Espaço de atividade literária pública e memória cronista

domingo, 18 de julho de 2021

Há 43 anos... especialmente!

Há 43 anos, já na madrugada da terça-feira dia 18 de julho de 1978, ao faltarem 5 minutos para as 4 da manhã, nascia o meu filho, o meu primeiro rebento. Após a minha esposa ter sido internada ao final da tarde da segunda-feira, no Hospital da Misericórdia de Lousada, do concelho vizinho ao meu, tendo eu ido com ela e lá ficado a acompanhá-la em quarto particular, após recomendação dum médico meu amigo, lá de Lousada, com quem eu trabalhava como assistente administrativo no “Posto Médico” em que ele era médico de família (embora ainda o nome usual da categoria entre utentes não fosse esse). Aliás o parto foi então em Lousada precisamente por confiar muito nesse médico, o Dr. Afonso (sem acrescentar o seu apelido familiar, pois não sei se ele gostará, bastando dizer que foi um histórico jogador de futebol do Lousada e era e é Portista). Tendo a escolha hospitalar recaído assim por através dele eu ter sabido que o serviço era muito competente. Juntando o útil ao agradável, por Lousada ser terra de que sempre gostei muito, desde que lá andei a estudar no Externato Eça de Queirós. Coisas que se adiantam aqui para explicar algo que depois aconteceu numa notícia amiga.

Ao tempo eu era colaborador do jornal O Porto. E para o hospital, para me entreter até que houvesse novidade, levei alguns jornais e também o jornal O Porto saído a público nessa semana, que inclusive continha um artigozito meu. Ora, por via disso, chegada depois a notícia à redação do jornal, que era quinzenal, volvido algum tempo saiu a público n’ O Porto uma notazinha contendo essa referência, com apresentação de felicitações e de permeio formulando votos de mil venturas ao novo portista, além de indicação de ter nascido no hospital de Felgueiras (naturalmente por dedução do concelho da minha naturalidade ou por terem visto na inscrição de sócio do FCP ter ficado registado civilmente como natural da minha terra, também; e daí a explicação anterior). Acertando porém em cheio no resto, obviamente, mais no facto de ser mais um Portista, que passados dias foi feito sócio do clube (logo que me pude deslocar ao Porto, pois na época era tudo ainda muito diferente, sendo preciso mandar foto e assinar a papelada, etc, e tal, o que não permitia mais celeridade a quem residia algo distante). Passando então a existir um Portista que ficava a ter os dois nomes próprios relacionados com dois personagens que eu admirava e com quem mantinha alguns contactos do mundo azul e branco.

Passaram-se já 43 anos, que nesta data serão festejados felizmente em família. Enquanto para aqui recordo a curiosidade difundida nesse verão de 1978, com transporte da noticiazinha, publicada então cerca de um mês depois (no jornal de 23-8-78, à página 8), mais o cabeçalho do jornal da semana correspondente, que esteve comigo no hospital da maternidade em que meu filho nasceu.

Armando Pinto

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quarta-feira, 14 de julho de 2021

Na proximidade de mais uma passagem da Volta a Portugal por Felgueiras - Memórias da “Grandíssima Volta Portuguesa” através do Boletim Municipal

Tempos houve em que o mês de agosto por estas bandas felgueirenses era mais associado à chegada e estada de grande número de visitantes regressados à terra de origem, os chamados emigrantes e imigrantes, conforme suas residências no resto do ano no estrangeiro ou noutras terras do próprio país. Enquanto agora vai havendo alguma transformação, mediante as condicionantes e mudanças da vida. À falta de grandes chamarizes turísticos, para lá do habitual cardápio da Rota do Românico, extensivo aos concelhos vizinhos, além do monte de Santa Quitéria. E pouco mais. Podendo futuramente começar Felgueiras a ser mais local de paragem turística com a dotação do Museu do Concelho de Felgueiras, quando tal se tornar realidade. Enquanto isso, a época de veraneio vai decorrendo em modos de vivências particulares, entremeando com algumas ocorrências populares. Como foi ainda por estes dias perante as provas desportivas de Natação e Atletismo que tiveram lugar em Felgueiras. Como será proximamente com o ciclismo nos inícios de agosto, diante de mais uma etapa da Volta a Portugal em bicicleta.

