No renovado agora SF Felgueiras Jornal, em espaço dedicado a
algo cultural, edição de sexta-feira 4 de novembro de 2022: artigo de Mário Pereira
– “Visita à hemeroteca de Felgueiras / capítulo 6”.
A. P.
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No renovado agora SF Felgueiras Jornal, em espaço dedicado a
algo cultural, edição de sexta-feira 4 de novembro de 2022: artigo de Mário Pereira
– “Visita à hemeroteca de Felgueiras / capítulo 6”.
A. P.
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Em jeito de rapsódia, como fragmentos em partes de conjuntos relacionados, desta vez partilham-se visualmente alguns dos chamados calendários de bolso, da coleção pessoal com motivos relacionados com o concelho de Felgueiras.
Como enquadramento, recorde-se que em tempos passados, mas
nem muito recuados, sobretudo pelos anos das décadas de oitenta e noventa, foi
usual haver pequenos calendários de uso corrente, os calendários de bolso,
assim chamados pelo seu tamanho, dando jeito para andarem nos bolsos da roupa ou
bolsas das carteiras de documentos, por exemplo. Tempos em que ainda não era
corrente o acesso a informação por vias informáticas ou digitalizadas, sendo
assim para consultas informativas de dias, feriados, luas, etc. e tal, ser normal isso ser
feito através de visão por calendários, quer os grandes de paredes, fixos em
casa, ou os pequenos de bolso de acompanhamento pessoal. Tendo, por extensão, atendendo
à variedade de rostos desses calendários, por motivos publicitários e
identificativos de diversificados temas, havido grande interesse em colecionar
os mesmos. De cuja guarida ainda restam alguns, no caso pessoal, da pequena
coleção angariada nesses tempos, com rostos e motivos felgueirenses. Do que dentro desse género chegou aqui às mãos do autor destas lembranças. Como se partilha aqui e agora, assim desta forma, do que há por aqui. Num
vislumbre dessa coleção guardada em pasta onde estão de jeito idêntico
outras coleções arquivadas. Dentro do possível, em modo de afeição pessoal e
coletiva.
Armando Pinto
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Faz parte da memória coletiva como e quanto em tempos se
falava sobre o conhecido aviador Rodas, famoso por seus voos rasantes sobre o
ar de Felgueiras. Oficial da Força Aérea natural do concelho de Felgueiras e
que, como tal, era visto cá de baixo nas visitas que fazia de avião à sua e
nossa região, sobrevoando a então vila de Felgueiras e a pique subia e descia à
escala do monte de santa Quitéria, entre suas passagens por Pombeiro e Vila
Fria, por exemplo, passando em casa de seus pais, mais voltas aéreas pelo resto
do concelho. Por entre também lendas do que na voz popular se falava e dizia, pela
admiração por esse conterrâneo felgueirense.
Ora, porque sobre o mesmo Piloto-Aviador felgueirense foi publicado há alguns anos já um artigo no jornal Semanário de Felgueiras, da lavra do autor destas linhas e colaborador do mesmo SF jornal também, vem a talhe agora fazer um voo de memória, a recordar esse mesmo texto, publicado em 2004.
Armando Pinto
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Faleceu o amigo sr. Fernando Pereira Quintela, grande
bairrista da Longra, integrante de Direções diversas do Futebol Clube da Longra
nos seus tempos áureos e sobretudo ícone do Basquetebol da “Metalúrgica”, como
jogador mais famoso do antigo Grupo Desportivo MIT, da secção de Basquetebol da
grande fábrica Metalúrgica da Longra. Sendo conhecido ao nível do ambiente do
basquete como Fernando Paulino, como era conhecido por ser filho do sr. Paulino
Quintela, do Alto de Cimalhas da Longra.
Desaparece assim esse último exemplar, por assim dizer, dos melhores
jogadores de basquetebol que deram nome e ser maior ao “Basquete da Metalúrgica
da Longra”, que nos campeonatos do desporto corporativo fez furor pelos idos
anos das décadas de 50, 60 e 70, do século XX. Tendo antes o Fernando Quintela sido
acompanhante de seu pai na arte de pedraria clássica, quando o senhor Paulino era
afamado na perícia da lavra de artefactos em pedra, como artista mestre pedreiro, tendo saído de suas picas, às suas mãos e esforço, muitas
das mais belas obras de arte de pedra em propianho e rústico (como na
construção de casas de estilo arquitetónico e outras edificações de realce, tal o caso da Casa do
Montebelo, por exemplo, e das capelas antigas do monte de Santana). Para
depois, olhando à sua altura, ter sido atraído para entrada como funcionário da
Metalúrgica da Longra, de modo a fazer parte da equipa de basquetebol da mesma fábrica
grande da Longra. E, depressa o “Fernando Paulino” se tornou figura icónica da
equipa, atendendo à sua grande altura, em tamanho do corpo, perante os demais, de tal forma que nesses
tempos, dos portugueses serem em grande maioria pequenos, ele se tornou
conhecido e temido dos atletas dos grupos adversários, por seu alto porte físico e
valor atlético. Sendo quase, a nível dos campeonatos da FNAT, como mais tarde
foi o Dale Flash Dover no Porto, pese as naturais diferenças, no suprassumo do basquetebol português pelos
inícios dos anos 70...
