Espaço de atividade literária pública e memória cronista

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

(Novo) Grupo da Internet/Facebook de Antigos Alunos da Escola velha da Longra / Rande - Felgueiras


Foi pelo autor deste blogue criado um novo grupo de partilha informática - o Grupo «Antigos Alunos da "Escola velha" da Longra / Rande - Felgueiras» - para os fins que estão expostos nos primeiros "posts" publicados no mesmo

Conforme se pode ver, partilhar e aderir (clicando) em 

Antigos Alunos da Escola velha da Longra / Rande-Felgueiras

Armando Pinto

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Recordação da inauguração da sala-sede da ACF (Associação de Cicloturismo de Felgueiras) na Casa do Povo da Longra e na presença do ciclista Cândido Barbosa

 

Foi em novembro de 2005 a inauguração festiva da sala que ficou a ser sede da Associação de Cicloturismo de Felgueiras no edifício-sede da Casa do Povo da Longra. Após aceitação e transferência do mesmo agrupamento de cicloturistas para as instalações da Associação Casa do Povo da Longra, na vila da Longra, ao tempo em que era Presidente da Direção do mesmo organismo sócio-cultural Longrino aqui o autor desta lembrança.

Novembro é pois um mês de diversas efemérides salientes para a memória coletiva da região. Tendo, no caso, ocorrido sensivelmente a meio do mês, mais precisamente no sábado dia 19 de novembro daquele ano de 2005, a solene inauguração do espaço que ficou a acolher a existência oficial daquele grupo de praticantes de cicloturismo. Havendo estado presente, como convidado de honra, o ao tempo famoso ciclista profissional Cândido Barbosa, que era admirado por muita gente do Norte, tido como um dos bons representantes nortenhos, mais o seu cunhado Nuno Ribeiro, no panorama do ciclismo português daquele tempo.  

Desse dia e dessa oportunidade de confraternização pessoal com o Cândido Barbosa, guardei o postal com sua imagem, que ele me ofereceu, autografado – tal como anotei no verso, em apontamento manuscrito.

Armando Pinto

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segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Em tempo da quadra dos Santos: Memórias literárias personalizadas

Novembro começa com a envolvência do Dia de Todos os Santos, a que se junta a solenidade dos Fieis Defuntos. Sendo quadra anual de profundo impacto pela saudade que emana no sentido e semblante de tudo o que se associa, e também como ocasião de juntar famílias e conhecidos em torno do motivo de homenagear a memória de entes queridos já falecidos. Tendo, como tal, há já 24 anos, estado então na presença ambiental da comunidade local a proximidade da apresentação do livro da história da região. O livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, inicialmente planeado para ser colocado nas mãos do público precisamente por ocasião dos Santos, para as pessoas normalmente ausentes da terra poderem assim também estar presentes nessa data em que muita gente vem até ao chão sagrado de seus maiores… mas, por a editora não ter conseguido entregar o livro a tempo, teve de ser adiado cerca de três semanas. Tendo assim ocorrido a sessão de lançamento do livro no dia 21 de novembro de 1997.

Faz assim este ano 24 anos e para o próximo ano decorre a soma das chamadas bodas de prata, da publicação desse livro. Conta essa que naturalmente não é de totalidade da obra literária pessoal, nem do percurso de publicista, como autor de textos publicados – visto muito antes ter tido já um artigo publicado em 1967, com cerca de 13 anos, na revista Jardim Seráfico dos Capuchinhos de Gondomar, e ter começado a ser colaborador de imprensa em 1974 no jornal O Porto; antecedendo diversa produção dispersa em episódica colaboração por várias publicações e a mais regular colaboração no Notícias de Felgueiras desde 1985 até 1995 e no Semanário de Felgueiras a partir de 1996. Bem como em livros pequenos começara anteriormente em co-autorias e autoria de livros oficiais de eventos e instituições. Mas um livro mesmo livro, por assim dizer, e logo o livro que foi esperado muitos anos, depois de muitos anos também a fazer, esse foi o Memorial Histórico, em novembro de 1997. E desde isso e daí já passaram 24 anos, pela conta deste ano de 2021.

Costuma-se dizer que dos Santos ao Natal é ou bom chover ou bem nevar. E quantos outonos e invernos já se passaram assim, com essa obra literária guardada nos arcanos da memória coletiva, por mais dias com factos diversos que tenham decorrido.

