Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Entre Memórias da Longra... de vez em quando: Imagem do cortejo cívico da inauguração das obras de remodelação do edifício-sede da Casa do Povo da Longra, em 1969.

1969 - Dia da inauguração das obras de remodelação e ampliação do edifício-sede da Casa do Povo da Longra. Autoridades presentes a irem em cortejo cívico, desde o Largo da Longra, rumo à Casa do Povo. Ao centro o Ministro das Corporações e Previdência, Dr. Gonçalves de Proença, ladeado pelo Deputado Nacional representante da região, de um lado e do outro pelo então Governador Civil do Porto, mais Presidente da Câmara de Felgueiras, Dr. José de Barros, mais representante da Região Militar e Presidente da Casa do Povo, sr. Camilo Fonseca. Vêm-se atrás diversas pessoas conhecidas, da época... e também alguns autarcas de Juntas de Freguesias dos arredores e presidentes de Casas do Povo da área circunvizinha.

Dessa foto e similares imagens de reportagem da ocasião, bem como de toda a envolvência relacionada e a história da instituição, estão detalhes descritivos no livro "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras", publicado em 1997.

A Casa do Povo da Longra, criada por Despacho Ministerial de 1939, desde quando a Associação usou o edifício antes pertencente à Associação Pró-Longra, teve então a partir de 1966 obras de conservação e ampliação do edifício-sede. Cuja intervenção arquitetónica teve conclusão em 1968, quando esteve para vir à respetiva inauguração o então Presidente da República Almirante Américo Tomás, porém acabando por vir uns meses depois o então Ministro das Corporações e Previdência, em 1969. Desde aí ficou implantado esse edifício nas linhas históricas que lhe dão ser... fazendo parte do ambiente social e ambiental da Longra.

Armando Pinto

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sábado, 7 de janeiro de 2023

Tempo de “alagar o presépio” e olhar mais um novo ano !


Passado o Dia de Reis, no encerramento da época natalícia, é tempo de alagar o presépio em casa...

Fica agora e por ora uma sensação de algo que se acaba, numa temporada mais que fica para trás. 

Daí que a cara não fica muito risonha… mas cá continuamos em mais um ano e sempre a gostar da vida!

Armando Pinto

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Memórias dos Mosteiro de Pombeiro e de Belém, de Felgueiras e Lisboa, na revista “História” do JN, em “Histórias Soltas” pelo felgueirense Carlos Ferreira

 

Por estes dias veio a público na revista "História-Jornal de Notícias" um artigo com material histórico relacionado com Felgueiras, através de trabalho muito bem elaborado e lavrado na escrita do amigo e historiador Carlos Ferreira, sobre o cenóbio de Pombeiro. Mais precisamente arrebatando memórias relativas ao felgueirense mosteiro de Pombeiro e suas rendas, na divisória que levou a demandas com o lisbonense Mosteiro de Belém, dos Jerónimos, com extensão à existência das relações ancestrais remontadas até à antiga casa de Belém, na cabeça do concelho de Felgueiras, precisamente por causa das rendas que durante o período Filipino da História Pátria tiveram história menos condizente com os pergaminhos dos anais das instituições envolvidas.

Sabendo-se que Felgueiras raramente tem merecido espaço em publicações de âmbito nacional, saúda-se esta realidade. Sendo que Felgueiras tem muita história, apenas que em tempos idos não tinha a maior parte dessa história ainda escrita em letra de forma. Coisa que atualmente já vai tendo, ainda que em parcelas apenas estudadas por alguns interessados nessas loas do espírito memorial. Calhando, desta vez, vir à tona das lembranças memorandas, por via do trabalho em apreço, algumas curiosidades de antanho, no caso a remeter a tempos da perda da Independência nacional, tais que levaram à perda das rendas de Santa Maria de Pombeiro. Quase como, pese as naturais diferenças óbvias, como nos dias que correm ocorre com as perdas de identidade derivadas das anexações forçadas de freguesias, etc. e tal…

