Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

124 anos dos Bombeiros de Felgueiras

 

24 de Novembro de 1898 – 24 de novembro de 2022 = 124 anos de vida!

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras completa 124 anos de existência e de serviço público.

Parabenizando toda a Corporação e em agradecimento a todos os Bombeiros e seus Dirigentes que ao longo dos anos deram vida a esta instituição tão importante e necessária na vida coletiva, recordamos algo de sua memória integrante da nossa memória coletiva.

A 24 de novembro de 1898, após trâmites que passaram por recusas e correções várias, o Governador Civil do Porto aprovou os estatutos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras. Tendo então passado a respetiva certidão, com carimbo e selos devidos. Ficando exarado nos Estatutos aprovados seus nobres intuitos: “Esta associação tem por fim socorrer os habitantes do concelho de Felgueiras nos casos d’incendio ou de outras calamidades.”

Assinalando mais este aniversário, saúda-se a instituição, por meio de lembranças históricas (constantes do arquivo pessoal do autor): lembrando por imagens digitalizadas a original publicação dos correspondentes Estatutos e Regulamento, através da respetiva capa, e do interior algumas páginas, sensivelmente do meio e final, com um comprovativo de cota; mais algumas imagens fotográficas do desfile do seu centenário, em 1998.


São pois também históricas as captações fotográficas do cortejo hostórico realizado aquando do Centenário, como se evoca através da junção de  imagens elucidativas.

Agora, chegado este ano de 2022, após o período deficícil do tempo da pandemia Covid e ainda neste tempo de guerra internacional que vai tendo influência negativa na vida naional, também, assinala-se mais um aniversário dos Bombeiros de Felgueiras. Cuja  comemoratação festiva terá lugar no próximo domingo, em que à imagem de anos anteriores, costumando o aniversário ser festejado em anos diferentes por diferentes igrejas paroquiais do concelho, desta vez será na igreja de S. Vicente de Sousa. 

Ora nesta anuidade, há que recordar algo de seu passado, entre imagens históricas, contando visual do antigo quartel, na sua fisionomia original (como existiu ao lado da antiga Escola Primária Conde Ferreira, depois demolida).

Quartel primeiro que teve "solene inauguração do lançamento da soleira da porta principal" a 6 de maio de ml e novencentos. E em 1902 começaram as obras de sua edificação, após processos de escrituras e tudo o mais. Como se pode rever por imagem duma das páginas do livro dos 100 Anos dos BVF. 

Depois foi toda a sua evolução, passando pelo aumento do quartel para o lado... mais exemplos de ocorrências de registo.


Até aos dias de hoje com a grande ampliação ocorrida aquando do 121.º aniversário. 


Então, cerca de 50 anos volvidos da anterior ampliação do quartel antigo, ficou assim muito mais amplo e operacional o mesmo atual, desde as partes de serviço até instalações de apoio e outras, incluindo um valioso espaço museológico, com que agora está mais salvaguardada a memorização do esforço e tenacidade dos fundadores e seus continuadores.  



Esses pioneiros serão sempre de constante recordação, onde houver quem valorize a memória coletiva felgueirense. Sendo os Bombeiros de Felgueiras uma instituição carismática, que oficialmente foi reconhecida com a aprovação dos estatutos pelo Governo Civil, por «alvará passado a 24 de Novembro de 1898 (autenticado com carimbo devido e estampilha de dez réis), com Estatutos e Regulamento datados de 15 de Janeiro de 1899, publicados pela 1ª vez em 1904 - de cujo original, propriedade do autor desta obra histórico-monográfica, se reproduz a capa do folheto» (in livro "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras", publicado em 1997).


Porque já está escrito e registado, em locais próprios e meios de divulgação, o que foi e aconteceu sobre a inauguração, mais descrição da representatividade e inerentes intervenções que tornaram possível a nova realidade, aqui e agora apenas se regista algo da parte memorial. Com ilustração através de imagens, além de visualizações do museu respetivo, também digitalizações de algumas páginas do folheto original dos Estatutos e Regulamento, que o autor destas linhas, como felgueirense e estudioso da história relativa a tudo o que é representativo do sentido amarelo-púrpura, se orgulha de possuir e guardar.