Faleceu pois agora o amigo senhor Fernando Quintela, que
foi o mais alto homem da Longra, esse que também era o mais alto
basquetebolista dos grupos da antiga FNAT (Federação Nacional para a Alegria no
Trabalho, durante o Estado Novo, antecessora do atual INATEL), que ao tempo
englobava o chamado Desporto Corporativo entre as atividades culturais,
desportivas e recreativas dos trabalhadores nacionais, a cujo setor a
Metalúrgica estava ligada como grande empresa portuguesa. Sendo, por sinal, o
Fernando Quintela também morador no Alto da Longra, desde sempre, cidadão com
uma vida em grande. Como representou ainda sua atividade autárquica, havendo
feito parte de algumas constituições da Assembleia de Freguesia de Rande,
sempre com posição formada em vista aos melhores interesses da freguesia,
assim como chegou a integrar a Comissão de Obras da Paróquia de S. Tiago de Rande.
Um bom amigo e conterrâneo, em suma.
~~~ ***** ~~~
Entre diversas datas marcadas com diversos fins, sobretudo
de lembranças, homenagens e dedicatórias, há também o Dia Nacional dos Bens
Culturais da Igreja, no âmbito do Património Religioso, quanto ao sentido
respetivo de Identidades e Lugares.
Assinalado desde 2011, o Dia Nacional dos Bens Culturais da
Igreja é comemorado a 18 de outubro, dia de São Lucas, padroeiro dos artistas,
e visa promover a reflexão e a partilha do trabalho desenvolvido no contexto
das dioceses portuguesas. Sendo então uma boa ocasião de lembrar tudo o que
seja relacionado.
Assim sendo, calha a preceito lembrar uma notícia antiga
sobre uma capela particular existente na paróquia de S. Tiago de Rande, com
ligações à comunidade da freguesia de Rande, nesta parte do concelho de
Felgueiras. Ao tempo referida documentalmente como “Santiago de Rande”. Sendo
essa uma interessante notícia que remete ao conhecimento da dita capela, na
Casa da Torre, já em pleno século XVIII, quanto a uma ocorrência respeitante ao ano
de 1747. Dando razão ao que se nota da data que se vê atualmente sobre a padieira
da porta da mesma capela, que é adossada à casa, do lado esquerdo da sua frontaria, notando-se que o inicialmente esculpido 7 foi
alterado para 8, referente às obras de remodelação ali acontecidas no século XIX
seguinte. Como aliás está registado e descrito no livro “Memorial Histórico de
Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado há já quase 25 anos, em 1997.
Casos estes evocados apenas pela relação afetiva a todo o
seu significado. Sendo embora a Casa da Torre propriedade privada, ao tempo do referido documento tendo por proprietário o Capitão-mor António Teixeira Passos, e depois, com o decorrer do tempo e sucessões, ficado a ser da linha da
família Sarmento Pimentel, cujo ramo familiar entrou ali pela ligação à
linhagem de D. Francisca Carolina Teixeira de Sousa da Cunha Peixoto Castelo
Branco, que herdara a casa de seu primo Manuel Joaquim Teixeira de Sousa, ela
que descendia também dos Cunhas Coelhos de Sergude, e depois casou com o fidalgo
transmontano João Maria Ferreira Sarmento de Morais Pimentel. Casa assim dos
seus descendentes, sendo onde nasceu o piloto-aviador Francisco Sarmento Pimentel,
que quando Tenente da Aviação efetuou a 1ª Travessia Aérea de Portugal à índia,
e por fim teve a patente de Coronel-Piloto Aviador. A casa-mãe de toda a mesma
família Sarmento Pimentel, famosa pelo antigo Capitão João Sarmento Pimentel
que foi um dos heróis do 5 de outubro de 1910, bem como comandante do golpe da derrota
da Monarquia do Norte em 1919 (e mais tarde, depois de longo exílio político no Brasil, por ser oposicionista do regime do Estado Novo de Portugal Salazarista, foi após o 25 de abril de 1974 reabilitado como General). Solar atualmente da família Sarmento Pimentel com
cabeças familiares da Eng.ª Teresa Isabel e seu irmão Dr. João Pedro.
