Espaço de atividade literária pública e memória cronista

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

“Bodas de Prata” da publicação do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”

 

Perfaz já 25 anos que foi publicado o livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”! Apresentado publicamente em sessão solene realizada a 21 de novembro de 1997, então sexta-feira, nessa noite fria de outono mas muito quente de surpresas e emoções como aconteceu – na Casa do Povo da Longra, em sala muito bem composta, quer no espaço de baixo da plateia como em cima no chamado balcão, em que muito público marcou presença no salão de espetáculos, numa terna envolvência onde se viveu esse acontecimento.

Assim sendo, sabendo-se que a conta do dia de completar 25 anos se completa na próxima segunda-feira, dia 21, assinala-se aqui já no blogue “Longra Histórico-Literário” a ocorrência memoranda, por ser à sexta-feira, como aconteceu em novembro de 1997.

Como mero exercício de memória, recorda-se tudo aquilo por algumas imagens de arquivo pessoal, quer dum quadro (com moldura oferecida por um amigo a quem as siglas poveiras eram muito caras…), como por páginas do álbum pessoal, bem como por outros meios guardados em espaços domésticos no escritório caseiro, quão se pode chamar ao também “atelier” (ateliê) de escrita e passatempo pessoal.


Recorde-se que o livro, para o qual andei a pesquisar e fazer levantamento memorial durante uns largos anos e depois levei a escrever ainda mais alguns, além dos anos que esteve à espera de apoios para pagamento da edição, teve publicação por fim através de patrocínio do jornal Semanário de Felgueiras. No qual eu colaborava já desde dezembro de 1996 e ainda me mantenho como colaborador, em 2022. Sendo assim esse meu livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras” patrocinado pelo Semanário de Felgueiras, graças ao Dr. Manuel Faria. Tendo sido algo raro e mesmo inédito até hoje um jornal de Felgueiras ter patrocinado um livro (apenas tempos depois o mesmo SF patrocinou a capa de um livro de poesias). Sabendo-se que a gerência da Câmara Municipal de Felgueiras desse tempo, quando era Vereadora da Cultura a Dr.ª Fátima Felgueiras, ter andado anos a protelar um prometido patrocínio, acabando depois por se deitar de fora, como soe dizer-se.

O caso foi deveras interessante e mesmo importante, como volvidos dez anos, a primeira década entretanto ultrapassada foi até assinalada no Semanário, como se recorda.

Muitos anos se passaram assim, e muita coisa se alterou com o decorrer do tempo. Hoje já não é notícia, ou como se diz agora quanto a mediatismo de ordem do dia não é assunto viral na atualidade, não focando anseios de política, por exemplo, mas foi tema dos jornais à época publicados em Felgueiras, como se recorda por recortes das respetivas edições de 27 e 28 de novembro (do final da semana seguinte) daquele distante ano de 1997.



Armando Pinto

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quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Curiosidade cénico-desportiva de Felgueiras em tempos idos: Revista Porto-Benfica (em 1950) – um espetáculo de Revista à Portuguesa sobre o clássico Porto-Benfica intemporal !

  

Estando-se ainda durante o período comemorativo do Centenário do Teatro Fonseca Moreira, da cidade de Felgueiras (20 de novembro 2021-2022), vem desta vez a calhar reavivar algo relacionado, recuando a tempos de quando a urbe-cabeça do concelho de Felgueiras era ainda vila, com um dos grandes dias vividos nessa casa emblemática da alma felgueirense. Tendo a meio do século XX, depois de bons e menos bons momentos de vida, a mesma casa de espetáculos tido oportunidade de receber uma sessão revisteira de grande sucesso popular, então a interpretar um atrativo de impacto no povo, como era já o futebol e extensivamente um dos grandes prélios entre dois dos mais representativos contendores nacionais ao mais alto nível futebolês, dessa feita em palco e ao jeito teatral de revista.  

