Espaço de atividade literária pública e memória cronista

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Corso do Carnaval da Longra – 2024

Numa tarde risonha de sol, bem atraente à folia própria do dia, foi com ambiente algo primaveril que desfilou o Corso Carnavalesco Longrino, perante temperatura agradável e grande afluência de público, mais uma vez, a corresponder à amabilidade meteorológica. Porque o Carnaval da Longra, na sua longevidade e correspondente responsabilidade memoranda, faz jus a ser considerado o melhor da região, desde há bastantes anos em que começou a ter desfile organizado. Perfazendo este ano já a 28.ª vez que saiu à rua, em cortejo alegórico.

Assim, com um agradável aspeto ambiental e perante um bom dia carnavalesco, de amena temperatura pela tarde adiante, foi bem sucedido o Corso de Carnaval da Longra deste ano de 2024, mantendo a costumada atração do tradicional festejo do Entrudo. Decorrido ao longo das vias principais da Longra, pelo trajeto habitual da vila da Longra, o Corso Longrino deu assim vida à localidade, como é da tradição anual.

Para memória: Do Corso da Longra-2024, na linha de anos anteriores, regista-se memorialmente o ambiente da localidade, a partir de um exemplo como as ruas próximas à via principal, ou seja as ruas onde não passa o cortejo, ficaram mais uma vez apinhadas de veículos automóveis estacionados a esmo, à falta de estacionamentos (locais próprios de aparcamento), como há muito se nota faltar.

Continuando o registo memorial, por esta via, anota-se em imagens uma crónica do evento, através duma panorâmica do Largo da Longra com o público assistente à espera da chegada e passagem do desfile carnavalesco.

E, de seguida, na continuação, em vista mais superior (numa visão captada de cima), do cortejo na sua passagem final, já ao chegar ao fim do trajeto, capta-se o seguimento do percurso através de imagens fotografadas pelo autor deste blogue, à passagem em frente ao Edifício Vila da Longra. Tudo isso depois da sempre entusiasmante assistência no Largo da Longra e antes da chegada tradicionalmente triunfal diante do edifício Nova Longra.

Fica assim aqui ilustrado à posteridade mais um Corso Longrino, na continuidade do Desfile Carnavalesco da Longra, que regularmente e de modo organizado começou oficialmente no Carnaval de 1997, nesse longínquo ano do século XX - ou seja indo já nas 28 vezes, contando o inicial em 1997 e o atual de 2024. Mantendo a tradição e fazendo jus aos pergaminhos ancestraris da Longra ter apetência cultural.

Armando Pinto

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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Evocação do grande industrial metalúrgico sr. Américo Martins - artigo que estava para publicação no Semanário de Felgueiras...

Na proximidade da data da efeméride respetiva do seu falecimento, atendendo à ocasião da publicação da edição do jornal SF, foi em devido tempo enviado e estava para publicação no Semanário de Felgueiras Jornal um artigo evocativo da vida memoranda de Américo Teixeira Martins, o histórico industrial fundador da MIT-Metalúrgica da Longra. Em género de crónica, embora resumida, algo complementar a outros artigos anteriores já publicados pelo autor, também. Além de sua biografia e referências em diversas página do livro "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras, publicado em 1997, mais em passagens no livro "Sorrisos de Pensamento", publicado em 2001, e ainda no livro "Elevação da Longra a Vila", publicado em 2003. 

= Américo Martins, Fundador da MIT e Sócio-gerente da Metalúrgica da Longra

Como afinal o artigo não chegou a ser publicado, e porque havia pessoas que sabiam e esperavam o mesmo, aqui fica o texto conforme foi enviado para o Semanário de Felgueiras:

Américo Teixeira Martins (1893-1967)

Passando por estes dias o aniversário da morte do histórico industrial felgueirense Américo Teixeira Martins, falecido a 31 de janeiro de 1967, vem a talhe uma evocação escrita desse grande senhor da afamada fábrica MIT-Metalúrgica da Longra. Em mais uma oportunidade de lembrar tão importante personagem criador de muitos empregos, nos inícios da industrialização na região.