Ora, em 1747 foi então, pelo proprietário do solar e quinta da Casa da Torre, requerido ao Arcebispado de Braga, a que pertencia ao tempo a região em termos diocesanos, a devida licença para instalação de um confessionário na dita capela da Torre. Sendo essa provisão a favor do Capitão-mor António Teixeira Passos, fidalgo influente na região. O mesmo que por essa época havia mandado erigir um nicho de Alminhas, perto da igreja paroquial e junto à casa de recolha das rendas e foros do pároco (esta já descrita no Tombo de Rande, lavrado a escrito em 1743), capelinha votiva aquela que por associação ficou conhecida por Alminhas da Renda – conforme está descrito nas Memórias Paroquiais de 1758, referindo ser essa edificação de afinidade com a Confraria das Almas, então existente na mesma paróquia, e da qual o mesmo capitão-mor António Teixeira Passos era igualmente importante membro.
Tudo documentação que
está guardada no Arquivo Distrital de Braga, de onde se pesquisou o inerente
material para a referida obra histórico-literária, e da qual agora se recorda
este pormenor noticioso de tal informe antigo.
Armando Pinto
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Faleceu hoje, segunda-feira dia 17 de outubro, o Padre Vitor, simpático frade sacerdote da Ordem dos Capuchinhos, que desempenhou as mais diversas missões de múnus canónico da sua fraternidade, desde Diretor do Seminário Serafico menor, passando por Ecónomo, até ter também sido Superior Provincial, da Província Portuguesa dos Franciscanos Capuchinhos.
Tinha 89 anos o Padre Vítor de Oleiros, como era conhecido no tempo do meu primeiro ano de seminarista (criança ainda), conforme o nome com que ele antes professara pelos cânones antigos, o Padre Vítor Arantes. Tendo sido o meu 1.º Diretor, quando entrei nos Capuchinhos, em Gondomar, nos arredores do Porto, tinha eu 11 anos e até ali nunca soubera o que era um diretor. Tendo no ato de admissão, no verão de 1965, me sido entregue, a mim e a meu pai que me acompanhava, uma lista com o enxoval para levar quando desse entrada nesse estabelecimento de formação, como aconteceu no final de setembro seguinte. Algo que ainda guardo e agora aqui partilho, como recordação desses primeiros tempos em que conheci e convivi com o simpático Padre Vítor, que foi então o diretor do meu 1.º ano e único ano em que nos encontramos, no ano letivo de 1965/1966. Juntando aqui também parte dum outro documento, apenas para rever a assinatura dele nesses tempos.
Ao tempo via-o com meus olhos de criança, com seu sorriso penetrante, como pessoa que me parecia de longa vida. Vejo agora que nesses tempos em que o conheci tinha ele coisa de trinta e poucos anos. Continuando a recordá-lo com essa imagem que se perde nos confins da memória, embora comparando naturalmente às fotografias que se vislumbram na atualidade.
O mesmo, José Maria Arantes da Silva, como era seu nome civil e de batismo
religioso, que depois com a passagem a membro da Ordem adotou o nome de Vítor de Oleiros, em homenagem a um santo da diocese bracarense e à sua terra (assim como depois
passou a usar o nome de Vítor Arantes, quando os frades voltaram a poder usar seus nomes, mas ele manteve o inicial que havia escolhido) era natural da freguesia de Oleiros, concelho
de Vila Verde (Minho) e residia na casa-solar da antiga quinta de Bouça Cova,
em Gondomar, edifício do antigo Seminário menor, ao lado do atual convento e
igreja nova dos Capuchinhos. Tomou o Hábito Capuchinho em 12 de agosto de 1948, emitiu a
profissão simples em 15 de agosto de 1949, a profissão perpétua em 6 de junho
de 1954 e recebeu a ordenação sacerdotal a 1 de abril de 1956. Foi Diretor do
Seminário de Gondomar nos anos letivos de 1963/64, 1964/65 e 1965/66. Mais tarde
foi Ministro Provincial (Superior da Ordem) de 1975 a 1981. Depois esteve ao
longo de 10 anos em Missão, com passagens por França e Angola, tendo regressado
de vez em 1993.
Tinha o Padre frei Vitor, portanto, 89 anos. Nascido que foi a 30 de Março de 1933 e falecido agora a 17 de Outubro de 2022
Pela página do Seminário de Gondomar soube a notícia, conforme a informação divulgada:
«O nosso querido Frei Vítor Arantes partiu hoje para a Casa do Pai. Ele estará hoje em câmara-ardente na nossa Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens, a partir das 14h30m, para quem desejar fazer a última despedida.