Volta a Portugal que é um acontecimento de grande atração popular desde há muitíssimos anos, a pontos de nem ser necessário muito para descrever o seu significado, bastando referir a prova como “A Volta” e fica tudo dito.

Na proximidade desse grande acontecimento, recordamos aqui algumas das anteriores passagens da “Volta" por Felgueiras, mediante o que ficou registado, ao longo dos anos, nas diversas séries do Boletim Municipal da Câmara de Felgueiras.  

Assim sendo, desta feita relembra-se a ligação de Felgueiras à “Grandíssima Volta” que esteve e saiu de Felgueiras em 2018 a 11 de agosto. Como foi depois anotado no Boletim “Atualidade” Municipal de dezembro seguinte.



Armando Pinto

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terça-feira, 13 de julho de 2021

No 31.º aniversário… Relembrança da elevação de Felgueiras a cidade e Barrosas a vila

A 13 de julho de 1990 Felgueiras foi elevada a cidade e Barrosas a vila.

Completando-se mais um ciclo da elevação das 4 áreas urbanas do concelho de Felgueiras, e após devidas comemorações na Lixa (21 de junho) e agora (13 de julho) em Felgueiras e Barrosas, tendo apenas faltado mais uma vez comemorações oficiais na Longra (1 de Julho), assinala-se e relembra-se também aqui o facto.

Assim, na calha do 31.º Aniversário correspondente a Felgueiras e Barrosas, recorda-se o que ao tempo foi registado no jornal Notícias de Felgueiras, existente à época e onde o signatário colaborava nesse tempo. Sendo desse dia marcante da história do concelho a publicação saída na edição seguinte do referido periódico felgueirense:

Armando Pinto

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sábado, 10 de julho de 2021

Prof. Dr. Abel Tavares galardoado com medalha de mérito portuense, a título póstumo, como professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

 

Sob a presidência do Dr. Rui Moreira, líder da autarquia portuense, e na presença de vereadores municipais, mais representantes das várias forças políticas municipais, e ainda a comissária europeia, além de outras individualidades, decorreu no início deste mês de julho a entrega das medalhas da cidade do Porto, Medalhas Municipais de Honra, Mérito e Bons Serviços, deste ano e do anterior, em dose dupla, devido à pandemia. Sendo então, mais uma vez, reconhecidos méritos individuais e coletivos que, no presente e no passado, «contribuem para o prestígio de uma cidade invicta e resiliente.»

«A sessão cumpriu a tradição e voltou à Casa do Roseiral, nos jardins do Palácio de Cristal, ao final da tarde da sexta-feira», dia 9 de julho deste ano 2021.

Este ano, além de duas Medalhas de Honra da Cidade, e ainda a nível interno da autarquia quatro Medalhas Municipais de Bons Serviços, foram também atribuídas quatro dezenas de medalhas de Mérito Municipal, em lista alargada contando com 2020. Entre cujos galardoados foi distinguido, a título póstumo (e assinalando o seu centenário natalício, do ano transato), o professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Dr. Abel Sampaio Tavares – eminente figura da medicina nacional e personagem conhecido dos meios portuenses e felgueirenses. O qual, Abel José Sampaio da Costa Tavares, nascido a 28 de setembro de 1920, em Ruilhe-Braga, e falecido no Porto a 14 de dezembro de 2013, teve ligações a Felgueiras como proprietário da Casa do Souto de Baixo, na Pedreira, e como Presidente da Assembleia Geral da Cooperativa Agrícola de Felgueiras durante alguns anos.