Américo Teixeira Martins, nascido em Airães, onde viviam seus pais, e residente na Longra a maior parte de sua vida, ficou por fim sepultado na Pedreira, freguesia de sua mãe. De permeio com grande atividade industrial, mas também cívica, tendo desempenhado lugares de Regedor na Longra e membro da Junta de Freguesia de Rande, além de ter pertencido ao grupo de Forças Vivas de cujo labor resultou a Associação Pró-Longra, antecessora da Casa do Povo da Longra. Enquanto na mesma então povoação da Longra deu largas a seu espírito empreendedor, com a fundação de sucessivas empresas, até à versão maior da Metalúrgica da Longra.

Teve uma vida saliente, nos seus 74 anos de existência, num percurso alongado na atenção memorial, cujo currículo aqui, desta feita, se tem de resumir para não abusar do espaço: Nasceu no Fojo de Santo Amaro, em Airães, a 7 de Abril de 1893. Filho de António Teixeira Martins e Rosa Dias da Costa. Frequentou a antiga escola primária em Airães e na Pedreira, até que passou a trabalhar numa pequena oficina de serralharia de seu pai, e aí depressa ficou a ser o responsável, ainda muito jovem, com a colaboração dos irmãos mais novos. Chegada a idade militar, como era normal, assentou praça em 1914, incorporado no Regimento de Infantaria de Guimarães. Por alterações desse tempo teve diversas fases, desde a patente de 1.º cabo, até 2.º Sargento. E depois rumou para a guerra das trincheiras, no Corpo Expedicionário Português na I Grande Guerra Mundial, sendo distinguido com um louvor «por zelo e dedicação». Em Dezembro de 1917, sob fogo de combate, vítima de bombardeamento, foi ferido nos ouvidos. Seguindo-se em Abril de 1918, na sequência da batalha de La Lys, ser dado livre do serviço militar, regressando a Portugal. Alguns anos depois na Reserva, em 1925, foi ainda promovido «por distinção» à patente de Alferes. Enquanto na ficha militar ficaram a constar as suas medalhas de cobre comemorativas das Expedições “Sul de Angola-1914/15”, de “França 1917/18” e “Medalha da Victória-1920”.

Entretanto, quando regressou à Pátria em 1918, chegado à terra natal voltou à oficina do seu pai. Contudo, depressa resolveu estabelecer-se por conta própria. E em Outubro de 1920 criava na Longra, juntamente com seu irmão mais novo, a sociedade Martins & Irmão. Estabelecendo-se com arrendamento dum barracão, no Largo da Longra, onde José Xavier, do Outeiro (de Rande) teve uma inicial oficina de 1910 a 1918. Com a morte do irmão em 1921, já sozinho à frente do negócio, continuou no ramo do fabrico de camas, fogões e lavatórios metálicos. E por esse tempo, em 1922 casou e constituiu família, com D. Maria Emília Ribeiro de Faria, com quem teve seus 3 filhos. Continuando a crescer a empresa fabril. Prosseguindo, em 1924 ampliou as instalações da empresa, alugando, inclusive, os restantes espaços do barracão. Nos finais dos anos vinte dedica-se ao fabrico de mobiliário hospitalar, produzindo a primeira mesa de operações em Portugal. Em 1935, constitui uma sociedade com membros da família Teixeira da Quinta, a firma Martins & Irmãos Teixeiras, Lda, daí o nome: MIT. Em 1947, criava em grande, juntamente com os Laboratórios Sanitas, a Metalúrgica da Longra, que, além de prosseguir o fabrico de mobiliário médico-cirúrgico, alarga a atividade a equipamentos para escritório. Depois, com a colaboração de Daciano Costa, no início dos anos 60, alastrou seu design industrial. Por fim, já com a empresa entregue a seus descendentes e sócios, Américo Teixeira Martins viria a falecer a 31 de Janeiro de 1967. Em 1990 foi atribuído seu nome a uma das ruas da cidade-sede do concelho. E em 2009 passou também a denominar uma das ruas da Vila da Longra. Como ilustre felgueirense vivo na memória coletiva.

