Espaço de atividade literária pública e memória cronista

sábado, 2 de julho de 2022

Entre exemplares de temas felgueirenses: – um “calendário de bolso” do tempo do antigo brasão concelhio de Felgueiras !

Na linha de um anterior artigo aqui publicado sobre “postais” de temática felgueirense, desta vez deita-se mãos e olhos a um calendário de bolso, como em tempos recuados foi de uso corrente – com a simbologia heráldica de Felgueiras, contendo o brasão antigo ainda do tempo da sede do concelho como vila, com típica coroa mural (de quatro castelos), incluindo a legenda no listel, também diferente na sua forma; bem como a bordadura de negro era mais larga, em relação ao posterior e atual brasão, após Felgueiras ter passado a cidade (em 1990). 

Calendário este da coleção (referente a brasões de municípios portugueses) de 1987 / 1988. Como se pode verificar pelo verso, enquanto na frente indica ainda dados relacionados com os anos 80 do século XX.

Tempos em que, apesar da Longra ser muito esquecida, oficialmente e a nível autárquico, na senda do que tem acontecido e está a custar ser alterado, nunca a afetividade felgariana foi influenciada, pessoalmente. Pois se há quem olhe mais para as localidades de suas preferências, há, houve e haverá quem sinta o concelho como unidade comum.

Armando Pinto

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sexta-feira, 1 de julho de 2022

19.º Aniversário da Vila da Longra !

 

Completa-se neste dia 1 de julho de 2022 já 19 anos da elevação da Longra a vila.

Estando-se assim no dia que é oficialmente comemorativo, relembra-se aqui o facto de mais este aniversário da vila da Longra, na passagem do 19.º aniversário da respetiva aprovação nacional.

Conforme está anunciado pela Junta da União das freguesias da área, «a efeméride será assinalada com um programa recheado de atividades culturais e de lazer e visa, não só marcar este importante momento para a comunidade, mas também dar palco aos artistas da terra. 

Programa: 

1/07/2022 - sexta feira

9:45 - Hastear da Bandeira acompanhado pelo Hino Nacional tocado pelo "Às das Concertinas" (Junta de Freguesia de Rande)

2/07/2022 – sábado

18:30 – Arraial com música popular portuguesa (Junta de Freguesia de Rande)

Animação:

• Grupo de Concertinas da Casa do Povo da Longra

• Margarida Ferreira

• Grupo de Dança Be Crazy

• Hip-Hop Academia de Dança Clarisse

3/07/2022 – domingo

10:30 – Missa Comemorativa do 19º Aniversário de elevação de Longra a Vila na Igreja de Rande

14:00 – Assinatura do Protocolo de colaboração entre a CMF e a Casa do Povo da Longra para a Requalificação da Casa do Povo da Longra, na sede Junta de Freguesia de Rande

15:00 - XXIV edição do Festival de Folclore da Vila da Longra.»


Ora, no próprio dia, como é costume, continua-se aqui a assinalar a preceito o facto e seu contexto, quanto à memória histórica.

Assim sendo, na pertinência da ocasião avivam-se memórias por meio de algumas das diversas recordações da passagem da Longra a vila.



As imagens dispensam comentários escritos, bastando o que transportam na essência de sua significância.

= Panorâmica da vila da Longra no tempo da sua elevação... (embora em imagem datada de 2005, mas captada m 2003, ainda sem o Edifício Vila da Longra, por exemplo.) 




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Olhando com olhos da recordação, evoca-se assim o facto, através de imagem do respetivo diploma oficial, que está guardado na Câmara Municipal de Felgueiras e do qual constará cópia na Junta de freguesia correspondente à atual união de freguesias da área. Complementando essa imagem com algumas fotos de tempos de outrora e outras da época da criação da vila.

Intercalando com essas memórias visuais, juntam-se relatos diversos de cunho pessoal sobre o aniversário da Vila da Longra.

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Pois então  na passagem de 19 anos sobre o acontecimento histórico da aprovação nacional da elevação da Longra a vila, recordamos o livro que na ocasião foi escrito e publicado pelo autor deste blogue, sob título “Elevação da Longra a Vila”. 