Ora, o Porto-Benfica é e será sempre um Porto-Benfica. Algo icónico, de ter em si os olhos e ouvidos de multidões. Tal é o clássico Porto-Benfica, nos encontros tradicionais em que se defrontam as equipas de futebol dos clubes portugueses com mais provas ganhas a nível nacional e internacional. Sendo esse o mote a focar e recordar, na calha do espetáculo que em 1950 andou pelo Norte do país e, antes de seguir por outros lados, no mesmo ano chegou a Felgueiras em dezembro, atraindo grande afluência de público no dia de Natal. Tinha a casa do Teatro de Felgueiras então 29 anos de existência. 

Muito se sabe dos contornos sociais e desportivos que envolvem a realização dos grandes jogos desportivos, sobretudo do futebol profissional. E como a bola pula e avança nos círculos em torno dos grandes clássicos do panorama futebolístico ao mais alto nível, despertando entusiasmos, atenções e paixões. Num mundo que gira à volta desse fenómeno, desde tempos que se perdem na penumbra das memórias dos inícios do século XX, a partir que começou a haver os confrontos entre as equipas com mais adeptos pelo país além. Tal qual acontece há muitos e muitos anos com os históricos encontros entre o Futebol Clube do Porto e o Sport Lisboa e Benfica, o chamado clássico Porto-Benfica. A ponto de já ter havido até um espetáculo teatral no âmbito da chamada Revista à Portuguesa, com grande sucesso a partir da cidade do Porto, indo depois em “tournée” pelo país profundo, ao longo da província, como se dizia de ir em digressão através do mapa português, fazendo viagem com um itinerário definido e naturais paragens, para realização de espetáculos em diversos sítios, sucessivamente. Indo assim esse espetáculo de seguida pelo interior do distrito do Porto e continuando por outros locais de províncias várias, conforme os contratos solicitados e angariados. Quão sucedeu no Natal de 1950, quando então chegou a Felgueiras e foi ao palco da sala do Teatro Fonseca Moreira, na então vila cabeça do concelho de Felgueiras.

Ora, assim em dezembro de 1950, no ambiente do próprio dia maior do sortilégio natalício, ali teve lugar, na casa do Teatro de Felgueiras, em dois espetáculos, à tarde e à noite, para poder acolher o público entusiasta que acorreu a ver e ouvir com os próprios olhos e ouvidos essa peça revisteira de grande sucesso popular. Com um naipe de artistas e tudo o mais em moldes do “retumbante êxito” que estava a ser – conforme se pode ver pelo cartaz, devidamente aprovado pelas autoridades competentes, à maneira da época (como consta no Arquivo Municipal de Felgueiras, de onde foi requerida cópia paga na Biblioteca Municipal para a coleção pessoal). Estando ali, no cartaz-edital, impresso todo o cardápio correspondente, para saciar a curiosidade em dia de barriga cheia.

Armando Pinto

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segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Entre recordações memorandas: atividades de Outono/inverno outrora na Casa do Povo da Longra

Relembrando que a Casa do Povo da Longra, criada em abril de 1939, sempre teve atividade deveras interessante e ação muito ativa, calha desta feita fazer aqui um vislumbre por tempos de outrora, a partir de comprovativos das cotas pagas por sócios efetivos desde seus primeiros tempos, até ao calendário que foi sendo desenvolvido em tempos seguintes.

Ora, estando-se em época de transição de Outono-Inverno, apraz então desta vez relembrar algo do que em tempos idos acontecia entre as atividades sócio-culturais na Casa do Povo da Longra, com a chegada dos dias mais pequenos e aproximação do Natal, para culminar na quadra natalícia, com espetáculos cénicos e de variedades, incluindo filmes para crianças, mais distribuição de géneros e agasalhos às populações mais necessitadas, nesses tempos.

Ilustrando estas recordações e como exemplos, juntam-se imagens de recortes jornalísticos e algumas fotos, como demonstração histórica desses factos. Cujo material historiográfico consta no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em Novembro de 1997, com apresentação pública em sessão solene também decorrida no salão da Casa do Povo da Longra.  

Armando Pinto

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sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Espaço de história e Cultura - Artigo de Mário Pereira no jornal Semanário de Felgueiras

No renovado agora SF Felgueiras Jornal, em espaço dedicado a algo cultural, edição de sexta-feira 4 de novembro de 2022: artigo de Mário Pereira – “Visita à hemeroteca de Felgueiras /  capítulo 6”.