ARMANDO PINTO

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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Evocação do “Doutor Aurélio do Posto Médico da Casa do Povo da Longra”

 

Passando a 7 de fevereiro mais uma data de aniversário do nascimento do inesquecível Dr. Aurélio da Longra, como era conhecido, e muito estimado como “Doutor Aurélio do Posto Médico da Casa do Povo da Longra” (ou simplesmente "Dr. Aurélio da Casa do Povo"), é oportuno e justo lembrar esse senhor que foi figura pública da Longra, onde viveu a maior parte de sua vida e onde tinha casa sua; bem como da vila de Felgueiras, onde trabalhou no hospital concelhio e convivia (sendo um dos frequentadores das tertúlias à mesa do Café Albano e da Assembleia Social de Felgueiras); tal como da freguesia de São Cristóvão de Lordelo, onde nasceu, viveu algum tempo e por fim ficou sepultado. Tendo falecido em 1984, quando a sede concelhia de Felgueiras ainda era apenas vila, antes portanto de ter passado a cidade (em 1990). Tal como a Longra era ainda uma ridente povoação, muito antes de ter passado a vila (em 2003), mas onde já depois foi dado seu nome a uma rua, por sinal das mais importantes da localidade.

Lembra-se assim a figura popular que era o Doutor Aurélio, vindo para a Longra com a sua entrada como médico na Casa do Povo em 1956.

Nascido a 07 de fevereiro de 1928, em Lordelo, concelho de Felgueiras, Adelino Aurélio Teixeira de Sousa, de seu nome completo, faleceu a 23 de setembro de 1984, na Longra (Rande-Felgueiras) com 56 anos. Há já 40 anos (agora, em 2024). Enquanto de seu nascimento passam hoje 96 anos, efeméride que aqui se lembra nesta celebração escrita.

= O Dr. Aurélio (à direita da imagem, na primeira fila de pé e a seguir às senhoras e ao “Dr. Hermínio da farmácia e do Staminé”…), num conjunto de felgueirenses em convívio, possivelmente algures pelos anos 60, entre antigos alunos, professores e amigos do Externato de Felgueiras.

O Dr. Adelino Aurélio Teixeira de Sousa foi um médico muito estimado, com dons de ser popularmente conhecido como médico de crianças, quão era apreciado na opinião pública, embora sem especialidade pediátrica, mas de Clínica Geral, contudo de saber e maestria de experiência e qualidades feitas. Lembro-me bem dele ainda de meus tempos de criança, especialmente desde um dia em que ele foi chamado por meus pais para me ver (diagnosticar), acorrendo a estado febril que me acometera e postara de cama, em casa, ficando boa sensação quando ele me auscultou e comigo conversou (do que me lembro, não tendo já ideia do que me receitou nem de como recuperei). E então fiquei a simpatizar tanto com ele, que passei a dizer à minha mãe que ele era o meu médico. Estando então muito longe de imaginar, sequer, como depois tive oportunidade de saber presencialmente, que iria um dia ainda trabalhar com ele, em funções administrativas, no Posto Médico da Casa do Povo da Longra e sucessor Centro de Saúde da Longra.

O antigo Posto Médico da Longra, como era mais conhecido o Centro de Saúde da Longra, criado em 1941 com ligação à Casa do Povo da Longra como Delegação Clínica e que em 1977 ganhou autonomia como Centro de Saúde-Posto Clínico da Longra n.º 105 dos SMS do Porto. Cuja Unidade de Saúde, depois adstrita ao Centro de Saúde de Felgueiras-ARS Norte e por fim ao ACES-Tâmega III-Vale do Sousa Norte, teve continuação com a atual Unidade de Saúde Familiar Longara Vida (com nome derivado do antigo termo local Lôngara).



Ora desse antigo Posto relembra-se aqui algo através de imagens de carimbos da antiga Delegação, mais seguinte Posto Clínico e Centro de Saúde, bem como, no caso, de uma cópia duma receita antiga passada pelo Dr. Aurélio, contendo sua letra de médico e assinatura, tipo rúbrica autógrafa, afixada assim num exemplar de antiga receita médica.

