Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quarta-feira, 12 de abril de 2023

De vez em quando… Entre livros raros e interessantes com afinidades felgueirenses

Desta vez, sobre livros de interesse felgueirense, calha deitar olhos a dois livros sobre a vida de José do Telhado, famoso bandoleiro que roubava aos ricos e dava aos pobres, como permaneceu na tradição popular. Também célebre personagem que ficou ligado a Felgueiras por episódios de suas andanças por esta região, ainda, além de ter sido figura carismática por toda a zona do Vale do Sousa e mesmo pelo Norte do país.

Dois livros, estes, distantes muitos anos entre si, quanto à época de publicação, e também pelo género literário respetivo. Sendo o mais antigo em verso, datado de 1909; e o mais recente publicado em prosa descritiva, no ano de 2007. Contando suas aventuras algo lendárias e outras também descritas em julgamento: o primeiro livro, já em “4ª edição mais correcta” “descripta em verso por José d’Almeida Cardoso Jorge”, então de 1909; e o mais recente, publicado em 1ª e 2ª edição no ano de 2007, da autoria de José Manuel de Castro Pinto, narrando seu percurso desde Recezinhos de Castelões-Penafiel, passando por Caíde-Lousada, Lisboa, Póvoa de Lanhoso, Baião, Marco, Aparecida-Lousada, Santa Marta de Penaguião, Fervença-Celorico de Basto, Figueiró-Amarante, Braga e Barcelos, Vila Verde, Mancelos e Vila Meã-Amarante, Felgueiras (arredores da então vila), Lixa, Aião e Unhão-Felgueiras, mais Porto (onde esteve no cárcere), até seu desterro em África.

Ora, sobre esse famoso capitão de quadrilhas de assalto, nascido em 1816 ou 1818 (conforme diferem diversas versões) são pois esses dois interessantes livros, que fazem parte aqui da biblioteca pessoal, com natural interesse pelas afinidades relacionadas ao concelho de Felgueiras, por onde José do Telhado também andou e inclusive teve peripécias relevantes.


Armando Pinto

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domingo, 9 de abril de 2023

Páscoa de 2023 - Tradição Familiar e Paroquial - Compasso de Rande (Felgueiras)

Mais uma Páscoa faz parte dos dias memoráveis aqui do autor deste blogue. Retomada que foi a tradição dos dias de Páscoa, após os dois anos diferentes devido à pandemia do Covid. Voltando a não haver restrições e como tal podendo haver, como houve, pleno convívio familiar, em casa. E com a receção do tradicional Compasso Pascal dentro de casa, à boa maneira de sempre.

Assim sendo, ao findar o dia festivo de apoteose à semana maior do ano, como faz parte da sensibilidade cristã e do maravilhoso clássico de sentido coletivo, esvai-se no sentimento humano o semblante entusiasta, para voltar a normalidade do calendário. Mas com a sensação de ter ficado algo tocante, mais uma vez.


Então, mais um dia de Páscoa passou e assim já decorreu esse acontecimento anual. Tendo-se mantido a tradição do Compasso, com o é usual pela região nortenha e particularmente tem sido vivido por terras de Felgueiras. E obviamente em S. Tiago Maior de Rande. Tal como costuma acontecer, pelo conhecimento pessoal, e continua a fazer parte da vida comunitária, ao voltar a ser retomado tal antigo costume, na vivência paroquial e arreigo pelo que dos antepassados vem. Conforme fica a assinalar a pagela desta Páscoa, entregue na Visita Pascal respetiva, com a qual fica encimado este apontamento. 


Em registo deste ano, ainda, como quem escreve mais uma página no livro comunitário de afinidade comum, juntam-se algumas imagens relacionadas. Ilustrando-se esta memorização com algumas fotos da Visita Pascal à chegada e durante a mensagem de Aleluia e no beijar da cruz (agora uma vénia), em casa do autor signatário. A registar a Páscoa de 2023 em Rande - Felgueiras!


Armando Pinto
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Pagelas do Compasso Pascal de Rande (de todo o século XXI)

- Hoje, Dia de Páscoa, que este ano calhou nesta data do segundo domingo de abril, é dia de Compasso Pascal. Em mais um dia da Visita Pascal. Como é tradição muito antiga, quão também tem sido em toda a vida aqui do autor deste blogue, há uns bons sessenta e muitos anos. Dos quais, desde que começou a extensiva tradição da distribuição de pagelas alusivas aquando da mesma Visita às casas da Paróquia de S. Tiago Maior de Rande, a partir do início deste século, precisamente no ano 2000, são já também de todos os anos do século XXI a coleção das mesmas pagelas, tantas quantas têm sido guardadas aqui também. 

Armando Pinto

sexta-feira, 7 de abril de 2023

- Feliz Páscoa!

Feliz Páscoa! - A toda a gente do meu círculo de amigos, mais leitores e acompanhantes, quer da minha página do Facebook, como dos blogues pessoais “Memória Portista” e “Longra Histórico-Literária”. Aqui com a minha árvore Pascal, já com chocolates para os netos saborearem depois da caça aos ovos, em ambiente alegre e primaveril. Como acontece sempre que o bem vence o mal. Assim como a Páscoa é a vitória da vida sobre a morte, tal qual a Primavera é o desabrochar da natureza e tudo tem mais encanto com fervor sabor azul e branco…! Assim até é mesmo uma bela Páscoa. Não que eu veja só uma cor – embora sendo duas, mas que se tornam numa que é o azul-branco – pois até aprecio as opas vermelhas do Compasso Pascal! E gosto bem do colorido destas festas de ano e tudo o que na tradição popular dá cor à vida.

