Espaço de atividade literária pública e memória cronista

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Panfleto com história… Um folheto informativo e de recomendação da passagem por Felgueiras do “Rally Maiashoping 97”

Neste tempo que tem sido de seca, que nem a pouca chuva entretanto caída parece atenuar, por Felgueiras tem sido tempo de alguma acalmia, nos diversos sentidos da palavra. Esperando-se que a questão do “lítio” não faça esquecer o resto, nem interfira noutros interesses mais vastos. 

Assim, enquanto isso, na proximidade de mais um acontecimento mobilizador de interesse de franjas de público, como é e será o próximo Rali Automobilístico das Serras de Fafe e Felgueiras de 2022, recorda-se um Rali que em tempos passou em Felgueiras noutra área concelhia. Através dum panfleto à época distribuído, por ocasião do “Rally Maiashoping 97”, que em 1997 passou pelas zonas de Rande e Idães.


Armando Pinto

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

De vez em quando - Retalhos da História Concelhia Felgueirense… Lembrança jornalística (in Notícias de Felgueiras) da inauguração da Estação Telefónica Automática da Lixa - em 1971

Como sinal memorando de como o progresso levou tempos e diversas fases a chegar ao interior nortenho do Douro Litoral, em território português do distrito do Porto, reportando ao concelho de Felgueiras, recorda-se por testemunho jornalístico a ocasião da chegada do serviço de telefones automáticos à zona da Lixa, por via da Estação Telefónica Automática da Vila da Lixa. Cuja inauguração teve lugar a 2 de abril de 1971. Cerca de 3 anos antes do 25 de abril. Conforme se pode ver pela respetiva reportagem ao tempo publicada no jornal Notícias de Felgueiras, em sua edição seguinte de 10 de abril.

Armando Pinto

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Memorização d’ “o Felgueiras” de tempos antes da primeira subida de Divisão – do histórico Futebol Clube de Felgueiras


No livro historiador do Futebol em Felgueiras, publicado em 2007 sob título “Futebol de Felgueiras - Nas Fintas do Tempo 1932/2007”, na parte antiga a versar o histórico FC Felgueiras, foram focados mais os episódios marcantes das subidas de divisão, por entre factos curriculares do clube mais representativo de Felgueiras. Não tendo chegado a ficar exarado em letra de forma, nesse livro, algo mais dos tempos em que o clube esteve perto de subir de divisão, sem contudo ter conseguido. 

Isso, de não ter sido registado por esse meio (apesar de inicialmente ter sido incluído no texto original, ainda na parte datilografada, mas depois retirado aquando da finalização para impressão) foi devido ao material do livro ter sido encurtado pela metade, derivado aos custos, por não ter havido apoios necessários para a publicação ser maior. Sendo o livro, como foi, em edição de autor, por iniciativa particular. 

Assim sendo, porque antes do clube ter almejado pela primeira vez a ascensão à divisão imediatamente acima, ao tempo da 3ª à 2ª Distrital, houve algumas finais anteriores e outros momentos assinaláveis, lembra-se aqui e agora, por este meio, algumas dessas ocasiões, por via de fotos com história. Conforme nas legendas é indicado.

= Equipa Sénior do F. C. Felgueiras de tempos de outrora, algures pelos anos 50, do século XX (segundo indicação, referente a dia de um jogo F. C. Felgueiras-Académico do Porto) =


= Equipa do FCF que em 1959 disputou a Final (na qual não foi conseguida a subida de divisão que estava em disputa). =


= Primeira Equipa de Juniores do FC Felgueiras =


= Equipa do FC Felgueiras Campeã de Série em 1963/1964 (com vitória na Série em que esteve, e como tal ganhando direito a disputar a final com o vencedor da outra série) =


= Equipa do FCF que disputou a Final em 1964 (a 17 de maio de 1964), perdendo no Candal. Sendo assim o Felgueiras Vice-Campeão Distrital, mas sem direito à subida (como estava regulamentado à época). =


Após isso, foi então que na época seguinte o Felgueiras conseguiu finalmente a subida de Divisão, ao final da época de 1964/1965 – mas tal já ficou historiado, no livro.

Armando Pinto

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domingo, 13 de fevereiro de 2022

Em "Dia da Rádio" - ondas hertzianas restritas à "Rádio Felgueiras"

 

Nesta data celebra-se o dia instituído como Dia Mundial da Rádio. Servindo assim a preceito como ocasião propícia a uma homenagem à rádio local concelhia de Felgueiras

Esta dita efeméride, do Dia da Rádio, com efeito, celebra-se anualmente a 13 de Fevereiro, porque assim foi declarado pela UNESCO em 2011, com base numa proposta apresentada pela Academia Espanhola de La Radio. E celebrou-se pela primeira vez em 2012. Sendo esta data escolhida, como tal, derivado a que em 1946 a United Nations Radio emitiu pela primeira vez um programa, em simultâneo, para um grupo de seis países.