O Doutor Aurélio Sousa passara a ser médico no Posto clínico da Casa do Povo da Longra em 1956, juntando-se ao Dr. Artur Mendonça, que até aí já desempenhava funções há alguns anos. Tendo essa dupla dividido então entre si o atendimento dos muitos beneficiários das freguesias da área dependente da mesma instituição, além da prestação de serviços também de um médico-dentista, o Dr. Brás. Só a partir do 25 de abril de 1974, com o início do processo de mudança de vínculos, em 1976, e já em 1977 concluído, com a transformação da separação institucional da Casa do Povo e passagem para os Serviços Médico-Sociais, essa unidade de saúde teve alargamento do quadro clínico. Havendo então o Dr. Aurélio e o Dr. Mendonça passado a ter colaboração e companhia de outros médicos, desde o Dr. António Saraiva, Dr. João Paulo Sarmento Pimentel, Dr. Raúl, Dr.ª Lurdes Santos, Dr. Amâncio e outros, sucessivamente, como Dr. António Manuel Marques Filipe, Dr. Jorge Reis, Dr. Caldas Afonso, Dr. Américo Silva, Dr.ª Carminda Freitas, Dr. Neiva de Oliveira, etc. (e após o falecimento do Dr. Aurélio houve reforço com a chegada do Dr. Fernando Preto e Dr. Gil Marinho).

Sobre o Dr. Aurélio, está referenciada sua ligação à Longra e suas extensões, quer à Casa do Povo da Longra como ao Posto Clínico local, mais às listas eleitorais autárquicas para a freguesia de Rande e para a Assembleia Municipal de Felgueiras, no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997. E mais, sendo que além de suas funções clínicas, ele foi também um elemento do Grupo de Teatro da Casa do Povo da Longra, ainda pela década dos anos 60. Enquanto como político teve influência consultiva na constituição da Comissão Administrativa da freguesia de Rande que foi formada após a mudança de regime, no pós-25 de abril de 1974, e depois foi sempre importante pessoa a consultar na formação das listas que acabaram vencedoras para as eleições autárquicas que se seguiram.

Quanto à parte curricular mais oficial, pode acrescentar-se que o Dr. Aurélio, como era mais conhecido, foi então médico do quadro do antigo Posto Clínico da Casa do Povo, depois passado a Centro de Saúde dos Serviços Médico-Sociais, e médico de carreira e por fim diretor do Hospital Agostinho Ribeiro, da vila de Felgueiras. Politicamente, foi Deputado Municipal e desde 1976 que fez parte das listas para as Eleições Autárquicas Municipais, desde as primeiras eleições livres, tendo incluído as listas do Partido Socialista e em 1979 foi primeiro candidato pelo P.S. também, à eleição para a Assembleia Municipal, havendo depois exercido esse importante cargo de Presidente da Assembleia Municipal de Felgueiras. Bem como foi entretanto também Presidente do Conselho Fiscal da Cooperativa Agrícola de Felgueiras. Após seu falecimento foi dado seu nome a ruas da cidade de Felgueiras, da vila da Longra e da antiga freguesia de Lordelo, hoje União de freguesias de Unhão e Lordelo. 

Armando Pinto

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sábado, 3 de fevereiro de 2024

Faleceu o Padre Francisco Rodrigues (conhecido "Padre Chico da Mata")

Faleceu durante a passada noite de sexta-feira para este sábado, no dia 2 de fevereiro, o Padre Francisco José Rodrigues, sacerdote consagrado da Ordem do Carmo em Portugal, e que na Vigararia de Felgueiras teve múnus paroquial nalgumas paróquias do concelho, enquanto residiu na casa da Comunidade da Mata, em Lordelo, nos arredores da Longra.

Natural de Ribeira de Pena, onde nasceu a 15 de novembro de 1943. contava 80 anos de vida.