A. P.

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quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Coleção de calendários de bolso felgueirenses

Em jeito de rapsódia, como fragmentos em partes de conjuntos relacionados, desta vez partilham-se visualmente alguns dos chamados calendários de bolso, da coleção pessoal com motivos relacionados com o concelho de Felgueiras.

Como enquadramento, recorde-se que em tempos passados, mas nem muito recuados, sobretudo pelos anos das décadas de oitenta e noventa, foi usual haver pequenos calendários de uso corrente, os calendários de bolso, assim chamados pelo seu tamanho, dando jeito para andarem nos bolsos da roupa ou bolsas das carteiras de documentos, por exemplo. Tempos em que ainda não era corrente o acesso a informação por vias informáticas ou digitalizadas, sendo assim para consultas informativas de dias, feriados, luas, etc. e tal, ser normal isso ser feito através de visão por calendários, quer os grandes de paredes, fixos em casa, ou os pequenos de bolso de acompanhamento pessoal. Tendo, por extensão, atendendo à variedade de rostos desses calendários, por motivos publicitários e identificativos de diversificados temas, havido grande interesse em colecionar os mesmos. De cuja guarida ainda restam alguns, no caso pessoal, da pequena coleção angariada nesses tempos, com rostos e motivos felgueirenses. Do que dentro desse género chegou aqui às mãos do autor destas lembranças. Como se partilha aqui e agora, assim desta forma, do que há por aqui. Num vislumbre dessa coleção guardada em pasta onde estão de jeito idêntico outras coleções arquivadas. Dentro do possível, em modo de afeição pessoal e coletiva.

Armando Pinto

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quinta-feira, 27 de outubro de 2022

De vez em quando… mais um felgueirense ilustre: - voando sobre a memória para lembrar a fama do aviador “Rodas”!

Faz parte da memória coletiva como e quanto em tempos se falava sobre o conhecido aviador Rodas, famoso por seus voos rasantes sobre o ar de Felgueiras. Oficial da Força Aérea natural do concelho de Felgueiras e que, como tal, era visto cá de baixo nas visitas que fazia de avião à sua e nossa região, sobrevoando a então vila de Felgueiras e a pique subia e descia à escala do monte de santa Quitéria, entre suas passagens por Pombeiro e Vila Fria, por exemplo, passando em casa de seus pais, mais voltas aéreas pelo resto do concelho. Por entre também lendas do que na voz popular se falava e dizia, pela admiração por esse conterrâneo felgueirense.

Ora, porque sobre o mesmo Piloto-Aviador felgueirense foi publicado há alguns anos já um artigo no jornal Semanário de Felgueiras, da lavra do autor destas linhas e colaborador do mesmo SF jornal também, vem a talhe agora fazer um voo de memória, a recordar esse mesmo texto, publicado em 2004.

Armando Pinto

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quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Falecimento de Fernando Quintela: o jogador alto do basquete do Grupo Desportivo MIT/ Metalúrgica da Longra

Faleceu o amigo sr. Fernando Pereira Quintela, grande bairrista da Longra, integrante de Direções diversas do Futebol Clube da Longra nos seus tempos áureos e sobretudo ícone do Basquetebol da “Metalúrgica”, como jogador mais famoso do antigo Grupo Desportivo MIT, da secção de Basquetebol da grande fábrica Metalúrgica da Longra. Sendo conhecido ao nível do ambiente do basquete como Fernando Paulino, como era conhecido por ser filho do sr. Paulino Quintela, do Alto de Cimalhas da Longra.