Facto inesquecível. Cuja ocorrência ficou então em livro, logo apresentado publicamente no imediato dia 4, em festa comemorativa…


Faz assim agora, hoje, 19 anos que a Longra passou a vila.


Passavam poucos minutos das 18 horas da terça-feira 1 de Julho de 2003, cerca das 18,13 quando o presidente da Assembleia da República começou a ler a parte que interessava à Longra, da lei respetiva, até que por volta das 18 Horas e 18 minutos referiu que ia ser votada e de seguida proclamou: A povoação da Longra, do distrito do Porto, é elevada a vila!... 

Estávamos lá nós, também, nessa célebre ocasião. Fomos então de imediato entrevistados pelo amigo Pedro Alves, que fazia a reportagem em direto para a Rádio Felgueiras…

Do dia, entre tantas e tantas recordações, ficou-nos ainda o original da letra duma das cantigas entoadas durante o percurso, e que acabou em nossas mãos através de oferta derivada à celebração que projetamos para o inicio do fim de semana imediato, com a realização duma festa celebrativa na Casa do Povo.


Nesse dia, durante as horas antecedentes, no decurso da viagem sobretudo, começou a germinar cá dentro a ideia de fazer um livro a registar tão importante ocasião. E dias depois, na sessão solene realizada na noite de sexta-feira seguinte, foi apresentado ao público esse referido pequeno livro a historiar tal obtenção... Em cujas páginas está tudo descrito, narrando tantas vivências proporcionadas. 


Neste tempo de crise social e de valores, sente-se o ambiente algo acabrunhado, perante antigas aspirações e perspetivas. Mesmo assim a Longra é sempre Longra, e será a Longra de todos nós os que nos sentimos afeiçoados a esta terra. A atual vila da Longra. 

Pelas 18 horas e um quarto, sensivelmente, como foi costume até há poucos anos, no Largo da Longra costumavam rebentar bombas-foguetes em número correspondente aos anos da efeméride. Assinalando a comemoração da elevação da Longra a vila, quando naquela célebre terça-feira, de há 19 anos, foi declarada a aprovação da lei que criou a vila na Assembleia da República.


Posto isto, são disso algumas das recordações que se guardam e se mostram aqui, tais como a foto de pose de conjunto em frente à Assembleia da República de quem esteve lá nesse dia, mais alguns documentos alusivos...



Algo que depois é festejado.

= Uma imagem da concentração da corrida de cicloturismo englobada no programa do 1º aniversário da vila da Longra, em 2004 =

Ora, assim sendo, a Longra está de parabéns e merece felicidades! 

Armando Pinto
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quarta-feira, 29 de junho de 2022

Visita a Felgueiras do Presidente Ramalho Eanes no dia do S. Pedro de 1982


 Chegada do Presidente da República General Eanes – Receção oficial, em frente aos Paços do Concelho, ladeado pelo Dr. Machado de Matos, então Presidente da CMF.

A 29 de junho de 1982, no Dia do Feriado Concelhio, Felgueiras viveu uma jornada memorável com a visita do então Presidente da República, General Ramalho Eanes, o primeiro Prisidente eleito da República Portuguesa; e como tal foi na época chamado "Presidente de Todos os Portugueses".

= Recorte da 1ª página do “Boletim Municipal”, nº 2, de Agosto de 1982, com reportagem referente ao acontecimento (embora com imprecisão de erradamente considerar essa a primeira visita…)

Com efeito, em 1982 Felgueiras voltou a conhecer a honra de receber o mais alto dignitário da hierarquia portuguesa. Aconteceu em pleno dia da Festa do Concelho e Feriado Municipal, a 29 de Junho desse ano. Entretanto já Portugal passara para o regime democrático havia uns bons anos, quando na referida data o General Ramalho Eanes, Presidente de todos os Portugueses nessa época, recebeu autêntico banho de multidão no concelho. Foi recebido com honras na fronteira concelhia, ao alto do Unhão, para na passagem pela Longra a respectiva comitiva ter feito breve paragem, correspondendo a entusiasta manifestação popular; até que na chegada à sede concelhia de Felgueiras se fez sentir euforia da população, entre números protocolares de guarda d’honra e sessão solene. Eanes, sempre muito aclamado, passou o resto do tempo, nesse dia, em cumprimento de um programa oficial que, além de visita à casa do Pão de Ló de Margaride e ao Quartel dos Bombeiros de Felgueiras, se estendeu depois também à Lixa e aos seus Bombeiros.