Vem assim, como o desenvolvimento e remembrança do caso, à tona da historiografia algo esquecida ou apagada, o tema dessa situação derivada da estada da dinastia espanhola em Portugal, causando tal desmembramento das rendas dos frades de Pombeiro, do interior nortenho português, em favor da Ordem dos frades Jerónimos detentores do Mosteiro de Belém, de Lisboa. Daí, na terra do Pão de Ló, ter existido e resistido a casa da recolha das rendas de Belém na antiga povoação de Margaride, edifício por isso detentor de brasão régio com as pedras de armas reais no cunhal do lado do antigo estradão de ligação do largo da Corredoura para o Pé do Monte (depois Rua Costa Guimarães já da antiga vila e atual cidade de Felgueiras). Sendo essa então a Casa de Belém, entretanto alterada em utilização e sua fisionomia, cujo brasão granítico era ainda visível pelos anos noventa do século XX, até ter desaparecido da vista pública. 


Está esse belo trabalho nessa revista “História”, edição do Jornal de Notícias, bem no interior das suas quase 100 folhas, mais exatamente entre as suas numeradas páginas 76 à 85. Em jeito de crónica, que prende a leitura e natural interesse pela narrativa memoranda, numa evocação de algo que apraz reconhecer, a bem da justiça histórica. Algo que vale a pena conhecer, através da leitura. Como quem diz, em linguagem mais direta, a não perder, por valer bem a pena reconhecer, depois de ter diante dos olhos e passar a fazer parte de mais conhecimento. A puxar, enrolar e desenrolar, como que a envolver, o novelo da História.

Armando Pinto

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terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Bibliografia do Autor - Atualização de 2022


Obras publicadas:

- Livro (volume monográfico) «Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras»; publicado em Novembro de 1997. Edição patrocinada pelo Semanário de Felgueiras.
- Livro «Associação Casa do Povo da Longra – 60 Anos ao Serviço do Povo» (alusivo ao respetivo sexagenário, contendo a História da instituição - Abril de 1999). Edição da Casa do Povo da Longra.
- Livro (de contos realistas) «Sorrisos de Pensamento – Colectânea de Lembranças Dispersas»; publicado em Outubro de 2001Edição do autor.
- Livro (alusivo da) «Elevação da Longra a Vila» - Julho de 2003Edição do autor.
- Livro (cronista do) «Monumento do Nicho Nas Mais-Valias de Rande» – Dezembro de 2003 (oferecido à Comissão Fabriqueira paroquial, destinando receita a reverter para obras na igreja). Edição do autor.
- Livro «Padre Luís Rodrigues: Uma Vida de Prece Melodiosa» – Na passagem de 25 anos de seu falecimento; publicado em Novembro de 2004Edição do autor.
- Livro «S. Jorge de Várzea-História e Devoção», publicado em Abril de 2006Edição da Paróquia de Várzea.
- Livro «Futebol de Felgueiras – Nas Fintas do Tempo» (sobre Relance Histórico do F. C. Felgueiras e Panorâmica Memorial do Futebol Concelhio, mais Primeiros Passos e Êxitos do Clube Académico de Felgueiras) – Edição do autor, pub. Setembro de 2007.
- Livro "Destino de Menino" - dedicado ao 1º neto - Dezembro de 2012, em edição restrita do autor, numerada e autenticada pessoalmente.
- Livro "Luís Gonçalves: Amanuense - Engenheiro da Casa das Torres", edição patrocinada pela fábrica IMO da Longra - biografia de homenagem ao Arquiteto do palacete das Torres, de Felgueiras - Janeiro de 2014.
- Livro "História de Coração" - dedicado ao 2º neto - Novembro de 2015, em edição restrita do autor, numerada e autenticada pessoalmente.
- Livro “Torrente Escrita – em Contagem Pessoal”, ao género autobiográfico – Dezembro de 2016 - edição restrita do autor, numerada e autenticada pessoalmente (apenas para partilha familiar).
- Livro “História dum Brinquedo que não se pode estragar”, dedicado ao 3º neto - em Fevereiro de 2019, em edição restrita do autor, numerada e autenticada pessoalmente.
- Livro “Luís de Sousa Gonçalves O SENHOR SOUSA DA IMO”, edição patrocinada pelo IESF-Instituto de Estudos Superiores de Fafe – biografia de homenagem ao fundador da fábrica de metalurgia IMO da Longra – novembro de 2019.
- Livro "Ciclistas de Felgueiras", publicado em Janeiro de 2020, através da editora Bubok Publishing, A. L. , e apresentado publicamente em Março seguinte. Edição do autor. Sobre os cicilstas naturais de Felgueiras que correram ao mais alto nível desportivo, tendo participado na Volta a Portugal em bicicleta e no caso do mais famoso também em importantes provas no estrangeiro. 
- Livro Um tal Covid na história familiar… num sorrido de vida” - dedicado ao 4º neto - Dezembro de 2022, em edição restrita do autor, numerada e autenticada pessoalmente.