O Padre Frei Francisco, entre outras missões, antes de ter residido no concelho de Felgueiras, ficou no Ano Santo Jubilar de 2000 na sua Ordem em Lisboa à frente do movimento para a Canonização do Beato Nuno de Santa Maria, sendo então vice-postulador da causa (do Santo Condestável, depois canonizado em 2009 por Bento XVI); e chegou a desempenhar o lugar de Conselheiro no Comissariado Geral da Ordem do Carmo, entre 2011 a 2014. Entretanto em 2013, fruto de sua veia de conferencista, teve realce nas Jornadas Europeias do Património 2013 na Venerável Ordem Terceira da Penitência de Coimbra, cujo ciclo de conferências terminou com sua intervenção sobre A influência eliana na espiritualidade Carmelita: a inspiração da figura de Elias nos eremitas do Monte Carmelo está refletida nos 20 painéis de azulejos que circundam o claustro do Carmo e que retratam a história do profeta.

A Ordem do Carmo é uma instituição religiosa de Vida Consagrada normalmente referida por Padres Carmelitas, mas que como inclui também Irmãos consagrados não ordenados, entre seus frades, é também por vezes chamada Ordem dos Carmelitas, simplesmente, ou dos Carmelitas Calçados (para diferenciar dos Carmelitas Descalços, da antiga Observância). Ordem Religiosa há muito instalada em Portugal e que veio para o concelho de Felgueiras nos finais da década de cinquenta, depois de anos antes ter sido legada à mesma, por testamento duma benfeitora, a casa e quinta da Mata, na antiga freguesia de Lordelo. Onde, em 1959, abriu como casa do Noviciado e atualmente alberga uma Comunidade Carmelita, que tem colaborado na paroquialidade de algumas paróquias de Felgueiras, com seus membros nomeados e revezados para o efeito.

O Pe. Francisco José Rodrigues (da Ordem do Carmo) em 2011 passara a ter missão pastoral de algumas paróquias de Felgueiras, até começar a ter de reduzir sua atividade por motivo de doença. Então, por recente nomeação do Bispo do Porto datada de setembro de 2021, havia sido “ dispensado do múnus de Pároco de Varziela (S. Miguel), mantendo os restantes múnus”. E por seguinte nomeação de setembro de 2023 foi “dispensado do múnus de Pároco de Pedreira (Stª Marinha) e Unhão (Divino Salvador), da Vigararia de Felgueiras.” Após isso, ficou a viver temporariamente na Casa de São Nuno, em Fátima, devido a problemas de saúde.

O Padre Francisco, popular e carinhosamente tratado, como foi conhecido, por “Padre Chico”, era pessoa muito estimada na zona das freguesias da região, à volta da área da vila da Longra. E muito querido dos seus ainda recentes paroquianos, de Unhão, Lordelo e Varziela, tendo exercido funções de Pároco em terras de Felgueiras cerca de 12 anos. Além da convivência, como um sacerdote muito conhecido e acarinhado a quem muitas pessoas recorriam.

O funeral realiza-se na segunda-feira, dia 5, pelas 15, 30 horas, desde a Comunidade da Mata para o cemitério de Lordelo. O velório começará na tarde deste domingo, dia 4, pelas 17, 30, horas.


Nota biográfica na página da Ordem do Carmo:

« O Frei Francisco José Rodrigues nasceu a 15.11.1943, na paróquia de São Salva­dor - Ribeira de Pena, Diocese de Vila Real, onde foi batizado, a 22.11.1943. Lá passou a infância e os primeiros passos académicos e veio a ingressar no Semi­nário Carmelita, na Falperra, Braga, em setembro de 1955.

A 07.09.1962, inicia o Noviciado na Quinta da Mata – Felgueiras. Emite a Profis­são Simples a 08.09.1963 na mesma comunidade da Quinta da Mata – Felgueiras e a 14.05.1967, emite a Profissão Solene na Falperra – Braga. Foi Ordenado Presbítero a 19.07.1970, na sua terra natal em Ribeira de Pena.

Ao longo dos seus 60 anos de Profissão Religiosa e os 53 de ministério presbite­ral, o Frei Francisco residiu alternadamente em praticamente todas as comuni­dades do Comissariado da Ordem do Carmo em Portugal.

