Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Exercício de memória: Algures no tempo e pelos tempos de convívios de estudantes da área e arredores da Longra… nos anos 70 !

Captações fotográficas à maneira do tempo e de quem nesse tempo não tinha grande “massa” para máquinas de fotografias de jeito naquele tempo… Imagens de grupos de estudantes amigos de convívios normais pela Longra. No caso precisamente no dia do 18º aniversário do autor destas recordações. Estando eu, aqui o aniversariante desse dia, junto com o meu irmão Fernando, mais o Zé e o Lino Pereira, António Rosário, Isabel Pereira, Luísa Mendonça, Natália Carvalho, os Magalhães da Pedreira e Airães (o António “Naia” e o outro depois professor), penso que também o Mesquita e o Tó Jó, e não sei já bem se mais porque deve ter ficado alguém na sombra do que a máquina, nem sei de quem já, não conseguiu “apanhar”…

Estava-se ainda antes do 25 de abril de 74. Com fraca visibilidade, mas a dar para recordar e fixar à posteridade.

Armando Pinto

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sábado, 14 de outubro de 2023

Jornada cultural felgueirense em palestra informativa sobre arte funerária e exposição documental – em Felgueiras

Decorreu na tarde deste sábado de meio de outubro, dia 14, uma verdadeira jornada de memorização, informação e convívio cultural, através duma visita guiada ao Cemitério Municipal de Margaride-Felgueiras, em conjunto de pessoas entusiastas de valores históricos; e no fim houve ainda tempo e lugar à apreciação duma alusiva exposição patente na biblioteca municipal, perante a mostra documental que tem ali estado à vista e continuará ainda por mais alguns dias. Realização decorrente no âmbito do 509.º aniversário da outorga do Foral Manuelino de Felgueiras.

Então, para assinalar os 509 anos do Foral de D. Manuel I outorgado a Felgueiras, a 15 de outubro de 1514, a Câmara Municipal promoveu, no dia 14 de outubro, uma visita ao Cemitério Municipal de Felgueiras, sob mote “Depois da morte: memória e arte tumular”, orientada pelo doutor Francisco Queiroz. Com acompanhamento pelos Dr.s Carlos Ferreira, José Ribeiro e Manuela Melo. Mais destaque para a presença do Deputado Nacional sr. António Faria; e naturalmente dos restantes aderentes.


Após esse encontro de interessados no campo santo municipal, e após regresso à baixa da cidade de Felgueiras, houve oportunidade de na Biblioteca Municipal ser vista uma mostra documental intitulada “Apontamentos para a história dos cemitérios”, ali patente na Biblioteca e Arquivo Municipal de Felgueiras e devidamente elucidada publicamente pela Dr.ª Manuela Melo, antes de seguintes momentos de convívio.

Foi mais uma bela jornada cultural, do que por vezes ainda vai acontecendo de bom por Felgueiras. Embora, como de costume, com aderência de público deveras menor que o desejado, quer por falta de mais informação através de mais meios divulgativos, bem como também por certo desinteresse que estes assuntos ainda vão tendo e mesmo até alguma vergonha que ainda há em aderir a realizações do género. Incluindo, conforme se notou, mesmo faltas de representação municipal ao nível autárquico, quer de Vereação ou Presidência e Assembleia Municipal, quer de Juntas e Assembleias de Freguesia, etc. Sendo contudo de referir que a mostra ainda estará exposta até ao próximo dia 31 deste outubro na Biblioteca Municipal.

Dessa interessante jornada ocorrida assim nessa tarde bem passada se dá conta, por meio de algumas imagens captadas na ocasião: primeiro do belo panorama que do alto do início do monte da Santa (Quitéria), junto à primeira capela e ao cemitério, se vê para o centro da cidade sede do concelho; e depois, já em baixo, na exposição, algumas imagens documentais. Com realce para o registo do sepultamento de uma figura histórico-emblemática de Felgueiras, a célebre doceira Leonor Rosa da Silva, pioneira do Pão de Ló de Margaride; como depois para as plantas de "obras a fazer" e relação das obras e materiais de orçamento da reparação da capela do cemitério de Margaride-Felgueiras, da lavra do “engenheiro"-arquiteto Luíz Gonçalves, o mesmo sr. Luís Gonçalves da Longra que desenhou o palacete da Casa das Torres de Felgueiras e está historiado devidamente no livro “Luís Gonçalves: Amanuense-Engenheiro da Casas das Torres”, publicado em 2014 e da autoria do autor também destas linhas.