Armando Pinto

domingo, 31 de outubro de 2021

Reflexão rememorativa por ocasião dos Santos e Finados

Estamos em tempo dos Santos, assim simplificando a indicação da época dos dias chamados de Todos os Santos e Fiéis Defuntos – a quadra dos Santos e Finados, como popularmente é conhecida. Fase anual que coincide com o agravamento meteorológico da estação anual do Outono, pelo abaixamento das temperaturas e ressentimento da humidade, ou seja na chegada dos dias de frio e chuva. Um tempo de introspeção saudosa, no decair do ambiente anímico, à imagem do cair da folha e dias mais pequenos, no ambiente da natureza algo soturna. A que se junta um mais acentuado sentimento de perda, na lembrança dos entes queridos desaparecidos, entre familiares, amigos e conhecidos entretanto falecidos. Passando a recordar tanta gente desaparecida fisicamente mas presente aos olhos dos afetos.

É a vida a andar e continuar, na roda do ano a circular pela seiva do pensamento, pelas veias do espírito e a chegar ao coração do sentimento.

Armando Pinto

sábado, 23 de outubro de 2021

Artigo de cariz histórico sobre eleições em Felgueiras no S. F.

No âmbito do período eleitoral passado das Autárquicas, versa na oportunidade uma visão historiadora de eleições de antigamente, em mais um artigo da colaboração pessoal de índole histórico-cultural no jornal Semanário de Felgueiras. De cuja crónica, publicada no espaço de Opinião do S F, em sua edição de sexta-feira dia 22 do corrente mês, se transpõe para aqui o artigo em recorte digitalizado.


Armando Pinto

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sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Mais um (outro) livro para a minha biblioteca doméstica

É mesmo. Mais um livro chegou para aumentar o valor da minha biblioteca pessoal, o segundo oferecido pelo amigo João Maria Neves Pinto: “OS PÁSSAROS TAMBÉM FALAM E OUTROS CONTOS”. Uma obra literária cuja leitura me transporta em boa parte às memórias escritas por seu tio-avô, que em estilo Camiliano narrou existências de seu tempo por Felgueiras, no Douro Litoral, Porto, ainda Trás-os-Montes, Coimbra, Lisboa e Brasil… Enquanto neste caso as lembranças escritas pelo descendente versam sobre vivências africanas de Neves Pinto e da terra portuguesa em que se inseriu após sua vinda para a Pátria de seus antepassados do Norte de Portugal.  

João Maria Neves Pinto, sobrinho-neto do célebre João Maria Sarmento Pimentel, passou assim a letra de forma a sua experiência de vida – conforme é explicado na contra-capa do livro, como fica patente na imagem aqui publicada do rosto e verso do mesmo.

Agradecendo a amável oferta de João Neves Pinto, proporcionando um melhor conhecimento da personalidade deste descendente, por sua mãe, da família Sarmento Pimentel da casa da Torre, de Rande-Felgueiras, aqui fica exarada a muito boa impressão que esta coletânea de contos realistas me causou logo na leitura das primeiras páginas. Num enredo que prende a atenção, através de descrição muito bem conseguida.

Perante este livro e o anterior, recordo, apenas tenho mais a afirmar que bem gostava de poder também retribuir com envio de algum ou alguns dos meus livros, algo que não consigo corresponder por estarem todos esgotados. Mas quando publicar mais algum (embora sem saber quando) não me esquecerei.

Fica assim comigo mais um bom livro, de características personalizadas. Como já eram os livros que tenho do “Capitão” (e depois) General João Maria Ferreira Sarmento Pimentel. Em cujas “Memórias do Capitão” a terra de Rande é tema de boas recordações. Sendo também neste livro segundo de Neves Pinto recordado o mesmo militar, político, escritor e grande português que foi seu avoengo João Sarmento Pimentel. Um senhor que junto com seu irmão Francisco, o célebre piloto-aviador da primeira travessia aérea de Portugal à Índia, muito honrou a amizade do autor destas linhas.   

Este livro, “OS PÁSSAROS TAMBÉM FALAM E OUTROS CONTOS”,  é pois mais um livro de estimação, a enriquecer a minha biblioteca doméstica, cá em minha casa.  