Junta-se ainda, como acrescento memorial, digitalizações de dois artigos do autor, publicados em 1998 no suplemento do jornal Semanário de Felgueiras sobre o Centenário dos Bombeiros de Felgueiras, á época em ciclo comemorativo, ainda.




Parabéns Bombeiros Voluntários de Felgueiras !

Armando Pinto


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segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Aprovada na Assembleia de Freguesia a desagregação da União de Freguesias de Pedreira, Rande e Sernande. Processo segue agora para a Assembleia Municipal. Para voltar a haver ordem histórica e natural !

A Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Pedreira, Rande e Sernande, aprovou, na noite de sexta-feira, dia 18 de novembro de 2022, a desagregação da União de Freguesias. De modo a tudo voltar ao que era antes, quão foi criado no tempo de nossos antepassados e temos como identidade própria. 

A aprovação foi por unanimidade.

Segundo nota divulgada na página informática e blogue informativo “Felgueiras Diário”: «“A vontade dos eleitos prevaleceu na votação da proposta apresentada pelo presidente da Assembleia”, disse a presidente da União de Freguesias. “Tínhamos o compromisso eleitoral e honramo-lo. Agora, aguardamos o desfecho do processo”, acrescentou Lúcia Ribeiro, presidente da UF Pedreira, Rande e Sernande. Agora, o processo segue para a Assembleia Municipal de Felgueiras, para depois seguir os trâmites normais. A Coligação Sim Acredita tem maioria na AF, onde tem cinco eleitos, contra quatro do PSD.»

Ora, nessa sessão histórica da Assembleia da União de Freguesias atual, desta região envolvente da Vila da Longra, foram apresentados relatórios de viabilidade económica, a história de cada freguesia e o que cada uma tem para servir a freguesia no âmbito social, desportivo e cultural. A partir daí os respetivos membros manifestaram sua posição, em consonância com a vontade popular maioritariamente sentida e conhecida, sabendo como o povo destas freguesias se desinteressou da vida comunitária a partir dessa malfadada união, contra natura, criada em 2013 com o “laissez faire, laissez passer |lèssê férre lèssê pàssé| (deixai fazer e deixai passar) acontecido ao tempo pelos representantes das mesmas freguesias, mais da Assembleia Municipal e da Câmara Municipal de Felgueiras desses tempos consubstanciados nos processos decorridos e aprovados entre 2012 e 2013.

Agora fica dependente do que for decidido em Assembleia Municipal e natural parecer do executivo da Câmara Municipal. Esperando-se que seja decidido dentro do prazo e não deixem passar… o prazo, os autarcas atuais, desta vez. Porque está visto que é vontade popular a reposição da ordem antiga, para que a organização territorial da área volte a ser como deve ser.

ARMANDO PINTO

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

“Bodas de Prata” da publicação do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”

 

Perfaz já 25 anos que foi publicado o livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”! Apresentado publicamente em sessão solene realizada a 21 de novembro de 1997, então sexta-feira, nessa noite fria de outono mas muito quente de surpresas e emoções como aconteceu – na Casa do Povo da Longra, em sala muito bem composta, quer no espaço de baixo da plateia como em cima no chamado balcão, em que muito público marcou presença no salão de espetáculos, numa terna envolvência onde se viveu esse acontecimento.

Assim sendo, sabendo-se que a conta do dia de completar 25 anos se completa na próxima segunda-feira, dia 21, assinala-se aqui já no blogue “Longra Histórico-Literário” a ocorrência memoranda, por ser à sexta-feira, como aconteceu em novembro de 1997.

Como mero exercício de memória, recorda-se tudo aquilo por algumas imagens de arquivo pessoal, quer dum quadro (com moldura oferecida por um amigo a quem as siglas poveiras eram muito caras…), como por páginas do álbum pessoal, bem como por outros meios guardados em espaços domésticos no escritório caseiro, quão se pode chamar ao também “atelier” (ateliê) de escrita e passatempo pessoal.


