Espaço de atividade literária pública e memória cronista

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Em "Dia da Rádio" - ondas hertzianas restritas à "Rádio Felgueiras"

 

Nesta data celebra-se o dia instituído como Dia Mundial da Rádio. Servindo assim a preceito como ocasião propícia a uma homenagem à rádio local concelhia de Felgueiras

Esta dita efeméride, do Dia da Rádio, com efeito, celebra-se anualmente a 13 de Fevereiro, porque assim foi declarado pela UNESCO em 2011, com base numa proposta apresentada pela Academia Espanhola de La Radio. E celebrou-se pela primeira vez em 2012. Sendo esta data escolhida, como tal, derivado a que em 1946 a United Nations Radio emitiu pela primeira vez um programa, em simultâneo, para um grupo de seis países.

Ora, a rádio em tempos recuados foi um órgão primordial de difusão e entretenimento, como companhia diária de muitas pessoas, de ouvido atento ao que saía dos aparelhos das antigas galenas e posteriores transístores. Enquanto, hoje em dia, continua a ser um meio de comunicação social que atinge grandes audiências, como se sabe.

Diz-se e é verdade que a rádio acompanhou os principais acontecimentos históricos mundiais e atualmente continua a ser um elemento de comunicação fundamental. Este meio de comunicação social adaptou-se à era digital e continua a ser fiável para a população, que recebe a informação na hora, entre suas características positivas. Ganhando também novos campos de atenção desde que surgiram as rádios locais, quão representa para o volume concelhio a emissão da Rádio Felgueiras, por exemplo.


No meio desse universo radiofónico, consta no imaginário popular o quanto significou a existência das emissões radiofónicas ao longo dos tempos, desde eras dos rádios antigos, que praticamente faziam parte do mobiliário doméstico. Como tal, em homenagem a essa abrangência memorial, publicamos hoje, aqui e agora, em versões de enquadramento, uma imagem (acima) referente a um aparelho antigo com muita história. Tratando-se do rádio que pertenceu a um antigo pároco da freguesia do autor destas linhas, que durante muitos anos esteve em sua habitação e residência paroquial, como nos recordamos de o ver lá durante nossa infância e adolescência – o rádio do Padre João Ferreira da Silva, último pároco residente em Rande, paroquiando S. Tiago de Rande e S. João de Sernande. Rádio que após a morte do Padre João foi vendido e, anos volvidos, o autor deste blogue conseguiu adquirir e possui ainda, como recordação. Um aparelho que tem, portanto, largas dezenas de anos, mas sobretudo uma carga telúrica deveras afetiva.

Na abrangência do dia e ocasião, aproveitamos a pertinência, igualmente, para recordarmos um artigo sobre a Rádio Felgueiras, publicado há uns anos bons, pois que também tem muita história já. Como aludimos então numa crónica que escrevemos há alguns anos e teve publicação no jornal Semanário de Felgueiras, corria o ano 2002, veja-se lá…


Posto isto, em homenagem ao significado e importância da Rádio Felgueiras, bem como por quanto representa para o concelho de Felgueiras e faz pela Nossa Terra, assinalamos nesta oportunidade mais um sinal de apreço à emissora radiofónica felgueirense, com relance memorial. Quão sinteticamente se pode englobar numa imagem contendo escritos relativos à Rádio Felgueiras – como foram e são os três números publicados em 1989 do "Boletim RF Informativo" (publicado pelos timoneiros da própria rádio, em período de afinação para a legalização), entre material historicamente alusivo à Rádio Felgueiras.



Armando Pinto
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sábado, 12 de fevereiro de 2022

Foto com história (do tempo do Presidente Dr. José de Barros) – um dos momentos da História Felgueirense durante a “Primavera Marcelista”…

Naqueles alvores da mudança social que pairava no ar desde os finais dos românticos anos 60 até pelos inícios dos anos 1970, quando no país soprava a aragem da chamada Primavera Marcelista, na era quase final do Estado Novo, Felgueiras teve também um tempo de mudança com a presidência municipal do Dr. José de Barros. Cuja gerência foi prometedora com seu périplo pelas freguesias (entre abril e julho de 1969) em início de mandato – como é do conhecimento histórico felgueirense. Havendo nessa temporada, do Dr. José de Barros à frente da Câmara Municipal de Felgueiras, de dezembro de 1968 a março de 1971, ocorrido um momento marcante, como foi o registado nesta fotogravura publicada ao tempo no jornal Notícias de Felgueiras. Que aqui e agora se recorda.

