Espaço de atividade literária pública e memória cronista

domingo, 6 de março de 2022

Temas de outrora e de vez em quando: Felgueiras em “Norte Revista” de 1983…

 

Tal como hoje é algo raro já o conhecimento e posse da antiga revista “Terras de Portugal”, em que Felgueiras teve lugar com interessante reportagem em 1963, também assim acontece com outra publicação do género publicada vinte anos depois e na qual Felgueiras também teve direito a divulgação importante, como foi o caso da “Norte Revista”.

Com efeito, assim como ainda durante os românticos anos 60 houve aquela revista icónica da época, sobre “Terras de Portugal” conforme seu nome e alinhamento, entre publicações que marcaram esses tempos; volvidos anos em 1983 apareceu uma outra, a “Norte revista”, até de maior formato e mais cingida ao Norte do país, ainda a registar a evolução das terras nortenhas. Descrevendo genericamente os concelhos e também enfatizando as cabeças de concelho, mais as vilas de cada qual, como à época eram ainda os dois centros urbanos do território felgueirense. Sendo que assim e então, em 1983 Felgueiras teve a honra de fazer parte do seu 1º número, junto com a Maia (além de outros assuntos e temas diversos, sem relação aos dois concelhos visados), nessa mesma revista – conforme destaque na capa e desenvolvimento no interior, que aqui se relembra e reproduz.

Pois então Felgueiras teve lugar de destaque nessa revista, através de diversos motes. Ficando nessas páginas registada a situação local nessa era dos idílicos tempos da década de oitenta, do século XX – como se pode ver por captação fotográfica de algumas páginas dessa revista, integrante da coleção do autor destas lembranças.

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

sexta-feira, 4 de março de 2022

Antigo Treinador do FC Longra em entrevista ao jornal “ O LouZadense”

Entre memórias e recordações, uma das antigas existências Longrinas de tempos idos foi o clube desportivo Futebol Clube da Longra, fundado em 1969 e desaparecido em 1997/98. Em cuja existência, entre momentos de atividade e outros de paragem, além das peripécias que levaram ao desaparecimento, teve nos princípios dos anos noventas maior enfoque com a inscrição oficial na Associação de Futebol do Porto e sobretudo participação em provas oficiais do Campeonato de Amadores da mesma AFP. Havendo em 1993 conquistado o Campeonato respetivo e subido de Divisão (conforme está historiado devidamente no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, publicado em 1997). Tempos em que no comando da equipa esteve o Lousadense Rui Sequeira, antigo guarda-redes do Lousada e do Penafiel. Que então, pelos idos anos noventas, esteve a treinar o FC Longra, no concelho de Felgueiras.

= Foto do jornal O Louzadense, edição on line de 4 de Março de 2022 =

Pois sobre esse mesmo antigo futebolista e depois treinador é publicada no jornal “O Louzadense” uma entrevista, em que o próprio recorda a sua histórica passagem pelo Longra. Da qual para aqui se transpõe a parte da sua carreira como treinador:

« Março 4, 2022 - Em Desporto, Segredos da Bola

Foi o primeiro jogador lousadense a tornar-se profissional de futebol, quando se transferiu para o Penafiel em 1976. Nesse ano treinou à experiência no Beira-Mar onde jogava Eusébio, o pantera-negra, em final de carreira. Rui Sequeira também chegou a prestar provas no Belenenses, mas não chegou a assinar pelo clube que optou por Delgado, um dos melhores guarda-redes portugueses de sempre. Estas e outras histórias são aqui contadas por Rui Sequeira, que aos 67 anos continua a treinar e a formar jogadores, agora no Macieira.

(…)

O bichinho do futebol está vivo

A carreira como treinador principal começou nos seniores do Longra, ao mesmo tempo estava no futsal do CCD da Ordem e a equipa de juniores do Lousada: “era uma fase muito intensa da minha vida em que todos os dias eu chegava a casa à uma hora da noite, mas foi gratificante porque fui campeão de série e campeão dos campeões pelo Longra e fui campeão de série no futsal do CCDO. Nos juniores desentendi-me com um diretor e não cheguei a acabar aquilo que comecei, mas tinha uma equipa muito boa”, recorda Rui Sequeira.

=  FC Longra – 1992/1993: Foto constante do livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras” =

“Também treinei o Cristelo, onde encontrei a equipa a um ponto da linha de água e levei-a no terceiro lugar. Seguiu-se o Aparecida, onde não fiquei com boas memórias, mas já é passado. Depois, no Nogueira fiz um trabalho durante quatro anos que me agradou muito pelas amizades e pelo que consegui ajudar na carreira de alguns jogadores que ficaram meus amigos para sempre”.

