Espaço de atividade literária pública e memória cronista

domingo, 7 de agosto de 2022

Uma terna e eterna recordação de há muitos anos – a Ordenação no Porto e Missa Nova em Rande do Padre Marílio – em 1964

Foi em dia de Domingo alegre, melhor dizendo nuns domingos assim, como este de 2022 em que recordo esses dias com muita ternura. Lembrando isso a meio de ambas as datas, tendo sido a 2 e 9 de Agosto esses dias inesquecíveis, em 1964. Quando fomos ao Porto, primeiro, em excursão feita pelo Padre João Ferreira da Silva, para presenciar in loco a Ordenação Sacerdotal do nosso conterrâneo Padre Marílio Faria; e, depois, volvida uma semana vivemos intensamente em Rande o dia de celebração da sua solene Missa Nova. Tinha pois aqui o autor destas linhas uns dez aninhos completados havia um mês, sensivelmente, mas tudo aquilo me ficou bem gravado na memória, com imagens bem presentes na retina dos olhos do pensamento.

= Padre Marílio, ainda quando Seminarista do Seminário Maior da Diocese do Porto (ou seja quase a concluir a formação e prestes a ser ordenado Padre).

Um ano antes havia também ido ao Porto, numa outra excursão organizada pelo Padre João, em passeio paroquial do povo de Rande e Sernande, paróquias anexas da paroquialidade exercida pelo saudoso senhor Abade residente em Rande. Num passeio que até está descrito num dos contos do livro Sorrisos de Pensamento (publicado em 2001 e logo esgotado). De cujo percurso ambiental, fixado em belas recordações, o então seminarista e já quase padre foi animador da boa disposição reinante dentro e fora da camioneta de aluguer (como ao tempo se chamava mais aos autocarros), como ainda bem me lembro. Num belo domingo também em que nós, eu e todos os passeantes excursionistas, ficamos a conhecer a Sé do Porto, além da estátua do Porto, de que tanto se falava popularmente mas de modo errado, ao tempo ainda instalada nos jardins do Palácio de Cristal, onde vimos as jaulas de animais e sobretudo o popular macaco chimpanzé “Chico do Palácio”, autêntica atração do minizinho zoo que ali havia com vista para o rio Douro. Mas também ficamos a conhecer o Monte da Virgem, do outro lado do rio e no alto de Gaia, para onde rumamos de tarde, para convívio à fresca do frondoso local circundante da ermida ali saliente. Ora, passado um ano, lá fomos todos, os passageiros fregueses desses raides excursionistas, outra vez até à cidade Invicta, dessa feita para estarmos presentes na Ordenação em apreço. E de tarde andamos pelo centro do Porto e depois ainda cedo demos um pulo até à praia portuense, para ver o mar e sentir a aragem do mar entrar pelo corpo a ferver de calor e entusiasmo. 

Remontando a esses tempos da infância do autor destas linhas… relembra-se visualmente o dia por foto que de seguida aqui se reproduz. Um retrato "tirado" na tarde desse dia da mesma excursão feita pelo nosso Padre João, para os paroquianos de Rande e Sernande assistirem de manhã na Sé do Porto à Ordenação do Padre Marílio, da Longra. Fotografia esta captada na praia do Castelo do Queijo, junto à Foz, no Porto. Lembro-me de se tirarem várias fotos lá, da parte da tarde desse domingo quente de Agosto... e eu, ainda criança também fui e fiquei em algumas dessas fotografias de rolo (tenho pena de não saber quem as tem, se ainda houver alguma guardada numa gaveta ou eventual álbum preservado em baú familiar).