Armando Pinto

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Resquícios documentais e lembranças de arquivo dos trabalhos do livro “MEMORIAL HISTÓRICO DE RANDE E ALFOZES DE FELGUEIRAS” (1997)

Já se passaram 25 anos. Desde a certeza da publicação do livro “MEMORIAL HISTÓRICO DE RANDE E ALFOZES DE FELGUEIRAS”. Tendo sido publicado e apresentado publicamente em novembro de 1997, foi antes, em fevereiro desse ano, que ficou definida a possibilidade de publicação. Após largos anos de espera, primeiro por o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Felgueiras, por via da então Vereadora Dr.ª Fátima Felgueiras, ter dado esperanças e por fim se ter negado a patrocinar a respetiva publicação; e depois por uma editora que se comprometera com o autor, entretanto, haver falido e assim inviabilizado o desiderato correspondente. Até que o Dr. Manuel Faria, diretor e proprietário do Semanário de Felgueiras, possibilitou a publicação, através de patrocínio do jornal (com o qual o autor ficara a ser colaborador tempos antes, em finais de 1996).

Pois, então, pouco antes do Carnaval de 1997 (que nesse ano foi a 22 de fevereiro), quando estava em marcha a organização do Corso da Longra, em que o autor estava envolvido como presidente da Associação Casa do Povo da Longra, e andavam já no ar as movimentações tendentes ao período eleitoral que se seguiria daí a meses, para as "Autárquicas/97", foi que houve contactos com o fim em vista. Tendo então, em fevereiro de 1997, ficado definida a publicação da referida obra, graças ao empenho bairrista do autor e compreensão altruísta do Dr. Manuel Faria. Algo que jamais se poderá esquecer.

Nesta oportunidade, embora ainda falte uns bons meses para as bodas de prata da publicação, recorda-se o facto importante da nascença da mesma edição. Dando-se uma ideia de quanto deu que fazer esse trabalho, como se pode ver pelo que restou de rascunhos, páginas datilografadas, ordenação, arquivo de fotos e correspondência, por exemplo, do que resta em pastas de recordação, entre material guardado.

Armando Pinto

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Efeméride do nascimento do guarda-redes do “Felgueiras” na 1.ª Divisão Nacional de futebol – José Carlos Araújo

 

Nascido a 7 de fevereiro de 1962, do outro lado do Atlântico, no Brasil, José Carlos Araújo veio a ser em 1995 o guarda-redes titular da equipa do Futebol Clube de Felgueiras na época futebolística de 1995/1996, em que o clube duriense da terra do pão-de-ló esteve na 1ª Divisão Nacional de futebol.

Falecido entretanto em 2009, esse guardião brasileiro ficou assim na memória histórica de Felgueiras, como defensor da baliza do clube mais representativo de Felgueiras. Para onde veio após ter rumado a Portugal e cá no país à beira mar plantado ter jogado no Farense e no Vitória de Guimarães. Tendo no FC Felgueiras alinhado em 26 Jogos, nessa época.

José Carlos havia começado sua carreira futebolística no Brasil, em clubes pequenos. Depois assinou pelo Flamengo e, durante mais de 200 partidas, brilhou na defesa das redes do clube carioca. No qual, em 1987, se sagrou campeão brasileiro pela equipa do Rio de Janeiro. Depois, em 1992, e apesar de muito aplaudido pelos adeptos do emblema carioca, sendo considerado um dos seus grandes heróis, José Carlos transferiu-se para o Cruzeiro de Belo Horizonte. Aí, pelo clube de Minas Gerais jogou apenas uns meses. Havendo seguidamente viajado para Portugal. Em 1992/93 chegou ao Algarve, contratado pelo Farense. Tendo ainda seguidamente, em Portugal, jogado depois no Vitória de Guimarães e no FC Felgueiras. Regressando depois ao Brasil, finda essa época em Felgueiras. O momento mais alto da sua carreira terá sido em 1990 na Seleção do Brasil, quando, para o Mundial de Itália, foi escolhido como o 3º guarda-redes do "Escrete Canarinho". José Carlos faleceu em Julho de 2009.

Ora, faz agora (em 2022), a 7 de fevereiro, 60 anos que nasceu esse “Zé Carlos”, como era conhecido no mundo da bola, de seu nome completo José Carlos da Costa Araújo. A quem aqui se faz esta homenagem evocativa.

Para uma mais completa rememoração biográfica, em atenção à sua carreira de guarda-redes de futebol, transcreve-se o que consta da página da Internet “Futebol é o que não falta”:

«José Carlos da Costa Araújo, também conhecido como Zé Carlos, foi um jogador de futebol nascido em 7 de fevereiro de 1962, no Rio de Janeiro (RJ). Na carreira profissional, atuou na posição de "goleiro".