Recorde-se que o livro, para o qual andei a pesquisar e fazer levantamento memorial durante uns largos anos e depois levei a escrever ainda mais alguns, além dos anos que esteve à espera de apoios para pagamento da edição, teve publicação por fim através de patrocínio do jornal Semanário de Felgueiras. No qual eu colaborava já desde dezembro de 1996 e ainda me mantenho como colaborador, em 2022. Sendo assim esse meu livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras” patrocinado pelo Semanário de Felgueiras, graças ao Dr. Manuel Faria. Tendo sido algo raro e mesmo inédito até hoje um jornal de Felgueiras ter patrocinado um livro (apenas tempos depois o mesmo SF patrocinou a capa de um livro de poesias). Sabendo-se que a gerência da Câmara Municipal de Felgueiras desse tempo, quando era Vereadora da Cultura a Dr.ª Fátima Felgueiras, ter andado anos a protelar um prometido patrocínio, acabando depois por se deitar de fora, como soe dizer-se.

O caso foi deveras interessante e mesmo importante, como volvidos dez anos, a primeira década entretanto ultrapassada foi até assinalada no Semanário, como se recorda.

Muitos anos se passaram assim, e muita coisa se alterou com o decorrer do tempo. Hoje já não é notícia, ou como se diz agora quanto a mediatismo de ordem do dia não é assunto viral na atualidade, não focando anseios de política, por exemplo, mas foi tema dos jornais à época publicados em Felgueiras, como se recorda por recortes das respetivas edições de 27 e 28 de novembro (do final da semana seguinte) daquele distante ano de 1997.



Armando Pinto

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quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Curiosidade cénico-desportiva de Felgueiras em tempos idos: Revista Porto-Benfica (em 1950) – um espetáculo de Revista à Portuguesa sobre o clássico Porto-Benfica intemporal !

  

Estando-se ainda durante o período comemorativo do Centenário do Teatro Fonseca Moreira, da cidade de Felgueiras (20 de novembro 2021-2022), vem desta vez a calhar reavivar algo relacionado, recuando a tempos de quando a urbe-cabeça do concelho de Felgueiras era ainda vila, com um dos grandes dias vividos nessa casa emblemática da alma felgueirense. Tendo a meio do século XX, depois de bons e menos bons momentos de vida, a mesma casa de espetáculos tido oportunidade de receber uma sessão revisteira de grande sucesso popular, então a interpretar um atrativo de impacto no povo, como era já o futebol e extensivamente um dos grandes prélios entre dois dos mais representativos contendores nacionais ao mais alto nível futebolês, dessa feita em palco e ao jeito teatral de revista.  

Ora, o Porto-Benfica é e será sempre um Porto-Benfica. Algo icónico, de ter em si os olhos e ouvidos de multidões. Tal é o clássico Porto-Benfica, nos encontros tradicionais em que se defrontam as equipas de futebol dos clubes portugueses com mais provas ganhas a nível nacional e internacional. Sendo esse o mote a focar e recordar, na calha do espetáculo que em 1950 andou pelo Norte do país e, antes de seguir por outros lados, no mesmo ano chegou a Felgueiras em dezembro, atraindo grande afluência de público no dia de Natal. Tinha a casa do Teatro de Felgueiras então 29 anos de existência. 

Muito se sabe dos contornos sociais e desportivos que envolvem a realização dos grandes jogos desportivos, sobretudo do futebol profissional. E como a bola pula e avança nos círculos em torno dos grandes clássicos do panorama futebolístico ao mais alto nível, despertando entusiasmos, atenções e paixões. Num mundo que gira à volta desse fenómeno, desde tempos que se perdem na penumbra das memórias dos inícios do século XX, a partir que começou a haver os confrontos entre as equipas com mais adeptos pelo país além. Tal qual acontece há muitos e muitos anos com os históricos encontros entre o Futebol Clube do Porto e o Sport Lisboa e Benfica, o chamado clássico Porto-Benfica. A ponto de já ter havido até um espetáculo teatral no âmbito da chamada Revista à Portuguesa, com grande sucesso a partir da cidade do Porto, indo depois em “tournée” pelo país profundo, ao longo da província, como se dizia de ir em digressão através do mapa português, fazendo viagem com um itinerário definido e naturais paragens, para realização de espetáculos em diversos sítios, sucessivamente. Indo assim esse espetáculo de seguida pelo interior do distrito do Porto e continuando por outros locais de províncias várias, conforme os contratos solicitados e angariados. Quão sucedeu no Natal de 1950, quando então chegou a Felgueiras e foi ao palco da sala do Teatro Fonseca Moreira, na então vila cabeça do concelho de Felgueiras.