O Prof. Dr. Abel Tavares já havia sido incluído num artigo do autor destas linhas, há alguns anos publicado no jornal Semanário de Felgueiras; e igualmente integra memórias alusivas numa crónica deste blogue em “Médicos de renome com ligações felgueirenses”.

Armando Pinto

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quarta-feira, 7 de julho de 2021

Foto com História (e do ano em que nasci): A antiga Sirene da Metalúrgica da Longra – do cimo da secção de eletricidade aos ares meteorológicos da região

Após a primeira experiência na MiT, Fábrica de Móveis de Ferro do Largo da Longra, com a passagem da mesma MIT, já como Metalúrgica da Longra, para a reta da Arrancada, foi depois instalada na então “fábrica nova” uma mais potente sirene, também da lavra de Joaquim Pinto, ao tempo já o operário mais antigo da fábrica, eletricista e também construtor de maquinaria da mesma fábrica (e de outras). Sirene essa que passou a ter característica de ser dupla, conforme saiu da cabeça de seu autor, tendo Joaquim Pinto posto o seu respetivo motor entre duas sirenes de cada lado, presas ao mesmo veio e com sons diferentes que se misturavam, fortaleciam e complementavam no brado produzido. De tal modo que a partir que se começou a ouvir, desde 1954, sendo ouvida muito longe, ficou como sinal meteorológico da região. Algo que está ainda na memória coletiva, nas lembranças das pessoas desse tempo, até aos anos oitentas, do século XX, ainda.

Recorde-se que o autor da Sirene da Metalúrgica da Longra foi galardoado em 1959 com o Prémio da Associação Industrial Portuense, recebido depois em 1960. Distinção em que Joaquim Pinto foi o único felgueirense que tal recebeu. Algo também já registado neste espaço através de imagens documentais, em artigo anterior. Além de constar no livro "Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras", quer na parte dos naturais de Rande salientes, bem como no capítulo da indústria local.

Essa sirene estava instalada sobre o edifício da “Secção de Electricidade e Manutenção” da "Metalúrgica da Longra, L.da". Edifício contínuo ao pavilhão grande da fábrica, com anexa cabine e no terreiro do depósito, em frente a um pavilhão mais pequeno do complexo fabril, à época. Como ficou registado em fotografia (vendo-se de baixo, em tamanho reduzido naturalmente, à esquerda superior da imagem), na captação fotográfica coeva a que se reporta a foto, que se publica aqui agora, como lembrança adjuvante à visualização memorial dessa antiga realidade célebre da região.

Armando Pinto

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terça-feira, 6 de julho de 2021

NOTA BENE sobre o meu aniversário...!

Mais um dia de aniversário passado e mais um ano somado na conta da vida, à chegada da hora do fim dia, é tempo de agradecer a todos os que me enviaram tantas manifestações de apreço e amizade.

Depois agradecerei individualmente, dentro do possível perante tantas mensagens, mas para já deixo o meu agradecimento geral, neste dia que quando era criança e jovenzinho muito gostava de passar e agora gosto de modo diferente, já mais por saber que ainda posso contar com tanta e boa gente amiga.

Sendo este um dia, como sei, em que a minha mãe muito gostava de me ver contente, tanto que me festejou os anos com bolo e velas na primeira vez que tal aconteceu em nossa casa, ao meu 6º aniversário. Coisa que, passados mais de sessenta anos depois disso, ainda tenho nos olhos da minha recordação terna lembrança desses tempos. Como pela vida adiante e agora tenho ainda comigo, revendo os seus olhos nos meus. Quão, aos sentidos da vista, tenho do seu colo, comigo e com meu pai ao nosso lado… Conforme a foto mais antiga de minha vida (quando tinha ainda um ano e pouco, apenas). Quer como sempre e para sempre.

Armando Pinto

Recordação...

 

Neste dia, registado na foto, tínhamos menos uns anos bons… Em 06-7-2002

A. P. 

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