A equipa de Caíde de Rei também faz parte do currículo de Rui Sequeira, embora não tenha terminado o contrato: “certo dia, no intervalo de um jogo em que estávamos a perder e eu decidi fazer uma substituição que não foi bem aceite pelo presidente daquela época, que me disse «aqui não se olha ao coração mas sim à razão», querendo dizer que eu devia tirar o meu filho, que jogava lá, mas eu não aceito que interfiram no meu trabalho e tirei a braçadeira de treinador, entreguei-lhe e vim-me embora”.

Neste momento está no Macieira, pois “o bichinho do futebol está em mim e enquanto ele estiver vivo eu deixo-me andar”, conclui.»

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

quarta-feira, 2 de março de 2022

FC Felgueiras 1932 na imprensa nacional: recorte d’ O Jogo, na calha do apuramento para a disputa dos lugares de acesso à Liga 2 do futebol português

Estando a uma jornada do fim do campeonato da Liga 3 Nacional no comando da respetiva Zona Norte e apurado para a fase final da disputa dos lugares de acesso à imediata Liga 2., o Futebol Clube Felgueiras 1932 volta a ter lugar de destaque na imprensa portuguesa, como em tempos idos aconteceu com o histórico antecessor Futebol Clube de Felgueiras. Tal qual se regista, da publicação do jornal O Jogo, respigando uma coluna, acrescida de entrevista que para aqui se transpõe, da respetiva edição desta quarta-feira dia 2 de março de 2022.

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

O meu neto Gonçalo: cativante jovem futebolista, quão lindo menino de Linda-a-Velha e não só…!

A vida tem de ter encanto para ser vivida, ao longo dos tempos. E que melhor encanto, depois de tempos românticos de namoro, casamento e nascimento dos filhos, que, volvidos tempos, a existência dos netos! Pois, então, como ter netos é ter afetos, eu também tenho os meus, que já são quatro. Desde que vi o primeiro a encantar-me a vida. E desse, além de seu encanto em saborear seu toque afetivo, desde bebé até ao tempo atual de infância em crescimento, também acresce o acompanhamento de sua vivência. Em cuja atividade de jovenzinho acresce sua energia e entusiasmo pelo desporto, sendo já praticante de futebol. Podendo-se assim dizer que é um futebolista em formação, jogando nas camadas jovens do clube de sua área de residência, no sul do país, mais concretamente nos arredores de Lisboa.  Tal o caso do Gonçalo, o Guga para a família, amigos e conhecidos, o meu neto mais velho, Gonçalo, que joga nos Infantis B do Sporting Clube de Linda-a-Velha.

Pois o Guga integra a equipa dos Infantis B 2010 do Linda-a-Velha (conforme o escalão referente aos nascidos em 2010). Clube que apesar de ter o nome de Sporting (como o Sporting de Lisboa ou o de Braga e o Farense, por exemplo) tem equipamento vermelho e branco, à Ajax da Holanda. Como quem lava melhor e torna tudo mais claro (à imagem do detergente desse nome que, na publicidade pelo menos, lava mais branco).

Como ele evolui em campo, em elegante postura!

(Ah... e o Guga, entre os admiradores, tem já como espetador atento o irmão - o meu neto mais novo!) 

Nessas andanças desportivas, ainda em fase formativa e sobretudo de divertimento, o Guga já se vai salientando. Embora sabendo que o mais importante neste tempo de formação são os estudos, porque nem todos poderão singrar na vida desportiva, visto serem poucos os que conseguem viver da vida futebolística. Mas por ora, e agora, há que ir vivendo a infância e assim ele vai sendo um dos bons valores da sua equipa. Onde joga normalmente como médio, quer à direita como à esquerda, mas também dá uma perninha a defesa central quando necessário. De tal modo que tem sido por vezes escolhido como capitão de equipa – sendo que a braçadeira de capitão costuma ser atribuída alternando de uns para outros conforme se distinguem em jogos ou treinos. E o Gonçalo no jogo mais recente, ainda este fim-de-semana, foi o capitão da sua equipa. Como se vê na foto, em que ele entra à frente da equipa respetiva, na oficial entrada em campo de todos os intervenientes.   

Beijinho de parabéns Guga. O avô da Longra, cá em cima no Norte – onde começou e houve nome de Portugal – torce muito por ti !