Armando Pinto

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terça-feira, 19 de outubro de 2021

Entrevista do Felgueirense Adriano Quintanilha ao Porto Canal, no Programa "VENCEDORES COMO SEMPRE"!

Vi e ouvi bem atentamente a entrevista de Adriano Quintanilha transmitida no Porto Canal na passada quarta-feira 13 de outubro, deste 2021 ano de começo da saída das restrições da pandemia. Com admiração por esse amigo conterrâneo do concelho de Felgueiras e figura pública ligada ao FC Porto, clube maior representante do Norte do País e melhor embaixador de Portugal no mundo, que para mim sempre foi algo especial. Tal como me lembro de sua presença aquando da apresentação do meu até agora mais recente livro, precisamente no último dia (a 7 de março de 2020) antes do surgimento das medidas restritivas da pandemia Covid. Daí que, a mim, a entrevista além de confirmar ideias, mais proporciona um motivo de prolongamento à admiração por esse senhor. Que eu em tempos idos conhecia de longos anos apenas de vista, mas ficara a prezar quando pelos anos de transição 70 / 80 o vi a comandar a equipa do Várzea então participante numa corrida de atletismo na Longra, passando pelo acompanhamento ao futebol de Felgueiras quando ele foi presidente do histórico FC Felgueiras, bem como quando criou a equipa de ciclismo W52 Quintanilha-Felgueiras, até que depois o fiquei a conhecer melhor e pessoalmente desde a apresentação do meu livro sobre as ligações ciclísticas felgueirenses. Revelando a entrevista um Adriano Quintanilha em corpo de grande vulto, enquanto o programa ganhou contornos de forte audiência, tal o impacto de imediato assomado nas redes sociais e meios de comunicação.

Vi no computador o anúncio e depois pela televisão a entrevista, e tenho de aqui registar por ser algo que quero mesmo realçar, porque como tenho por lema gosto de valorizar o que tem valor.


No meu livro “Ciclistas de Felgueiras” falo (por escrito) dum tio meu na minha ligação antiga ao ciclismo. Livro esse em que Adriano Quintanilha também foi e está incluído, como homem do ciclismo, contando que além dos corredores se podem considerar ciclistas não são só os que correm em cima das bicicletas, mas também os que fizerem mover tudo o que rodeia esse mundo encantador. E a propósito do que o amigo senhor Quintanilha diz agora sobre sua conversão portista (algo que muito me toca cá dentro!), leva-me a recordar a terna memória de um outro meu tio, irmão do anteriormente aludido. Como adiante vou contar, enquanto por ora tenho de seguir pelo princípio, sobre a entrevista recolhida por Rui Cerqueira e dada por Adriano Teixeira de Sousa “Quintanilha”, presidente da W52-FC Porto, para o programa “Vencedores como sempre” do Porto Canal – “Programa de entrevista aos Campeões do FC Porto nas diversas modalidades”.

Pois então, em mais uma das grandes entrevistas conduzidas por Rui Cerqueira, feitas com grandes senhores do mundo dragoniano, desta vez coube ser com o homem forte do ciclismo azul e branco, o obreiro da equipa que tornou possível o projeto W52-FC Porto. Dando a conhecer a todo o universo portista o personagem envolto na figura de Quintanilha, através de conversa proporcionadora de alguns pormenores de sua vivência. Ressaltando desde logo a sua confissão de já se sentir dragão, ele que era sportinguista assumido anteriormente, mas que ao inteirar-se do que é o Futebol Clube do Porto interioriza já o sentimento de gostar de algo assim, como é o FC Porto, o clube Dragão. Onde ficou a saber o que é isso de sentir Portismo. E passou a gostar de ser da mesma equipa. Como referiu alto e bom som:

«Ser parceiro do FC Porto é uma grande responsabilidade. O FC Porto está habituado a vitórias, habituado a ganhar e eu sou uma das pessoas que não gosto de perder em nada, também gosto de ganhar, logo acho que se juntou a fome à vontade de comer… Então somos uma parceria que não gostamos de perder.»