Armando Pinto

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segunda-feira, 9 de outubro de 2023

Recordando a “Professora D. Joaquina da Pedreira” – na data de seu centenário natalício

 

Hoje é dia de festa no Além, soando sinos e trombetas de feliz aniversário no céu, ecoando aqui na terra pela área da vila da Longra, a dar os Parabéns à “Professora Dona Joaquina da Pedreira”. Perfazendo hoje, 9 de outubro de 2023, a conta de 100 anos que nasceu em Várzea-Felgueiras, a 9 de outubro de 1923, essa simpática e muito querida senhora D. Joaquina Dias de Sousa Ribeiro, esposa do sr. Professor Luciano, mãe do meu amigo António Magalhães (NAIA), além naturalmente de seus irmãos, e cunhada da minha professora da 2ª à 4ª classe na Escola Primária da Longra, D. Fernanda. A tão terna D. Joaquina que durante muitos anos foi professora na Escola Primária da Pedreira, junto com o marido, onde fixou residência. E entretanto tanto gostava de conversar comigo sempre que ia ao Centro de Saúde da Longra e logo me procurava, gostando eu muito de a ouvir e poder corresponder ao que fosse necessário. Estando-me ainda e sempre nos ouvidos suas amigas palavras, a dizer-me como gostava do que eu ia escrevendo em livros e nos jornais regionais, mais outras coisas que eram de agrado mútuo.

Enquanto vai faltando ainda na freguesia da Pedreira uma evocação em sua memória, fica aqui a lembrança. Com algumas imagens de seu livro, publicado no início da segunda década deste século, contendo flores plantadas de toda a região afetiva.

A D. Joaquina está pois entre os anjos, mas lá de cima verá até melhor como cá em baixo ainda é lembrada. 

Parabéns extensivos a toda a sua prole, que tem sabido honrar sua memória.

Armando Pinto

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sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Visitas de Presidência Aberta Municipal...

  

Foi com o Dr. José de Barros que no final da década dos anos 60, em plena Primavera de 1969, até ao verão desse ano ainda, começou a haver uma Presidência Aberta Municipal em Felgueiras, por via de visitas públicas e oficiais do Presidente da Câmara às fregesias do concelho. Tornando-se então esse causídico um Presidente muito apreciado, de modo que, apesar de acontecimentos posteriores que o retiraram dos Paços do Concelho, ele ficou na memória coletiva como pessoa de muito respeito, quer como antigo notário, quer como Presidente da Câmara, além posteriormente de Vereador Municipal, também, em suma como figura pública da vida da antiga vila e atual cidade de Felgueiras.

O Dr. José de Barros havia tomado posse como Presidente da Câmara Municipal de Felgueiras em dezembro de 1968, e depressa começou a andar fora do gabinete presidencial para tomar contacto com as populações e a indagar sobre as necessidades locais, mesmo sabendo-se das condicionantes desse tempo do Estado Novo.

Ao ato de posse do Dr. José de Barros esteve presente o então Governador Civil do Distrito do Porto, Dr. Jorge da Fonseca Jorge (que na imagem se vê do lado esquerdo a aplaudir, estando do outro lado o antecessor na Câmara Dr. José Dias de Sousa Ribeiro e o pároco de Margaride Padre Urbano de Castro, popularmente conhecido por “Padre 90”).

Então, a sua presidência municipal logo de início revestiu-se de interessantes novidades, por ter enveredado por esse tal género de presidência aberta com visitas oficiais a todas as freguesias, no sentido de conhecer as realidades locais. Cujo périplo concelhio teve em cada freguesia autênticas receções entusiásticas, em esperanças que advinham também de certo ambiente de abertura da primavera marcelista prometedora, como ao tempo pairou.

De um desses exemplos, de parte da respetiva reportagem registada no jornal Notícias de Felgueiras, se fica com uma ideia disso.

No atual mandato municipal foram reeditadas as Visitas Abertas, mas agora apenas com autarcas do Município e das respetivas Juntas de Freguesia, em visitas da praxe a empresas e instituições locais, mais reunião conjunta entre os autarcas.