O começo da carreira de Zé Carlos teve passagens iniciais por Americano-RJ e Rio Branco-ES. O destaque profissional veio a aparecer durante o período a jogar pelo Flamengo, onde jogou de 1984 a 1991 e ganhou diversos títulos.

Depois da primeira passagem pelo rubro-negro carioca (voltou a jogar no Fla entre 1996 e 1997), teve rápido período no Cruzeiro e acumulou estadia em clubes de Portugal, como Vitória de Guimarães, Farense e Felgueiras, fora outras equipes brasileiras.

Além da carreira em clubes, que teve encerramento no ano de 2000, o “goleiro” também passou pela Seleção Brasileira, desde fazer parte da equipe campeã da Copa América 1989 até integrar o selecionado brasileiro na Copa do Mundo 1990.

Zé Carlos faleceu em 24 de julho de 2009, em decorrência de problemas de saúde causados por um câncer no abdomen.»

Descanse em paz. Enquanto continua a ser referência da memória coletiva felgueirense, como guarda-redes principal da equipa d' "o Felgueiras" na 1ª Divisão Nacional.

Armando Pinto

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Exercícios de memória sobre a Cruzada e a Liga de Rande - artefactos recordatórios

Na continuação das anteriores lembranças narrativas e ilustrativas quanto às históricas Cruzada Eucarística das Crianças de Rande e Liga Eucarística dos Homens de Rande, grupos de terna memória dos anais da Paróquia de S. Tiago de Rande, concelho de Felgueiras, avivam-se mais recordações através de alguns adereços e artefactos. Por meio de reminiscências que perduram por via de “coisas” guardadas aqui pelo autor destes apontamentos. Desde os emblemas – que na Cruzada havia uma “venerinha” (género de medalha perfurada pelos contornos do emblema) que era presa por alfinete de segurança no traçado dos meninos e no peito do vestido das meninas, enquanto na Liga havia um emblema de espeto, para ser colocado na lapela do casaco, como era uso ao tempo. Até à literatura própria, com disposições regulamentares, hino e cânticos apropriados.


Armando Pinto

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Imagem de objeto de recordação – com história (Braçadeira da "Liga de Rande")!

Na sequência da lembrança do anterior artigo postado neste blogue, relativamente à foto com história sobre memórias da Liga Eucarística dos Homens de Rande, recorda-se desta vez a referida braçadeira. Agora com imagem da braçadeira pessoal do autor: – A minha, que usei enquanto membro da mesma Liga de Rande, a que passei a pertencer depois de fazer a Comunhão Solene, e enquanto durou a mesma, até ao falecimento do Padre João. Tendo a Liga acabado com a administração paroquial em Rande do Padre Joaquim Oliveira.

Armando Pinto

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Foto com história – Estreia da Bandeira da “Liga de Rande” em 1961

Estava-se em julho de 1961. Existia desde há alguns anos a “Liga Eucarística dos Homens de Rande”, como grupo mais ativo à época da paróquia de S. Tiago de Rande. Popularmente conhecida mais e apenas por “Liga de Rande”, para simplificação. Cujos elementos todos os meses lideravam a chamada comunhão mensal dos paroquianos e todos os domingos, mais dias santos e festividades, entoavam na animação litúrgica os cânticos das missas na igreja paroquial. E iam, tal como a Cruzada das crianças, nesse tempo do Padre João Ferreira da Silva, em representações paroquiais nas procissões, quer da paróquia como da concelhia peregrinação ao monte de Santa Quitéria. Enquanto na Cruzada os meninos se incorporavam com seus traçados e as meninas com seus vestidos brancos e Cruz de Cristo estampada, respetivamente, os homens e rapazes da Liga levavam suas braçadeiras apropriadas (pequenas faixas nos braços com o emblema e genérico de letras da Liga). Até que, após um peditório feito pela freguesia, foi adquirida uma bandeira própria, para a devida representatividade da Liga. Então, chegou o dia da estreia da mesma bandeira, tendo sido escolhido como porta-estandarte um dos três elementos do grupo que haviam dado a volta à freguesia na recolha de fundos, para o efeito (como está registado e identificado em pormenor no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”). Tendo a primeira saída da bandeira sido na procissão da festa de Rande, em honra do padroeiro S. Tiago, também dia da Comunhão Solene das crianças de Rande e Sernande, como era nesse tempo e foi tradicional ainda durante largos anos. Sendo já do final da procissão feita uma pose fotográfica de recordação – que aqui se recorda.

Armando Pinto

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