A Missa Exequial será amanhã, dia 18, às 15 h 30m, na nossa
Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens.
Que o Senhor o acolha no seu regaço!
Dai-lhe, Senhor, o eterno descanso, entre os esplendores da
luz perpétua. Fazei que a sua alma descanse em paz. Ámen. »
+++
Até sempre Padre Vitor. Abraço eterno!
Armando Pinto
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Salvé 15 de Outubro – faz agora em 2022 já 508 anos!
~~~ *+* ~~~
Transposta a fase das vindimas, ao chegar a faina das desfolhadas pode também, por analogia figurativa, desfolhar-se algumas folhas de história coletiva.
É que é nessa época que efetivamente, em pleno Outubro, entrado já o Outono no dia-a-dia, ocorre o aniversário da outorga do Foral Manuelino a Felgueiras, carta régia concedida por D. Manuel I a 15 de Outubro de 1514. Uma significativa numeração na simbologia local, apesar de essa vetusta alforria não abarcar ao tempo toda a região que, séculos mais tarde, se irmanou em concelho.
Desde os primórdios da História Portuguesa, após as conquistas de terras, que o poder real concedia cartas de foral a estabelecer direitos e deveres dos habitantes dessas terras, englobando condições nas concessões de propriedades, para atrair moradores e servidores em vista ao desenvolvimento local e, mais tarde, para definir posições bem como obrigações dos proprietários dos prédios reguengos.
Na tradição, segundo alguns textos escritos, parece ter havido possibilidade de antigas concessões a Felgueiras de cartas régias, porém sem fundo documental comprovativo desses factos. Certezas há quanto ao foral quinhentista, concedido pelo monarca venturoso dos Descobrimentos.
Os forais novos, como o de Felgueiras, eram cartas régias que passaram a ser documentos de reconhecimento de usos antigos de uma circunscrição, confirmando anteriores ordenações, ancestrais costumes bons, direitos e liberdades, incluindo os bens pagos aos senhores das terras, que de orais ficavam lavrados por escrito. Forais que eram assim atribuídos a oficializar categoria jurisdicional e a ordenar de vez segundo a lei do tempo, legitimando as formas de organização social dessa era.
No caso, reportava-se a concessão do rei venturoso, naquela época medieval, apenas a 21 freguesias englobadas no concelho, cujo tombo portanto não continha ainda as freguesias a sul de Margaride, ou seja as terras do Julgado do Unhão - as quais aliás foram também atombadas de seguida, volvidos cinco meses na régia reforma então empreendida. Sendo o território do Julgado do Unhão também dotado com reconhecimento através de foral, que determinou nova categoria administrativa local, por meio evolutivo da passagem do aludido Julgado ao coevo concelho do Unhão, criado pela Carta de Foral de 20 de Março de 1515 (que teve primeiro estudo no “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, como vem transcrito aliás no referido volume).
Ora, verificadas ao longo dos tempos diversas transformações administrativas nas áreas dos antigos concelhos de Felgueiras e Unhão, mais dos longínquos Alfozes dos Coutos de Pombeiro e Caramos, um Couto do lugar de Brolhães, que daria depois vez à freguesia de Aião, além do muito posterior e fugaz concelho de Barrosas, como depois todas essas partes foram reunidas em torno de um só concelho, composto nesse tempo de trinta e três freguesias, é de significado amplo a atribuição de 15 de Outubro à terra que se tornou sede de toda a zona, de confirmação de direitos e deveres antigos.
= Oficial postal comemorativo
A data em apreço chegou, inclusive, a ser pensada para ser Dia do Concelho. Porém porque a partir de determinada altura, verificando-se que as populações não se reviam totalmente nesta efeméride, pela dispersão antiga das diversas divisões administrativas, como se aflorou, foi mais tarde decidido que passasse a ser primeiro um dia relacionado com a doação de Agostinho Ribeiro para a criação do Hospital de Felgueiras e depois o dia de S. Pedro, a 29 de Junho, derivado a ser o da festa mais antiga realizada na área. Evento que ainda é, no mesmo sentido, referência comum às atuais freguesias da presente unidade concelhia, mais as recentes uniões impostas a régua e esquadro… nos gabinetes políticos, contra a vontade das populações.
(Artigo em tempos publicado no Semanário de Felgueiras, com excertos dum texto para englobar num possível livro, que tem estado à espera de possibilidade de publicação)
ARMANDO PINTO
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