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

domingo, 27 de fevereiro de 2022

Temas de outrora e de vez em quando: Felgueiras na revista “Terras de Portugal” em 1963…

Entre publicações que marcaram épocas, pelos idos anos da década de 1960 havia a revista “Terras de Portugal” a registar a evolução das terras portuguesas, descrevendo genericamente os concelhos e enfatizando as cabeças de concelho, mais as vilas de cada qual. Sendo que assim e então, em 1963 foi a vez de Felgueiras ter tido lugar na mesma revista, em cuja capa era dado destaque ao Cruzeiro da independência, quase como símbolo maior visto no centro da então vila sede do concelho felgueirense.  (Cruzeiro esse que há tempos já mereceu um artigo no Semanário de Felgueiras, na colaboração do autor destas linhas com aquele jornal há já uns bons anos, como também está registado numa das publicações neste blogue). Com a curiosidade de no tempo dessa revista antiga, em 1963, ainda o Cruzeiro-padrão de Felgueiras estar então colocado em seu sítio original, junto à pérgula existente nesse tempo, antes da destruição dessa “pérola” romântica da época e da recolocação do cruzeiro no centro do jardim diante do edifício da Câmara Municipal.

Pois então Felgueiras teve lugar de destaque nessa revista, que ia já em 36 anos de existência, quando em Janeiro de 1963 apareceu na capa do seu nº 1 desse ano (e 560 total) o nome de Felgueiras em letras grandes, sobre a legenda do referido cruzeiro. Com maior espaço que outras terras, sabendo-se que na mesma publicação havia lugar para outras, como no seu interior houve reportagens sobre temas de Braga, Ovar e Lordelo de Paredes, também. Contando que Felgueiras teve muito mais ênfase e espaço divulgativo, mediante diversas crónicas a versar motes e assuntos de apresentação, incluindo narrativas sobre os Paços do Concelho, Monte de Santa Quitéria, o então ainda novo edifício dos CTT, Bombeiros Voluntários de Felgueiras, assim como do Alto da Lixa, figura do Dr. Eduardo Freitas, a então Vila da Lixa, Banda dos Bombeiros e Associação dos mesmos Voluntários da Lixa, etc. Ficando nessas páginas registada a situação local nesse tempo dos arrebatados anos sessentas, ao mesmo tempo que anunciadas algumas casas comerciais existentes ao tempo, através da publicidade inserida – como se pode ver por captação fotográfica de algumas páginas dessa revista da coleção do autor destas lembranças.

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

sábado, 26 de fevereiro de 2022

Inteiro Postal com história - Postal antigo, de 1943, da MIT-Móveis de Ferro da Longra (nome antecessor da MIT-Metalúrgica da Longra)

Postal, em curioso formato parecido com sobrescrito (colado em duas partes a formar dois lados apenas, cuja junção era unida pelos selos postais ali colados). Original, em papel grosso azulado, circulado da Longra para o Porto, a 14 de maio de 1943, com porte de 30 Centavos (de Escudo), composto com três selos de 10 Centavos cada, da série Lusíadas (que circulou nos anos das  décadas de 30 e 40, com ilustração a destacar a figura alegórica da República, segurando o livro dos Lusíadas). Postal este com cabeçalho identificativo da “MIT Fábrica de Móveis de Ferro da Longra” (sobre identificação, em tamanho mais pequeno) de “Mobiliário-Hospitalar-Cirúrgico e Decorativo” e (ao lado em letras pequeninas) “Endereço Telegráfico. MOVEIS FERRO LONGRA”. 

(Este postal, original, foi-me oferecido por um amigo do Porto, o Paulo Jorge Oliveira, que o conseguiu descortinar nas suas andanças por alfarrabistas, ele que é um grande colecionador de literatura portista, incluindo também jornais, revistas e material diverso mesmo. Através do qual fiquei então com este postal genuíno, como testemunho de tempos idos da antiga grande fábrica da Longra. Da qual, entre diversos casos, era conhecido o logotipo da empresa, por outras imagens obtidas de fotocópias coloridas, sobretudo.)

= Logotipo da "Fábrica de Móveis de Ferro da Longra" (vista total, de outra publicação)

Do postal em apreço, para melhor verificação, juntam-se imagens de visualização em recortes ampliados de pormenores.  

Recorde-se que esta empresa histórica laborava então em edifício e barracão anexo sito no Largo da Longra, ao correr do lado da estrada descendente (no sentido Felgueiras-Longra para Lousada) até à antiga carvalha ali existente ao tempo. Sendo o nome MIT derivado da antiga sociedade “Martins & Irmãos Teixeiras”, motivo porque a correspondência era assinada com essa indicação.

Postal assim de correspondência enviada da Longra (Douro), como era referenciada a direção do Correio da Longra, do concelho de Felgueiras. Enviado então em maio de 1943 como requisição de material, para a firma “Carvalho, Ribeiro & C.ª L. da, da Rua de Cimo de Vila, do Porto, a requisitar (e confirmar anterior postal de dia 10 daquele corrente mês), o envio pelo recoveiro de material de 10 quilos de esmalte. Tudo em letra datilografada em máquina de escrever mecânica e grafia da época. Como se pode ver e ler.

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))