= 1ª Página do Jornal de Notícias do dia seginte à visita oficial do Presidente Eanes a Felgueiras

Foto histórica do dia foi a da captação fotográfica à cerimónia protocolar da guarda de honra dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras ao Chefe do Estado Português, em frente aos Paços do Concelho.



ARMANDO PINTO - 29 DE JUNHO DE 2022

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ENTRE COLEÇÕES DE TEMAS FELGUEIRENSES: Cromos e calendários de bolso de equipas e futebolistas do histórico Futebol Clube Felgueiras

Armando Pinto

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segunda-feira, 27 de junho de 2022

Girândola de memoração ao espírito da Longra – na proximidade de mais um aniversário da Vila

Subjacente ao título, pelo que encerra a memória de muitos anos vertidos em crónicas, evocam-se aqui e agora alguns bons momentos da Longra, ao longo dos tempos, através de algumas imagens icónicas. Das quais nem será necessário legendagem, pelo menos para quem conhece a história da localidade ou tem andado atento aos livros publicados pelo autor destas lembranças. 

Cujas fotos históricas servem ainda para ilustração de duas crónicas publicadas há mais de um século n’ O Jornal de Felgueiras, em seu números de 29 de dezembro de 1911 e 12 de janeiro de 2012, respetivamente, em estilo de ironia. Bastando comparar no tempo o que se passava no início do século XX e o que ocorre no século XXI, para se entender o que é costume dizer-se, por quanto a história se repete.

Armando Pinto

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Um cartaz de 1913 do “São Pedro de Felgueiras” – de há mais de um século!

A propósito de estarmos em tempo da Festa Concelhia Felgueirense: Eis um exemplo de antigo programa da Festa do S. Pedro, no monte de santa Quitéria. Conforme se pode ver e recordar por exemplar de 1913, publicado então n’ O Jornal de Felgueiras de 7 de junho desse ano, a anunciar a "Grande Romaria de S. Pedro" (curiosamente referindo "em honra do Sagrado Coração de Maria"), a festa do Concelho de Felgueiras.


De cuja página se recorta a imagem em duas parcelas, para melhor leitura:


Armando Pinto

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sábado, 25 de junho de 2022

Artigo jornalístico no Semanário de Felgueiras sobre “Tradição das Cascatas dos Santos Populares”

Em plena quadra dos Santos Populares, na proximidade do terceiro dos três e mais chegado à área felgueirense, o São Pedro da festa do concelho de Felgueiras, versa sobre tema relacionado o mais recente artigo da colaboração há muito tida com o jornal que se publica em Felgueiras; em mais uma crónica das de vez em quando escritas aqui pelo autor para o jornal Semanário de Felgueiras; agora com publicação no número desta sexta-feira 24 de junho de 2022. Edição da qual haverá já conhecimento público por quem compra o jornal nos locais de venda, mas não tanto pelos assinantes, visto a distribuição do correio em Felgueiras andar atrasada mais de uma semana, estando a bater recordes de atrasos, no descaminho e sem vergonha que estão a ter certas empresas subsidiadas pelo governo português, desde há tempos a esta parte. Quase a irem ao ar, perante o desinteresse de quem de direito, como balões lançados em noitadas dos Santos Populares.

Ora, então o artigo de opinião historiadora, no Semanário de Felgueiras, desta vez teve e tem como tema a "Tradição das Cascatas dos Santos Populares" (que para aqui se tranporta em recorte do artigo publicado e com o texto original.)


