheci melhor, naturalmente…) já foi diferente. Recordo-me que quando ela demorava mais um pouco, íamos até ao Largo da Longra, porque ela vinha de cima do lado da vila de Felgueiras, e não tirávamos os olhos desses lados, na esperança dela não aparecer…

Obviamente que também ficaram boas ou ao menos curiosas memórias. Como ainda no encontro de amigos, recentemente efetuado, houve oportunidade de recordar. Tendo um lembrado uma palavra que a D. Fernanda dizia aos alunos mais velhos, os da 4.ª Classe, quando eu e colegas da mesma igualha ainda estávamos na 2.ª e olhávamos os outros com os olhos dessas idades. Assim como todos ficamos a olhar uns para os outros quando ela, enquanto se enervava, começou a chamar a alguns de “imbecis”… coisa que nunca tínhamos ouvido e nem sabíamos o que ela queria dizer, qual o seu significado. Pudera, ainda nem tínhamos dicionário…!

Outros tempos. Que não voltam, mas também não esquecem.

Armando Pinto

sábado, 28 de setembro de 2024

Encontro de colegas de escola e amigos / 2024


Sábado, dia 28 de setembro de 2024 foi dia de encontros e reencontros de colegas de longa data e amigos, uns que andaram na escola da Longra e outros que ficaram de alguma forma ligados à Longra. Em suma, e com bom sumo, um grupo de companheiros de infância e juventude que fizeram vida pela Longra, durante os anos 60, pelo menos. Num belo encontro proporcionado em tempo de vindimas, no caso pisado por fim à mesa, em interessantes momentos de convívio de eternos jovens de Rande, Sernande e Varziela, ligados por afinidades relacionadas com vivências na Longra. Todos amigos e conhecidos, de tempos idos e para sempre. Num feliz encontro desta vez possibilitado com a presença de alguns, entre quem foi possível juntar e se espera em próxima oportunidade alargar.

Assim sendo, ficou já agendado um próximo encontro para o segundo sábado do próximo mês de Maio, ou seja a 10 de MAIO de 2025.

Como tal ficam desde já avisados do facto os amigos que desta vez não puderam ir, ou que não tiveram conhecimento, por dificuldades de contactos ou quaisquer outros motivos, bem como todos os interessados num convívio assim, para nos encontrarmos mais, de modo a convivermos e recordarmos momentos que fazem parte das memórias que nos unem, também.  

Proximamente será criado um grupo de WhatsApp para haver mais outro meio de contacto.

Então há que marcar na agenda e assinalar entre as preferências afetivas, o encontro do próximo dia 10 de maio de 2025. Para o efeito, pode-se contactar com Armando Pinto e Pedro Celestino Teixeira ou com algum dos outros amigos que estiveram presentes desta vez e ficaram na pose fotográfica do grupo, neste sábado de vindimas de antigas e boas amizades.


AP

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Recordando... para a posteridade:

= Grupo do 1.º encontro, em 2019

(tendo entretanto se intrometido depois o tempo do Covid... )

= Grupo do 2.º encontro, em 2024

Obs.: Já foi criado, entretanto, o grupo deWhatsApp "Colegas de Escola e Amigos". Como para adicionar membros é preciso o nº de telemóvel, de cada qual,  e apesar de termos contactos de Facebook podemos não ter os respetivos números, naturalmente de amigos e colegas, será de interesse haver contactos para o efeito.

AP

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

“Ecos” da famosa antiga Sirene da fábrica Metalúrgica da Longra no jornal “O Louzadense” – em “SONS EM VIAS DE EXTINÇÃO os toques de pegar e largar o trabalho”... !

Como ressalta do título, a antiga função da Sirene da Metalúrgica da Longra, que fez parte das habituações diárias na região do concelho de Felgueiras, mas também por terras vizinhas, pelo que significava o seu toque e quanto ele estava ligado ao dia a dia popular, continua a fazer parte da história da região, pelo menos. Sabendo-se como seu toque chegava até localidades de concelhos vizinhos, como havia testemunhos de então ser ouvido por Lousada, por um lado, e por outro até freguesias de Celorico de Basto, por exemplo. Algo que ficou na memória coletiva regional. Como agora se verifica pelo que é publicado no jornal “O Louzadense”, periódico informativo do vizinho concelho de Lousada. Em cuja edição desta semana, em seu número de quinta-feira 26 de setembro de 2024, vem num artigo, inserto da respetiva página 5, uma narrativa historiadora de enquadramento a toda a envolvência dos antigos toques de entrada e saída nas fábricas, incluindo a ligação à sirene da Metalúrgica da Longra e ao seu autor, Joaquim Pinto. Na linha saída da Longra para o que veio a ser e é a famosa FAMO de Lousada, da família Moura, com ligações conhecidas à Longra e à eterna Metalúrgica da Longra. 

Mas melhor que mais explicações é ler o que está bem expresso na referida crónica, da lavra do laborioso investigador e escritor Lousadense José Carlos Carvalheiras. A quem aqui o autor destas linhas agradece reconhecido a amabilidade das referências, também.


Armando Pinto

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[Em modo telemóvel,clicando sobre a imagem final, pode-se aumentar, ampliando. Em modo de computador pode-se ir ao zoom e aumentar, conforme interessar. Bem como há a possibilidade de adquirir a edição de papel do jornal, à venda em Lousada, para haver ainda melhor leitura.]

quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Uma recordação…de vez em quando: o caso dos pequenos Rx de rastreio feitos em carrinha do Estado.…

 

Ainda faz parte das memórias comuns as passagens pela região da Longra de uma carrinha que de vez em quando vinha e parava para fazer exames gratuitos de rastreio à população, em camioneta do Estado, como se dizia. Dentro da qual havia máquina de radiografia onde se fazia o exame, através de pequenos Raios X (Rx) ao peito, para diagnóstico rápido sobre o tórax, para prevenção quanto a possíveis doenças relacionadas com tuberculose. Derivado a antigas sequelas dessa doença, havendo então tal género de profilaxia por meio desse meio de diagnóstico móvel. Pois com a evolução e irradicação da maioria dos casos da doença, houve cuidados adjacentes, como no caso da campanha de vacinação e de permeio esses exames rádio-fotográficos a crianças das escolas e trabalhadores adultos, sobretudo. Tendo durante o tempo de escola também eu ido a essas carrinhas, como todos os colegas, conforme eramos enviados a mando das professoras, quando algum dessses espécies de furgões parava junto à Casa do Povo da Longra, o local tradicional de todas as ações preventivas e curativas nesses tempos. Ocorrência que se prolongou no tempo e, do que ressalta nas lembranças, durou até aos anos setentas. Como já mais tarde fui em adulto, como tanta gente. Sendo que o último caso desses que me lembro de ter visto, assistido e até também participado, mais uma vez, foi em 1976, precisamente no mesmo mês em que entrei no meu emprego, ao tempo na Secretaria da Casa do Povo e Posto Clínico da Longra. Onde dessa vez parou a dita camioneta de Rx passageiro, como de costume junto ao edifício dessa mesma instituição. De cuja prova guardei a pequena película do mini-Rx, que aqui recordo. Com o  resultado de "Normal" estampado, como relatório, no pequeno envelope da "chapa", como também se dizia. Algo que assim dá para partilhar mais um caso de memórias comuns de tempos idos, da memória coletiva da região.


Armando Pinto

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