Contrastes da história...

Diferem pois as originais Visitas com as da atualidade, pois enquanto nas de 1969 era dado público conhecimento e havia hipótese do povo dizer de sua justiça, atualmente quando se sabe... já passou a caravana. 

Armando Pinto

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quarta-feira, 4 de outubro de 2023

Dia de lembrar S. Francisco de Assis

Sendo 4 de outubro o dia litúrgico dedicado a S. Francisco de Assis, é pois dia de lembrar este S. Francisco, o santo do canto à natureza de todas as coisas. 

Assim como há quem queira separar tudo, havendo até quem imagine à sua maneira haver incompatibilidade de interesses em assuntos culturais perante o desporto, por exemplo, também haverá quem pense num distanciamento entre história, cultura geral, clubismo desportivo e religiosidade em geral, enfim interesse pela vida. Mas há muita e boa gente para quem tudo o que é bom tem interesse, merecendo atenção apaixonada, sem redutora visão de intelectualidade supérflua. Tanto assim que pessoalmente foi isso também tido em conta, incluindo na colaboração escrita de autoria pessoal aqui do autor, mesmo no jornal O Porto, em tempos recuados órgão oficial do FC Porto, onde havia uma página de assuntos históricos-culturais e então, além do mais. também coube um artigo sobre um santo, por sinal numa crónica do autor destas linhas a elevar um santo da predileção muito pessoal – S. Francisco de Assis.


Sobre esse caso, no dia de S. Francisco, vem agora a talhe, por lembrança particular, recordar  que num dia de finais de setembro, dum dos idos anos de meio da década de 60, começou uma ligação mais afetiva com a entrada do autor deste blogue num estabelecimento de ensino de regras franciscanas e em cujo ambiente, apesar de curta convivência, ficaram laços que perduram de memórias e afetos. Quanto esse santo nos diz muito.


Francisco de Assis nasceu a 26 de setembro de 1181, na cidade de Assis, em Itália, com o nome de Giovanni di Pietro di Bernardone. Era filho do comerciante italiano Pietro di Bernardone dei Moriconi e de Pica Bourlemont, e tinha origens francesas. A família fazia parte da rica burguesia de Assis, detendo prestígio no nome e nas posses financeiras. Francisco era chamado pela família de “Francesco”, e ficou na religiosidade mundial como S. Francisco de Assis.

Após sua vida pública de frade religioso carismático, fundador duma ordem religiosa que se desenvolveu depois em diversos ramos, ele faleceu a 3 de outubro de 1226 e no seguinte dia 4 foi sepultado, sendo o dia das exéquias dedicado pela Igreja no calendário litúrgico a este santo "Poverello" dos estigmas sagrados. 

Vem assim ao caso, mais uma vez, sobre São Francisco de Assis, lembrar tal crónica feita há muitos anos, numa evocação especial escrita nos primeiros tempos de colaboração do autor n’ O Porto. Tendo então, através desse artigo, correspondido ao apelo do diretor do mesmo, Dr. Paulo Pombo, antigo presidente do FC Porto e nos anos 70 diretor do periódico informativo do FC Porto, que então estava a dar um rumo também cultural ao jornal do clube. Tendo para o efeito seguido uns apontamentos pessoalmente tirados anos antes, do que ouvi numa conferência do diretor do Seminário dos Padres Capuchinhos de Gondomar, naquele tempo de mil novecentos e sessenta e tal (ainda hoje um amigo que perdura da vida entretanto vivida, após contactos tornados possíveis pelas atuais possibilidades proporcionadas pelo Facebook).  


Pois assim recordamos agora, por meio de recortes desse texto inserto em O Porto, corria o ano de 1975, o artigo de fundo histórico-cultural que dedicamos ao fundador da Ordem Franciscana e patrono dos Frades Capuchinhos. Santo que nos é muito querido, por assim dizer, sendo um dos mais admirados, com uma aura especial na simpatia de devoção pessoal, também.

Na calha do memo tema, é de referir também que felizmente já pude estar entretanto junto aos restos mortais de S. Francisco, em Itália, tendo estado na sua igreja de Assis, num passeio paroquial realizado há uns bons anos, corria agosto de 2003. De cujo momento, fora o que foi passado intimamente, ainda ficaram umas fotografias no álbum familiar.

