Espaço de atividade literária pública e memória cronista

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Mais um Livro a enriquecer a minha biblioteca!

 

Recebi hoje, por amável oferta – após recentes contactos proporcionados por conhecimento recente – um livro que muito vem enriquecer a minha biblioteca pessoal doméstica. Um livro de um senhor amigo, João Maria Neves Pinto, cuja ligação deriva de nossas afinidades por telurismo pátrio, por assim dizer. Sendo ele familiar descendente da fidalga família Sarmento Pimentel, da Casa da Torre, de Rande-Felgueiras (a minha terra). Residindo ele atualmente em Portugal, na encantadora Gondomar onde também eu passei uns anos, embora poucos, sob o frondoso ambiente da quinta antiga dos Capuchinhos mailo seu emblemático Jingo, árvore muito grande, muito agarrada à vida.

Natural de Moçambique, onde formou família seu avô, o mais velho dos irmãos Sarmentos Pimenteis da Torre, dos quais eu fui amigo pessoal em seus últimos anos, quando se me proporcionou conhecimento com esses famosos João e Francisco, tios-avôs do autor do livro, João Maria (nome que lhe foi dado em homenagem ao famoso militar ancestral de seus maiores), tem assim também sangue felgueirense. Acrescendo que Alfredo, avô do referido autor do livro, foi e está deveras evocado no livro “Memórias do Capitão” de João Sarmento Pimentel.

Deste livro, "Moçambique Os Padres da Minha Vida", de João Maria Neves Pinto (em 2ª edição acrescentada à 1ª publicada em 2013), coloco aqui, como amostra e apresentação, umas imagens de suas páginas iniciais, pelo que fica anotado no mesmo. Porque tudo tem razão de ser e nada é por acaso. Agradecido ao autor e grato a tudo o que ainda vai acontecendo nesta vida.

Armando Pinto

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terça-feira, 12 de outubro de 2021

Dia 15 de Outubro - Tomada de Posse dos Órgãos Autárquicos Felgueirenses na data de aniversário do Foral de Felgueiras

Na próxima sexta-feira deste mês e ano, a 15 de outubro do corrente 2021, é dado início a mais um mandato da gestão concelhia para o quadriénio de 2021 a 2025, precisamente na data da efeméride da outorga do Foral de Felgueiras, na passagem de 507 anos que em 1514 o Rei Venturoso D. Manuel I atribuiu a Felgueiras o seu Foral.

Tal facto calha a preceito, resultando numa interessante coincidência, pelo significado paralelo e conjunto de ambas as atribuições: à imagem de 1514, em que Felgueiras se ficou a reger pelas normas régias da época, agora em 2021, pelo resultado das recentes Eleições Autárquicas, tomam posse a 15 de outubro os membros da Assembleia e Câmara Municipal que vão gerir o futuro de Felgueiras durante os próximos anos.

Segundo o que tem sido publicamente divulgado, a cerimónia da tomada de posse dos membros da Assembleia Municipal e da Câmara Municipal de Felgueiras, para o mandato 2021/2025, está marcada para o dia 15 de outubro, às 16 H 00, no Auditório dos Paços do Concelho. Nuno Fonseca é então reconduzido a um segundo mandato na Presidência da Câmara de Felgueiras, em virtude das eleições de 26 de setembro, acompanhado por seis vereadores eleitos de sua lista. Conforme ditou o sufrágio que elegeu sete mandatos da coligação vencedora Sim Acredita - PS/Livre, mais dois que em 2017, enquanto a coligação Juntos por Felgueiras do PSD/PPM fica apenas com dois mandatos, menos dois que anteriormente, no novo executivo municipal. Bem como para a Assembleia Municipal José Campos é também reeleito, igualmente pela coligação PS/Livre. Sendo extensivamente instalada a nova Assembleia Municipal, onde a Coligação Sim Acredita terá maioria absoluta com 20 eleitos diretos e o PSD contará com sete eleitos diretos. A estes juntar-se-ão, os eleitos por inerência das presidências das Juntas e Uniões de Freguesias.

Será assim esse dia uma data assinalável pela conjugação de factos históricos na “coisa pública” felgueirense.

Desejamos ao Presidente Nuno Fonseca e a toda a sua Equipa as melhores venturas, que o mesmo é desejar o melhor futuro para o concelho e para a nossa terra, por quanto gostamos de nosso rincão e queremos o bem estar de todos nós felgueirenses.

Armando Pinto

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Temas de (algum) interesse geral – Um artigo proveitoso no Voz Portucalense

Nos dias que correm muitas coisas concorrem para alguma confusão e indefinição mental, assim como para algum distanciamento de valores que fazem parte do ser duma nação, no sentido de ligação mátria em todos os aspetos da afinidade pátria.  Tendo um destes dias se nos deparado, aqui aos olhos e sentidos do autor destas linhas, um interessante artigo publicado na página de Cultura do semanário Voz Portucalense, órgão da Diocese do Porto.

Sendo o tema algo despertador, para mais surgido assim num periódico de cariz particular de motivos religiosos (em sinal que quando se quer, tudo tem lugar), merece sobre ele um olhar mais vasto. Dando o mote a mais uma partilha neste espaçozinho acolhedor de tudo que nos mereça apreço e atenção.