Ora, assim em dezembro de 1950, no ambiente do próprio dia maior do sortilégio natalício, ali teve lugar, na casa do Teatro de Felgueiras, em dois espetáculos, à tarde e à noite, para poder acolher o público entusiasta que acorreu a ver e ouvir com os próprios olhos e ouvidos essa peça revisteira de grande sucesso popular. Com um naipe de artistas e tudo o mais em moldes do “retumbante êxito” que estava a ser – conforme se pode ver pelo cartaz, devidamente aprovado pelas autoridades competentes, à maneira da época (como consta no Arquivo Municipal de Felgueiras, de onde foi requerida cópia paga na Biblioteca Municipal para a coleção pessoal). Estando ali, no cartaz-edital, impresso todo o cardápio correspondente, para saciar a curiosidade em dia de barriga cheia.

Armando Pinto

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segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Entre recordações memorandas: atividades de Outono/inverno outrora na Casa do Povo da Longra

Relembrando que a Casa do Povo da Longra, criada em abril de 1939, sempre teve atividade deveras interessante e ação muito ativa, calha desta feita fazer aqui um vislumbre por tempos de outrora, a partir de comprovativos das cotas pagas por sócios efetivos desde seus primeiros tempos, até ao calendário que foi sendo desenvolvido em tempos seguintes.

Ora, estando-se em época de transição de Outono-Inverno, apraz então desta vez relembrar algo do que em tempos idos acontecia entre as atividades sócio-culturais na Casa do Povo da Longra, com a chegada dos dias mais pequenos e aproximação do Natal, para culminar na quadra natalícia, com espetáculos cénicos e de variedades, incluindo filmes para crianças, mais distribuição de géneros e agasalhos às populações mais necessitadas, nesses tempos.

Ilustrando estas recordações e como exemplos, juntam-se imagens de recortes jornalísticos e algumas fotos, como demonstração histórica desses factos. Cujo material historiográfico consta no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em Novembro de 1997, com apresentação pública em sessão solene também decorrida no salão da Casa do Povo da Longra.  

Armando Pinto

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sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Espaço de história e Cultura - Artigo de Mário Pereira no jornal Semanário de Felgueiras

No renovado agora SF Felgueiras Jornal, em espaço dedicado a algo cultural, edição de sexta-feira 4 de novembro de 2022: artigo de Mário Pereira – “Visita à hemeroteca de Felgueiras /  capítulo 6”.


A. P.

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quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Coleção de calendários de bolso felgueirenses

Em jeito de rapsódia, como fragmentos em partes de conjuntos relacionados, desta vez partilham-se visualmente alguns dos chamados calendários de bolso, da coleção pessoal com motivos relacionados com o concelho de Felgueiras.

Como enquadramento, recorde-se que em tempos passados, mas nem muito recuados, sobretudo pelos anos das décadas de oitenta e noventa, foi usual haver pequenos calendários de uso corrente, os calendários de bolso, assim chamados pelo seu tamanho, dando jeito para andarem nos bolsos da roupa ou bolsas das carteiras de documentos, por exemplo. Tempos em que ainda não era corrente o acesso a informação por vias informáticas ou digitalizadas, sendo assim para consultas informativas de dias, feriados, luas, etc. e tal, ser normal isso ser feito através de visão por calendários, quer os grandes de paredes, fixos em casa, ou os pequenos de bolso de acompanhamento pessoal. Tendo, por extensão, atendendo à variedade de rostos desses calendários, por motivos publicitários e identificativos de diversificados temas, havido grande interesse em colecionar os mesmos. De cuja guarida ainda restam alguns, no caso pessoal, da pequena coleção angariada nesses tempos, com rostos e motivos felgueirenses. Do que dentro desse género chegou aqui às mãos do autor destas lembranças. Como se partilha aqui e agora, assim desta forma, do que há por aqui. Num vislumbre dessa coleção guardada em pasta onde estão de jeito idêntico outras coleções arquivadas. Dentro do possível, em modo de afeição pessoal e coletiva.

Armando Pinto

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