Nesta foto (em que alguns aparecem descalços e de calças arregaçadas por terem ido molhar os pés...), não consigo reconhecer quem está do lado esquerdo em cima, mas depois conheço, também em cima (a partir da esquerda da imagem) em segundo o sr. Elísio da Fonte, depois (conforme me informaram pelo facebook) Laura do Enchido, a seguir o Padre João, de seguida o sr. Ferreira das padeiras da Longra e sua esposa Quininha padeira, o meu irmão Luís, a Dete (Odete) neta do sr. Paulino, depois meu irmão Quim, a seguir (segundo me informaram também pelo facebook) Gloria de São João (que agora e desde há muito reside no alto de Cimalhas da Longra), a seguir a Camilinha Rodrigues, depois seu filho Alexandre Sampaio, e por fim o sr. Manuel Sampaio (ou seja, com o sr. Alexandre no meio dos seus pais); em baixo, desde a esquerda, Docília dos Picos, Vitalina Sampaio, Fátima Sampaio Viana, Adélio Machado, Afonso Carvalho, João do Outeiro e César Ferreira. Eu andava por ali, mas não apareço nesta foto... 

Esta fotografia é mesmo dessa ocasião, como se comprova por outra foto desse dia e essa guardada pessoalmente no álbum particular, juntando algumas destas pessoas referenciadas e mais outras, sobretudo incluindo alguns elementos (sem trajes) do Rancho Folclórico adulto da Longra e da Liga Eucarística de Rande, nesse "Passeio" de 1964.


Nesta foto podem ver-se (sem ser por ordem) César Ferreira e sua irmã Luísa, Rosa Pinto, duas irmãs Mendes, o sr. Alexandre Sampaio, o Adélio Machado, o João do Outeiro, Artur Barros (pelo menos parece), o Afonso Carvalho, os Joaquim, Luís e Armando Pinto, o sr. Elísio da Fonte, e outros… (Reparando-se também que os óculos de sol então andaram a rodar, pois numa ocasião aparece um e noutra já outro, assim de olhos protegidos, entre dois amigos nesse tempo integrantes da Liga Eucarística dos Homens de Rande.)

Após isso, no regresso à terra, ainda passamos também pela paróquia de um padre amigo natural de Rande-Felgueiras, o Padre Luís Gonçalves de Matos, em Melres (freguesia de Gondomar, ribeirinha do rio Douro), onde paramos para uma curta visita a esse bom padre irmão da Fininha da Quinta (muito querida governanta daquela casa da família Teixeira, de Rande), por sinal muito amiga de meus pais, até.

Recordaram-se então tempos idos, de quando o jovem padre era ainda seminarista e enquanto ajudante do pároco Padre João convivia com padres naturais de Rande, vindos à terra natal. Sempre que vinha de férias à Longra e convivia muito com a rapaziada amiga e conhecida (andando sempre acompanhado pelos filhos do sr. Machado, os irmãos Pinto, mais os César, Basílio, João Isaías, etc.), além de ajudar ao saudoso Padre nas missas, procissões, outros atos religiosos e na catequese ainda. Sendo desses tempos a imagem (seguinte), em que se vê o seminarista jovem ao lado do pároco, na organização da representação de Rande e Sernande para a peregrinação concelhia até ao monte de Santa Quitéria, em Felgueiras.

O Padre Marílio da Costa Faria era então pessoa muito estimada  da nossa terra. Filho da Virinha da Ponte, senhora muito risonha e simpática, e do muito respeitado senhor António, um daqueles homens de antigamente, cuja presença marcava consideração e apreço geral. Não sendo de admirar que tivesse sido incluído no lote de estudantes a quem, naquele tempo, a família Sarmento Pimentel, da Casa da Torre, pagava o curso canónico. E merecesse estima das boas famílias da terra, como era acarinhado pela D. Emília, esposa do sr. Américo Martins da Metalúrgica da Longra, e no mais fosse muito querido de toda a população. E sobretudo com muito carinho entre toda essa gente conterrâea, que o foi vendo evoluir e via então como novo padre.