Ao longo deste tempo desempenhou um vasto leque de serviços e missões: foi Conselheiro do Governo da Ordem do Carmo em Portugal.

Colaborou na Formação nas fases do Seminário, Pré-Noviciado e Profissão Simples.

Foi Delegado para a Familia Carmelita durante vários anos onde deixou uma notória marca e dinâmica.

Exerceu o múnus pastoral, sendo um dos pioneiros na organização e criação da paróquia de Santo António dos Cavaleiros e foi pároco em Unhão, Lordelo e Varziela na diocese do Porto. 

Foi assistente de diversos movimentos, salientando-se o seu apoio aos Cursos de Cristandade, Equipas de Nossa Senhora, Convivios Fraternos e Corpo Naci­onal de Escutas.

Foi Diretor do Centro de Estudos e da Residência Univsersitária da Ordem do Carmo em Lisboa.

Além disso, orientou retiros, novenas, tríduos e pregações; notabilizou-se no acolhimento e orientação espiritual e foi um dinâmico divulgador da espiritua­lidade e dos símbolos carmelitas, em particular, o Escapulário de Nossa Senho­ra do Carmo.

Participou ativamente na redação e organização da Revista Familia Carmelita e de outros documentos da Ordem do Carmo.

Passou alguns periodos curtos de tempo em Missões, em especial em Moçam­bique e em Timor Leste.

Foi vice-postulador do processo de Canonização de São Nuno de Santa Maria – o Santo Condestável Nuno Álvares Pereira – canonizado em Roma a 26 de agos­to de 2009 pelo Papa Bento XVI.

A Ordem do Carmo e a Igreja agradecem ao Frei Francisco Rodrigues todo o serviço prestado a Jesus Cristo e ao seu Reino.

Que Nossa Senhora do Carmo, a quem ele tanto amava e a quem tanta devoção prestava, São Nuno e todos os Santos Carmelitas entoem hinos de louvor a Deus e acolham no Céu este frade e sacerdote carmelita que fez da sua vida um Dom e uma Profecia da Eternidade. Que descanse em Paz.»

Descanse em paz!

Armando Pinto

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Inauguração do espaço de exposições “Passado, Presente e Futuro” em Felgueiras

 

Foi esta sexta-feira, dia 2 de fevereiro, inaugurado em Felgueiras o espaço de exposições “Passado, Presente e Futuro”, no edifício renovado e transfigurado da antiga Escola Primária da Cari – como era mais conhecida, embora também referenciada por Escola Adães Bermudes, em atenção ao patrono dessas edificações (nos inícios do século XX). Em termos técnicos, enquanto funcionou nos seus últimos anos, chamada oficialmente Escola Primária-Sede n.º 1 de Margaride. Na Rua Costa Guimarães, da cidade de Felgueiras, junto ao palacete Casa das Torres.

Estive presente, com muito gosto. Sendo a entrada livre. Mas nem que não fosse, pois não poderia perder uma oportunidade assim, de algo que não é muito costume em Felgueiras.

O espaço, apelidado de exposição, é um espaço verdadeiramente museológico, podendo mesmo dizer-se que é um museu, embora não o sendo propriamente por ser mais à base de imagens e não tanto de objetos reais. Contando que também tem boas amostras de adereços e objetos físicos. De cuja visualização no dia da abertura, posso dizer que gostei, embora notasse algumas faltas (como, por exemplo, em não ter referências a felgueirenses autores de grandes feitos, como o aviador Francisco Sarmento Pimentel, autor da primeira travessia aérea Portugal-Índia; mais historiadores pioneiros, como o Dr. Eduardo Freitas e Manuel Sampaio; bem como felgueirenses salientes por dotes especiais, como o mestre de iluminuras “Frei” Lucas Teixeira; quão, assim, como muito bem estão antigos “reclames” como eram chamados outrora por cá os anúncios  de antigas casas comerciais da então vila de Felgueiras, também seria de colocar cabeçalhos, por exemplo, dos jornais históricos de Felgueiras, que registaram e imprimem, no tempo as memórias comunitárias dos últimos séculos e avivaram remotas lembranças da memória coletiva; tal qual algo sobre o folclore local, como um traje típico da região, e inclusive algumas alfaias antigas). Contudo, como há promessa, conforme foi dito publicamente, que vai ter acrescentos, será obra aprovada.  Enquanto, do que vi, gostei e louvo.