Tradição das Cascatas dos Santos Populares

Na roda do ano, chegada a época de transição final da Primavera para a entrada do Verão, decorre por estes dias da quinzena festiva mais popular as chamadas festas dos Santos Populares. Uma temporada cheia de usos e costumes, com as festas a Santo António, S. João e S. Pedro, a partir dos festejos Antoninos, passando pelas tradições Sanjoaninas até terminar na parte dedicada a S. Pedro, que muito diz ao sentimento felgueirense. Desde a antiga tradição da colocação de vasos em locais públicos, após sua retirada às escondidas de casas de moças solteiras, como era a ideia inicial em tempos idos pelos moços namoradeiros. Até às cascatas feitas em arraiais festivos das festas de S. João, primeiro, e depois S. Pedro, nas mais diversas localidades do entre Douro e Minho (visto ao Santo António ser mais acotiado a edificação de tronos).

Com efeito, entre os aspetos dos certames anuais, havia essa feição das cascatas. Ao jeito de toscas lapinhas enfeitadas. Tal como no Natal é de bom-tom os presépios, dentro de casas de famílias e sítios de confluência pública, já na quadra dos festejos nortenhos dos santos populares primam as cascatas, feitas com elementos da natureza a cobrir o altar improvisado dos santos da afeição popular. Algo que por estas bandas era mais acostumado pelo S. João e por vezes no S. Pedro, embora na sede do concelho de Felgueiras não seja muito usual, mesmo sendo a festa do concelho a do santo da pedra angular da Igreja. Valendo mais na tradição felgueirista o cortejo das flores, que desde a antiga vila e atual cidade de Felgueiras sobe em tons floridos através de cestos, cestas e tudo o que leve flores em mãos e à cabeça do povo felgueirense. Contudo, com a amplitude desse ar alegre das cantorias pela encosta acima, como um suspiro de fragrância natural, até nem ficava mal haver uma cascata grande em sítio central, com S. Pedro a abençoar a mística felgariana, por entre a folhagem e água corredia típica dessa figuração, com arremedos de casario da costeira do monte de Santa Quitéria.

Essa imagem, que passa pelos olhos do imaginário ainda presente na recordação, transporta pois aos tempos em que era acostumado fazer-se as tradicionais cascatas, com musgo de rio a cobrir socalcos, ramalhada a fazer vez de arvoredo, pedrinhas e seixos em fundo e bicas de água a esguichar, ao modo de chafariz, enquanto em torno de lagoas formadas por essa humidade saltitante se espalham figuras de estatuária típica, os chamados bonecos de barro de feição popularucha. Deixando no ambiente e pelo chão a primavera florida, ao passo que as figuras de barro preenchem o cenário em forma humana. E claro, como diz a tradição, qualquer linda Cascata de Santos Populares, à maneira de sempre e que se preze, tem que ter os típicos bonecos de barro a representar festejos, costumes e cenas típicas, os músicos da Banda filarmónica, a igrejinha ao cimo da colina, os vendedores típicos, a mulher da cesta do farnel, o fogueteiro, a lavadeira, etc. etc. e… o "Cagão" (como é chamado, em linguagem vernácula, e não há outra forma de dizer, pois assim é conhecido na gíria do tipicismo coevo). Bonecos esses representativos na fidelidade à ancestral imagem castiça. Quais quadros da realidade de outrora, mas por vezes ainda atual, deixando a bom entendimento o que sai de maneira genuína, no falar verdadeiro. Como quem abre os olhos ao que ressalta do pensamento.

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Observação – em Post-scriptum:

Como quem conhece as tradições e no caso das cascatas tradicionais até entende do assunto, é sabido que numa cascata de jeito, ao sabor popular, não pode faltar a figura do boneco representativo do tal “cagão”, em tom de galhofa… também ultimamente, embora em aspeto menos alegre, se sabe que ultimamente na Longra tem havido um “cagão” que conspurca o lavadouro público. Alguém, que nem é da Longra mas mora nos arredores e na passagem, sem esperar por poder chegar a casa ou pelo menos por dever ser limpo e não sujar o que é de todos, tem andado a emporcalhar aquele local público, deixando assim nauseabundo o ambiente próximo e a provocar doenças públicas por ali… em torno do lavadouro público. Aproveitando o facto desse sítio ser muito esquecido pelas entidades responsáveis oficiais. Algo que demonstra como o conhecimento da história nem é muito do passado, antes faz muito presente a atualidade e o futuro. 

ARMANDO PINTO

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