 
ARMANDO PINTO
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domingo, 1 de outubro de 2023

Mais um desportista na família Pinto: – Diogo nas Escolinhas do FC Felgueiras!

Começados os treinos das mais jovens equipas da formação do “Futebol Clube Felgueiras 1932”, o Diogo Pinto entrou também para as Escolinhas de Futebol do clube representativo de Felgueiras. Tendo tido a apresentação no último sábado de setembro, dia 30, na Zona Desportiva de Felgueiras, ainda sem equipamento igual aos que já ali andavam da época anterior. De cuja época passada também já andava o seu primo Loureço Pinto, havendo os dois evoluído então este sábado no campo sintético municipal, diante de pais, familiares, amigos e público interessado, além naturalmente dos responsáveis do clube e desse sector da coletividade.

Por ora será apenas uma fase de brincadeira e aprendizagem. Depois se saberá o futuro, mais daqui a tempos. Sendo por enquanto o Diogo mais um elemento da família Pinto a dar uns chutos na bola de futebol, a juntar ao primo Gonçalo, mais longe, e bem junto ao Lourenço, colega da escola de ensino e da escolinha de futebol, por sinal.

Dessa manhã de sábado ficam aqui, como registo, algumas imagens captadas, pois por algum motivo esteve também presente de olhos e coração, mais todos os sentidos, o avô paterno.

Armando Pinto

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sábado, 30 de setembro de 2023

Cardeal do Norte, D. Américo Aguiar – antigo Padre da Diocese do Porto que esteve ligado às obras da igreja paroquial de Rande em 2007 – recebeu o anel e barrete cardinalícios este sábado

O antigo Padre da Diocese do Porto, ligado à transformação das instalações da igreja dos Clérigos, no Porto (e então quando ainda apenas Padre também esteve ligado às obras da igreja paroquial de Rande em 2007), depois Bispo-Auxiliar de Lisboa e agora já nomeado Bispo de Setúbal, D. Américo Aguiar, tornou-se este sábado Cardeal, sendo o 47.º cardeal português da História. Havendo sido, na manhã deste sábado, 30 de setembro, investido cardeal pelo Papa Francisco, no consistório, na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano.

Américo Aguiar, recebeu o anel e barrete cardinalícios, assim como a bula de criação, tendo-lhe sido atribuído o título da Igreja de Santo António de Pádua na Via Merulana, em Roma (pois a cada cardeal é também atribuída a titularidade de uma igreja de Roma, como sinal de participação na preocupação pastoral do Papa na cidade).

Foram titulares desta Igreja o antigo cardeal-patriarca de Lisboa D. António Ribeiro (1928-1998) e o cardeal brasileiro D. Claudio Hummes (1934-2022), que inspirou o Papa a escolher o nome de Francisco, ao dizer-lhe "não te esqueças dos pobres".

A nível da área felgueirense (de Felgueiras como concelho do Distrito do Porto e Vigararia da Diocese Portucalense), no caso particular da Paróquia de S. Tiago de Rande, ele ficou ligado às obras de transfiguração da igreja paroquial de Rande, enquanto ainda sacerdote. Américo Aguiar esteve no local, em 2007, quando foram retiradas as escadas do púlpito, transformado em simples mísula de pedra e fechada a porta lateral do lado do Evangelho. Por iniciativa da Paroquial Comissão Fabriqueira que permaneceu nesse período. Tendo o então Padre Américo Aguiar, como representante diocesano, tido ligação de interferência nas transformações aí operadas, quanto ao fecho de uma porta lateral da capela-mor, a referida do lado da leitura do Evangelho, sob ideia que não era adequada por, segundo se disse que ele afiançara, não ser costume haver portas de ambos os lados das igrejas (quando não faltam exemplos na diocese, pelo menos, a começar pela própria Sé Catedral do Porto).

Obras essas permanecidas na memória coletiva, como antes ficou nos anos setentas o desaparecimento do gradeamento da comunhão, à entrada do altar-mor, e a destruição do altar de Nª Sª de Fátima, que havia sido edificado com uma campanha de angariação popular através de vendas de ovos e venda de artigos de ex-votos. Tal como mais recentemente, já em 2012, o desaparecimento da tela elevatória com pintura da Eucaristia, que protegia o trono do altar-mor. 

Armando Pinto

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