Como elemento de cúpula da equipa W52-FC Porto e por inerência homem do clube, embrenhou-se também e bem na mística à Porto. Nuno Pinto da Costa já havia adiantado numa das conversas do recente programa “Ironias do Destino” que o senhor Quintanilha, como ele também se lhe referiu, embora fosse anteriormente sportinguista, antes de se unir na parceria com o FC Porto (após não ter sido bem tratado pelo Sporting nos contactos então havidos), já era agora mais portista que outra coisa. E Adriano Quintanilha confirma, diante das câmaras e microfones do Porto Canal, perante o entrevistador e naturalmente portista sorridente de satisfação, como chega aos olhos e ouvidos portistas pelo ecrã televisivo:

«Hoje eu considero-me um grande dragão. Hoje sofro quando vejo a Porto a jogar, porque eu quero que o Porto ganhe, eu quero que o Porto faça os melhores negócios do mundo, eu quero que o Porto passe por cima das outras equipas todas. E eu senti isso quando o Sporting veio para o ciclismo: quando o Sporting chega ao ciclismo eu não queria que o Sporting ganhasse uma única etapa, sequer uma meta volante, não deixava o Sporting ganhar nada, não queria que o Sporting ganhasse nada…. Aí é que senti que neste momento sou um dragão, sou mais um dragão»!

Não sendo muito usual as mudanças de simpatias de clubes, é caso que apraz muito registar este. E transporta-me nas asas do pensamento, num voo do tempo até há muito tempo, a tempos em que o tal meu tio, que referi, tentou que alguém mudasse de clube. Esse meu tio, irmão do apaixonado pelo ciclismo aludido no livro, era portista de gema e gostava de andar muito comigo, e eu com ele, por sentirmos muita afinidade em diversos aspetos. A ponto de quando ele não sabia ainda o resultado do Porto, nos jogos da bola que ele ouvia pelo seu rádio azul a pilhas, mas quando por qualquer motivo não tinha podido estar de ouvido alerta, mal me via ele sabia pela minha cara se tínhamos ganho ou não. Pois esse meu tio, o meu tio Zé Moreira da Longra, uma vez tentou que uma pessoa de nossa família, que se deixara influenciar por outros, passasse também para o Porto, se tornasse portista. E chegou a fazer um acordo de papel assinado, comprometendo-se a pagar-lhe uma merenda, para o efeito. Só que da outra banda depois da barriga cheia a promessa ficou por cumprir… para desgosto desse meu tio, que acabou por dizer que os adeptos dos outros clubes não tinham palavra, em nada que se parecesse com os portistas.

Ora, o caso de Adriano Quintanilha é mesmo de aplaudir. Aliás eu, pelas conversas que tenho podido ter com ele, sei que é homem de palavra. E mais, é pessoa que inspira confiança. Gerando admiração em quem o fica a conhecer, porque incute seriedade. Qualidades essas aliadas e complementadas pelo seu elevado quociente de inteligência, dotado de espírito de iniciativa e liderança, dum modo que o faz um empresário de sucesso e cidadão respeitado. Autêntico Doutor Honoris Causa da vida. Bem como Felgueirense que até tem num restaurante do concelho de Felgueiras (no Caffé-Caffé, da Refontoura) um espaço que lhe é dedicado, a sala “Comendador Adriano Quintanilha”.


Em suma, como era sabido mas com a entrevista em apreço foi vincado, com a chegada de Adriano Quintanilha ao ciclismo a modalidade depressa progrediu e o ciclismo com o regresso do FC Porto às estradas ganhou outro ser. Tanto que Quintanilha reforça que a melhor coisa que lhe aconteceu foi a parceria com o FC Porto, na constituição do conjunto W52-FC Porto. E na verdade, pese a anterior fama de homem dos Ferraris e de grande empresário, que em tempos antigos inclusive lhe granjeou mesmo até figura alvo de simpatias femininas, foi com o ciclismo e com a sua entrada no FC Porto que ganhou maior visibilidade, simpatias gerais e amizades sinceras. 

Assim, a entrevista transmitida no Porto Canal neste princípio de outono de 2021, é mais um momento alto do programa “Vencedores como sempre”. Que até revelou algumas curiosidades, como a esperança de possível boa sentença no caso Alarcón, inocente mas a precisar de ser mesmo inocentado oficialmente; e no prolongamento futuro do vínculo da W52 com o FC Porto. E sobretudo revelando o homem sincero e aberto que é Adriano Quintanilha, amigo de seu amigo. Também “grande amigo” – como ele me trata a cumprimentar sempre que nos encontramos e eu tenho gosto de o considerar.


Armando Pinto

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