Houve festa na terra, por isso, no dia da sua Missa Nova. Tendo o Padre Marílio ido em procissão desde sua casa, na Longra, até à igreja paroquial, em passeio a pé, pelo Montebelo, ou seja à volta, de maneira a passar pela Casa da Torre, com acompanhamento de muita gente sua amiga e conhecida. Indo ele na frente ladeado por seus pais, que nesse dia ainda eu, criança mas já com ideia bairrista, via com olhos de admiração. Tendo eu ido também e feito questão de caminhar sempre atrás dele, muito próximo à cabeça do cortejo de acompanhamento. Com entusiasmo e, mesmo sem precisar de falar, indo ali como se ele fosse da minha família. Tal o orgulho de a minha terra ter assim um novo Padre e logo aquele senhor simpático que passava por mim e ajudou às cerimónias da minha Comunhão Solene, poucos dias antes, ainda.

Da chegada à igreja e aproximação ao altar é o instantâneo fotográfico (colocado a seguir) que tenho em meu álbum pessoal e para aqui é transposto a ilustrar tal memória de tão festivo dia.

= Captação fotográfica do dia da Missa Nova do Padre Marílio: À chegada junto ao altar da capela-mor da igreja de Rande, antecedendo a Missa …Estando o autor destas lembranças entre a mole de assistentes (logo atrás da Virinha, mãe do novo Padre), na igreja paroquial de S. Tiago de Rande. Foto do álbum pessoal do autor e incluída no livro "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras", publicado em 1997.

Passaram muitos anos e muita água correu por baixo das pontes do rio Sousa da Longra. E foi já há muitos anos que, com alguma admiração, naquele longínquo Agosto, na cerimónia apoteótica da sua primeira Missa, beijamos as mãos perfumadas do senhor Padre Marílio, num misto tocante e conservante, por termos ali diante de nós aquele amigo que nos habituamos a ver a passar a nossa casa, indo e vindo para sua casa, sempre rodeado de amigos e saudando conhecidos. Sentindo então a dita de o saudar no fim da Missa Nova e receber o "Santinho" alusivo de sua Ordenação e seguinte Missa Nova, que guardei com estimação.


Armando Pinto
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sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Exercício de Memória Felgueirense – Foto com História… para conhecedores da História de Felgueiras

Desta vez, fazendo apelo a puxar pela memória conterrâneo-concelhia, no sentido de fazer lembrar uma ocorrência histórica e pelo menos um personagem admirado em tempos idos, neste caso, coloca-se uma imagem com história sem a identificar, desta vez – pondo uma questão para puxar pelos neurónios de conhecedores da História Felgueirense. Porque a história local e concelhia não é apenas relacionada com a evolução cronológica ao longo dos tempos, mais factos administrativos, político-sociais e galerias memorandas de personalidades e naturais ilustres, etc. e tal, mas também com outros campos, incluindo o fenómeno social-desportivo.

Assim sendo, para quem conhecer ou tiver ideia: - De que trata a ocorrência registada no cliché fotográfico em apreço (aqui publicado) e a quem se refere a captação do instantâneo da imagem?

 Como este artigo, assim colocado, fica partilhado em diversos locais, o melhor é mesmo quem souber responder o deva fazer na caixa de comentário do blogue, para não dar ideia a quem ler noutras páginas que não teve ainda solução correspondente. Se houver quem saiba, naturalmente.

Armando Pinto

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domingo, 31 de julho de 2022

Uma foto com História... sobre primórdios dos transportes públicos em Felgueiras – entre imagens antigas de vez em quando.

Uma foto com muita História:  – Autocarro  da "Empreza Viação Felgueirense", de tempos idos dos primórdios dos transportes Cabanelas em Felgueiras. Quão sugestiona evocar sobre isto?!  


Armando Pinto

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terça-feira, 26 de julho de 2022

(Em) Dia dos avós – a meus avós e meus netos !

Com vislumbre evangélico da imagem de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria (Nossa Senhora) e avós de Jesus, o dia dedicado aos mesmos é o Dia dos Avós. Um estado de vida, na idade e mentalidade, que sabe bem viver. 