Dessa realização, em próxima crónica será aqui registada uma reportagem de apreciação mais desenvolvida. Ficando, para já, a noção que era algo que faltava e preenche uma necessidade identificativa, capaz de projetar boa impressão a quem nos visita, e poderá fazer os naturais sentirem mais o sentimento de ser felgueirense. Bem como, quando mais completado o espaço for, melhor será e ficará no ego felgariano.

Armando Pinto

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quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Efeméride aniversária do falecimento do grande industrial longrino Américo Martins

 

(1893-1967)

Passa agora a data da efeméride respetiva da morte do grande industrial metalúrgico senhor Américo Martins: Falecido em Rande, na sua residência no então lugar da Estação (em parte da atual Rua Conselheiro Dr. António Mendonça), na Longra, a 31 de janeiro de 1967. 

Natural de Airães, onde seus pais viviam, tendo residido a maior parte da vida na Longra e aí na mesma então povoação da freguesia de Rande tenha falecido, foi por fim sepultado na Pedreira, em jazigo de família da terra de sua mãe.

Estando para publicação uma crónica sobre ele, para vir a público na edição de papel do jornal Semanário de Felgueiras (em seu próximo número, por ser precisamente o mais próximo da efeméride), fica aqui entretanto, no próprio dia, uma simples referência alusiva a evocar a figura memoranda de Américo Teixeira Martins, o histórico industrial fundador da MIT-Metalúrgica da Longra. Desta vez em imagens, para depois no artigo a sair no Semanário de Felgueiras Jornal ser em modo descritivo, biograficamente.

= Américo Martins, Fundador da MIT e Sócio-gerente da Metalúrgica da Longra

Alguns "flashes" de vida de Américo Martins em imagens:

= Panorâmica coeva do quartel e da formação militar em parada, do Regimento de  Infantaria de Guimarães (a que pertenceu Américo Martins), ainda com o aspeto desse tempo da área junto ao castelo - antes das obras de tranformação ali operadas pelo Estado Novo na chamada colina sagrada, de reparação do castelo e do chamado palácio dos condes.

= Foto oficial como militar!


= Exemplos de correspondência do tempo de duas das antigas firmas da Longra de Américo Martins, com compradores e fornecedores: Copia de postal datado de 1933 da empresa Martins & Irmão; e original de carta-postal da época, com data de 1942, da Fábrica de Móveis de Ferro da Longra.


= Imagens da fábrica de Américo Martins, nos inícios, primeiro dentro do barracão das instalações do Largo da Longra e depois no novo edifício da reta da Arrancada da Longra.


= Sequência de imagens - em reportagem fotográfica - da Homenagem a Américo Teixeira Martins na MIT-Metalúrgica da Longra em abril de 1958.

= (Capa do)  Livro de Homenagem a Américo Teixeira Martins do pessoal da fábrica MIT (como ainda era mais conhecida a Metalúrgica da Longra) em 1958.

= Pose de conjunto do pessoal da MIT - Metalúrgica da Longra, em 1958 - no dia de homenagem ao fundador e "patrão" da fábrica grande da Longra, aquando de seu 65.º aniversário natalício (estando na frente os empregados da área de escritório, ladeando seus gerentes, o fundador e filhos, ao centro. Seguindo-se na fila imediata os encarregados de secção e seus ajudantes; e de seguida os operários, com fatos-macacos diversos conforme as secções; com toda a gente de gravata!).

= Panorama da frente e de um dos lados das instalações da MIT-Metalúrgica da Longra em 1958, com o primeiro pavilhão da frente e mais atrás a área onde estava instalada a sirene potente, que se ouvia a longa distância. 