Desaparece assim esse último exemplar, por assim dizer, dos melhores jogadores de basquetebol que deram nome e ser maior ao “Basquete da Metalúrgica da Longra”, que nos campeonatos do desporto corporativo fez furor pelos idos anos das décadas de 50, 60 e 70, do século XX. Tendo antes o Fernando Quintela sido acompanhante de seu pai na arte de pedraria clássica, quando o senhor Paulino era afamado na perícia da lavra de artefactos em pedra, como artista mestre pedreiro, tendo saído de suas picas, às suas mãos e esforço, muitas das mais belas obras de arte de pedra em propianho e rústico (como na construção de casas de estilo arquitetónico e outras edificações de realce, tal o caso da Casa do Montebelo, por exemplo, e das capelas antigas do monte de Santana). Para depois, olhando à sua altura, ter sido atraído para entrada como funcionário da Metalúrgica da Longra, de modo a fazer parte da equipa de basquetebol da mesma fábrica grande da Longra. E, depressa o “Fernando Paulino” se tornou figura icónica da equipa, atendendo à sua grande altura, em tamanho do corpo, perante os demais, de tal forma que nesses tempos, dos portugueses serem em grande maioria pequenos, ele se tornou conhecido e temido dos atletas dos grupos adversários, por seu alto porte físico e valor atlético. Sendo quase, a nível dos campeonatos da FNAT, como mais tarde foi o Dale Flash Dover no Porto, pese as naturais diferenças, no suprassumo do basquetebol português pelos inícios dos anos 70...

Faleceu pois agora o amigo senhor Fernando Quintela, que foi o mais alto homem da Longra, esse que também era o mais alto basquetebolista dos grupos da antiga FNAT (Federação Nacional para a Alegria no Trabalho, durante o Estado Novo, antecessora do atual INATEL), que ao tempo englobava o chamado Desporto Corporativo entre as atividades culturais, desportivas e recreativas dos trabalhadores nacionais, a cujo setor a Metalúrgica estava ligada como grande empresa portuguesa. Sendo, por sinal, o Fernando Quintela também morador no Alto da Longra, desde sempre, cidadão com uma vida em grande. Como representou ainda sua atividade autárquica, havendo feito parte de algumas constituições da Assembleia de Freguesia de Rande, sempre com posição formada em vista aos melhores interesses da freguesia, assim como chegou a integrar a Comissão de Obras da Paróquia de S. Tiago de Rande. Um bom amigo e conterrâneo, em suma.

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O tempo voa e com ele correm lembranças. Passando factos e pessoas, que contudo permanecerão nas memórias enquanto houver quem lembre e haja motivos de lembrança.

Entre tanta gente conhecida e que fez parte do que fica registado na retina das lembranças locais, tantas realidades já deixaram de existir e gente que entretanto foi desaparecendo…. Vindo isto à ideia, agora que desaparece um personagem que fez parte do imaginário do antigo Basquetebol da Metalúrgica da Longra, o sr. Fernando Quintela, mais popular e carinhosamente conhecido por Fernando Paulino.

Ressalta assim a antiga existência de equipas de basquetebol da Metalúrgica, através do Grupo Desportivo MIT-Metalúrgica da Longra, criado na década de cinquenta, mais propriamente em 1953/54, por Adriano Castro, e depois continuado por António Dâmaso. Grupo que ainda durou até aos anos setentas. Tendo especialmente nos anos sessentas tido grande importância ao nível do Campeonato Corporativo da FNAT, tempo em que foi deveras associado como sendo a equipa do senhor Damas (como era mais conhecido António Dâmaso) e de Fernando Quintela (Paulino) e João Lobo ("Teixeira"), os jogadores mais carismáticos dessa equipa, que ainda englobava outros atletas como Albino Teixeira, e (também como eram popularmente conhecidos) Neno do sr. António Cândido, Fernando Pinto da Cabreira, Alexandre de S. Vicente de Sousa, Adelino do Raposo, etc. Bem como mais tarde outra geração de continuadores, durante algum tempo mais, enquanto a "Metalúrgica da Longra, L.da" esteve bem administrativamente.


Desses e alguns outros basquetebolistas da fábrica grande da Longra juntamos duas fotografias, de equipas de fases diferentes, mas sempre com esses desportistas e trabalhadores da Metalúrgica.

Como um passarinho da saudade que vem voando pelo tempo e pousa num ramo destas evocações, recordamos aqui e agora esse antigo grupo de basquetebol famoso na região, a propósito das lembranças que pessoas destas nos merecem, em especial o agora desaparecido amigo sr. Fernando Quintela.


Armando Pinto

Obs.: Historial do referido Grupo de Baquetebol da Metalúrgica e fotos correspondentes, constantes no livro "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras", publicado em 1997.

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