Como sinto e digo, ser avô é sentir ser pai mais adocicado, com açúcar nos sentidos, vendo com olhos mais vividos, mais braços prontos a abraçar, apertando no coração a vida. Como quero aos meus netos. Como sei que me queria a minha avozinha, a avó paterna com quem mais convivi (porque não conheci pessoalmente a minha avó materna, sequer, pois que morreu muito antes de eu nascer), mas também sei com que sentimentos me via meu avô materno, a quem saio no gosto dos livros… Enquanto de minha avozinha tenho as lembranças dos melhores tempos de criança; e a imagem de uma bela história de amor que ela me demonstrou depois, ainda, como guardo em letras de recordação. 

Este Dia dos avós faz assim voar ao Infinito, levando e trazendo imagem de saudade.

Armando Pinto

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segunda-feira, 25 de julho de 2022

Dia de S. Tiago Maior !

Hoje, dia 25 de julho, celebra-se o dia de S. Tiago Maior, filho de Zebedeu e de Salomé, irmão do apóstolo São João Evangelista e companheiro de S. Pedro – sendo eles os 3 apóstolos prediletos de Jesus Cristo, conforme ressalta dos Evangelhos na narrativa dos anos de vida pública de Jesus. S. Tiago, também referido em escrita historicista como Santiago. 

Tiago, nascido em Betsaida, na Galileia, era tal como o seu pai e irmão também pescador, até ao dia em que, quando consertava as redes e lhe apareceu Jesus, abandonou tudo para seguir o Mestre. Já durante seu apostolado do testemunho de fé, no ano 44 por ordem de Herodes Agripa, foi o primeiro apóstolo a ser martirizado. Segundo a lenda encontra-se sepultado em Santiago de Compostela.

S. Tiago é o orago de muitas paróquias do país e sobretudo no Entre Douro e Minho, na área mais próxima da Galiza. Orago (segundo o costume católico, um patrono, orago ou padroeiro) é um santo a quem é dedicada uma localidade ou templo (capela, igreja, e mais propriamente uma paróquia). A palavra "orago" é derivada do termo latino oraculu, oráculo, templo onde se dão "oráculos", através da forma arcaica "oragoo". S. Tiago Maior é o Padroeiro de Rande e também de Sendim e Pinheiro, no concelho de Felgueiras.

De S. Tiago, como padroeiro da paróquia de Rande, aqui do autor, é a imagem de estatuária popular que também tenho religiosamente no meu escritório caseiro.

Armando Pinto

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sábado, 23 de julho de 2022

Sobre o livro “ A Arte e Sagrado: o sagrado na escultura de Ilídio Fontes” do escritor felgueirense José Melo – artigo no Voz Portucalense

O recente livro do Dr. José Melo, professor jubilado e escritor que muito honra as letras de autoria felgueirense, cujo volume mereceu em tempos um artigo do autor deste blogue, entretanto publicado no jornal Semanário de Felgueiras; e teve posteriormente apresentação pública em Felgueiras; mereceu também um artigo que vem publicado no jornal diocesano Voz Portucalense. Artigo que tem lugar na edição desta semana do mesmo jornal diocesano, pela brilhante pena do diretor do mesmo Semanário da Diocese do Porto, Monsenhor Padre Doutor Manuel Correia Fernandes, figura da área cultural e informativa da Igreja Portucalense  simpático senhor que já esteve em S. Tiago de Rande-Felgueiras, paróquia de naturalidade do célebre Padre Luís de Sousa Rodrigues, aquando da conferência proferida pelo Cónego Dr. Ângelo Alves na Longra, realizada pelos 25 anos do falecimento do homenageado musicólogo e lançamento do pequeno livro sobre o mesmo, também; assim como ainda na cidade de Felgueiras por ocasião da exposição sobre o mesmo Padre Luís Reitor da Lapa, patente na Biblioteca Municipal no mesmo ano.