= Diploma do Prémio da Associação Industrial Portuense de 1959 ganho por um funcionário da Metalúrgica da Longra - Joaquim Pinto, autor da famosa sirene da fábrica, mais de maquinaria e da própria eletrificação de todo o edifício original -  como exemplo da fábrica grande da Longra ser então algo exemplar no Norte do País. 

= Cabeçalho do “Boletim MIT”, cuja publicação durante algum tempo, em 1962 e 1963, foi jornal informativo da Metalúrgica da Longra, ainda no tempo da gerência do “Patrão” Américo Martins. 


= Pagela de oração fúnebre, assinalável do falecimento.

= Duas páginas das três em que está a biografia de Américo Martins, além de outas páginas onde consta seu nome e obra na história da indústria na Longra e memórias da Metalúrgica, no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras", publicado em 1997. 

Com estas e outras, como se diz, serve esta evocação como homenagem ao histórico grande industrial longrino, senhor Américo Teixeira Mmartins, na passagem do aniversário de sua morte. Antecedendo a próxima publicação do artigo que lhe será dedicado no Semanário de Felgueiras Jornal. 

Armando Pinto 

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terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Boneco icónico do Entrudo e cartaz de anúncio ao Carnaval da Longra / 2024

Já está no alto do poste do Largo da Longra, tal como se vê, colocado no seu sítio tradicional, a figura do espantalho a figurar o Entrudo. Posto como é tradicional no poste do candeeiro central, como de costume, em posição cimeira. Anunciando a quem passa a realização próxima do Carnaval da Longra.

Está pois em cima o costumeiro boneco figurão que no dia de Carnaval, depois do Corso Carnavalesco percorrer durante a tarde do próprio dia as vias principais da vila da Longra, irá ter à noite o sempre interessante velório, seguindo depois no típico féretro como figura do enterro do Entrudo, para por fim ser queimado, como manda a tradição. Sendo que essas tradições já vêm de tempos remotos, do costume de no Carnaval se queimar as coisas velhas e que importa deixar para trás, é assim anunciado, também através desse “boneco do Entrudo”, mais uma realização do Carnaval da Longra, no próximo dia 13 de fevereiro.

Com efeito já se encontra no alto do poste central do Largo da Longra o tradicional boneco carnavalesco, a anunciar a chegada do Entrudo, quanto à realização próxima do carnaval da Longra. Na linha do Corso Carnavalesco da Longra, que em modo organizado vem desde o ano de 1997, como está historiado no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, a dar sequência ao antigo costume de correr o Entrudo, através de figurantes espontâneos e conjunto de mascarados que durante o dia percorriam a localidade, antigamente… Além de nalguns anos, desses tempos recuados, até ser aproveitado, como era, as festas de viúvos, quando calhava de andarem a ser feitas por esses tempos, para juntar o tradicional enterro e o testamento de viúvos. Entre diversas características dos costumes de antanho.

Trata-se dum “macaco”, como por aqui o povo normalmente chama, feito de trapos e vestido com roupas velhas, que costuma ser posto no centro de confluência da região. Em sinal, afinal, como é, ao género de manifestação no calendário, de apresentação popular respetiva.

Esse boneco figurado, depois, irá então ser o “defunto” queimado no fim de tudo, no encerramento do funeral do Entrudo e após ser lido o tradicional testamento, sendo então cremado “o dito cujo” na noite de Carnaval. 

Em vista dessa sensação engraçada, colocamos aqui e agora a sua visualização, em panorâmicas de ângulos diversos, para registo óbvio; e, ao mesmo tempo, para que (a quem não conhece ou não tenha possibilidades momentâneas de ver) possa haver ideia de tal essência, algo singular. Como tal, do aspeto do figurão do Entrudo da Longra deste ano de 2024 se dá nota visual, através de imagens do Largo da Longra assim enfeitado com esse simbólico adereço.


Observação: As imagens mostram o local em ambiente muito calmo, sem passagem de carros, por ter havido cuidado de fazer a devida captação fotográfica em momentos sem movimento automóvel e em hora de pouco tráfego de transeuntes, para nada impedir a visão do aspeto atual.

Armando Pinto

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