Armando Pinto


quarta-feira, 5 de abril de 2023

Exercício de memória: uma das casas onde viveu em Rande o Padre Luís de Sousa Rodrigues quando seminarista

 

alturas do ano em que vêm à memória antigas memórias, como nesta da quadra atual, tantas as recordações das andanças pela freguesia no Compasso Pascal e todo o ambiente terno da visita pascal presidida pelo pároco, além das ocasiões em que foram seminaristas a substituir o respetivo pároco. Vindo então a talhe lembrar que sempre que havia seminaristas da própria freguesia isso também acontecia. Lembrando que ainda foram alguns assim, dos que depois chegaram a ser ordenados padres, além de seminaristas que não chegaram a subir ao altar para rezar missa. Sabendo-se que da paróquia de S. Tiago de Rande foram naturais em bom número alguns antigos sacerdotes do último século, e só para referir esse período, como os Padres João de Barbosa Mendonça, João Dias de Azevedo, José Monteiro de Barros, Luís de Sousa Rodrigues, Joaquim Luís de Sousa Sampaio e Marílio da Costa Faria.  Ora, neste quadro afetivo, vem a propósito fazer uma outra memória: Sabendo que os padres referidos nasceram e viveram em Rande, haverá casos em que as casas em que residiram enquanto seminaristas já nem existam. Tal o caso desta vez a lembrar. Como aconteceu com o exemplo que agora se traz à lembrança, de uma habitação antiga e entretanto desaparecida, das que foram destruídas aquando da passagem da auto-estrada pela parte média-alta da encosta da freguesia de Rande, no concelho de Felgueiras. Casa essa que então estava já desabitada, mas em tempos idos foi habitada por sucessivas famílias, uma das quais, em determinado período, a família do então seminarista Luís Rodrigues. Não sendo a casa em que ele nasceu, na Fonte, que essa ainda existe bem, mas uma das que depois foi onde a sua família também viveu, no caso em Valdomar de cima, lugar que também desapareceu com a auto-estrada abrangente às casas que ali havia.

Ora, a imagem remete a tal antiga existência, a propósito. Casa essa fotografada em devido tempo, já nos seus últimos tempos em que esteve de pé, incluída por fim no livro “Padre Luís Rodrigues: Uma Vida de Prece Melodiosa”, publicado em 2004 (a fazer memória daquele célebre reitor da igreja da Lapa, do Porto, que foi musicólogo de renome, mestre de música gregoriana e compositor de cânticos litúrgicos). Que aqui se recorda. em mais um exercício de memória.

Armando Pinto

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segunda-feira, 3 de abril de 2023

“Semana Santa"

Entrando-se nesta que é a “Semana Maior” do Cristianismo, a chamada “Semana Santa”, vem a propósito algo relacionado entre “Santinhos” alusivos, quanto a pagelas recebidas e guardadas pessoalmente. Remetendo essas recordações pessoais a ilustrações relativas aos acontecimentos da semana antecedente da Páscoa dos relatos do Evangelho, agora que por estes dias se celebra a memória da instituição da Eucaristia, na ceia de Jesus com os Apóstolos, e depois a Paixão. Entre cujas Estações e depois do martírio de Cristo flagelado, Ele carregou a cruz ao calvário, tendo ocorrido o episódio de Verónica ter limpo o rosto de Jesus com um lenço, de pano de véu, no qual ficaram impregnadas marcas de Seu Rosto. Assim como depois de morto e retirado da cruz, o lençol que envolveu Seu Corpo, conhecido por santo Sudário, ficou com sinais do mesmo. Como é da tradição e crença da fé cristã. Enquanto no caso Sudário contendo mesmo vestígios de sangue e imagem em formato de rx, conforme provas científicas entretanto verificadas com essa relíquia sagrada, o Lençol de Turim, assim referenciado pelo local onde se encontra. Pois desses motivos, quanto à alusão à Eucaristia e ao véu de santa Verónica, há dois “santinhos” antigos guardados aqui pelo autor destas linhas, recebidos há muitos anos, um de minha avó paterna e o outro de minha Mãe, que os tinham já há muito também. Assim como do Sudário também há um outro, esse mais recente. “Santinhos estes que têm sua história, nas diversas dimensões relativas, fazendo parte de ternas lembranças pessoais.

Armando Pinto

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quarta-feira, 29 de março de 2023

Vislumbres da Páscoa em Rande ao longo dos tempos – em fotos e páginas do livro historiador da região

Embora diferindo do sortilégio natalício, também a Páscoa é uma época que diz muito à sensibilidade popular, puxando memórias que fazem parte do álbum memorial das famílias tradicionais. Em cujas casas há reunião familiar e é recebido o Compasso Pascal no dia de Aleluia.

Ora, à chegada da temporada pascal, na aproximação do Domingo de Ramos, mais semana maior da Paixão e por fim o dia alegre da Páscoa, todo esse enquadramento lembra o que se aloja ainda e sempre no cantinho cerebral das boas memórias, sobre todo esse afeto pelo encanto de tal época florida no encanto comunitário. Sendo assim oportunidade de ir ao baú tirar e repor algo que faz parte do imaginário abrangente. Através de fotos do arquivo pessoal, como amostras, numa extensão parcelar por duas páginas do livro historiador “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, onde estão registadas diversas alusões correspondentes à mesma quadra.

Armando Pinto

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