E
Livros oficiais (alusivos a realizações de eventos), entretanto também publicados:

- «1ª Mostra Filatélica e Exposição Museológico-Postal da Casa do Povo da Longra» (relativa a Semana Cultural de abrangência comemorativa do centenário do aviador Francisco Sarmento Pimentel e octogenário do Correio da Longra - Julho de 1995).
- "FREGUESIA de RANDE (S. Tiago) e POVOAÇÃO da LONGRA - Rande" - Coordenação geral e autoria de alguns textos - Publicação patrocinada pela Junta de Freguesia de Rande, a reverter para obras da igreja paroquial de Rande - Março de 1996.
- «1º Festival Nacional de Folclore “Longra/97”» (englobando partes historiadoras e galeria diretiva da Associação Casa do Povo da Longra - Maio de 1997).
- «2º Festival de Folclore do Rancho da Casa do Povo da Longra» (contendo Lendas e Narrações das freguesias da área da instituição - Setembro de 1998).
- «3º Festival de Folclore da Longra – Memória etnográfica do sul Felgueirense e afinidades concelhias» (Julho de 1999).
- «4º Festival de Folclore da Longra – Celebração Folclórica do sul Felgueirense» (Julho de 2000).
- «Evocações da Festa Paroquial de S. Tiago de Rande» (Julho de 2000 - de promoção à festa desse ano, por solicitação (e edição) da respetiva comissão organizadora, traçando panorâmica das festas antigas.)
- «Rancho da Casa do Povo da Longra-Sete anos depois... em idade de razões» (Maio de 2001 – livro comemorativo do 7º aniversário do mesmo agrupamento e também alusivo ao 5º Festival de Folclore da Longra, de Julho seguinte – incluindo texto de fundo narrativo do “Conto de um Rancho Amoroso”, sobre a história do grupo em questão.)
- «6.º Festival do Rancho da Casa do Povo da Longra – Desfile de Oito Anos de Vida» (Junho de 2002).
- «7.º Festival da Associação Casa do Povo da Longra – Danças Mil em Nove Anos de Folclore» (Junho de 2003).
- «Grupo de Teatro da Casa do Povo da Longra – Sete Anos na Arte de Talma Associativa» (Outubro de 2003 – Livro historiador do respetivo agrupamento, em tempo do seu sétimo aniversário). A pedido (e edição) do Grupo de Teatro da CP Longra
- «8.º Festival da Associação Casa do Povo da Longra – Alcance duma Década Etno-partilhada» (Junho de 2004).
- «9.º Festival da Associação Casa do Povo da Longra – Comunhão de Tradição Associativa» (Junho de 2005).


Mais participação em revistas de teor local e clubístico...