Ora, a rádio em tempos recuados foi um órgão primordial de difusão e entretenimento, como companhia diária de muitas pessoas, de ouvido atento ao que saía dos aparelhos das antigas galenas e posteriores transístores. Enquanto, hoje em dia, continua a ser um meio de comunicação social que atinge grandes audiências, como se sabe.

Diz-se e é verdade que a rádio acompanhou os principais acontecimentos históricos mundiais e atualmente continua a ser um elemento de comunicação fundamental. Este meio de comunicação social adaptou-se à era digital e continua a ser fiável para a população, que recebe a informação na hora, entre suas características positivas. Ganhando também novos campos de atenção desde que surgiram as rádios locais, quão representa para o volume concelhio a emissão da Rádio Felgueiras, por exemplo.


No meio desse universo radiofónico, consta no imaginário popular o quanto significou a existência das emissões radiofónicas ao longo dos tempos, desde eras dos rádios antigos, que praticamente faziam parte do mobiliário doméstico. Como tal, em homenagem a essa abrangência memorial, publicamos hoje, aqui e agora, em versões de enquadramento, uma imagem (acima) referente a um aparelho antigo com muita história. Tratando-se do rádio que pertenceu a um antigo pároco da freguesia do autor destas linhas, que durante muitos anos esteve em sua habitação e residência paroquial, como nos recordamos de o ver lá durante nossa infância e adolescência – o rádio do Padre João Ferreira da Silva, último pároco residente em Rande, paroquiando S. Tiago de Rande e S. João de Sernande. Rádio que após a morte do Padre João foi vendido e, anos volvidos, o autor deste blogue conseguiu adquirir e possui ainda, como recordação. Um aparelho que tem, portanto, largas dezenas de anos, mas sobretudo uma carga telúrica deveras afetiva.

Na abrangência do dia e ocasião, aproveitamos a pertinência, igualmente, para recordarmos um artigo sobre a Rádio Felgueiras, publicado há uns anos bons, pois que também tem muita história já. Como aludimos então numa crónica que escrevemos há alguns anos e teve publicação no jornal Semanário de Felgueiras, corria o ano 2002, veja-se lá…


Posto isto, em homenagem ao significado e importância da Rádio Felgueiras, bem como por quanto representa para o concelho de Felgueiras e faz pela Nossa Terra, assinalamos nesta oportunidade mais um sinal de apreço à emissora radiofónica felgueirense, com relance memorial. Quão sinteticamente se pode englobar numa imagem contendo escritos relativos à Rádio Felgueiras – como foram e são os três números publicados em 1989 do "Boletim RF Informativo" (publicado pelos timoneiros da própria rádio, em período de afinação para a legalização), entre material historicamente alusivo à Rádio Felgueiras.



Armando Pinto
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sábado, 12 de fevereiro de 2022

Foto com história (do tempo do Presidente Dr. José de Barros) – um dos momentos da História Felgueirense durante a “Primavera Marcelista”…

Naqueles alvores da mudança social que pairava no ar desde os finais dos românticos anos 60 até pelos inícios dos anos 1970, quando no país soprava a aragem da chamada Primavera Marcelista, na era quase final do Estado Novo, Felgueiras teve também um tempo de mudança com a presidência municipal do Dr. José de Barros. Cuja gerência foi prometedora com seu périplo pelas freguesias (entre abril e julho de 1969) em início de mandato – como é do conhecimento histórico felgueirense. Havendo nessa temporada, do Dr. José de Barros à frente da Câmara Municipal de Felgueiras, de dezembro de 1968 a março de 1971, ocorrido um momento marcante, como foi o registado nesta fotogravura publicada ao tempo no jornal Notícias de Felgueiras. Que aqui e agora se recorda.

Armando Pinto

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Resquícios documentais e lembranças de arquivo dos trabalhos do livro “MEMORIAL HISTÓRICO DE RANDE E ALFOZES DE FELGUEIRAS” (1997)

Já se passaram 25 anos. Desde a certeza da publicação do livro “MEMORIAL HISTÓRICO DE RANDE E ALFOZES DE FELGUEIRAS”. Tendo sido publicado e apresentado publicamente em novembro de 1997, foi antes, em fevereiro desse ano, que ficou definida a possibilidade de publicação. Após largos anos de espera, primeiro por o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Felgueiras, por via da então Vereadora Dr.ª Fátima Felgueiras, ter dado esperanças e por fim se ter negado a patrocinar a respetiva publicação; e depois por uma editora que se comprometera com o autor, entretanto, haver falido e assim inviabilizado o desiderato correspondente. Até que o Dr. Manuel Faria, diretor e proprietário do Semanário de Felgueiras, possibilitou a publicação, através de patrocínio do jornal (com o qual o autor ficara a ser colaborador tempos antes, em finais de 1996).