Como ambos os casos merecem a melhor atenção, quer o que sobre o tema do escritor felgueirense é descrito, quer o que escreve o distinto Diretor do VP e escritor que muito enobrece os pergaminhos culturais da Cidade da Virgem, deixa-se aqui à atenção pública um recorte digitalizado do artigo em apreço, porque o melhor é mesmo ler.

Armando Pinto

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quinta-feira, 21 de julho de 2022

Festa de S. Tiago de Rande - Felgueiras / 2022

É já esta sexta, dia 22, que se inicia o programa da Festa Paroquial de S. Tiago de Rande, em 2022. Cujo festejo vai de 22 a 25 deste mês de Julho, dia de S. Tiago Maior. 

Festa da qual há na coleção pessoal um galhardete do ano em que também foi publicado um livro alusivo, da autoria do autor também destas anotações. Mais outros adereços. Além da pagela que também é tradicional, vulgo registo ou santinho grande, como popularmente se costuma chamar.

A festa de Rande é tradicionalmente por ocasião mais próxima e abrangente ao dia  25 de julho, o dia dedicado pela Igreja ao Apóstolo S. Tiago, o Evangelizador da Península Ibérica. Santo que em tempo de guerras da Reconquista Cristã, de cristãos contra muçulmanos, era invocado como “São Tago mata mouros”. O S. Tiago Maior, como principal desse nome dos discípulos de Jesus Cristo, filho de Zebedeu e irmão de João, que com seu irmão S. João Evangelista e S. Pedro foi dos prediletos de Jesus. Santo que, como primeiro mártir dos Apóstolos e cristianizador das terras de Espanha e Portugal, veio a ficar sepultado ao Norte da Ibéria, na Galiza, após peripécias algo lendárias. Cujo sepulcro em Compostela originou as grandes peregrinações da era medieval, transportadas ao costume milenar dos Caminhos de Santiago, ao longo de cujo percurso se foram formando comunidades que passaram a ter S. Tiago como Padroeiro. Sendo assim Orago de terras com características particulares desses itinerários. Entre as quais a Paróquia de S. Tiago de Rande, no concelho de Felgueiras, integrante do Caminho Português do Baixo Douro, como consta do livro do Padre Arlindo Magalhães e está descrito no livro Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras, do autor destas linhas.


= (Imagem da) Capa do pequeno livro histpriador da Festa de S. Tiago de Rande, escrito pelo autor deste blogue e publicado pela Comisão da Festa do ano 2000. 

Ora, nesta ocasião é pois oportunidade de invocar também por este meio a devoção popularmente comunitária ao Orago de Rande. Sendo que a Festa em honra de S. Tiago ganhou foros de primazia na região em tempos de outrora, como consta de documentos antigos da paróquia, referidos mesmo no aludido livro da história local. A pontos da tradição da imagem do Padroeiro ser engalanada em seu andor com produtos da terra habitualmente colhidos na ocasião, tais como um cacho de uvas, porque nesta altura já S. Tiago pinta o bago, mais um pé de milho com espiga, por ser tempo de amadurecimento dos cereais espalhados pelas cearas dos campos da região. Sendo também e sobremaneira época de regresso de naturais espalhados pelo país e pelo mundo, com muitas pessoas em visita à terra de seus afetos. Como antigamente acontecia, por a Festa Paroquial de Rande estar incluída nas cerimónias da Comunhão Solene das crianças de Rande e Sernande, algo que dava outro ser a toda essa ambiência.



Em registo pessoal, nesta ocasião, recorda-se a Comunhão Solene aqui do autor destas lembranças, por meio do “Santinho” e do livro do Novo Testamento recebidos da mão do saudoso pároco Padre João Ferreira da Silva, no longínquo ano de 1964… Assim como se releva o caso do livro escrito pela era de 2000 sobre a Festa de Rande, em cujas páginas constam algumas destas e outras tradições e recordações.


Armando Pinto
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