Assim como (além de colaboração em jornais, ao longo de muitos anos, em episódicas participações em jornais diversos e mais regularmente quer no jornal O Porto entre 1974 a 1980, no Mensageiro da Longra em 1978, no Notícias de Felgueiras enre 1985 a 1995 e no Semanário de Felgueiras desde 1996 até à atualidade), ainda, algumas participações em livros literários e publicações diversas …


ARMANDO PINTO
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domingo, 1 de janeiro de 2023

Início do ano com “rio fora” na Longra – em dia de Ano Novo de 2023

O 1º de janeiro, como dia de períodos de fortes chuvadas, trouxe um ambiente não muito visto na maior parte do ano e mesmo em muitos dias de inverno, perante cheias de rios a transbordar. Também assim se viu a partir do início da manhã e pela tarde dentro na zona envolvente da Longra, com cheia do rio, embora em amplitude correspondente, diante da pequenez dos fios das águas que passam aqui na região felgueirense, entre os diversos cursos que acabam por fazer o rio Sousa inicial. Sendo dessa feição o visual dos terrenos campestres das margens do pequeno rio a passar nas zonas mais baixas da Longra. De modo a dar antigo aspeto invernoso de “rio fora”, como se diz com a água a extravasar, saindo fora do leito normal, mesmo a inundar os campos ribeirinhos. Neste dia 1 de janeiro do agora novo ano de 2023.

Armando Pinto

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Morreu o rei Pelé – Edson Arantes do Nascimento (n. 23/10/1940 - f. 29/12/2022): o Rei do futebol mundial e maioritariamente considerado o melhor futebolista mundial de sempre…

Após doença prolongada, faleceu aos 82 anos o célebre futebolista brasileiro apelidado de Pelé. Nome de guerra no mundo desportivo com que foi honrosamente conhecido Edson Arantes do Nascimento, assim com nome de rei tradicional, conforme o que ressoa das tradições ancestrais dos povos guerreiros que habitaram desde longas eras as terras do pau vermelho. Tendo esse futebolista Pelé sido um astro no firmamento do futebol, com jogadas geniais que ficaram a marcar recordações de gerações contemporâneas e sucessoras. Não um jogador que só rematava e fazia golos, apenas, mas também bom nisso e muito mais, capaz de fazer malabarismos de encantar os olhos e demais sentidos.

Assim o considerei sempre e considero, falando em nome pessoal, o melhor futebolista de sempre que vi. E pelos relatos escritos como também por testemunhos anteriores. Tendo-o eu visto, pela televisão, na hora, nesse tempo e durante bons tempos. Como aconteceu aquando do Mundial de 1970, em que acompanhei e vibrei com tudo o que ele fez.  Mas antes ele já havia sido Campeão Mundial em 1958, ainda muito jovem, e depois em 1962. De permeio com lesões que o impediram de ajudar a seleção brasileira na fase final do Mundial de 1966. Bem como ficaram célebres os jogos em que o Santos, do Brasil, ganhou a Taça Intercontinental do Mundial de Clubes com goleada ao Benfica. Para mais tarde ele mesmo ainda ter sido o grande motor de arranque do futebol nos Estados Unidos, quando representou o Cosmos.

Pelé é nome de um antigo jogador sempre lembrado, que ultrapassa nacionalidades e clubismos. É um rei do futebol, o rei Pelé.   

 A fama do Pelé chegou mesmo a gerações que nunca o viram jogar, e apenas dele ouviram falar… A pontos que nos primeiros tempos do Rancho Folclórico da Casa do Povo da Longra, Infantil e Juvenil mas com tocata e coro de adultos acompanhantes, quando começou a ser usada uma dança típica chamada "Pé Leve", entre os componentes dizia-se, por entenderem assim de ouvido, ser “a dança do Pelé´”…

Armando Pinto

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Um Livro no sapatinho de Natal de 2022 – mais um na bibliografia pessoal

 

Continuando com alguma lavra publicista possível no âmbito literário, neste Natal foi publicado mais um livrinho, este de índole particular e apenas para distribuição familiar, numa edição limitada de poucos exemplares. Tendo o mesmo sido feito pelo autor, dedicado ao 4º neto, para seu presente de Natal, e extensivamente para ofertas pessoais de Natal a pessoas de família. Livro intitulado “Um tal Covid na história familiar… num sorrido de vida”! 

Mais um livro na bibliografia pessoal, entre os de publicação mais distribuição geral e os de distribuição restrita.

Armando Pinto

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