Pois, então, pouco antes do Carnaval de 1997 (que nesse ano foi a 22 de fevereiro), quando estava em marcha a organização do Corso da Longra, em que o autor estava envolvido como presidente da Associação Casa do Povo da Longra, e andavam já no ar as movimentações tendentes ao período eleitoral que se seguiria daí a meses, para as "Autárquicas/97", foi que houve contactos com o fim em vista. Tendo então, em fevereiro de 1997, ficado definida a publicação da referida obra, graças ao empenho bairrista do autor e compreensão altruísta do Dr. Manuel Faria. Algo que jamais se poderá esquecer.

Nesta oportunidade, embora ainda falte uns bons meses para as bodas de prata da publicação, recorda-se o facto importante da nascença da mesma edição. Dando-se uma ideia de quanto deu que fazer esse trabalho, como se pode ver pelo que restou de rascunhos, páginas datilografadas, ordenação, arquivo de fotos e correspondência, por exemplo, do que resta em pastas de recordação, entre material guardado.

Armando Pinto

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Efeméride do nascimento do guarda-redes do “Felgueiras” na 1.ª Divisão Nacional de futebol – José Carlos Araújo

 

Nascido a 7 de fevereiro de 1962, do outro lado do Atlântico, no Brasil, José Carlos Araújo veio a ser em 1995 o guarda-redes titular da equipa do Futebol Clube de Felgueiras na época futebolística de 1995/1996, em que o clube duriense da terra do pão-de-ló esteve na 1ª Divisão Nacional de futebol.

Falecido entretanto em 2009, esse guardião brasileiro ficou assim na memória histórica de Felgueiras, como defensor da baliza do clube mais representativo de Felgueiras. Para onde veio após ter rumado a Portugal e cá no país à beira mar plantado ter jogado no Farense e no Vitória de Guimarães. Tendo no FC Felgueiras alinhado em 26 Jogos, nessa época.

José Carlos havia começado sua carreira futebolística no Brasil, em clubes pequenos. Depois assinou pelo Flamengo e, durante mais de 200 partidas, brilhou na defesa das redes do clube carioca. No qual, em 1987, se sagrou campeão brasileiro pela equipa do Rio de Janeiro. Depois, em 1992, e apesar de muito aplaudido pelos adeptos do emblema carioca, sendo considerado um dos seus grandes heróis, José Carlos transferiu-se para o Cruzeiro de Belo Horizonte. Aí, pelo clube de Minas Gerais jogou apenas uns meses. Havendo seguidamente viajado para Portugal. Em 1992/93 chegou ao Algarve, contratado pelo Farense. Tendo ainda seguidamente, em Portugal, jogado depois no Vitória de Guimarães e no FC Felgueiras. Regressando depois ao Brasil, finda essa época em Felgueiras. O momento mais alto da sua carreira terá sido em 1990 na Seleção do Brasil, quando, para o Mundial de Itália, foi escolhido como o 3º guarda-redes do "Escrete Canarinho". José Carlos faleceu em Julho de 2009.

Ora, faz agora (em 2022), a 7 de fevereiro, 60 anos que nasceu esse “Zé Carlos”, como era conhecido no mundo da bola, de seu nome completo José Carlos da Costa Araújo. A quem aqui se faz esta homenagem evocativa.

Para uma mais completa rememoração biográfica, em atenção à sua carreira de guarda-redes de futebol, transcreve-se o que consta da página da Internet “Futebol é o que não falta”:

«José Carlos da Costa Araújo, também conhecido como Zé Carlos, foi um jogador de futebol nascido em 7 de fevereiro de 1962, no Rio de Janeiro (RJ). Na carreira profissional, atuou na posição de "goleiro".

O começo da carreira de Zé Carlos teve passagens iniciais por Americano-RJ e Rio Branco-ES. O destaque profissional veio a aparecer durante o período a jogar pelo Flamengo, onde jogou de 1984 a 1991 e ganhou diversos títulos.

Depois da primeira passagem pelo rubro-negro carioca (voltou a jogar no Fla entre 1996 e 1997), teve rápido período no Cruzeiro e acumulou estadia em clubes de Portugal, como Vitória de Guimarães, Farense e Felgueiras, fora outras equipes brasileiras.

Além da carreira em clubes, que teve encerramento no ano de 2000, o “goleiro” também passou pela Seleção Brasileira, desde fazer parte da equipe campeã da Copa América 1989 até integrar o selecionado brasileiro na Copa do Mundo 1990.

Zé Carlos faleceu em 24 de julho de 2009, em decorrência de problemas de saúde causados por um câncer no abdomen.»

Descanse em paz. Enquanto continua a ser referência da memória coletiva felgueirense, como guarda-redes principal da equipa d' "o Felgueiras" na 1ª Divisão Nacional.

Armando Pinto

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