É autor deste belo artigo M. Correia Fernandes, diretor do próprio jornal diocesano Voz Portucalense. Um senhor Padre que conhecemos pessoalmente já em ocasiões relacionadas com o saudoso felgueirense Padre Luís de Sousa Rodrigues, em evocações ao Reitor da Lapa e compositor de música sacra “L. Rodrigues”. Como ocorreu na Casa do Povo da Longra em 2004, aquando dos 25 anos de seu falecimento, numa conferência e lançamento do livro biográfico “Uma Vida de Prece Melodiosa”.

Eis então o artigo, a merecer devida atenção:


Armando Pinto

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terça-feira, 5 de outubro de 2021

"Carvalha da Padaria" da Longra – árvore centenária que fica para a história da região

 

O dia 5 de outubro, que desde 1910 está na história de Portugal pela proclamação da República e como tal é motivo de fazer lembrar esses tempos de antanho, fica também localmente, aqui na Longra, como data que 111 anos depois faz o povo da Longra lembrar a árvore grande conhecida por Carvalha da Padaria, assim chamada por ser vista dentro dos muros da casa do mesmo nome. Árvore grande que, de tão habituados que todos estávamos a ela, é daquelas coisas que se nota mais quando acaba. Apeada que foi esta terça-feira, no feriado de 5 de outubro, devido aos efeitos da sua longa idade. Tendo sido necessário derrubá-la, para evitar algum desastre, visto estar a ameaçar cair, com o pé a ficar apodrecido (como se verificou e comprovou mesmo depois de cortada)

Era uma árvore centenária, contemporânea da centenária antiga dona, havendo sido sempre conhecida desde sua infância pela saudosa D. Maria Amália Castro Verdial, senhora da Padaria da Longra e esposa do saudosíssimo sr. Verdial Horácio de Moura, o edificador da casa e um senhor que fez falta na Longra, desaparecido muito cedo quando tinha muitos projetos para a Longra.

= Visualização por meio de imagem da década dos anos 90 (em tempo de Outono/Inverno, pelo cair da folha). Foto que  foi incluída no livro "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras", publicado em 1997. 

Não se sabe ao certo o tempo da existência da Carvalha da Padaria, que vinha do tempo das iniciativas de José Xavier do Outeiro, quando começara a haver na Longra oficinas de ferraria e serralharia, originando a inicial fábrica de utensílios de ferro e móveis metálicos. Calcula-se que tivesse muito mais de um século, possivelmente perto de século e meio. O que sei (expondo pessoalmente), por em tempos ter ouvido dizer aos mais antigos, é que quando começou a antiga fábrica do Largo da Longra (a "Móveis de Ferro da Longra", antecessora da MIT e posterior Metalúrgica da Longra), em 1920, já esta árvore ali existia, ainda jovem possivelmente. Bem como os operários da MIT diziam que pelos anos da década de 40 já era uma árvore grande. Desses tempos, por exemplo, tenho uma foto de minha avó paterna com os meus 2 irmãos mais velhos, por volta de 1946/47, em que se vê esta carvalha junto ao antigo barracão da antiga fábrica.

Pois a Carvalha teve de desaparecer, por ser perigoso continuar de pé, tal o estado em que estava a ficar, conforme se notava por conter já fungos grandes em certos sítios do tronco. E estar a ficar oca, com falhas no interior da parte mais larga. Situação antevista, felizmente, evitando-se a queda que estava iminente.

Na lei da vida, pois que nada é eterno, desaparece assim esta árvore de grande porte. À qual, como homenagem, pelo que representa nas recordações Longrinas, se regista a sua existência e grava à posteridade. Através de reportagem fotográfica, em imagens captadas neste dia chuvoso, a memorizar o dia em que pela lei natural teve de desaparecer. Mas fica na História da Longra e da região, afinal.


Armando Pinto

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Curiosidades: Antigos Presidentes de Câmara de Felgueiras naturais de Lousada e ligações felgueirenses - in "O Louzadense"

O jornal “O Louzadense”, quinzenário do concelho vizinho de Lousada, como periódico que dá grande importância a temas culturais de história local e regional, publicou recentemente entre suas páginas de “Cultura” um trabalho sobre figuras lousadenses que foram autarcas noutros concelhos. Tendo, na parte II do referido tema, publicado em sua edição de 30 de setembro interessantes referências a naturais de Lousada que foram também presidentes da Câmara de Felgueiras, por suas ligações afetivas e mesmo de residência. Como se pode verificar por recorte do referido artigo.

Para o caso presente importa registar o facto do jornal O Louzadense dar atenção ao tema e trazer a público tais curiosidades interessantes da memória comum dos dois concelhos (além dos outros, naturalmente).

Armando Pinto

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segunda-feira, 4 de outubro de 2021

+ Um capítulo da “Visita à Hemeroteca de Felgueiras” no SF

Eis mais um capítulo da “Visita à Hemeroteca de Felgueiras” no Semanário de Felgueiras, em sua edição da sexta-feira 1 de outubro. Relativo aos anos de 1888 e 1889 … ” - por Mário Pereira:

AP